REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO IMPACTO DA EDUCAÇÃO SOBRE O ENVELHECIMENTO
 
REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO IMPACTO DA EDUCAÇÃO SOBRE O ENVELHECIMENTO
 


Este artigo apresenta o resultado preliminar do processo de reflexão teórica que vem se construindo no grupo de estudo interdisciplinar: Envelhecimento e Representação Social vinculado a pósgraduação de enfermagem PPGE da Universidade Federal da Paraíba UFPB, atrelado ao Grupo Internacional de Estudos e Pesquisas sobre Envelhecimento e Representações Sociais. O estudo presente teve como objetivo construir o conhecimento teórico sobre: O impacto da educação no envelhecimento. Utilizou-se como teoria de análise a Representação Social calcada e fundamentada por Serge Moscovici (1976), Jodelet (1978) captada nos conteúdos dos conceitos institucionais e nos elaborados pelos teóricos e estudiosos do assunto. Como procedimento metodológico adotou-se o histórico estrutural dialético com a análise de discurso segundo Bardin (1977). A representação social foi constituída de 27 conceitos sobre educação e 24 sobre o envelhecer que compuseram o corpo da pesquisa. Constatou-se que os conteúdos desses conceitos receberam diversas interpretações epistemológicas. Os referentes a educação 33,3% entenderam a educação na ótica epistemológica histórica estrutural, ......., elaboraram a construção teórica do CONCEITO SOBRE EDUCAÇÃO.................. Com relação a representação social do conteúdo dos conceitos sobre o envelhecer, observa-se que foram construídos com ênfase em vários enfoques: 45% centrado no processo biológico que o homem sofre com o passar dos anos, 20,9% apontaram questões biopsicossocial com esse discurso tentam unir os dois aspectos e dizer que são dependentes um do outro, 16,7% indicam apenas a cronologia que leva o homem a envelhecer sem estabelecer relações outras, 8,3% apresentam a pluridimensionalidade do fenômeno envelhecer e ao contrario dos anteriores adotam postura teórica crítica atrelada as relações sociais histórica, estrutural e conjuntural que condicionam e determinam o avanço ou o retardo do processo de envelhecimento, outros 4,1% detêm-se apenas a discussão sobre terminologia e homeostasia corporal. Pode-se concluir preliminarmente, que os conceitos construídos pelos teóricos, grupos de estudos, órgãos e instituições são amplos e muito abrangentes alternando os enfoques biológico, psicológico, social e cultural e poucos estruturam os conceitos adotando uma visão holística histórica estrutural e dialética que os fenômenos qualidades de vida e envelhecer estão submetidos.

INTRODUÇÃO

Este artigo apresenta algumas sínteses de um processo de reflexão teórica que vem se construindo no grupo de estudo sobre o envelhecer. Durante várias discussões foram levantadas várias questões, entre elas, destaca-se: Como a educação enquanto formação/escolaridade contribui para o avanço ou retardo da velhice? Eis a grande questão. Nas últimas décadas, o processo do envelhecimento sofrido pelo homem tem sido grande foco de atenção de autoridades e também da população. Por ser conceito muito abrangente e subjetivo, vários grupos de estudos começaram a estudar o que seria e o que abrangeria esse fenômeno. Exatamente por essa flexibilidade é que cada área de estudo pode entender o envelhecer das mais diversas formas, tentando atingir o que consideram comoo processo de envelhecimento para aquela determinada população a que se destina o trabalho. Assim, a discussão sobre o envelhecimento e o impacto que a educação causa sobre ele aparece freqüentemente com sentido genérico usado por muitos e em diversas áreas, porém, em nenhum momento, existe uma definição clara e unânime do conceito.Envolve aspectos multidimensionais e que não se pode olhar o fenômeno isoladamente, mas sim dentro de um complexo de relações sociais, culturais, econômicas e educacionais, que se coloca o envelhecer e a educação que o homem possui, no âmbito da conjuntura e estrutura de uma sociedade.

O grupo julgou da maior importância que se fizesse um estudo teórico preliminar do que se entendia por envelhecer dentro do processo de desenvolvimento da vida, e nesse contexto como a educação pode contribuir ou não para o retardo ou avanço da velhice. Percebe-se que a problemática que gira em seu entorno é complexa e comporta uma acurada análise teórica que nos permita e assegure um olhar epistemológico do fenômeno educação e suas implicações no processo do envelhecimento de forma mais fidedigna da realidade que se conhece. A realidade, nesse momento, para o grupo será apreendida e captada através da representação social dos discursos e das falas dos sujeitos estudiosos encontrada nos conceitos elaborados e publicados em documentos, pesquisas, revistas e bibliografias diversas, que abordam o assunto, constituindo-se assim, em um estudo de levantamento descritivo preliminar analítico exploratório.

Para realização deste trabalho, adotou-se a postura teórica epistemológica de análise da representação social que será captada no conteúdo do discurso dos conceitos elaborados pela bibliografia consultada e referenciada. Constituindo em um estudo antecipado e não conclusivo de análise em uma formulação provisória e crítica. Transparece um esforço do grupo de estudo em buscar na teoria da representação social a possibilidade de descrever e delinear o objeto em estudo que é a construção dos conceitos: educação enquanto um processo de formação e o envelhecer, sem isolá-los do contexto social que os condiciona e determina.

Como método de procedimento adotou-se, o dialético histórico estrutural, que é o processo mental que através do qual interpreta e constrói a realidade a partir dos fenômenos da contradição da transição histórica, da realidade dos conflitos sobre as harmonias e consensos. Procura-se olhar o objeto de estudo em um processo relacional estrutural conjuntural que tem lugar no social.Em todo decorrer da análise, se estar sempre buscando descrever, interpretar, explicar e analisar o conteúdo encontrado que trata dos marcos que orientam o objeto de estudo em questão, em dois pólos temáticos: a educação enquanto processo de formação e o envelhecer, perpassando por esses dois os aspectos multidimensionais que estão ao seu entorno. Portanto, a análise se deterá sobre esses dois conceitos: o que é a educação e seu impacto no processo envelhecimento? E o que é envelhecer?Para tanto, se realizou um levantamento sobre a literatura existente que se teve acesso sobre o tema, objeto de estudo.

RAZÃO DO ESTUDO

Este estudo converte-se da maior importância como etapa preliminar de outros que virão a ser desenvolvidos pelo grupo, por que proporciona a visão teórica epistemológica antecipada, que está sendo construída por estudiosos e pesquisadores sobre o impacto da educação no envelhecimento no mundo.

Como se não bastasse à razão epistemológica do estudo teórico da construção dos conceitos sobre a educação/formação e o processo do envelhecimento, os dados estatísticos apresentados pelos organismos nacionais e internacionais de saúde e estatística demográficas, já falariam por si só da premente necessidade que o mundo está a reclamar de estudos que venham a contribuir para interpretação e o perfil dessa problemática.

O envelhecimento populacional foi um fenômeno inicialmente observado em países desenvolvidos, mas recentemente, é nos países em desenvolvimento que a população idosa tem aumentado de forma mais rápida. Projeções recém-publicadas pela Organização Mundial de Saúde estimam que, entre 1990 e 2025, a população idosa aumentará cerca de sete a oito vezes em países como a Colômbia, Malásia, Quênia, Tailândia e Gana. As mesmas projeções indicam que entre os dez países com maior população idosa em 2025, cinco serão países em desenvolvimento, incluindo o Brasil com um número estimado de 27 milhões de pessoas com 60+ anos de idade. A proporção de pessoas com 60+ anos de idade no Brasil aumentou de 6,1%, em 1980 (7.204.517 habitantes), para 7,9%, em 1996 (12.398.678 habitantes), correspondendo em números absolutos a um aumento de 5,2 milhões de habitantes idosos (Kalache, 1987).

O índice de idosos no Brasil (razão entre a população com 65+ anos e a população com <15 anos de idade) passou de 6,2%, em 1960, para 13,9%, em 1991, e estimativas apontam que este índice alcançará 106,8% em 2050.4. Neste período, a composição da razão de dependência demográfica (razão entre a população com 65+ e <15 anos e aquela com 15-64 anos de idade) passa do predomínio da parcela jovem da população, observada atualmente, para a dependência idosa no final do período. Essa transição tem um forte impacto sobre as demandas sociais, incorporando progressivamente às demandas por educação e emprego (dos jovens) aquelas associadas à saúde e previdência social (Kalache, 1987).

Para isso é preciso urgente informar e conhecer o idoso, o processo do envelhecimento, as características gerais e individuais desse grupo, as potencialidades, limitações e problemas que fazem o mundo de uma população que em breve será quase que metade da população mundial. O que fazer para preparar a sociedade e o meio em que estes vivem? O que é o envelhecer? Por que envelhecemos? Daí por que a iniciativa de se realizar um estudo sobre o tema em questão.

