Números Romanos
 
Números Romanos
 


Creio que todos já nos deparamos com textos em que aparecem números usando o que são chamados de Algarismos Romanos. Os professores de história, com certeza, além de suas leituras serem freqüentadas por esse sistema numérico, vêm seus alunos com algumas dificuldades na leitura quando precisam identificar os séculos. Além dos séculos, vários outros textos e objetos são sinalizados com algarismos romanos, como artigos de contratos, de leis, capítulos de livros e seus respectivos sumários... No caso dos professores de história creio que a dificuldade com os números seja de duas naturezas: a identificação dos séculos assinalados com algarismos romanos e o entendimento dos números negativos para a identificação das datas antes de Cristo. Não vamos nos deter nesta segunda dificuldade. Deixemos que outros colegas nos ajudem a melhor orientar nossos alunos e vamos ao que, aqui, nos interessa. Primeiramente devemos destacar que o nosso atual sistema numérico, o indo-arábico, é formado por dez símbolos seqüenciais aos quais denominamos de: zero (0), um (1), dois (2), três (3), quatro (4), cinco (5), seis (6), sete (7), oito (8) e nove (9). Entretanto, não podemos nos esquecer que esses sinais, aos quais chamamos de números, são apenas símbolos que representam uma idéia de quantidade. O símbolo 3 representa uma quantidade convencionada e quando nos referimos a essa quantidade usamos o símbolo 3 ou a palavra três. Noutras palavras: isso que chamamos de número, na realidade é um símbolo convencionado e não o número mesmo. Podemos acrescentar que nesse universo das quantidades e grandezas somos limitados pelos símbolos. Temos a idéia da grandeza ou da quantidade, mas não nos relacionamos com elas e sim com os símbolos que convencionamos para nos referir a essas realidades. Quando falamos: tenho cinco amigos, nos referimos aos amigos e não ao 5; ou seja tenho os amigos e não o 5. Se disser que adquiri 1 carro posso mostrar o carro mas não o 1... Além disso os símbolos 5 e 1 não são os amigos nem o carro! Outro aspecto a ser mencionado é que o nosso sistema numérico é diferente daquele usado pelos antigos gregos e romanos, que usavam letras para designar quantidades. Ou seja esses povos usavam outros símbolos. O sistema que usamos, com os símbolos que conhecemos, ao que tudo indica, originou-se na Índia; e a partir do século IX, em plena idade média, foi difundido por Mohammed-al-Khowarizmi (o nome desse algebrista, na pronuncia latinizada virou algarismo). Esse sistema, ou os símbolos usados, chegou à Europa, provavelmente, com as caravanas comerciais que plantaram as sementes do renascimento. Vale lembrar que, nesse período a igreja proibia qualquer elemento de origem pagã ou dos infiéis (como eram chamados os muçulmanos). Mesmo assim o sistema indo-arábico se difundiu pela Europa, principalmente por causa de sua praticidade em relação aos algarismos romanos, usados na Europa medieval. Imagine a dificuldade em se fazer uma operação de divisão, com algarismos romanos! Podemos dizer que a demora da Europa utilizar os símbolos indo-arábicos se deve ao fato de que, durante o período medieval, praticamente não existirem relações comerciais, no velho continente. Havendo pouca relação comercial havia pouca utilização de números, portanto os velhos números romanos permaneciam. Mas na medida em que o comércio foi se fortalecendo e o mundo renascentista se impondo, nasceram outras necessidades. Entre elas a utilização de sistemas mais práticos e eficientes para as anotações e operações contábeis. Existe um livreto Matemática: a utilidade dos números em nossa vida, da coleção fique por dentro, editado pela editora Gold, publicado em 2001, que traz várias curiosidades sobre vários aspectos da matemática. Entre eles algumas curiosidades sobre os Algarismos Romanos. O livro, de litura agradável, não tem um autor, mas três editores de texto: Fábio Bahr, Luciana Coutinho e Sérgio Yamasaki. Na oitava página os editores afirmam que atualmente em alguns textos os sinais que identificam os séculos são diferentes dos símbolos com os quais fazemos conta e explicam: esses símbolos, em forma de letras, são chamados de números romanos. Vamos conhecer um pouco mais sobre os algarismos romanos e sua correspondência com os símbolos indo-arábico. Devemos destacar que o livreto em questão não diz, mas precisa ser notado, que no sistema numérico romano não havia um símbolo para o Zero (0). A ordem era: 1=1; II=2; III=3; IV=4; V= 5; VI=6; VII=7; VIII=8; IX=9; X= 10. Além desses acrescenta-se os símbolos L=50; C=100; D=500; M=1000 Estes símbolos são combinados com outros para formar os valores pretendidos. Ainda desse livreto é que nos vem a seguinte afirmação: À primeira vista, o sistema numérico romano parece um tanto complicado. Mas, se você conhecer algumas regras básicas, verá que ele é bem mais fácil do que parece. A primeira delas é que as letras I, X, C e M podem ser repetidas no máximo 3 vezes. Consequentemente as letras V, L e D, não se repetem, mas podem ser precedidas ou sucedidas por outras letras/números. 1=I;2=II;3=III 10=X; 20= XX; 30=XXX 100= C; 200=CC; 300 =CCC 1000=M;2000=MM; 3000=MMM A outra dica para se ler e escrever os algarismos romanos é que se colocarmos algarismos menores do lado esquerdo de outros maiores devemos fazer uma subtração para chegarmos ao seu valor. E quando os algarismos menores são colocados à direita, deve-se fazer uma adição, para se chegar ao valor escrito, como no exemplo: Símbolos menores à esquerda: IV= 4(5-1); IX=9(10-1); XL= 40(50-10); XC=90(100-10); CD=400(500-100); CM=900(1000-100). Símbolos menores à direita: VI=6(5+1); XI=11(10+1); LC=60(50+10); CX=110(100+10); DC=600(500+100); MC=1100(1000+100). Essas são apenas algumas informações sobre os algarismos romanos. Vale a pena reaprendê-los, pois mesmo com a praticidade do nosso sistema numérico, eles continuam sendo largamente usados. Neri de Paula Carneiro  Mestre em Educação, Filósofo, Teólogo, Historiador.Leia mais: http://falaescrita.blogspot.com; http://ideiasefatos.spaces.live.com.
 
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Sobre este autor(a)
Concluí mestrado em Educação (UFMS), especialização em Educação (UNESC-Cacoal-RO), em Teologia (CEBI). Sou graduação em Filosofia, Teologia, História. Prof. de História e Filosofia (SEDUC-R. Moura-RO); de Filosofia e Ética na FAP (P Bueno-RO) e FSP (R. Moura-RO). Paranaense, escolhi viver em Rondôn...
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