Prática Pedagógica
 
Prática Pedagógica
 


PRÁTICA DOCENTE
O trabalho desenvolvido, pelo professor em sala de aula, expressa a síntese de um saber pedagógico possuído por ele, ou seja, é o saber que ele constrói no cotidiano de seu trabalho e que fundamenta a sua ação docente.
"O professor ativa seus recursos (conceitos, teorias, crenças, dados, procedimentos, técnicas etc.) para elaborar um diagnóstico da situação, assim desenhar estratégias de intervenção e prever o curso futuro dos acontecimentos" (Perez Gomez, 1992:102 apud Pimenta 2002)"
Ao considerar o professor como alguém que pensa seu trabalho e como alguém que constroe um saber, colocamo-nos então diante da diferença entre o SABER E CONHECIMENTO e desta diferenciação é que emerge a importância do saber pedagógico.
Conforme afirma Vieira Pinto, 1979, apud Pimenta, 2002 "... no nível do saber o homem organiza o conhecimento em formas preliminares, surgidas para atender as necessidades práticas imediatas, porém não alcança o plano da organização metódica" (p.44).
Além disso, como nos informa Pimenta, 2002:
"Ao defrontar com os problemas da sala de aula que são bastante complexos o professor lança mão dos conhecimentos que possui de uma maneira original e, muitas vezes criativa, elaborando sua própria forma de intervenção na sala de aula. Mas esse processo de elaboração do professor é ainda empírico, faltando-lhe uma ORGANIZAÇÃO INTENCIONAL do saber que constrói. A construção do conhecimento requer investigação e sistematização desenvolvidas com base metódica" (p.44).
A PRÁTICA DOCENTE demanda um embasamento teórico para que o professor entenda que existem conteúdos obrigatórios à organização programática e o desenvolvimento da sua formação docente e que este viabilize a reflexão à sua prática. Pensando que o nível do saber pedagógico é variável e, sobretudo essa variação é determinada pela QUALIFICAÇÃO E COMPROMISSO do professor com seu trabalho, todavia o trabalho docente situa-se em diferentes níveis de práxis, a PRÁXIS REPETITIVA E A PRAXIS CRIADORA ou REVOLUCIONÁRIA.
Segundo Vásquez (1977, apud Pimenta 2002) "a prática repetitiva corresponde à prática de repetição de atos e tem como esquemas principais do comportamento cotidiano a espontaneidade, o economicismo, o pragmatismo, a probabilidade e a imitação", ou seja, comportar a criação a partir de modelos. Exemplo: Quando um professor realiza uma atividade com seus alunos usando o mesmo modelo de aprendizagem que aprendeu com os seus professores.
A prática criadora ou revolucionária segundo Vasquez (1997) caracteriza-se pela:
"...produção ou autocriação do próprio homem (...) é determinante, já que é exatamente ela que lhe permite enfrentar novas necessidades, novas situações. O homem é o ser que tem de estar inventando ou criando constantemente novas soluções"
Por exemplo: Um professor que reflete, adapta e recria seu currículo, sua prática e sua intervenção de acordo com as necessidades dos seus alunos.
Partindo deste pressuposto, entendemos a necessidade do professor refletir sua prática docente, pensando na "práxis repetitiva", mas não cristalizada, porém necessária, pois, enquanto repetição consciente e intencional ela desempenha uma função decisiva na aprendizagem. E na "práxis criadora", alternando entre a criação e a imitação tendo em vista que a ação pedagógica pode ser permeável às mudanças.
Sendo assim, a formação de professores qualificados é de supra importância na sociedade do conhecimento e fator relevante na melhoria da qualidade de ensino.
Segundo Isabel Alarcão, "a sociedade da informação, como sociedade aberta e global, exige competências de acesso, avaliação e gestão da informação oferecida" (Alarcão, 2003-p. 12) urge a necessidade do trabalho sólido de formação de professores frente à qualificação profissional, tendo em vista que os professores precisam repensar o seu papel quanto educadores, suas práticas pedagógicas e suas responsabilidades quanto à aprendizagem dos alunos e manter um constante processo de auto formação e identificação profissional.
Portanto, o professor de hoje tem que desenvolver competências relacionadas a criar, estruturar, dinamizar situações de aprendizagem significativa, estimular a aprendizagem e a autoconfiança nas capacidades individuais para aprender, pois "os professores são estruturadores e animadores das aprendizagens" (Alarcão 2003, pág.21).
Enfim, há na prática docente, na perspectiva construtivista, o desafio de desenvolver nos alunos (futuros cidadãos) a capacidade de trabalho e pensamento autônomo, colaborativo e espírito crítico, pensando num contexto de interação, por isso a necessidade de reflexão da sua prática pedagógica e também do seu processo formativo permanente, em que os seus saberes acadêmicos e pedagógicos possam ser ? de uma maneira sistematizada ? analisada, confrontada, problematizada e refletida viabilizando assessorar, enriquecer e subsidiar uma prática docente que proporcione um trabalho de qualidade.

Pricila Ribeiro Alias
Coordenadora Pedagógica
 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Sou formada em Ciências Licenciatura, Habilitação em Química e Pedagogia com habil. em Supervisão Escolar. No momento curso pós graduação em Ciências na Universidade de São Paulo. Leciono a disciplina de Ciências desde 1994 e atualmente sou Coordenadora Pedagógica da rede Municipal de São Bernardo d...
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