Que se o crescimento mantiver este ritmo, é previsto que por volta de 2050, pela primeira vez na história da espécie humana, o número de pessoas acima dos 60 anos será maior que a de crianças abaixo de 14 anos. Segundo os últimos dados da ONU, a população mundial deve aumentar, dos 6 bilhões no ano de 2000, para 10 bilhões em 2050. No mesmo período, o número de pessoas com mais de 60 anos deverá triplicar, passando de 600 milhões para 2 bilhões, ou seja, quase 25% da população do planeta terá essa idade ou mais. (Cedipod, 2002),

Os geriatras e gerontólogos, como também profissionais de outras áreas, não têm chegado a um consenso sobre a definição do envelhecimento. Alguns autores postulam suas próprias definições que variam da simplicidade do fato de ser o acúmulo de diversas alterações adversas que aumentam o risco de morte (Harman, 1998) ou como definido por Spirdurso (1995), como uma série de processos que corre nos organismos vivos e que com o passar do tempo leva à perda da adaptabilidade, alteração funcional e eventualmente à morte, até as definições dos cientistas das áreas das ciências do esporte e atividade física que consideram o envelhecimento como soma das alterações biológicas, psicológicas e sociais que levam a uma redução gradual das capacidades de adaptação e desempenho psicofísico do indivíduo (Weineck 1991), ou ainda como considerado por Shephard (1997), em termos do declínio de variáveis que são facilmente quantificáveis (consumo máximo de oxigênio, força muscular, flexibilidade, equilíbrio).

Outro grande desafio da ciência no último século tem sido a identificação das causas do envelhecimento. Por que o nosso organismo envelhece? O que leva a que esse processo seja universal e inevitável? Estas são algumas das perguntas mais comuns levantadas pelos pesquisadores para procurar mecanismos, estratégias, medicamentos, vacinas, terapias, dentre outras para tentar evitar ou retardar esse processo. Apesar deste grande interesse, a ciência não conseguiu até hoje determinar as exatas causas do envelhecimento. Muitas teorias têm sido levantadas e descritas amplamente por alguns pesquisadores, mas nenhuma delas por si só consegue satisfatoriamente explicar todas as alterações que acompanham o envelhecimento.

REFERENCIAL TEÓRICO - REPRESENTAÇÕES SOCIAIS - CONSTRUCTO E COGNIÇÃO DO CONCEITO

Os fenômenos da representação social são caracteristicamente construídos no que Moscovici chamou universos conceituais do pensamento.Portanto é um processo cognitivo. Este estudo buscou explorar os diferentes ângulos de utilização do constructo da representação social para alcançar a compreensão de seu objeto de estudo o impacto da educação no envelhecimento construída pelos estudiosos. Se crer que a teoria da representação social é um instrumento bastante útil e fértil para exploração do tema. Ao dizer isto, acredita-se na representação social como suporte teórico-analítico do fenômeno social qualquer que seja, onde oportuniza captar dos sujeitos da investigação, seus pensamentos, idéias, conceitos que têm com relação ao objeto representado, que neste caso é o impacto da educação no envelhecer. Conhecimentos estes que foram construídos, elaborados e reelaborados pelos teóricos no evoluir do pensamento epistemológico através dos tempos, o qual representará o consenso do grupo dos autores investigado.

Moscovici (1976) introduz a teoria da representação social, tendo por objeto de pesquisa a psicanálise pelo grande público francês dos anos 50, o qual difunde este saber científico inédito, transformando em uma forma de conhecimento socialmente elaborado e partilhado como "saber prático do sentido comum".

A característica de dito conhecimento é ser um conjunto coletivamente partilhado com crenças, imagens e metáforas e símbolos em um grupo, comunidade, sociedade ou cultura. Representação social significa um conjunto estruturado de opiniões e de atitudes produzidas e concebidas como um processo social de comunicação e discurso. Seu conteúdo está estruturado mentalmente. Isto é, cognitivo, avaliativo, afetivo e simbólico, que toma a forma de imagem ou metáfora e que é conscientemente compartilhado com outros membros do grupo social (Harré, 1984).

A comunicação é enfatizada como fenômeno que podem situar as pessoas em uma rede de interações, onde qualquer coisa individual pode fazer-se social e vice-versa - se crer em uma epistemologia popular. Portanto,a representação é um elo entre o mundo individual e o mundo social e de associar a perspectiva de uma sociedade em mudança.

É a representação social vista como um processo público de criação, elaboração, difusão e trocas sociais compartilhadas no discurso cotidiano dos campos científicos e sociais (Doise, 1990, 1993; Jodelet, 1989; Moscovici, 1984, 1998; Wagner & Elejabarrieta, 1994); ou em outras palavras "representação social se definiu como a elaboração de um objeto social pela comunidade" (Moscovici, 1963, p. 251) in Wagner, 2000.

Atualmente, há muitos estudiosos que buscam conceituar o que é representação social, como expõe Nóbrega (2001), que tem dois tipos de conceitos: uns psicológicos e outros sociológicos. Nos conceitos psicológicos existe uma ênfase por utilizar diferentes noções, a saber: atitude, opinião, imagem de maneira indiferenciada e colocam em posição sujeito/objeto, interior e exterior, estímulo e resposta, para compreender os fenômenos relativos às atitudes, opiniões e imagens. As diferenças são determinadas ao mesmo tempo do conteúdo da observação e as conseqüências teóricas que delas são deduzidas.

Nos conceitos sociológicos, como disse Moscovi, não existe um corte entre o universo exterior e o universo interior do individuo (ou grupo) que o sujeito e o objeto não são fundamentalmente distintos. Este último está inscrito em um contexto ativo, móvel, visto que é parcialmente concebido pela pessoa ou pela coletividade como extensão de sua conduta.

Moscovici (1978) conceitua Representação Social como;

Sistema de valores, de noções e de práticas com uma dupla tendência, instaurar uma ordem que permita aos indivíduos a possibilidade de orientar-se no meio ambiente social, material e de dominá-lo. Por outro lado, de assegurar a comunicação entre os membros de uma comunidade propondo-lhe um código para suas mudançase um código para nomes e classificar de maneira unívoca as partes de seu mundo, de sua históriaindividual ou coletiva.

Existem várias concepções no território das ciências humanas. Neste sentido,Nóbrega (1990) chama a atenção dizendo que a comunidade científica reconhece como: Uma forma de conhecimento socialmente elaborado e compartilhado, tendo uma intenção prática e ocorrendo a construção de uma realidade comum a um conjunto social.

Jodelet (1989) seguindo esta linha de pensamento se expressa:

O conceito de representação social designa uma forma de conhecimento específico. As representações sociais constituem modalidades de pensamentos práticos, orientados a comunicação, a compreensão e o domínio do ambiente social, material e ideal. Como tais, apresentam características específicas em nível da organização dos conteúdos, das operações mentais e da lógica.

Portanto, se pretendeu delinear os principais marcos teóricos que constroem o conceito de representação social que se fundamentou nas definições epistemológicas construídas e formuladas pelos dois expoentes estudiosos do assunto, Moscovici e Jodelet, as quais se incorporam a nossa concepção individual sobre a representação social. Este entendimento como aporte teórico analítico se constitui dos mais avançados no campo das pesquisas em ciências humanas.Daí, o fato, de se haver optado pelo apoio teórico de análise do fenômeno em estudo  a educação e o impacto sobre o processo do envelhecimento.

AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS E O CONTEXTO TEÓRICO METODOLÓGICO DO IMPACTO DA EDUCAÇÃO NO ENVELHECIMENTO

Este trabalho se constituiu em um estudo teórico exploratório descritivo analítico da construção do conhecimento sobre a educação enquanto processo de formação e o impacto sobre o envelhecimento do homem. Questionou-se como os cientistas conceituam a educação? Como a educação implica no processo do envelhecimento? O que seria envelhecer?Procurou-se articular a multidimensionalidade - sociopolítica técnica- científica e humana dos conceitos, no contexto em que são elaborados pelos teóricos e estudiosa do assunto.

Far-se-á algumas aportações com o intento de explicitar a representação social. Segundo expõe Moscovici (1961, p. 18), quando afirma que "as representações se manifestampela comunicação e pela conduta', neste estudo se opta por captar a representação social por meio do conteúdo que integra os conceitos estruturados pelos teóricos sobre o objeto de estudo.

