O INCENTIVO À LEITURA POR MEIO DAS ATIVIDADES DINÂMICAS NO 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCO...
 
O INCENTIVO À LEITURA POR MEIO DAS ATIVIDADES DINÂMICAS NO 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCOLA ESTADUAL INSPETORA DULCINÉIA VARELA MOURA, MANAUS-AM
 


INTRODUÇÃO


Tradicionalmente, o problema da aprendizagem na leitura tem sido exposto como uma questão de método. A preocupação dos educadores tem se voltado para a busca do "melhor ou mais eficaz" deles levantando-se assim uma polêmica em torno de sua prática, pois durante muito tempo se ensinou pronunciar as letras, estabelecendo as regras de sonorização.
Partindo do pressuposto de que a leitura sucinta o prazer, e que por meio dela, somos capazes de ingressar num universo fantástico, nada mais natural que associar o objeto "livro" a idéia de "brinquedo". Se a criança brinca, ela também é capaz de descobrir o lado lúdico do livro, encantando-se com as surpresas que lhe estão reservadas a cada virar de página. Sendo assim quanto mais cedo à criança tiver contato com os livros, melhor, e quanto mais for capaz de ver no livro um grande brinquedo, mais fortes serão, no futuro, seus vínculos com a leitura.
O estudo desenvolvido subsidiar-se à por meio de pesquisas bibliográficas, e de campo, Será um estudo qualitativo com métodos dialéticos, tendo como embasamento teórico os pesquisadores em educação: Almeida, Bettelhim, Ferreiro, Freire, Piletti, dentre outros.
O interesse pelo tema surgiu por acreditar-se que através da dinâmica o educando poderá ser instigado à prática da leitura e a compreensão dos conteúdos das disciplinas de forma global. Mas para isso se faz necessário um trabalho pedagógico voltado para ação facilitadora do professor no processo de busca e construção de uma aprendizagem significativa, sendo que o mesmo terá que ser desenvolvido de forma criativa e dinâmica, tornando o estudo mais prazeroso, despertando no educando mais interesse pela aprendizagem e conhecimento por meio da leitura, além de ampliar o significado da importância do ato de ler.


O que é leitura?

Ao ouvirmos falar em leitura podemos ter em mente várias situações e respostas, mas nenhuma que nos dê um conceito sólido de leitura. Ao imaginarmos uma pessoa lendo livros, jornais ou revistas podemos denominá-los um decodificador de letras. Mas será que a leitura consiste apenas em decifrar palavras. Quantas vezes ouvimos a expressão "ler cartas", "ler mãos", ou "ler o tempo". Será que o conceito de leitura não deve ir além da escrita, além do ato de desvendar sintagmas?
Para Celso Pedro Luft, em seu Dicionário da Língua Portuguesa, leitura quer dizer "ação ou efeito de ler", e a palavra leitor significa "o indivíduo que lê ou tem o hábito da leitura". Mas afinal o que se quer afirmar quando se fala em ler, o que é ler o mundo? Leitura é o ato de ler o que? O que é ser leitor? Existe um leitor ideal? Será que não podemos ler se não houver palavra? Será que os deficientes visuais não conseguem ler? Realmente o conceito de leitura não é um dos mais abrangentes na área denotativa.
É verdade que o valor dado à leitura hoje em nosso país não é tão grande, mas se pararmos para analisar como e quando começando a ler, talvez isso possa ganhar outros méritos. Ao observarmos o mundo de uma criança veremos que ela reage de diferentes maneiras às diversas situações (se lhes agradam ou não). Enfrenta o mundo de acorda com sua leitura: o aconchego dos pais, os elogios dos amigos, o som estridente ou a canção de ninar, todos esses fatores influenciam na maneira de se manifestar diante de suas experiências.


