Neste trabalho mostraremos reflexões sobre os fundamentos da ação pedagógica que sustentam a formação do docente. Ressaltamos que o docente se torna o principal ator (entre outros) nesse processo de ensino e aprendizagem, é preciso concebê-lo, como nos diz Gómez (2001), como um profissional que reflete criticamente sobre a prática cotidiana a fim de compreender as características específicas daqueles processos, bem como sobre o contexto em que o ensino tem lugar para que possa, assim, facilitar o desenvolvimento autônomo e emancipador dos participantes do processo educativo. 

Lembrando que no espaço escolar o professor  é visto como a figura central no processo educativo, mas esta responsabilidade de aprendizado se estendem para às instituições, seus demais atores e gestores, para que  aprendizagem ocorra na sua totalidade,  recomendamos que todos se  empenhem, com entusiasmo e criatividade. Dessa forma todos participam tornando um espaço de aprendizagem contínua e a interação produtiva. 

A medida em que o professor adquira a possibilidade da realidade, esse processo ira ampliar os sentidos e significados da sua pratica, criando coerência e abertura epistemológica, desenvolvendo em contextos singulares, estabelecendo um diálogo entre o pensamento cotidiano e o pensamento científico.

 Esse processo de ampliar os sentidos e significados da prática docente, envolve muitas coisas, principalmente quando deve alterar a concepção a respeito da prática docente, tornando esse processo complexo. 

A complexidade da pratica do professor pode ser ocorrer no processo de formação docente, onde se aprofunda e se amplia é a própria compreensão de cada professor, afinal, quando está na pratica, onde articula múltiplas dimensões e múltiplas referências.

Vale ressaltar que dentro de uma escola, temos a presença da tríade: professor/aluno/conhecimento. Esta tríade está diretamente atrelada aos condicionantes sociais e psicológicos que constituem o ensino viabilizado pela prática docente. Coll (1992) afirma que esta tríade está em ativa interação nos processos escolares, nos quais é no aluno que se concretiza a aprendizagem, os conhecimentos é que constituem o objeto de aprendizagem e o professor é aquele que favorece, pelo ensino, a aprendizagem dos alunos. É ele quem, a partir de suas intervenções, pode proporcionar, em maior ou menor escala, a atividade auto estruturante do aluno; é ele quem, enquanto adulto, pode ser comparado a uma espécie de andaime, ao realizar intervenções contingentes que possibilitam a mediação entre o conhecimento a ser aprendido e o aluno. 

Diante do que o autor coloca, fica explicito que essa mediação, deve aparecer como uma ajuda direcionada, ou seja, num contexto significativo, onde os alunos vai se aproximando da zona de desenvolvimento proximal.

Essa atividade, numa concepção construtivista de aprendizagem escolar, situa a atividade mental construtiva do aluno na base dos processos de desenvolvimento pessoal que promove a educação escolar. Mediante a realização de aprendizagens significativas, o aluno constrói, modifica, diversifica e coordena seus esquemas, estabelecendo deste modo redes de significado que enriquecem seu conhecimento de mundo físico e social e potencializa seu crescimento pessoal (COLL, 1992, p. 179).

O professor precisa incidir sobre a atividade mental do aluno, criando condições favoráveis ao seu desenvolvimento e aprendizagem, ou seja, tem como finalidade “sintonizar com o processo de construção de conhecimento do aluno e incidir sobre ele, orientando-o na direção que sinalizar as intenções educativas” (COLL, 1992, p. 186). Vale ressaltar a necessidade de atitude favorável do aluno para a aprendizagem, é preciso que ele construa significados e atribua sentidos ao que aprende.

Mediante da ação educativa materializa-se naquilo que conhecemos como ensino: prática social. A partir da reflexão é que podem surgir os processos de significação visando ampliar sua compreensão e atuação frente ao ato complexo da docência.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COLL, C. As contribuições da psicologia para a educação: teoria genética e aprendizagem escolar In: LEITE, L.B., org. Piaget e a escola de Genebra. São Paulo: Cortez, 1987. p. 164-97.
Disponível em: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/pdfs/2006/LWFMJKHNXBBS.pdf. Acessado 11/01/2018.

Disponível em: http://www.unifesp.br/centros/cedess/CD-Rom/ativprati2.htm Acessado 11/01/2014.

Disponível em: http://www.unoparead.com.br/ Acessado 11/01/2018.

ELÇA DOS SANTOS MACHADO - Graduada em: Pedagogia e Ciências Biológicas; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis. 

GRACIELE CASTRO SILVA - Graduada em Administração pela UESP - FAIESP-UNIC- Campus de Rondonópolis. Email:[email protected] 

JANE GOMES CASTRO, graduada em Ciências Biológicas; Professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis. 

LIDIANE DA SILVA XAVIER - Graduada em: Pedagogia; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.  

NOÊMIA PEREIRA DE SOUZA -Graduação História -Especialização História e Teoria Histórica : [email protected] com.
 
RAQUEL SANTOS SILVA - Graduada em Letras; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.

RENATA RODRIGUES DE ARRUDA; Especialista em Educação Infantil. Email: [email protected]

ROSILENE NUNES DA SILVA - Graduada em: Pedagogia; Especialista em Educação Infantil e professora na Rede Municipal de Ensino Público na cidade de Rondonópolis.