Completando a compreensão sobre representação social, Carvalho (1963, p. 19) afirma: Como reorganização do real pelos sujeitos estando presentes nesta organização, a história de vida de cada um deles, a história de sua classe social, as informações que estes sujeitos tiveram ao longo de suas vidas. As representações sociais revelam inclusive a classe social a que os sujeitos estão vinculados, uma vez que elas se estruturam nas relações sociais que estabelecem entre si e nas relações que mantiveram ao longo de suas histórias, de suas vidas. Como os sujeitos se inserem no modo de produção da sociedade, determina sua forma de pensar, desentir e de agirsobre sua realidade. Portanto, a Representação Social constitui uma das vias de apreensão do mundo concreto, circunscrito em suas bases e conseqüências. (Moscovici, 1995, p. 8)

A classe social é o campo das representações sociais, onde o sujeito estabelece suas relações sociais onde vive e convive. Determina sua história de vida e a sua leitura de mundo, como também é influenciado pelo contexto de tempo/espaço. Ressalta-se aqui o aspecto ideológico que a representação social transparece, fazendo a visão, mais fidedigna enquanto ao fenômeno a ser estudado. Seguindo este pensamento, outros autores assim se pronunciam:

Targino (1992, p.4 - 5) citando Madeira e Carvalho, afirma:

A representação social como tal, se estrutura a partir das informações(Moscovici, 1981: Herzlich , 1972: Kaees, 1968), ou seja da qualidade e da quantidade do conhecimento que o sujeito vai adquirindo acerca de um objeto social. Estas informações não são idênticas ou homogêneas, são antesdiversificadas, tendo em conta as formas de inserção dos sujeitos no sistema produtivo. Por outro lado, estas informações não sãodecodificadasda mesma maneira por todos os indivíduos. O sentido, a significação, a ressonância efetiva estão presentes nesse processo. Atualizam a experiência de vida do sujeito, mesmo que inconscientemente, em torno de um momentoou de um fato , de uma idéia ou de um conceito, de uma escolha ou de uma decisão. O conteúdo e o processo (Moscovici, 1961; Herzlich, 1972; Kaees, 1968) de estruturação das representações não se esgotam, pois, no manifesto, no racional ou mensurável. Atingem o individuo todo, do latente ao manifesto, do consciente ao inconsciente, do racional ao simbólico.

Neste sentido, o pensar, o falar, o sentir e o atuar de um sujeito não se encontra isolado ao contrário, se constroem e se estruturam com todo contexto espacial e temporal por ele vivenciado, o que se demonstraatravésdas representações sociais.

As representações sociais se estruturam conjuntamente no campo das representações. Por isto não se pode estudar representação como coisa isolada ou acabada, mas sim, em uma perspectiva dinâmica que vai modificando-se ao longo do tempo, e ao longo da história do sujeito. É nesta direção que se situam as representações sociais, dos conceitos de educação/formação e o envelhecer. Para manter a coerência epistemológica, adotou-se o método de procedimento histórico estrutural para analisá-las como manifestações articuladas e dinâmicas de idéias, valores, pressuposições e interpretações, componentes da realidade histórico-concreto de um grupo social.

O fenômeno educação e envelhecimento foram estudados no contexto histórico estrutural das representações dos sujeitos envolvidos neste estudo. Alicerçados nesta perspectiva histórica se considerou o conhecimento elaborado, uma vez que ele tem origem no passado. Pretendeu-se articulá-lo assim, com todo o contexto do pensamento e a evolução que sofreu até o presente.

Apreenderam-se as representações sociais através da linguagem e conteúdo dos conceitos elaborados pelos teóricos,o que permitiu observar as transformações ocorridas do significado da educação/formação e o envelhecer construídos através do tempo. Isto percebido, através do jogo de palavras latentes ou manifestas transparentes nos conceitos estudados.

Sabe-se que cada sujeito, cada grupo social, considerando espaço/tempo, possui seu repertório de discurso e linguagem próprio de tratar os fenômenos, sua ideologia e seus valores, traduzidos em símbolos e codificados em palavras. As palavras concretizam o que velada ou claramente mantém os sujeitos em suas consciências. A palavra é a manifestação mais concreta do pensamento que se articula e se integra a linguagem. Neste sentido, Bordieu (1973, p.18) diz:

A palavra revela condições estruturais, sistemas de valores, normas e símbolos têm a magia de transmitir através de porta voz as representações de grupos determinados, em condições históricas, socioeconômicas e culturais específicas (Minayo, 1995, p. 103)

A palavra é a ferramenta concreta do pensamento. È sua materialização. Para captar o conteúdo dos conceitos sobre a educação e o envelhecer, fez-se através dos conteúdos expressos nas palavras que os construíram. Pretendeu-se, a partir do conceito emitido por cada teórico individualmente, fazer as inferências coletivas com respeito à representação grupal dos estudiosos consultados e assim construir o conhecimento que eles têm sobre a educação e seu impacto noenvelhecer.

Portanto, para manter a consistência teórica adotou-se nesse estudo, a técnica de análise do conteúdo preconizada por Bardin (1977). Os conteúdos dos conceitos sobre a educação e o envelhecer foram apreendidos e analisados seguindo o procedimento metodológico temático, assim estruturado: a) constituição do corpo 27 conceitos sobre educação/formação e 24 conceitos sobre o envelhecer e em seguida se procedeu à leitura flutuante de todos para poder identificar através de processo de garimpagem, as invariâncias e as semelhanças hermenêuticas entre eles; b) seleção das unidades de análise, utilizando o parágrafo como unidade de contexto e a frase como unidade de registro; c) categorização a partir da análise do conteúdo temático emergiu as categorias.

A educação e um processo político que se encontra necessariamente submetido a conjuntura e estrutura da sociedade em que o homem se encontra.Nessa ótica o processo de envelhecimento, também sofre as conseqüências sociais determinada pela estrutura e estratificação social capitalista. Criando assim a marginalidade. "Nessa direção aponta Kowarick (1981 pg. 27), citando Stonequist para caracterizar o homem marginal, enfatiza: "é um contraste, tensão ou conflito de grupos sociais que diferem quanto à raça ou cultura e onde os membros de um grupo estão procurando ajustar-se aos grupos que se acredita possuir maior prestigio ou poder, esses grupos se acham numa relação de desigualdade, seja ou não abertamente afirmada". Ainda explicando sobre o constructo da marginalidade diz: "O mundo moderno de competição econômica e mutáveis relações sociais, coloca o individuo numa situação social em que a mudança e a incerteza são as notas dominantes, os ajustamentos fixos e permanentes tornam-se impossíveis, o mundo se move e o individuo precisa ajustar-se constantemente"

Várias são as teorias estruturalistas que procuram explicar o fenômeno da marginalidade encarada pelo mundo capitalista. Elas procuram explicar a marginalidade estabelecendo uma relação determinante e condicionante com o processo de articulação social do homem na qual sociedade está inserida. É a inserção dos grupos marginais ocorre na divisão social do capital trabalho.A principal categoria explicativa dessas teorias é a acumulação do capital. A explicação para o fenômeno da marginalidade, portanto, encontra-se em âmbito conjuntural estrutural. Há duas vertentes: a do modelo funcionalista que procura explicar o problema por meio de acomodação e adaptação social do homem ao seu próprio meio chamado de teoria da modernização. E a outra a analítica histórica estrutural, chamada de teoria da dependência, na qual nos acostamos para poder olhar cientificamente o fenômeno educação e o envelhecer.

Ratificando a postura científica adotada, o médico Alexandre Kalache aos 62 anos e pesquisador em saúde pública tem como pro­jeto de vida envelhecer melhorando a vida dos idosos. Antes que tal idéia pareça puro oportunismo  dada a sua idade, é preciso dizer que Kalache trata do assunto há mais de 30 anos. Foi ele um dos primeiros especialistas a enxergar o enorme desafio que os países em desenvolvimento terão pela frente se não começarem a pensar e agir sobre o envelhecimento da população imediatamente. "Trata-se de encarar o que poderá se transformar em um problema como uma oportunidade de torná-lo um importante tema da política pública do país."

Ainda segundo Kalache, o fato é que o idoso rico vive mais do que o idoso pobre mesmo quando este tem toda a assistência médica?Esse é um bom tema para discussão hoje. Michael Marmot, da Universidade de Londres, é provavelmente o maior especialista em saúde pública atualmente. Ele deu uma grande contribuição ao tema ao medir cientificamente essa situação. Mamort demonstrou que se pegarmos um ônibus, daqueles vermelhos de Londres, e rodarmos de Kilburn, que é um bairro pobre, para Hamstead, que é um bairro de rico, a cada 200 metros se ganha 1 ano de vida.   As afirmações em relação a diferença de classe social e a qualidade de vidavai ainda mais além; quanto mais perto do bairro rico, maior a expectativa de vida, afirma Kalache em seus estudos e observações, segundo ele há uma diferença de 10 anos na esperança de vida. Isso mesmo depois de ajustarmos os dados para excesso de peso, dieta inadequada, consumo de fumo e álcool, tudo o que há de ruim para a saúde, que são os fatores importantes para as doenças crônicas, majoritariamente as dos adultos. Ainda assim continuamos com uma diferença de esperança de vida maior para os ricos. Por que isso ocorre não se compreende muito bem ainda. Mas a suspeita é que tenha a ver com a auto-estima. É aí que entram as atividades intelectuais, como a música, a arte e a educação propriamente dita, as atividades que produzam um esforço considerável, como a atividade física e o lazer produtivo, como cinemas, teatros etc.