A leitura e o lúdico

O lúdico não está apenas no ato de brincar, está também no ato de ler, no apropriar-se da literatura como forma natural de descobrimento e compreensão do mundo. Atividades de expressão lúdico-criativas atraem a atenção das crianças e podem se constituir em um mecanismo de potencialização da aprendizagem. Atividades lúdicas favorecem o desenvolvimento motor e psicomotor discente.
Paulo Freire afirma o quanto é importante oferecer aos alunos textos do seu interesse, com diferentes estilos e função, que façam parte de sua realidade e que traduzam seus interesses e acolham suas necessidades. "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção" (FREIRE, 1996, p. 52).

Conforme Freire (2006. p. 20):

A leitura de mundo precede sempre a leitura da palavra. Podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é precedida pela leitura do mundo, mas por uma certa forma de"escrevê-lo", ou de "reescrevê-lo", quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente.


Ou seja, a realidade vivida é a base para qualquer construção de conhecimento, e que não podemos excluir a cultura do educando, fazendo-o de mero depositário da cultura dominante.
É importante que os educadores respeitem os conhecimentos intrínsecos da criança e proporcionem um ambiente onde a mesma possa desenvolver suas habilidades cognitivas explorando sua capacidade de pensar. Por outro lado, o adulto ao ler jornal, revista e contar historinhas para crianças, vai proporcionando a ela a construção do aprendizado, mesmo porque ao executar as historinhas irão desenvolver também sua imaginação. Ferreiro (1996. p. 165), enfatiza que: "Seria difícil contabilizar todos os atos de leitura que um adulto efetua e aos quais a criança assiste desde muito cedo. Entre esses atos, totalmente cotidianos e habituais, devemos também incluir a leitura dirigida especialmente à criança".
Portanto para trabalhar com as crianças, é importante que o educador não esqueça que cada uma delas tem um caminho diferenciado, somente seu, isto é, o processo de desenvolvimento e único para cada ser humano, depende das condições de interação desse individuo com o meio em que vive , resultando daí, um processo de construção de suas estruturas cognitivas, o qual obedece a um ritmo próprio e único, onde o educador também precisa respeitar o ritmo de desenvolvimento de cada aluno.

A sala de aula

É importante enfatizar também que o processo da leitura por meio da dinâmica depende muito do ambiente da sala de aula. Para Almeida (2003, p. 101).

A criança deve estar num ambiente alegre, descontraído, repleto de letreiros, embalagens, manchetes de jornais, revistas, textos variados, para ir se acostumando com a linguagem escrita e sua estruturação gráfica. Na sala deve ter mural para exposição dos trabalhos e uma pequena biblioteca para leitura livre e dirigida.


Piletti (2003. p. 233), a respeito afirma: "A motivação consiste em apresentar alguém estimado e incentivos que lhe favorece determinado tipo de conduta. Em sentidos apropriados para tornar a aprendizagem mais eficaz". Piletti (Ibid., p. 246) acrescenta ainda que:

A sala de aula deve ser: arejada, bem iluminada, equipada com o essencial, mobiliado com propriedade, atraente e agradável. Deve ser de livre circulação modo que a disposição das carteiras permita o trânsito dos alunos. Afinal, o ambiente deve ser de tal desejaríamos ter se fôssemos nós os professores os membros a estudar.


Segundo Caldeira (2003, p. 47) "[...] proporcionar aos alunos oportunidades de leitura intensa e autônoma, além de incentivar a busca de informação para respondes a questionamentos e solucionar problemas [...]."
Entende-se que a sala de aula deve ser um espaço acolhedor, onde os alunos possam se sentir atraídos e tenham uma aprendizagem com estímulo, pois este ambiente passa a ser um espaço não só de relações entre pessoas, mas um local onde os professores possam construir conhecimentos com aulas interessantes, onde o educando não será apenas um mero receptor passivo.
Mas é preciso também que o professor tenha preparo e conhecimento para executar tal proposta.

