A POESIA SIMBOLISTA DE CRUZ E SOUSA E ALPHOSUS DE GUIMARÃES
 
A POESIA SIMBOLISTA DE CRUZ E SOUSA E ALPHOSUS DE GUIMARÃES
 


INTRODUÇÃO

Charles Pierre Baudelaire, poeta francês nascido na cidade de Paris, considerado um dos maiores poetas da literatura universal. Sua poesia inaugura o simbolismo literário e ainda é considerada uma das maiores fontes precursoras da poesia contemporânea. O Simbolismo surgiu em meio à divisão social entre as classes burguesa e a proletária, as quais surgiram com o avanço tecnológico advindo da Revolução Industrial. O mundo estava em processo de mudanças econômicas, enquanto o Brasil passava por guerras civis como a Revolução Federalista e a Revolta da Armada, nos anos compreendidos entre 1893 a 1895.

Há um clima de grande desordem social, política e econômica nesse período de transição do século XIX para o século XX. As potências estão em guerra pelo poderio econômico dos mercados consumidores e dos fornecedores de matéria-prima, ao passo que no Brasil eclodiam as revoltas sociais.

O simbolismo caracteriza-se pela subjetividade, individualismo e misticismo, rejeita a realidade e a valorização do social, e atribui um significado simbólico às palavras que usa e aos personagens que cria.

A importância histórica da obra poética de Baudelaire é muito significativa, e traduz-se numa mudança radical na poesia ocidental. Herdeiro do romantismo negro de Edgar Allan

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*Graduandas de Letras Língua Portuguesa da Universidade Federal do Pará

Poe, Baudelaire é o último grande romântico francês, e ao mesmo tempo, é o iniciador de uma nova sensibilidade baseada na experiência da vida urbana e na observação das ambivalências do mundo emotivo e imaginativo, opondo-se aos excessos sentimentais e retóricos do romantismo. Essas características influenciaram de maneira direta na poética dos simbolistas brasileiros como Cruz e Souza e Alphonsus de Guimarães que será um dos focos deste artigo.

MOVIMENTO SIMBOLISTA

O Simbolismo Surgiu na França, no final do século XIX, e teve como principais representantes Mallamé, Verlaine e Baudelaire. Esses poetas abandonam os princípios da escola realista e parnasiana e dedicam-se ao "culto do etéreo, do subjetivo, do obscuro, do vago, do sugestivo"; rejeitam o mito da precisão descritiva; para eles, a palavra poética deve antes sugerir que dominar. Em 1857, na França, Charles Baudelaire (1821-1867) publicou As Flores do Mal e em 1866 saiu o primeiro número da antologia Le Parnasse Contemporain. Nesta, foram expostas tanto composições simbolistas quanto produções parnasianas. Esse movimento literário que antecedeu a Primeira Guerra Mundial (1913-1918), surge como reação às correntes materialistas e cientificistas da sociedade industrial do início do século XX. A palavra simbolismo é originária do grego, e significa colocar junto. Os simbolistas, negando os parnasianos, aboliram o culto à forma de suas composições. O simbolismo dividiu com aquele estilo o espaço cultural europeu entre o final do século XIX e o início do século XX.

O período que vai de 1890 a 1915 é marcado por inúmeras tendências literárias e filosóficas, representando  , no geral, a superação das teses centrais divulgadas pela geração de 70. Aliás, muitos autores realistas já não endossam mais aquelas idéias radicais , como se pode ver pelo modo como Antero de Quental e Eça de Queirós , por exemplo, revêem suas posições intelectuais.

Surgem movimentos renovadores de cunho antimaterialista e antipositivista.A filosofia do espírito ressurge e idéias nacionalistas começam a ganhar terreno na literatura.

Cumpre destacar que a agitação política contra a monarquia tornava-se cada vez movimento nacionalista vinha, pois, fomentar a exaltação de valores nacionais e, se por vezes pecou por um sentimentalismo excessivo, constituiu um fator importante na restauração psicológica de uma sociedade em crise.