CONSTRUINDO O CONCEITO DE EDUCAÇÃO/FORMAÇÃO SOBRE O PROCESSO DO ENVELHECIMENTO

Como se encara a velhice? O processo de envelhecimento? E nesse contexto como a educação influencia? Constata-se que em todos os níveis social-cultural-econômico-político em que o homem se insere é notado que aquele que parece deter maior conhecimento educacional apresenta maior entendimento sobre a realidade, seu tempo e espaço em que vive. Esta postura há de se esperar, porém não se pode menosprezar o conhecimento empírico, razão porque se buscou na literatura a afirmação dessa hipótese ou não.

O conhecimento tem presença garantida em qualquer projeção que se faça em relação ao homem, o mundo e os seus objetivos mais as suas conquistas. Por isso há um consenso de que o desenvolvimento de um país está condicionado à qualidade da sua educação. Como se diz: educação é fator e conseqüência da saúde. Nesse contexto, as perspectivas para a educação são otimistas, e quando se trata do resultado que tem essa educação ao chegarmos à velhice, é concreta sua influência. Com relação ao envelhecer é fato que se torna preocupante, pois se um povo educado é conseqüentemente um povo consciente, essa consciência leva-o a apreender durante toda a caminhada pela vida. Como é feito o alicerce para o tão sonhado envelhecer com qualidade de vida?Um cidadão educado se preocupa com as inúmeras questões que embasam a saúde, desde a forma de se alimentar, a sua higiene, o cuidado com o meio ambiente, o respeito ao próximo, e como não podia deixar de ser, manter-se ativo e produtivo sempre.

O envelhecimento populacional resida no fato de os jovens não se darem conta que a velhice não começa repentinamente aos 60. Como alerta o Plano de Ação Internacional Sobre Envelhecimento, da ONU, "é um processo que dura toda a vida e deve ser reconhecido como tal". Assim, o bem-estar ao envelhecer depende de como se vive a mocidade, e do suporte dado pela sociedade para que se possa aproveitar cada fase da vida, enfrentando problemas decorrentes da nossa natureza, mas explorando plenamente nosso potencial. E a preparação deve ter início na educação básica, conscientizando os alunos que, a "bagagem organizada" na juventude, dará a sustentação necessária na fase da velhice. Também é pertinente ressaltar que a solidariedade para com os idosos, deve ser um ponto a ser estimulado na educação, já que fazendo isso estará o jovem defendendo os seus próprios interesses, já que estão sujeitos ao mesmo relógio.

O educar de modo geral está inserido em todo e qualquer contexto que exija a relação do ensinar e do aprender. Para Paulo Freire (2000) educar não é um ato de "doação" de conhecimento, mas um processo que se realiza no contato do homem com o mundo vivenciado, o qual não é estático, mas dinâmico e em transformação contínua. Um processo de educação exige um aprendizado precoce e esse é demonstrado em hábitos e comportamentos que somados que influenciarão nos resultados para o idoso.

Observa-se o quão importante é a educação/formação no tempo e idade certa, sabendo que o ato de aprender é contínuo e ininterrupto que acompanha o homem durante toda sua vida. A educação, nesse contexto, é colocada como condição "sine qua non" no processo de longevidade dos sujeitos.

No sentido de estabelecer essa relação entre educação e envelhecimento faz-se necessário construir o entendimento do que seja a educação. A ótica científica que norteia este estudo é a histórica estrutural, que identifica a educação como uma forma de dominação de uma classe social sobre outra, determinada pela conjuntura e estrutura social existente na sociedade. Com o objetivo de constatar como os estudiosos vêem o processo de educação, procedeu-se um levantamento nesse sentido.

Madeira, (2000 e 2001) evidenciando a educação no desenvolvimento do processo de formação e aprendizagem diz: Educação é um processo amplo, que envolve o homem todo e todo o homem, no concreto de seu viver e de seu fazer. Somos todos aprendizes e ensinantes, numa interlocução com o outro, presente ou suposto, pela qual, no concreto, saber e fazer integra-se à dinâmica do viver, como apropriação e expressão. Ainda querendo ser mais clara a autora em outra publicação nos fala: processo pelo qual, em diferentes contextos históricos estruturais e com finalidades, níveis, forma e grau desistematização diversa, a cultura e o conhecimento são continuadamente, transmitidos e (re) construídos envolvendo a totalidade do sujeito em suas relações com o(s) outro(s).

Targino, (1992), fala sobre a educação como um processo no qual agente e popular estariam inseridos. Trata-se de um conjunto em que todos os elementos estão em relação e nenhum a margem. Fazem parte do todo. O fenômeno educativo é encarado, portanto, numa perspectiva de totalidade, que se torna factual, no concreto de uma sociedade de classes. A educação nesse contexto pode ser identificada, no primeiro nível, como uma das formas de dominação de uma classe social sobre as outras. Estaria condicionada a transmissão ou ratificação de conhecimento, valores, normas hábitos, etc. que sedimentariam a estrutura vigente. Este processo, no entanto, não se verifica de forma mecânica, mas comporta contradição, fonte mesma de seu dinamismo. Não se está com isto negando o papel da educação enquanto aparelho ideológico, mas se pretende questionar uma postura teórica mas se pretende questionar uma postura teórica estática e imobilista.

Teixeira, Anísio (1969) vê a educação, como processo de perpetuação da cultura, meio de se transmitir a visão do mundo e do homem, honrando e cultivando a respectiva sociedade.

Saviani, Dermeval (1987) entende que a educação é responsável pela direção da sociedade, na medida em que ela é capaz de direcionar a vida social.

Luckesi, Cipriano Carlos (1991) compreende a educação como instância social que está voltada para a formação da personalidade dos indivíduos, para o desenvolvimento de suas habilidades e para a veiculação dos valores éticos necessários à convivência social.

João A., Comênio in Luchesi (1991) tem uma concepção da educação, como redentora da sociedade, colocando questões religiosas como base da educação redentora.

Severino, Antônio Joaquim (1994) relata que educação é uma forma de trabalho, prepara para o trabalho e se faz mediante atividades de trabalho.

Chardin, Terlhard (1989) diz que o desenvolvimento humano depende de nossa capacidade de reflexão, das habilidades de pensar e saber, e a educação são o meio de facilitar e explorar essas habilidades.

Para Moraes, Maria Cândido (2005) educação só é educação se buscar favorecer as diferentes alternativas de aprendizagem, de viver e conviver, de criar e recriar, através da solidariedade, fraternidade e compaixão.

Doll Jr. (1997) fala que a educação é compreendida como um sistema fechado, na melhor das hipóteses, apenas transfere energia e transmite, não transforma.

Freire (1983) diz que educar é criar o homem  sujeito, respeitando-o como pessoa e de dando-lhe liberdade de criação.

Freire (2000), Educação converte-se em uma prática para liberdade. A prática da liberdade só encontrará adequada expressão numa pedagogia em que o oprimido tenha condições de reflexivamente, descobrir-se e conquistar-se como sujeito de sua própria destinação histórica.

Freire in Gadotti (2007) diz que a educação não muda mecanicamente a sociedade, mas muda os seres humanos que podem mudar suas vidas e suas estruturas políticas, sociais e econômicas.

Saviani (2000) compreende que a educação e a política devem ser entendidas como manifestações da prática social própria da sociedade de classe.

Para Machado (2004) projetos e valores são protagonistas da educação, constituem par fundamental inerente ao significado mais profundo do ato de educar.

Dolores (2003) refere que a educação pode ser um fator de coesão, se procurar ter em conta a diversidade dos indivíduos e dos grupos humanos, evitando tornar-se um fator de exclusão social.

Ardoino (1996) diz que a educação é o resultado de uma pesquisa multirreferencial do passado, presente e futuro.

Gadotti (1987) relata que em educação, o caminho longo consiste essencialmente na experiência da educação. Esta experiência alimenta constantemente a palavra nascida da experiência vivida e em relação permanente com um contexto, com uma história.

Durkeim (1993) é ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para vida social, tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo número, de estados físicos, intelectuais e morais,relacionados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança , particular mente se destine.

Almeida (2005) acredita que a educação tem um papel importante no próprio processo de humanização do homem e de transformação social, embora não preconize que, sozinha, a educação possa transformar a sociedade.

Mello (1987) diz que educação é pensar no seu papel como fator preponderante no atual momento de transição política mundial.

Scocuglia, Afonso Celso et. al. (1999) refere que se a família é o berço onde o povo se perpetua e se renova biologicamente, a educação é aquele onde o mesmo se perpetua e se renova culturalmente.

Santiago (1965) acredita que à medida que as classes dominantes deixam em cada homem a sombra da opressão que o esmaga, a educação expulsa esta sombra pela conscientização, sendo a tarefa da educação libertar o homem pela sua própria consciência.

Olivier (1974) in Gadotti (1987) fala que a educação é educar fazendo ato do sujeito, é problematizar o mundo em que vivemos para superar suas contradições, comprometer-se com esse mundo, para recriá-lo constantemente. Não permitir idéias e nem obedecer acriticamente.