O professor e a formação acadêmica

Quanto a isso Almeida (2003, p. 123) também comenta que: "O bom êxito de toda atividade lúdico-pedagógica depende exclusivamente do bom preparo e liderança do professor". Por isso cabe ao educador conhecer, se preparar e oferecer ao educando os estímulos e incentivos adequados para o desenvolvimento no processo de ensino-aprendizagem.
Segundo a LDB a lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96 em seus artigos 61 e 62, sobre a qualificação do docente determina que:

A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-à em nível superior, em curso de licenciatura, em graduação plena, em Universidades e Institutos Superiores de Educação, admitida, como formação mínima para o exercício do Magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do Ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal.


A formação do profissional de educação não se resume apenas em curso de magistério, requer que tenha uma sólida formação entre a teoria e a prática. Segundo Ricardo "A construção do conhecimento que vai subsidiar a reflexão dos professores e permitir novas experiências em sua prática pedagógica segue um processo de "baixo para cima",
O domínio do conhecimento científico permite maior segurança ao educador de modo que o docente possa pensar em sua prática pedagógica e aprimore a qualidade de seu trabalho. Perrenoud (2003. P.11). afirma que:
"Formar profissionais capazes de organizar situações de aprendizagem. Sem dúvida, esta é, ou deveria ser a abordagem central da maior parte dos dispositivos da formação inicial e continuada dos professores do material a universidade".
De acordo com a ideia do autor se faz necessário que o professor capacitado independente da série que atua, a formação Profissional é algo que requer interesse tanto pelos educadores, quanto pelos governantes, sendo os educadores responsáveis em formar cidadãos críticos, capazes de viver em sociedade e exercer a sua cidadania.

Sendo assim, a execução e transmissão dos conteúdos devem inserir atividades que possibilitem a ocorrência de aprendizagem como um processo dinâmico. Logo os conteúdos não podem ser transmitidos de qualquer jeito, o professor deve assumir o papel de facilitador no processo de aprendizagem do educando.


A relevância do Lúdico

A palavra lúdica vem do latim "ludus" e significa brincar e nesse brincar estão incluídos os jogos, brinquedos e divertimento. As atividades lúdicas vêm a ser um recurso didático que pode ser utilizado pelo professor na construção do conhecimento do aluno. Nesse sentido comenta Almeida (2003, p. 57):

A educação lúdica, além de contribuir e influenciar na formação da criança e do adolescente, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente integra-se ao mais alto espírito de uma prática democrática. Sua prática exige a participação franca, criativa, livre, crítica promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e modificação do meio.


A criança se expressa pelo ato lúdico e é através desse ato que a infância carrega consigo as brincadeiras, pois brincar faz parte da natureza da criança, onde a mesma entende seu mundo e aprende de maneira significativa conduzindo-a à aprendizagem e possibilitando o seu desenvolvimento integral, a afetividade de conviver socialmente e o raciocínio lógico. Como afirma Bettelhen (1988, p. 19):
"Brincar é muito importante enquanto estimula o desenvolvimento intelectual da criança, também ensina, sem que ela perceba os hábitos necessários a esse crescimento". Para se ter um bom desempenho na aprendizagem o educador deverá fazer uso das atividades lúdicas, pois são recursos fundamentais para o desenvolvimento do individuo, onde o mesmo aprende de maneira prazerosa.
Por estas razões acreditam-se na importância do lúdico para a aprendizagem do aluno, e quanto mais vivências lúdica proporcionadas aos educandos, melhor será o seu aprendizado. "Precisamos entender a forma de pensamento da criança para podermos proporcionar a ela os momentos lúdicos necessários, as brincadeiras que as ajudarão a crescer e nos auxiliarão a compreendê-los melhor". (Maranhão 2004, p. 240).
Neste sentido torna-se importante oportunizá-las através de dinâmicas, pois no brincar é que as crianças passam a se relacionar, aceitar regras para a convivência e a respeitar os colegas.
Nesse contexto, concordando com o pensamento do pesquisador americano Winnicott (1975, p. 134). "Ler é um caminho de transformação pessoal e grupal por meio das múltiplas linguagens".
Sendo assim, uma das formas de se trabalhar a leitura, proporcionando essas múltiplas formas de linguagem vem ser a atividade dinâmica por tratar de uma das ferramentas disponíveis para ler e compor o mundo, buscando a autonomia e sua integração com o mundo letrado.
O lúdico não está apenas no ato de brincar, está também no ato de ler, no apropriar-se da literatura como forma natural de descobrimento e compreensão do mundo. Atividades de expressão lúdico-criativas atraem a atenção das crianças e podem se constituir em um mecanismo de potencialização da aprendizagem. Atividades lúdicas favorecem o desenvolvimento motor e psicomotor das crianças