Sobre essa renovação espiritual, assim se manifesta o crítico Antonio Soares Amora: "O movimento de reabilitação do espírito foi mais longo, sem cogitar de p6or em dúvida as verdades e as possibilidades cognoscentes das ciências positivas, no que respeita a matéria, impôs a convicção de que as verdades sobre o mundo exterior, afirmadas por todas as manifestações da espiritualidade do homem, não são menos verdades que as apura a inteligência com métodos científicos. Deste modo, reabilitaram-se as verdades do idealismo, as verdades morais e sentimentos, as verdades da imaginação, as verdades do subconsciente, enfim, as verdades da alma, que nos dão a realidade objetiva com uma natureza e com uma significação muito diferente de tudo o que nos oferece o racionalismo científico e materialista".

A esse ressurgir da filosofia do espírito e do nacionalismo, junta-se a reação ao Realismo com a proposta de uma literatura mais voltada para as forças interiores do homem , para sua dimensão psicológica e transcendental , beirando o místico e o irracional . Essa tendência literária recebeu influência direta do Simbolismo francês, que em 1886 já lançara suas bases.

RELAÇÃO ENTRE A TEORIA DAS CORRESPONDÊNCIAS E OS POETAS DECADENTISTAS

Com Baudelaire surge a teoria das correspondências que propõe um processo cósmico de aproximação entre as realidades físicas e as metafísicas que se expressa através das sinestesias (metáforas que consistem na transferência ou cruzamento de percepção de um sentido para outro, ou seja, a fusão, num só ato de percepção, de dois sentidos ou mais - ex. música doce); teoria de que a imaginação é a faculdade essencial do artista, porque lhe permite recriar a realidade. Dele o Simbolismo herdou: a embriaguez das sensações, o intimismo na poesia, a proposição das "correspondência".

Entende-se por decadentismo a fase embrionária do Simbolismo, fase de preparação, de negação, de protesto, de individualismo. Exprimiam os decadentistas a volúpia pela anarquia, o satanismo, as perversões, as morbidezes, o pessimismo, o horror da realidade banal; buscavam um universo quimérico como forma de escapar à civilização corrupta (retomada das fugas românticas).

 A década de 70 é realista e parnasiana, ao passo que a de 80 se torna decadentista e simbolista, cultivando uma poesia de sugestão e musicalidade, correspondências e interrelações de sentidos, e uma vida literária marcada pela excentricidade, artifício, insânia. A mudança é gradual, e se evidencia com a crescente influência de Baudelaire, Mallarmé, Verlaine e Rimbaud, como os grandes mestres da poesia não objetiva e não descritiva. Por volta de 1880, espalha-se a idéia de decadentismo, caracterizada em 1881 por Paul Bourget em um artigo em que ele identifica o estado de decadência com Baudelaire, místico, libertino e analisador, típico de uma série de indivíduos "incapazes de encontrar seu lugar próprio no trabalho do mundo", lúcidos para com "a incurável máscara de seu destino", pessimistas e individualistas extremos, querendo submeter o mundo às suas necessidades íntimas, e sentindo a época como de crise e enfado, fadiga e degenerescência, dissolução e má consciência. O decadentismo tal como foi representado em À Rebours de Huysmans, com seu famoso personagem Des Esseintes, constituía um estado de revolta contra a sociedade burguesa e seu falso conceito de moral familiar. Depois de 1885, e do artigo de Moréas, o termo foi sendo substituído pelo de "Simbolismo", que afinal prevaleceu no uso corrente, embora aqui e ali ainda se continuasse a empregar o primeiro.

A poesia simbolista está ligada à idéia de decadência, pois deixaram de imitar os padrões estéticos vigentes e enveredam pela obscuridade, daí seu primeiro nome ter sido Decadentismo, só mais tarde essa nova estética passou a chamar-se Simbolismo. Jean Moréas, teórico do grupo, em 1886 publicou um artigo chamado O século XX, que definia o movimento como "não tanto em seu tom decadente quanto em seu caráter simbólico", essa publicação colocou um ponto final na nomeação da nova estética, que passou a chamar-se Simbolismo. Os simbolistas adotaram a teoria da correspondência através da qual a natureza se mostra como uma floresta de símbolos. Utilizaram arcaísmos e palavras raras e adotaram a musica acima de qualquer coisa.