Para Alves (2006) o sujeito da educação é o corpo, porque é ele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá ordens. A inteligência é instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver.

Porto (1987) relata a educação é um processo anterior e bem mais extenso do que aquele que é desenvolvido na esfera escolar, abrangendo várias esferas sociais, como família, igreja, local de trabalho, lazer etc. Consiste num processo difuso, com anseio de se difundir crenças, idéias, valores, saber comum, relação entre pessoas, modo de vida, enfim, a forma de como a sociedade compreende e materializa o seu cotidiano.

Pereira (2003) acredita a educação deve desenvolver nas pessoas um sentido de responsabilidade, como indivíduo, membro de uma família e de uma comunidade, para com a saúde, tanto individual como coletivamente.

Costa (1999) refere que para atingir o êxito e o ideal da educação é preciso promover o máximo de conhecimento ao indivíduo, sobre a qualidade de vida, os direitos e deveres do cidadão, e o mais importante, que os próprios educando tenham conhecimento do seu papel no processo educativo.

Dewey (?) processo de reconstrução e reorganização da experiência, pelo qual lhe percebemos mais agudamente o sentido, e com isso nos habilitamos a melhor dirigir o curso de nossas experiências futuras. Fenômeno direto da vida, tão inelutável como a própria vida.

Para se analisar o impacto da educação sobre o processo do envelhecimento do homem, faz-se necessário que se tenha bem claro o que se entende por educação. Neste sentido o grupo percorreu de forma abrangente investigativa captar os diversos conceitos elaborados por teóricos e estudiosos do assunto em educação. Percebeu-se que o entendimento sobre a educação, enquanto um processo de formação do homem, é visto por diversas concepções ideológicas, que foram e são determinadas pelo contexto histórico e social de tempo e lugar.

Seguindo as tendências ideológicas manifestadas no discurso procurou-se aglutinar os conteúdos dos conceitos por aproximação, semelhanças e invariâncias teóricas, conforme demonstra o quadro a seguir.

CONCEITOS DE EDUCAÇÃO AGRUPADOS POR CATEGORIA DE ANÁLISE

CONCEITOS

%

PERPETUADORA DA CULTURA

TEIXEIRA, Anísio  1969 Vê a educação, como processo de perpetuação da cultura, meio de transmitir a visão do mundo e do homem, honrando e cultivandoarespectiva sociedade .

09

33,3

TRANSFORMADORA/HISTÓRICA/ESTRUTURAL

MADEIRA, Margot - processo pelo qual, em diferentes contextos históricos estruturais e com finalidades, níveis, forma e grau desistematização diversa, a cultura e o conhecimento são continuadamente, transmitidos e (re) construídos envolvendo a totalidade do sujeito em suas relações com o(s) outro(s).

10

37,0

CONFUNDE-SE COM O TRABALHO/EXPERIÊNCIA

Severino, Antônio Joaquim  1994, A educação é uma forma de trabalho, prepara para o trabalho e se faz mediante atividades de trabalho.

02

7,4

CAPACITA O HOMEM A PENSAR

Chardin, Terlhard  1989, O desenvolvimento humano depende de nossa capacidade de reflexão, das habilidades de pensar e saber, e a educação é o meio de facilitar e explorar essas habilidades.

03

11,1

TRANSMITE MODÊLOS

Doll Jr.  1997, A educação compreendida como um sistema fechado, na melhor das hipóteses, apenas transfere energia e transmite, não transformadora.

02

7,4

PROCESSO DE LIBERDADE E CONSTRUÇÃO

Oliver,Reboul  1974 in Gadotti  1989, Educação é educar fazendo ato do sujeito, é problematizar o mundo em que vivemos para superar suas contradições, comprometer-se com esse mundo, para recriá-lo constantemente.Não permitir idéias e nem obedecer acriticamente.

01

3,7

TOTAL

27

100

Como se constata no quadro acima o maior percentual 37,0% foi para representação social do conceito em educação que apresentou enfoque transformador  histórico  estrutural.O discurso numa primeira abordagem enfatiza que o ato de educar transcende os muros da escola e alcança o homem como um todo, adquiri uma visão que não é estática nem, tão pouco neutra, mas sim, dinâmica, crítica e contínua acrescentando ainda que o procedimento do educar não é mecânico, mas alcança a dimensão humana a do amor. Amor enquanto compromisso social do educador para com o educando. Em outra etapa o discurso assume que a educação é determinada historicamente e socialmente pelo sistema social em que o homem esta inserido e as condições sociais e de bem estar dela decorrem. O homem dentro desse contexto conjuntural  estrutural  histórico, integra-se ou é, expurgado para marginalidade que a própria estrutura condiciona. É processo e produto do sistema social em que se encontra.

Teóricos entendem 33,3% que a educação é uma transmissora de cultura, valores e costumes de uma sociedade e o resgate do patrimônio cultural é feita pela educação através da transmissão desses valores, hábitos e comportamentos existentes de uma civilização para outra, de gerações para gerações. Sendo a educação perpétua. Esse enfoque é pontual, mecânico e aparentemente neutro e ingênuo, quando aborda o fenômeno de forma isolada como se a educação não tivesse outras relações e funções dentro do sistema social. Outros 11,1% adotam o entendimento que a educação é a ferramenta que capacita o homem a pensar e estabelecer a aprendizagem que necessita. Nessa abordagem, embora que trate do ato de pensar, que é o início de qualquer aprendizagem, o faz de forma desarticulada das questões maiores, restringindo-se ao ato exclusivo da dominação de conhecimento. 7,4% em seus conceitos compreendem que a educação confunde-se com vivência e experiência, uma vez que tem como objetivo oferecer oportunidade de formação profissional. Construir habilidades que caracterizam e especificam um profissional do outro.Estes teóricos emitem posição radical ao processo educacional com a visão tecnicista que faz o homem detentor de uma mão de obra e nessa ótica, a educação é a ferramenta para ser utilizada. Há estudiosos, 7,4%, consideram que a educação de acordo com o modelo ideológico adotado, impõe o tipo de homem que se quer formar. Nessa ótica epistemológica, a formação do homem é robotizada e pré  moldada adquirindo um caráter aparente de neutralidade. 3,7% tratam da educação como processo de liberdade e construção em que se constitui numa ferramenta utilizada para superar as contradições existentes. A ótica é igualar os homens na sociedade, porém ao tratar das diferenças aborda como se elas também fossem iguais em todos que são diferentes e não vêem as condições que essa mesma sociedade cria para construir o construto da marginalidade quando o torna e acentua o homem ainda mais diferente.

Portanto com essa visualização panorâmica sobre os conceitos de educação elaborados pelos estudiosos, possibilitou ao grupo entender que a educação não é algo simples para se adquirir ou uma mercadoria que se possa comprar como queiram alguns, mas vai além da instância da escola, ultrapassa o exclusivo domínio do conhecimento e alcança também, a cultura em toda sua plenitude como manifestação e produção de qualquer ato do homem construído no coletivo. Não existe cultura isolada.

CONSTRUINDO O CONCEITO DE ENVELHECER

A criação do homem e sua existência sobre o Planeta Terra é explicada por diversas teorias de natureza teológicas e de natureza cientifica. Toda a literatura fala do tempo de vida que o homem tem ou viveu. Percebe-se que o homem submete-se a imposição de uma lei natural universal nascer, viver e morrer. Todo ser humano tem que passar por esses momentos. Como vivê-los?A diferença entre os homensdiante desses momentos de vida, esta justamente nas condições da própria vida que cada um levae constrói. Uma vez que a forma pela qual a pessoa envelhece não depende apenas de sua constituição genética, mas, também, do estilo de vida que a mesma leva. Esta construção de vida é determinante e condicionante no processo de envelhecimentoque cada ser humano irá desenvolver.

É importante enfatizar que têm surgido diferentes formas de considerar o indivíduo como idoso ou pertencente à chamada "terceira idade". Popularmente existem outros termos para se referir aos indivíduos na faixa etária acima de 60 anos como pessoas da "melhor idade" ou "feliz idade". Mas em termos mais formais encontramos a definição de terceira idade como pessoas acima de 60 anos, de idade cronológica, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

O envelhecimento humano não deve ser encarado meramente como o regredir das funções biológicas do ser humano, mas é um período em que o indivíduo se depara com perdas de caráter econômico, físico e emocional, o que o leva a uma exclusão social. Nesta fase de vida o que o individuo almeja é ter seus dias calmos, com o dinheiro suficiente para a sua sobrevivência e pessoas ao seu redor, para compartilhar lembranças do passado e discutir sobre assuntos que tem decorrido no mundo atualmente.

Não se pode olhar o processo de envelhecimento com a visão individualista, mas sim no plano das relações sociais. Esse processo é determinado não é aleatório. É processo estratificado e situado em camadas sociais bem distintas, em que há processos contraditórios e dialéticos cristalizados. Dependendo da inserção do homem na camada social ele sofrerá um tipo de articulação estrutural específico de acumulação de capital, que se dá no quadro de uma economia dependente e monopolista.