A família e sua construção no processo de Aprendizagem da Leitura

Ler e escrever são atividades cognitivas isto é, atividades de processamento de informação. Atualmente constitui-se uma das grandes preocupações de pais e professores que tentam encontrar uma forma de tornar a criança e o adolescente um leitor maduro. Em contra partida surgem às inúmeras dificuldades em levar essa criança ou esse jovem a se interessar pela leitura.
Esta pesquisa teve, como uma de suas metas, buscar e tratar as informações que ajudarão a melhorar a leitura e escrita do aluno, estimulando o relacionamento desse aluno com o mundo da leitura a participação da família nesse processo. Levando em consideração as exigências da sociedade em geral, pretende-se refletir sobre o papel desempenhado pela família na promoção da leitura, do gosto pela leitura e na aquisição de hábitos de leitura, entre os educandos das séries iniciais.
Estudos mostram que a criança, antes de entrar para escola, ainda não domina o código lingüístico, mas torna-se leitora e apropria-se da leitura através da mediação da família da convivência e dos hábitos desenvolvidos dentro do seu ambiente familiar.
Ao entrar na escola a responsabilidade de implementar e desenvolver o gosto e a aquisição da leitura e escrita passa a ser do professor, o que não isenta os pais da participação nessa nova etapa da vida do educando.
Para realização desse estudo foram feitas visitas aos domicílios do educandos para buscar entender a real relação do educando com seus familiares em relação as práticas escolares em especial a Leitura e Escrita.
Diante de pesquisas realizadas percebe-se que a maioria dos pais não acompanha a vida escolar dos filhos, não promove hábitos de estudos em casa nem tão pouco hábitos de leitura.
Para a criança, o pai é o espelho e se esse pai não tem hábitos de ler, escrever, entre outros, a criança dificilmente se oporá a ele. Já o pai que se difere ou que pelo menos o incentiva a essa prática, despertará na criança o interesse pelo aprender. (Nova Escola 2001).
É importante ter em mente os adultos que participam da vida da criança têm papel fundamental no aprendizado da leitura e escrita. Por isso é importante e necessário que sejam modelos de leitura, que leiam freqüentemente para a criança e que introduzam a leitura em sua vida o mais cedo possível.

O envolvimento da família na vida escolar do aluno

O envolvimento dos pais na vida escolar dos filhos tem sido apontado como principal fator de sucesso no que se refere ao desenvolvimento acadêmico do aluno. Tornando assim a família como instituição extremamente importante no processo de aprendizagem.
Partindo de pesquisas que focalizam o envolvimento dos pais na educação como um recurso para o sucesso escolar, políticas educacionais têm incentivado a parceria Escola-Família, e as escolas que desenvolvem essa parceria tem obtido resultados extremamente animadores.
Percebe-se que o estímulo e o acompanhamento pela família da leitura das crianças acabam por ter implicações positivas, quando a criança inicia a aprendizagem formal da leitura na escola. Ainda não é fácil desenvolver essa parceria mais a escola precisa se incumbir da responsabilidade de promover essa aproximação entre a Escola e Família.
Libâneo (2000, p. 22) ressalta que:

Educação é o conjunto de ações, processos, Influências, estruturas que intervêm no desenvolvimento humano de indivíduos e grupo na relação ativa com o ambiente natural e social, num determinado contexto de relações entre grupos e classes sociais.