SIMBOLISMO BRASILEIRO: INFLUÊNCIAS E CARACTERÍSTICAS

O Simbolismo, no Brasil, representa uma das épocas mais importantes de nossa história literária e cultural. Este movimento penetrou em nosso país, por intermédio de Medeiros e Albuquerque, que, desde 1891, recebia livros dos decadentistas franceses. Em 1893, Cruz e Sousa publica Missal e Broquéis, obras que definem a história do Simbolismo brasileiro.

Entre as últimas décadas do século XIX e princípios do século XX, os simbolistas conviveram num período em que o Brasil procurava conquistar sua maturidade mental e sua autonomia. Mesmo depois da independência de 1822, a Metrópole ainda continuava a exercer a sua ação colonialista. O comércio, as transações bancárias, a imprensa estavam sob o influxo da Metrópole. A primeira tentativa de autonomia deu-se com a Regência (1830-1841), mas só foi com a Proclamação da República que o Brasil separou-se definitivamente de Portugal. Esse fato levou os homens de letras do século XIX a explorar o tema do nacionalismo. A busca de "símbolos que traduzam a nossa vida social", afirma Araripe Júnior.

O início do movimento simbolista brasileiro é marcado por conflitos no sul do país (1893-1895): A Revolução Federalista, a Revolta da Armada.Características da poesia simbolistaVejamos mais detalhadamente algumas características do Simbolismo: O poeta simbolista volta-se para o mundo interior; guia-se pela subjetividade (característica da corrente romântica). O egocentrismo é um princípio fundamental do Romantismo. Enquanto os românticos pesquisavam o interior das pessoas, suas lutas, incertezas, num campo puramente sentimental, o simbolista penetra fundo no mundo invisível e impalpável do ser humano;A poesia simbolista expressa o que há de mais profundo no poeta; por isso, ele se vale de adjetivos que despertem emoções vagas, sugestivas. A descrição é essencialmente subjetiva; é uma espécie de pretexto para identificar o poeta com o íntimo das coisas.Os versos são musicais, sonoros e expressivos. A poesia é separada da vida social, confunde-se com a música, explora o inconsciente através de símbolos e sugestões e dá preferência ao mundo invisível.A linguagem é invocadora, plena de elementos sensoriais: som, luz, cor, formas; há o emprego de palavras raras; o vocabulário é litúrgico, obscuro, vago.As palavras vêm ligadas ao tema da morte.Emprego freqüente de metáforas, analogias sensoriais, sinestesias, aliterações repetição de palavras e de versos ? tudo isso confere à poesia musicalidade e poder de sugestão.

A primeira manifestação simbolista brasileira deu-se no Rio de Janeiro. Um grupo de jovens, insatisfeitos com a objetividade e com o materialismo apregoados pelo Realismo-Naturalismo-Parnasianismo, começou a divulgar as idéias estético-literárias vindas da França. Ficaram conhecidos como decadentistas. O grupo decadentista era formado principalmente por Oscar Rosas, Cruz e Sousa e Emiliano Perneta.

O primeiro manifesto do Simbolismo brasileiro foi publicado no jornal Folha Popular, do Rio de Janeiro. O Simbolismo é a negação do Realismo-Naturalismo-Parnasianismo. O movimento nega o materialismo e o racionalismo, pregando as manifestações metafísicas e espiritualistas.A influência do Simbolismo brasileiro não se limita à data de 1902 (início do Pré-Modernismo). Muitos modernistas da primeira fase adotaram postura neo-simbolista, entre eles Cecília Meireles.