Ao se proceder a análise do fenômeno envelhecer, não seria possível tratar a problemática de forma isolada, pontual ou individualizada pois se assim não o fizesse adotar-se-iavisãodicotomizante e alienante do problema em estudo. Através dela se estaria camuflando, mascarando, o desenvolvimento do construto da marginalidade a que são submetidos os homens em sociedade. Compartimentaliza-se e dificulta-se a compreensão da problemática provocada pela estrutura capitalista existente na sociedade estratificada, sem que se fossem buscar as verdadeiras causas que constroem o que se chama qualidade de vida. Ao olhar esse fenômeno com essa ótica fundamenta-se o estudo com coerência epistemológica do método de análise histórico-estrutural dialético em que se procurainterpretar e construir a realidade pesquisada.

Vários são os estudiosos sobre o assunto. Destacam-se: Sanchez (2008), realizou pesquisa com objetivo de investigar representações de idosos sobre suas relações familiares. Para desenvolver seu trabalho tratou o envelhecer em dois aspectos normativo e patológico. Nesse sentido faz referências há diversos conceitos: Carvalho Filho (1996), "envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo, no qual há alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas, que vão alterando progressivamente o organismo e tornando-o mais susceptível às agressões intrínsecas e extrínsecas que terminam por levá-lo à morte.

Cabral (2008), pertencente a equipe Brasil Escola, diz que se entende por envelhecimento as alterações fisiológicas que ocorrem ao longo do tempo em organismos multicelulares. Para detalhar mais um pouco, tais alterações acontecem nas moléculas e nas células que acabam por prejudicarofuncionamento dos órgãos e do organismo de maneira geral. Pode-se dividir as causas de tal período levando em consideração a genética, o estilo de vida e o ambiente em que a pessoa vive.

Zevallos (2008 ) entende queo envelhecer é o que acontece com nosso corpo com o tempo. Ele fica mais fraco e a pele perde o viço, os cabelos caem e ficam brancos, os olhos precisam de uma ajuda para ver melhor e ai vai. Resumindo a velhiceé um coisa que você sente mais fisicamente, que mentalmente.

Constata-se que as condições do envelhecimento encontram-se imbricadas há vários fatores que influenciam hora retardando o processo, hora acelerando. Nesse sentido o Jornal do Estado de São Paulo divulgou estudo inédito em 24/09/2008na sua folha economia, pelo seu correspondente Andrei Neto em Paris, que diz: Ontem, dia 23/09/2008 o Fórum Econômico Mundial (WEF) lançou em Genebra, na Suíça, o relatório Financing Demographic Shifts 2008, um documento que traça baseado no crescimento demográfico da população e em diferentes previsões de crescimento econômico, um panorama global das políticas sociais pelo mundo. O documento usa as projeções de evolução populacional da Organização das Nações Unidas (ONU) para elaborar seus cenários. Segundo essas estimativas o mundo todo deverá envelhecer. Nos países desenvolvidos, 32% terão mais de 60 anos em 2050. Hoje a fatia é de 21%. Em países "menos desenvolvidos", essa faixa etária crescerá para 20% frente a 8% atuais.

Todavia verifica-se que mais cedo ou mais tarde o envelhecer acontecerá.Por essa razão percebe-se que o mundo volta sua atenção para o velho e o processo de seu envelhecimento. Isso por vários motivos de caráter social, educacional, cultural, econômico, psicológico e de saúde, que constituem fatores importantes na sociedade contemporânea, em virtude da complexa problemática que gira em seu entorno. Mobilizam-se todos os seguimentos da sociedade por que a repercussão desse fenômeno envelhecimento produz conseqüências para o sistema social como um todo. São os sindicalistas, os empresários e trabalhadores que debruçamas atenções para o sistemas seguradores de saúde e previdência social. Terão que repensarem e refazerem suas políticas. Esse crescimento Nessa direção afirma NERI, ( 2002) que apopulação mundial conta hoje com um aumento progressivo de pessoas idosas o que tem gerado uma ampla preocupação de pesquisadores de diversas áreas. Todavia se o conhecimento envolvendo a velhice cresceu substancialmente, o mesmo não se pode dizer sobre a ampliação e o aprofundamento dos estudos que enfocam os cuidadores e a família das pessoas que atingem idades avançadas.

Para Martins (2008) o processo de envelhecimento pode ser entendido como um processo comum a todos os seres que levará às alterações progressivas e dinâmicas nos aspectos funcionais, motores psicológicos e sociais e podem interferir na capacidade de adaptação do indivíduo ao meio social em que vive, tornando-o mais vulnerável aos agravos, assim a população de idosos é muito peculiar em suas necessidades e com o aumento no número dessa população, assim como a elevação de sua expectativa de vida, torna-se necessário uma maior atenção nas políticas públicas, a fim de proporcionar meios de adquirir qualidade de vida e assim envelhecer de forma ativa.

Na sociedade do século XXI observa-se que todo o mundo envida esforços no sentido de adotar políticas públicas, expressando-asem legislação específicas, com o fim de incentivar o bem estar, a saúde e oprolongamento da vida. Com essas medidas pensa-se aparelhar a sociedade de uma conjuntura e estrutura que garantam a proteção e a assistência em todos os níveis, ao homem idoso. Impõe ao homem e a sociedade de maneira geral, regras de convivências e assistências que deverão ser acatadas e incorporadas aos hábitos culturais do mundo pós-moderno.

Há uma citaçãode BOLIVAR (2002), muito própria sobre a idade, quediz:

A vida é tempo. Por isso o homem tem idade. A idade é, dentro da trajetória da vida humana, certo modo de viver. Isso, porém, significa que cada atualidade histórica, cada "hoje" envolve os rigores três tempos distintos, três "hojes" diferentes ou, em outras palavras, que o presente é rico de grandes dimensões vitais. (Ortega y Gaste, Em torno a Galileu, 1933).

Percebe-se na fala de Ortega que o mesmo refere-se a sua teoria das gerações, os ciclos da vida humana. Cada geração é representada não só por uma idade, mas, sobretudo pelas experiências vividas em comum, movidas por uma sensibilidade e um horizonte, que é a leitura de mundo de cada geração, que a partir da qual percebem os atos, os fenômenos, os objetos e o próprio homem de maneira específica. O homem de cada geração inserido no mundo, o "hoje" é visto de forma diferente daquele que tem vinte anos, daqueles que têm quarenta ou já passaram dos sessenta, embora que partilhem um mesmo espaço sócio-histórico. O olhar do homem sobre o mundo e seu tempo é único como ele também o é, embora que apresentem necessidades sociais, políticas, educacionais, culturais, psicológicas e biológicas idênticas do homem de sua geração. Elas poderão acontecer no mesmo tempo e espaço, mas o sentimento sobre elas ocorrerão em cada homem de uma mesma geração diferente e único, pois cada homem possui seu universo e mundo particular

Em 1998 Riita Heikkinem definiu, em um documento preparado para a Organização Mundial da Saúde, o envelhecimento como um fenômeno altamente complexo e variável que é comum a todos os membros de uma determinada espécie, que é progressivo e envolve mecanismos deletérios que afetam a capacidade de desempenhar um número de funções (Heikkin R. 1998). De acordo com a supracitada autora, o envelhecimento é um processo multidimensional e multidirecional, já que existe uma variabilidade na taxa e na direção das mudanças (ganhos e perdas) em diferentes características em cada indivíduo e entre indivíduos.

A taxa de envelhecimento é a mudança na função dos órgãos e sistemas por unidade de tempo, sendo que apresenta um crescimento exponencial após os 40 anos de idade. Embora o envelhecimento comece geralmente mais cedo, o declínio acelerado na capacidade funcional começa em média na 7ª década de vida (Cunnigham e Paterson 1990). O envelhecimento é um processo fisiológico, que não necessariamente corre paralelo à idade cronológica, apresentando considerável variação individual (Kuroda e Israell, 1998).

É importante enfatizar que têm surgido diferentes formas de considerar o indivíduo como idoso ou pertencente à chamada "terceira idade". Popularmente existem outros termos para se referir aos indivíduos na faixa etária acima de 60 anos como pessoas da "melhor idade" ou "feliz idade". Mas em termos mais formais encontramos a definição de terceira idade como pessoas acima de 60 anos, de idade cronológica, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Mais recentemente, Spirduso (1995) propôs uma classificação de acordo com a idade cronológica, considerando como adulto da meia idade o indivíduo com idade entre 45 e 64 anos, o idoso jovem aquele que estivesse entre 65 e 74 anos, o idoso aquele com idade entre 75 e 84 anos, o idoso-idoso de 85 a 99 anos e idoso-velho que seriam aqueles indivíduos acima de 100 anos de idade. Levando em conta esta proposta, a maioria dos indivíduos da chamada terceira idade no Brasil estaria na faixa de adultos da meia idade ou idosos - jovens.