Partindo desse contexto entende-se que para estreitar os laços entre escola e a família é importante fazer um estudo do contexto familiar na relação com o contexto escolar, voltando-se para como os pais vêem seu papel no processo de escolarização dos seus filhos assim será possível analisar a situação atual dos pais e suas dificuldades em acompanhar o processo escolar dos filhos, assim como a sua postura em relação à escola.
Para além dos tradicionais eventos que a escola promove como: festas de Natal, Dia da Mãe, Dia do Pai, a escola pode oferecer oportunidades mais diversificadas que possibilitem a participação da família com o objetivo de melhorar o espaço escolar. Os pais e/ou responsáveis podem participar, por exemplo, no apoio à biblioteca e sala de estudo, na organização de atividades de tempos livres. Para isso a escola deve conhecer as disponibilidades e competências das famílias, ter oportunidade de oferecer formação para funções específicas que os pais/responsáveis possam vir desempenhar na escola, e cronometrar as atividades levando em consideração as disponibilidades da família.
Dessa forma os resultados serviram para os profissionais da educação que pretendem construir uma relação de parceria com as famílias, já que a escola e família são de suma importância para a construção de uma aprendizagem significativa.
É importante que escola fortaleça essa interação, pois durante as pesquisas percebeu-se que as principais dificuldades encontradas pelos pais é justamente a falta de conhecimento acadêmico e de informação sobre como ajudar seus filhos, aliando-se com a idéia equivocada de que a escola é a única responsável pela formação do aluno cria-se o total desinteresse pela vida escolar dos filhos.
É importante destacar que essa interação família-escola pode trazer muitos benefícios uma vez que aumentando as suas informações melhoram o seu papel de educadores.
A escola precisa deixar claro que o papel dos pais nesse processo não o de castigar os filhos em busca de estes desenvolva as atividades escolares e sim de colaborar para o aperfeiçoamento do que é ensinado na escola. Como afirma Prado (1981, p. 13): "A família influencia positivamente quando transmite afetividade, apoio e solidariedade e negativamente quando impõe normas através de leis, dos usos e dos costumes".
Acredita-se que o gosto de ler e a aquisição de hábitos de leitura, por parte das crianças, é resultado de uma educação com início nos primeiros anos de vida, dentro do seu ambiente familiar e a promoção do gosto pela leitura e a aquisição de hábitos de leitura é um processo contínuo, que começa na família e que deve ser reforçado assim que a criança faz a sua entrada na educação pré-escolar e ao longo de toda a sua escolaridade, e essa parceria entre escola e família pode e muito favorecer esse processo.

A leitura e a realidade caminham juntas


A importância da leitura se faz presente no nosso universo, desde o momento em que começamos a conhecer ou a compreender o mundo que nos cerca.
Para que o homem abra 'portas' para sua percepção é preciso saber refletir. Desse modo, a leitura chega ao nosso espaço para acrescentar um poderoso e essencial instrumento libertário para sobrevivência humana e, assim, ampliar nossa visão e nosso horizonte nas expectativas de vida.
O hábito de ler deve ser estruturado, desde a infância, a fim de que, o individuo aprenda cedo que ler é algo importante e prazeroso, e tornará um adulto culto, dinâmico e perspicaz.
A importância da leitura está na formação de cidadãos mais informativos e críticos dentro de uma sociedade.
No mundo contemporâneo, a leitura cria fronteira para ampliar e diversificar nossa visão e interpretação sobre o mundo que vivemos e da vida como um todo.
A importância na construção do texto está, diretamente, ligada ao desenvolvimento para uma cultura de leitura fazendo com que seus leitores use-a como um imã que atrai e prende o leitor numa relação de prazer e de amor.
Na vida dos indivíduos, a leitura deve ser apresentada de forma interessante e, visando sempre o desenvolvimento do pensamento reflexivo e crítico da realidade que é vivida.
É, obvio que não encontramos a 'fórmula' exata para desenvolver e criar o interesse pela leitura, mas o que podemos e devemos fazer como incentivadores educacionais é apresentar a leitura como uma construção de novos conhecimentos, que possibilita a aquisição da linguagem que possa ser usada de modo prazeroso, espontâneo e com interações positivas no convívio social.