O Simbolismo brasileiro seguiu três linhas bem distintas:Poesia humanístico-social ? Linha adotada por Cruz e Sousa e continuada por Augusto dos Anjos. Preocupava-se com os problemas transcendentais do ser humano.Poesia místico-religiosa ? Linha adotada por Alphonsus de Guimarães. Preocupava-se com os temas religiosos, afastando-se da linha esotérica adotada na Europa.Poesia intimista-crepuscular ? Linha adotada por pré-modernistas ou modernistas como Olegário Mariano, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto, Manuel Bandeira. Preocupava-se com temas cotidianos, sentimentos melancólicos e gosto pela penumbra.

Os simbolistas buscavam integrar a poesia na vida cósmica, usando uma linguagem indireta e figurada. Cabe ainda ressaltar que a diferença entre o Simbolismo e o Parnasianismo não está primeiramente na forma, já que ambos empregam certos formalismos (uso do soneto, da métrica tradicional, das rimas ricas e raras e de vocabulário rico), mas no conteúdo e na visão de mundo do artista. Apesar de seguir alguns efeitos estéticos do Parnaso, esse movimento desrespeitou a gramática tradicional com o intuito de não limitar a arte ao objeto, trabalhando conteúdos místicos e sentimentais, usando para tanto a sinestesia (mistura de sensações: tato, visão, olfato...). Essa corrente literária deu atenção exclusiva à matéria submersa do "eu", explorando-a por meio de uma linguagem pessimista e musical, na qual a carga emotiva das palavras é ressaltada; a poesia aproxima-se da música usando aliterações.

Os simbolistas praticam uma arte antiburguesa, profundamente influenciada pelo idealismo, a busca constante do inconsciente, o pessimismo. Muitas vezes os poetas simbolistas são panteístas, encontraram refúgio no esoterismo, no ilusionismo, no satanismo, Cruz e Sousa dedica-se a temática do Cristianismo.Movimento de relações com o Modernismo influencia a maioria dos poetas da 1ª fase do Modernismo. Aqui surgem as primeiras rupturas com os padrões rígidos de composição e restabelecimento da relação entre poesia e existência, separadas pelos parnasianos. O movimento simbolista na literatura brasileira teve força até o movimento modernista do começo da década de 1920.

A POÉTICA E O ESTILO DE CRUZ E SOUSA E ALPHONSUS  DE GUIMARÃES

O poeta João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro(atual Florianópolis)no dia 24 de novembro de 1861 ,filho de negros alforriados, desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada de seu ex-senhor, o Marechal Guilherme Xavier de Sousa - de quem adotou o nome de família. Aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais. Seus poemas são marcados pela musicalidade (uso constante de aliterações), pelo individualismo, pelo sensualismo, às vezes pelo desespero, às vezes pelo apaziguamento, além de uma obsessão pela cor branca. É certo que encontram-se inúmeras referências à cor branca, assim como à transparência, à translucidez, à nebulosidade e aos brilhos, e a muitas outras cores, todas sempre presentes em seus versos.No aspecto de influências do simbolismo, nota-se uma amálgama que conflui águas do satanismo de Baudelaire ao espiritualismo ligados tanto a tendências estéticas vigentes como a fases na vida do autor.Quando Cruz e Souza diz "brancura", é preciso recorrer aos mais altos significados desta palavra, muito além da cor em si.

Seus versos tinham musicalidade e sutileza para a atmosfera religiosa que inspiravam como mostra a passagem a seguir:

"Tu que és a lua da Mansão de rosa

da Graça e do supremo Encantamento,

o círio astral do augusto Pensamento

velando eternamente a Fé chorosa;"

(Cruz e Sousa)

Também havia a busca da purificação com o espírito atingindo regiões etéreas e integração com o espaço infinito (cosmos) como nos versos a seguir:

"A voz do céu pode vibrar sonora

Ou do inferno a sinistra sinfonia,

Que num fundo de astral melancolia

Minh'alma com a tu'alma goza e chora;"(Cruz e Souza)

Afonso Henrique da Costa Guimarães, nasceu em Ouro Preto, Minas Gerais, em 24 de julho de 1870 e morreu, em Mariana, a 15 de julho de 1921.