O conceito de idoso difere de país para país, principalmente no que tange o grau de desenvolvimento econômico de cada um. Nos países mais desenvolvidos, são considerados idosos indivíduos com 65 anos ou mais, enquanto em países em desenvolvimento, como o Brasil, são idosos aqueles com 60 anos ou mais.

O conceito de velhice, segundo Santos (2003, p. 86), deve ser visto como a última fase do envelhecimento humano, ou seja, a velhice é "um estado que caracteriza a condição do ser humano idoso". Nos dias atuais, com os avanços da medicina, da farmacologia e, até mesmo, da cirurgia plástica, a velhice parece encontrar novos limites, uma vez que os efeitos do envelhecimento podem ser escamoteados. Para a autora, tais limites "poderão ser cada vez mais altos se o idoso reconhecer-se, aceitar-se e integrar-se à sua família e comunidade, porque essas ações terminam por torná-lo reconhecido, aceito e integrado por todos" (2003, p. 86).

No entanto, o conceito de velhice é ampliado por Sant'Anna (1997, p. 75) que, inspirada pelos princípios adotados na Antropologia Social, considera que esta é "uma experiência vivenciada, de forma não-homogênea, e diversificada, em função de gênero, classe, etnia, religião". Na verdade, segundo essa visão seria possível afirmar a existência de idosos e não idoso, além de velhices, no lugar de velhice. A conseqüência dessa abordagem é a constatação da dificuldade em generalizar as especificidades de um público que ora se apresenta mais heterogêneo do que se pensava. Para esta autora "conhecer um universo particular de idosos (...) significa lidar com essa diversidade de situações e experiências" (1997, p. 76). Portanto, tal concepção, no âmbito da pesquisa, irá corroborar na construção de um conhecimento mais qualitativo do idoso, bem como do seu processo de envelhecimento.

Para Sandra Matsud (2001 ) é importante enfatizar que tem surgido diferentes formas de considerar o indivíduo como idoso ou pertencente à chamada "terceira idade". Popularmente existem outros termos para se referir aos indivíduos na faixa etária acima de 60 anos como pessoas da " melhor idade" ou "feliz idade".

A OMS define terceira idade como pessoas acima de 60 anos, de idade cronológica.

" Os processos de envelhecimento representam mudanças universais próprias da idade, dentro de uma espécie ou população, e independem de doenças ou influências ambientaisvoltado para o enfoque biopsicossocial"(Hershey , 1984).

Cabral (2008) diz que se entende por envelhecimento as alterações fisiológicas que ocorrem ao longo do tempo em organismos multicelulares. Levando em consideração a genética o estilo de vida e o ambiente que a pessoa vive.

Envelhecer é uma passagem do relógio biológico do ser humano, que começa durante a formação do embrião humano, aonde células velhas vão sendo substituídas por células novas. É no período do envelhecimento que ocorrem modificações gradativas e degenerativas a nível fisiológico, psicológico e social, mas este fenômeno pode surgir precocemente no individuo devido à predisposição genética ou estilo de vida adotado (ZIMERMAN, 2000; CARVALHO FILHO; ALENCAR, 2004).

Siqueira et. Al (2004) diz que com o envelhecimento o funcionamento orgânico e psicossocial deterioram-se de forma que a capacidade de reserva funcional diminuem, os problemas e queixas relacionados à saúde tendem a surgir.

Segundo Veloz, Schulze, Camargo (1999) o idoso surge como o protagonista do processo de envelhecimento, o qual é definido como processo que abrange todo o curso da vida sendo a velhice conceituada como último ciclo da vida.

Conceito homeotásico do envelhecimento refere-se ao mecanismo fisiológico do processo natural de envelhecimento (senescência) daqueles fisiopatológico que caracterizam as doenças comuns do idoso.

Santos 2004 Processo durante o curso de vida do ser humano iniciando com o nascimentoe terminando com a morte.

Busse (1969) descreve o processo de envelhecimento como envelhecimento primário e o processo de envelhecer como o envelhecimento secundário ( o qual inclui a interação de processos de envelhecimento com doenças e influências ambientais).

O envelhecimento é um processo normal, dinâmico, e não uma doença. Enquanto o envelhecimento é um processo inevitável e irreversível, as condições crônicas e incapacitantes que frequentemente acompanham o envelhecimento podem ser prevenidas ou retardadas, não só por intervenções médicas, mas também por intervenções sociais, econômicas e ambientais. (Brasil, 1996, p.1) (Ministério da Previdência Social).

O processo de envelhecimento traz inevitáveis conseqüências para o indivíduo. No encontro com Azambuja (1995, p. 97), é possível apurar alguns fatos decorrentes desse processo, a saber: a perda dos seus papéis familiares e no mercado de trabalho estimula o afastamento das gerações, assim como o conflito e a indiferença, quando não o desprezo ou a tolerância forçada. No final da vida vêem-se os idosos condenados ao isolamento social e cultural

Em uma sociedade contemporânea, que valoriza o trabalho e a produtividade, o envelhecimento e a aposentadoria parecem estar associados à deterioração do indivíduo. Fez-se necessário, desta forma, a construção de uma imagem que simbolizasse valores como liberdade e lazer. Para Peixoto (1997, p. 45), o conceito de terceira idade vai surgir para "atribuir aos aposentados jovens e dinâmicos uma identidade positiva".

Segundo Peixoto (1998), o termo velho era usado para a população pobre, já o termo idoso era usado para uma classe social mais abastada, então isto significa que usar o termo idoso hoje, igualmente para todos, passa uma noção de maior respeito com a categoria de pessoas que estão na velhice. A mesma autora ainda diz que, a Terceira Idade é um termo que vem a fazer um corte na velhice, separando os jovens velhos dos mais velhos, ou seja, aquele recém aposentado, que continua em atividade é considerado pertencente à Terceira Idade e aqueles que já avançam um pouco mais na idade, que começam a ter mais problemas de saúde, estes são considerados Idosos.

CONCEITOS ELABORADOS POR TEÓRICOS E ORGÃOS INSTITUCIONAIS SOBRE O ENVELHECIMENTO

CONCEITOS

%

PROCESSO BIOLÓGICO

Carvalho filho (2004) refere que o envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo no qual as alterações morfológicas, funcionais e bioquímicas, que vão alterando progressivamente o organismo e tornando mais susceptível as agressões intrínsecas e extrínsecas que terminam por leva-lo à morte.

11

45,9

BIOPSICOSSOCIAL

Para Martins (2008) o processo de envelhecimento pode ser entendido como um processo comum a todos os seres que levará às alterações progressivas e dinâmicas nos aspectos funcionais, motores psicológicos e sociais e podem interferir na capacidade de adaptação do indivíduo ao meio social em que vive.

05

20,9

CRONOLOGIA

Envelhecer é uma passagem do relógio biológico do ser humano, que começa durante a formação do embrião humano, aonde células velhas vão sendo substituídas por células novas. É no período do envelhecimento que ocorrem modificações gradativas e degenerativas a nível fisiológico, psicológico e social, mas este fenômeno pode surgir precocemente no individuo devido à predisposição genética ou estilo de vida adotado (ZIMERMAN, 2000; CARVALHO FILHO; ALENCAR, 2004).

04

16,7

PLURIDIMENSIONAL

Santana (1997, p.75) refere como " uma experiência vivenciada, de forma não homogenia, e diversificada, em função do gênero, classe, etnia, religião".

02

8,3

TERMINOLOGIA SEMÂNTICA

Para Sandra Matsud (2001 ) é importante enfatizar que tem surgido diferentes formas de considerar o indivíduo como idoso ou pertencente à chamada "terceira idade". Popularmente existem outros termos para se referir aos indivíduos na faixa etária acima de 60 anos como pessoas da " melhor idade" ou "feliz idade".

01

4,1

HOMEOTÁSICO

Conceito homeotásico do envelhecimento refere-se ao mecanismo fisiológico do processo natural de envelhecimento (senescência) daqueles fisiopatológico que caracterizam as doenças comuns do idoso.

01

4,1

TOTAL

24

100

Como se verifica a representação social transparente no conteúdo elaborado dos conceitos sobre o envelhecer ou do processo de envelhecimento apresentaram diversos enfoques a maioria 45,9% versa sobre a categoria processo biológico quando compreende o envelhecer como processo dinâmico contínuo decorrente das próprias condições orgânicas do ser humano que progressivamente leva o homem a morte. Este conceito é pontual e não estabelece outras relações do fenômeno com outros condicionantes e determinantes. Seguindo na análise 20,9% outras definições construídas espelham a categoria biopsicossocial, por que entendem que o envelhecer não só é decorrente de fatores biológicos, mas além deles apontam para os psíquicos e sociais. Mencionam-nos sem explicitar que tipo de relações sociais influenciaria nesse processo. Enquanto os aspectos genéticos são referidos de forma pontual determinante.