CONCLUSÃO

Acredita-se que através de atividades lúdicas contribuem para que o educando compreenda de forma significativa os conteúdos propostos, além de desenvolver o raciocínio lógico e a socialização dos mesmos e isso foi observado durante a realização das rodas de leitura onde cada aluno compartilhou suas experiências com os demais colegas além da interação com o professor.
Sem dúvidas, apresentar situações onde o aluno possa ser o sujeito do processo é de fundamental importância para que o educando possa construir um conhecimento criativo.
Através da leitura da Literatura Infantil com atividades dinâmicas percebeu-se que as crianças aprenderam, construíram, tornando-se mais participativos, criaram fantasias e isso ficou claro quando construíram uma história foi um momento fantástico para todos, pois essa atividade possibilitou as crianças a viajar através da imaginação e da fantasia. Sem dúvida dando ao aluno oportunidades para expor a sua capacidade criadora, estão contribuindo para uma aprendizagem útil, foi o que pode perceber principalmente quando os objetivos traçados foram atingidos.
Sendo assim devemos ressaltar que as atividades lúdicas estimulam a criatividade além de suscitar o interesse. Com a realização dessa atividade verificou-se que se a professora trabalhar de forma lúdica obterá resultados positivo na aprendizagem do educando. Pois, na competição entre os grupos a sala de aula foi transformada em um ambiente alegre, a atividade proporcionou crescimento nas relações, pois, convivera harmoniosamente em grupos e o mais importante, aprenderam brincando.
Portanto, buscou-se estimular o interesse pela leitura por meio e atividades dinâmicas, onde os alunos podessem participar dessa aprendizagem de maneira positiva, já que essas atividades exercem um papel muito além da simples diversão, pois possibilita a aprendizagem de diversas habilidades e são meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento global da criança.





REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Paulo Nunes. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. 11. Ed. São Paulo: Loyola, 2003.

BETTELHIM, Bruno. Uma vida para seu filho. Rio de Janeiro: Campos 1988.

BRASIL. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 20 de dez. 1996.

COSTA, Alcionei Luiz. Atividades de Incentivo a Leitura na Escola Básica Padre João Alfredo Rohr. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2011.

FERREIRO, Emília. Alfabetização em processo. Trad. Santa Cunha, Marisa do Nascimento Poro. 11. Ed. São Paulo: Cortez, 1996.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam 48 ed., São Paulo: Cortez, 2006.

_____________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. 34ed. São Paulo: Paz e terra, 1996. (coleção leitura).

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, Para quê?. 3 ed. São Paulo:
Cortez, 2000.

MARANHÃO, Diva Nereida; Marques Machado. Aprendizagem pode ser uma grande brincadeira. Rio de Janeiro: Wak, 2004.

MATOS, Francilene Lima. Leitura em Sala de Aula. Rio de Janeiro 2001. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2011.

PILETTI, Nelson. Sociologia da educação. São Paulo: ABDR, 2003.

PIRRENOUD, Philippi. Novas Competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed. 2003.

PRADO, Danda. O que é família. 1.ed. São Paulo: Brasiliense, 1981. (Coleção Primeira Passos).

RICARDO, Stela Maris Bortoni. SOUSA, Maria Alice Fernandes. Ensinar Leitura e Escrita no Ensino Fundamental. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2011.

WINNICOTT, Donald Woods. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Natural de João Lisboa-Ma e acadêmica do curso de Licenciatura Plena em Letras da Universidade Nilton Lins - Manaus - am.
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