Ouro Preto foi o cenário dos primeiros anos da vida do Poeta que desde sua infância dava sinais de extrema sensibilidade e acentuada introversão. Considerado um dos grandes nomes do Simbolismo, e por vezes o mais místico dos poetas brasileiros, Alphonsus de Guimaraens tratou em seus versos de amor, morte e religiosidade. A morte de sua noiva Constança, em 1888, marcou profundamente sua vida e sua obra, cujos versos, melancólicos e musicais, são repletos de anjos, serafins, cores roxas e virgens mortas. Seus sonetos apresentam uma estrutura clássica, e são profundamente religiosos e sensíveis na medida em que ele explora o sentido da morte, do amor impossível, da solidão e da inaptação ao mundo.

Contudo, o tom místico imprime em sua obra um sentimento de aceitação e resignação diante da própria vida, dos sofrimentos e dores. Outra característica marcante de sua obra é a utilização da espiritualidade em relação à figura feminina que é considerada um anjo, ou um ser celestial, por isso, Alphonsus de Guimaraens é neo-romântico e simbolista ao mesmo tempo, já que essas duas escolas possuem características semelhantes. Oscila, assim, entre os indícios materiais da morte e a expectativa do sobrenatural, como se toda a sua poesia se fizesse em variações de um mesmo réquiem. Mas a evolução da linguagem é permanente e a tendência a um barroco discreto -- de Ouro Preto, Mariana se flexibiliza, se inova com acentos verlainianos, mallarmaicos, de que brotam imagens muitas vezes ousadas, não longe da invenção surrealista.

Sua obra, predominantemente poética, consagrou-o como um dos principais autores simbolistas do Brasil. Em referência à cidade em que passou parte de sua vida, é também chamado de "o solitário de Mariana", a sua "torre de marfim do Simbolismo".

Sua poesia é quase toda voltada para o tema da Morte da Mulher amada. Embora preferisse o verso decassílabo, chegou a explorar outras métricas.Como o dístico observadona estrofe do poema Árias e Canções:

"A suave castelã das horas mortas

Assoma à torre do castelo, As portas,"

Outra tematica observada em suas poesias é a morte como forma de evasão e de fuga do plano terreno, o amor é abordado de forma platonica e idealizante, pois nao ha lugar para o sensualismo e erotismo. A figura femininaaparece de forma divinizada, distante, fria e morta. Como na estrofe a seguir:

"Hirta e branca... Repousa a sua aurea cabeça

Numa almofada de cetim bordada em lirios.

Ei- la morta afinal como quem adormeça

Aqui para sofrer Além novos martirios."

(Alphonsus Guimaraens)

CONCLUSÃO

A temática da morte é uma constante na obra dos poetas estudados, para Alphonsusa morte é como forma de evasão e de fuga do plano terreno e para Cruz a morte é a libertação da alma do corpo em busca do celestial, como observado nos poemas analisados. Nesses poemas ocorre uma prisão no plano abstrato e espiritual, os símbolos revelam a condição humana, a libertação da alma só é possível através do sonho e da morte. Em relação a temática ambos utilizam as formas do parnasianismo, já que eles empregam certos formalismos (uso do soneto, da métrica tradicional, das rimas ricas e raras e de vocabulário rico. Apesar de seguir alguns efeitos estéticos do Parnaso, esse movimento desrespeitou a gramática tradicional com o intuito de não limitar a arte ao objeto, trabalhando conteúdos místicos e sentimentais, usando para tanto a sinestesia (mistura de sensações: tato, visão, olfato...). Portanto, o simbolismo buscou o sentimento de variação e de rapidez compreender que o mundo não é estático e de que a vida é uma luta constante em busca de mudanças, e representa a revisão dos conceitos e das promessas propagadas pelo materialismo cientifico.

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Professora Roseli Gonçalves, Pedagoga pela UEPA e professora de Lingua de Portuguesa UFPA. Especialista em Filosofia da Educação UFPA e Psicopedagoga UEPA. Professora da rede pública do municipio de Belém.
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