No continuar da elaboração dos conceitos 16,7% indicam a cronologia como determinante do processo do envelhecer e nessa compreensão estabelece uma relação com o tempo biológico que cada homem sofre, no passar dos anos. Há uma especificidade que é peculiar e que já vem com o ser humano desde sua origem determinado por sua genética ou comportamento adotado por ele frente a vida. É nessa ótica um processo determinado cronologicamente e não tem como escapar. Este conceito adota posição ideológica científica determinista. 8,3% dos conceitos em estudos apontam para a categoria pluridimensional, quando apresentam um processo do envelhecimento articulado as questões sociais de forma condicionante do processo ou retardando ou acelerando. Para adotar essa postura epistemológica consideram a classe social em que o homem se insere e sua posição no mercado produtivo como também não deixam de levar em conta as condições biológicas e psíquicas que o homem possui. Nesse entendimento, fica clara a visão histórica estruturantee conjuntural do fenômeno envelhecer que sofre diversas influencias no e do sistema social onde o homem encontra-se. Não basta só apontar causas biológicas e psíquicas, mas, sobretudo levar em consideração o contexto social estrutural histórico articulado que o determina. Assume a visão crítica analítica do ver o envelhecer. Outros 4,1% preferem conceituar o envelhecer apegando-se a categoria terminológica e semântica que o termo envelhecer sugere. Com o passar do tempo o processo do envelhecimento a cada época obteve uma conotação ideológica semântica diferente, todavia o teórico nãomenciona e nem articula o conceitoa outros enfoques que o determina. Conceituam 4,1%enquadra o fenômeno na categoria homeostásica (equilíbrio) que o homem possui. A homoestasia é o homem em equilíbrio corporal. Este conceito apenas enfatiza a condição que surge como conseqüência do próprio desgaste fisiológico do corpo que tem e perde o equilíbrio no passar do tempo. Surgem asdoenças decorrentes desse processo. O conceito elaborado é simples e ingênuo não acrescentando e nem embasando com outras articulações psíquicas e sociais.

Como se constata na literatura pesquisadaosconceitos assumiram posturas teóricas e entendimento diversos, ora enfocando os fundamentos científicos biológicos , ora os psicológicos e sociais. Muitos deles com visão pontual positivista e funcionalista e poucos chegaram articular os condicionantes e determinantes estruturais e conjunturais sociais que determinam a condição do ser velho.

O envelhecimento populacional reside no fato de os jovens não se darem conta que a velhice não começa repentinamente aos 60. Como alerta o Plano de Ação Internacional Sobre Envelhecimento, da ONU, "é um processo que dura toda a vida e deve ser reconhecido como tal". Assim, o bem-estar ao envelhecer depende de como se vive a mocidade, e do suporte dado pela sociedade para que se possam aproveitar cada fase da vida, enfrentando problemas decorrentes da nossa natureza, mas explorando plenamente nosso potencial.

Considerando todas as evidências disponíveis nas últimas décadas na literatura e a nossa própria experiência em quase uma década de trabalho e dedicação a esta fase específica da vida, independentemente do que sejamos capazes ou não de estabelecer cientificamente, e sem ter presunção de considerar a atividade física uma panacéia, é claro que o estilo de vida ativo tem um papel fundamental na promoção da saúde e da qualidade de vida durante o processo de envelhecimento, não importando quando, quanto e como o indivíduo seja fisicamente ativo.

Enfim, analisando o processo de envelhecimento como uma etapa da vida com ganhos e perdas em diferentes áreas, a atividade física, o conhecimento durante toda a vida, que forma a educação, podem ser instrumentos para tentar equilibrar ou minimizar o impacto das perdas biológicas e maximizar os ganhos psicológicos e sociais desta etapa da vida. Como em qualquer outra etapa, também na chamada terceira idade, manter-se ativo deve ser o objetivo essencial da vida do indivíduo, que vai permanecer nessa fase por dez, vinte, trinta ou quarenta anos, praticamente o mesmo tempo desde o seu nascimento até a idade adulta.

A situação do envelhecimento é preocupante. Constata-se que alguma coisa tem que ser feita tanto em nível das políticas públicas quanto em nível da sociedade cível e acadêmica. Para minorar a situação do idoso e seu processo de envelhecimento a luz apontada nesse sentido é o investimento maciço em pesquisas, políticas e programas educacionais, que objetivem a prevenção das doenças decorrentes desse período e se ofereça ao idoso uma vida confortável com qualidade. A Constituição Federal de 1988 assegura no item que fala sobre direitos humanos, cita a mulher, a criança, índio o negro, o idoso e a pessoa portadora de deficiência como exemplo de privilegiados de "diferentes" que merecem respeito e as mesmas oportunidades dadas aos tidos como "normais". O idoso, portanto, por lei tem seu direito assegurado. Com a problemática existente concreta e cada vez mais acumulada, há de se estudar o processo do envelhecer e atribuir novos critérios e perfis para esse novo paradigma de ser velho.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo caracterizou-se como exploratório preliminar, por fazer uma descrição teórica - analítica da literatura conceitual sobre a educação e o fenômeno do envelhecimento e suas implicações multidimensionais à luz da teoria de análise da representação social. A representação social foi captada através dos conteúdos dos conceitos elaborados pelos teóricos estudiosos do assunto em que se buscou o significado que representavam.Adotou-se o procedimento metodológico histórico estrutural dialético, para situar o objeto de estudo no contexto das multirelações social-econômica-cultural-educacional que a condicionam ou determinam.

Constata-se que os conceitos elaborados pelos teóricos sobre educação e o envelhecer foram estruturados em diversos planos: em um primeiro momento abordam a educação e o envelhecer como fenômenos determinados e condicionados pela estrutura e conjuntura histórica da sociedade em que o sujeito está inserido. Em outro momento resulta a educação e o envelhecer condicionado a processos culturais que a sociedade adota. No contínuo do discurso percebe-se que os conceitos elaborados vão nomeando em particular e de acordo com a natureza do objeto analisado, ora a educação ora o envelhecer tomando o sentido pontual de acordo com o olhar de cada teórico. Destacam-se os conceitos de educação com os enfoques:visão teórica histórica estrutural dialética 37%, transmissora de cultura 33,3%, lócus que capacita o homem a pensar 11,1%, o trabalho e a experiência confunde-se com a educação 7,4%, transmissora de modelos 7,4%, processo de liberdadee construção 3,7%. Os conceitos elaborados sobre envelhecer sobressaltam: envelhecer avança ou retarda em função do contextos político-social-cultural em que o homem se insere 45,9%, o envelhecer como o processo resultante das condições biológicas intrínseca a cada homem 20,9%, tentam articularas questões político-sociais da educação com as biológicas decorrentes do desgaste do corpo no processo de envelhecer 16,7%, entendem que ambas estão imbricadasuma a outra.

Partindo desta contextualização e das reflexões realizadas, considera-se a educação como ferramenta para qualquer programa que vise mudança de comportamento ou ratificação dos que já existe. No caso do envelhecer a educação será uma ferramenta que evitará o adiantar ou retardar do processo de envelhecimento universal, que não afeta só o ser humano, mas a família, a comunidade e a sociedade. Ressalta-se que o número de idosos está crescendo proporcionalmente no Brasil. Acrescenta-se, ainda, que o processo de envelhecimento é um processo normal, dinâmico, e não uma doença, e que são notórias as desigualdades e as especificidades nesse contingente populacional, as quais se refletem na expectativa de vida, na morbidade, na mortalidade, na incapacidade e na má qualidade de vida que na ótica científica deste estudo, constatam-se como situações decorrentes da estrutura e conjuntura social em que homem vive. Nesse contexto a intervenção da educação sobre o processo do envelhecer é fundamental no incentivo a consciência de hábitos, costumes e comportamentos que serão desafiadores em virtude da multidimensionalidade que o cerca.

Diante dos objetivos estabelecidos pelo grupo de estudo, observa-se que eles foram alcançados, pois nessa fase preliminar o que se pretendia era construir o conhecimento que nos fornecesse um panorama sobre como conceituam os teóricos a educação e o envelhecer.

Após esta viagem teórica sobre o que é educação e sua trajetória no processo do envelhecer o grupo entende: educação como a consciência histórica  estruturalque o sujeito possui e demonstra, através do comportamento frente ao processo de envelhecimento na sociedade em que se insere. Quanto ao processo do envelhecimento chegou-se ao conceito: Envelhecer é o processo que sofre o ser humano de desgaste desde o seu nascimento até a morte, em seus aspectos biológicos e psicológicos, no desenvolvimento da linha do tempo da vida, que pode ser avançado ou retardado, em função da estrutura social a qual é submetido.

O presente trabalho não se encontra acabado, mas sim, ele constitui uma etapa inicial que antecede a questões mais profundas que serão abordadas e analisadas no decorrer do desenvolvimento de estudo posterior.

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