O COTIDIANO ESCOLAR
 
O COTIDIANO ESCOLAR
 


Educar com qualidade e para a vida é o grande desafio da sociedade do século XXI. Em uma sociedade estratificada, a educação surge como um divisor de águas, na busca pela redução das desigualdades sociais e culturais existentes.

A excelência educacional é conquistada por meio de um processo que contempla: um ensino cognitivo de qualidade, com professores bem remunerados, bem qualificados, espaço físico apropriado, o apoio dos familiares dos educandos ao processo de ensino-aprendizagem, o envolvimento dos alunos nas atividades curriculares e extra-curriculares, dentre outros aspectos.

De acordo com, Fernando Haddad, ministro da educação o Brasil pretende alcançaruma educação de qualidade com o seguinte propósito:

"Melhorar a qualidade do ensino público é hoje reconhecida prioridade da nação. Para traduzir esse consenso em ação, colaboramos em duas iniciativas. A primeira é a construção de uma rede de escolas médias federais, com dimensão técnica e profissional. A segunda é proposta para reconciliar a gestão das escolas pelos Estados e municípios com padrões nacionais de investimento e qualidade." [1]

Um das grandes metas dos educadores engajados no processo educacional e da sociedade organizada é melhorar a qualidade de ensino ofertado na rede pública seja ela: municipal, estadual ou federal.

Desenvolver uma educação de qualidade significa além de preparar os alunos nos conhecimentos científicos sistematizados, prepará-los para a vida para que atuem como cidadãos críticos que sejam capazes de interferir na realidade circundande em que vivem. De acordo com José Manuel Moran a excelência na educação deve contemplar: "Uma educação de qualidade tem como foco, além do ensinar, ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão de totalidade."[2]

Essa busca pela qualidade educacional é um processo que não está só nas unidades escolares, ele envolve a comunidade do bairro onde a Escola está situada, a comunidade onde o educando reside, o seu núcleo familiar, os profissionais que atuam diretamente com os educandos (professores, técnicos e apoio administrativo e pedagógico) os profissionais das Secretárias de Educação estadual e municipal, os órgãos federais educacionais, bem como as entidades sem fins lucrativos.

Um país com uma educação de qualidade que tem como foco a autonomia dos seres envolvidos no processo é um país propício a ter um grande desenvolvimento nos seus diferentes setores tais como: político, econômico, científico, cultural, etc.

A sociedade moderna é complexa e, no campo do conhecimento, vivenciamos um processo dinâmico e sem volta. Nesse contexto, o processo de aprendizagem tornou-se igualmente complexo, intenso, vasto, além de contínuo. Para atender a uma sociedade dinâmica é necessário instituições de ensino que vivenciem no seu cotidiano práticas inovadoras e que formem os seus alunos para o pleno exercício da cidadania.

As transformações que vêem permeando a sociedade nas últimas décadas geram a necessidade de adaptação aos novos desafios impostos principalmente pelos avanços tecnológicos. A rapidez destas mudanças provoca aflição naqueles que estão envolvidos no processo educacional, pois não há formas mirabolantes, pelo menos a curto prazo, de acompanhar os processos de evolução social que muitas vezes atropelam as propostas de ensino. Para solucionar este impasse Cássio Rodrigues e Ana Cláudia de Souza no artigo: Por um Ensino Efetivo e Estratégico da Linguagem sugerem que uma solução intermediária para esta situação seria: "(...) promover, na esfera educacional, o desenvolvimento de estratégias especificas para lidar com as demandas da vida moderna."[3]

Para ocorrer uma efetiva melhora na qualidade da educação brasileira é necessário o envolvimento de todos os segmentos envolvidos no processo educacional. Desta forma os pais, a comunidade organizada, os professores, os funcionários administrativos, os gestores educacionais, os alunos e o poder público devem estabelecer, de forma coletiva, as metas a serem alcançadas estabelecendo as prioridades, a forma como serão executadas e avaliadas.

É importante salientar que para este processo ser significativo e produzir o resultado esperado alguns pontos devem ser observados pela equipe. Sendo assim, para que uma Escola venha ter um bom funcionamento e consequentemente oferte uma educação inovadora e de qualidade ela deve contemplar em seu plano de metas e ações aspectos como: realização de ações a longo, médio e curto prazo, de forma a atender as necessidades da comunidade escolar, planejamento e trabalho em equipe entre os participantes do processo de ensino-aprendizagem, transparência e clareza nas decisões e ações, qualidade do pessoal, respeito à cultura local da comunidade onde a Escola está inserida.

O grupo familiar é o grande pilar de sustentação de qualquer ser humano. Desta forma, a Escola deve buscar a participação da comunidade, conquistando as famílias para participarem, apoiarem e colaborarem com as ações desenvolvidas pela escola e que influenciam na aprendizagem de seus filhos.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Haddad, Fernando e Unger, Roberto Mangabeira. Ensino público de qualidade. Disponível em: http://www.contee.org.br/noticias/artigos/art69.asp. Capturado em 21/10/09, às 22h.

Moran, José Manuel. Novas tecnologias e Mediação Pedagógica. 12 ed. Campinas: Papirus, p.12. Disponível em: HTTP.//WWW.eca.usp.br/prof/moran/qual.htm. capturado em 05/10/2009, às 20h.

Rodrigues, Cássio e Souza, Ana Cláudia de. Por um Ensino Efetivo e Estratégico da Linguagem. Revista Pátio. Porto Alegre Ano XII, nº 45, pág. 22, fev/abr. 2008.


[1]Haddad, Fernando e Unger, Roberto Mangabeira. Ensino público de qualidade. Disponível em: http://www.contee.org.br/noticias/artigos/art69.asp.Capturado em 21/10/09, às 22h.

[2] Moran, José Manuel. Novas tecnologias e Mediação Pedagógica. 12 ed. Campinas: Papirus, p.12. Disponível em: HTTP.//WWW.eca.usp.br/prof/moran/qual.htm. capturado em 05/10/2009, às 20h.

[3] Rodrigues, Cássio e Souza, Ana Cláudia de. Por um Ensino Efetivo e Estratégico da Linguagem. Revista Pátio. Porto Alegre, Ano XII, nº 45, pg. 22, fev/abr. 2008.

 
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