Gerenciamento do lixo hospitalar
 
Gerenciamento do lixo hospitalar
 


ACADEMICAS: DEBORAH MARIELLEM MATOS VIEIRA
                        LAIANI CURSINO MADUREIRA
                        MARIA CELDA FREIRA CARVALHO
                        QUITERIA LIDIA MAIA
                        JOSELIA ALMEIDA BARBOSA
                        ADRIANA FERREIRA DO SANTOS
                        JEFFERSON MOREIRA
                        RAYANA TEREZA MARQUES AZEVEDO
  1. 1.      REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

 

 

1.1.           DEFINIÇÃO

 

O lixo é definido como tudo o que não presta e se joga fora, inútil, velho, sem valor, quando se relata à cerca de resíduo é definido como tudo que resta de qualquer substância. O resíduo de Serviço de Saúde (RSS) é resultante de atividades exercidas nos serviços definidos no artigo 1º da RDC ANVISA Nº. 306/04, que, por suas propriedades, precisam de procedimentos distinguidos em seu manejo, ordenando ou não tratamento prévio à sua disposição final (ABNT, 2002).

Para Fadini, P e Fadini, A. (2001, p. 14), lixo hospitalar:

Constituem resíduos sépticos, ou seja, que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos. São produzidos em serviços de saúde tais como hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias, postos de saúde etc. São eles: agulhas, seringas, gaze, bandagens, algodão, órgãos e tecidos removidos, meios de cultura e animais usados em testes, sangue coagulado, luvas descartáveis, remédios com prazo de validade vencido, instrumentos de resina sintética, filmes fotográficos e raios X etc. Resíduos assépticos desses locais, constituídos por papéis, restos da preparação de alimentos, resíduos de limpeza geral (pó, cinza etc.) e outros materiais que não entram em contato direto com pacientes ou com os resíduos sépticos anteriormente descritos, são considerados domiciliares.

 

O descarte correto dos resíduos hospitalares constitui-se de um conjunto de métodos de gestão, planejado e implementado a partir de uma base legal, técnica e científica, com o objetivo de acomodar aos resíduos gerados, visando à proteção do ser humano, a precaução do meio ambiente, dos recursos apropriados e da saúde pública. Os passos do gerenciamento dos resíduos hospitalares, conforme a ANVISA (2004) são: identificação, segregação, acondicionamento, transporte interno, armazenamento provisório, armazenamento externo, coleta e transporte externo, tratamento e destino final. Quando se diz respeito à identificação devem ser feita nos seguintes paragens: acondicionamento, coleta, transporte e armazenamento. Esta identificação dos cinco grupos de resíduos é explicada, de acordo com o quadro a seguir, segundo ABNT (2002).

1.2.           CLASSIFICAÇÃO

 

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – resolução RDC n°33 de 25 de fevereiro de 2003, os resíduos sólidos de serviços de saúde (RSSS) são classificados em cinco categorias de acordo com a sua natureza (FILHO, [2000?] p. 04).

 

 

 

1.2.1.    Categoria A (resíduos com risco biológico)

 

Classificado como lixo biológico ou infectante, é composto por resíduos com presença de agentes biológicos em grande quantidade ou patógenos com alto poder de virulência que possam apresentar risco de infecção. O grupo A subdivide-se em seis grupos (USP, [200?]).

A1 – Culturas e estoques de agentes infecciosos, resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto hemoderivados, descarte de vacinas de microorganismos vivos ou atenuados, meios de cultura, resíduos de laboratório de genética. A2 – Bolsas de sangue ou hemoderivados. A3 – Peças anatômicas. A4 – Carcaças, peças anatômicas e viscerais de animais e cama dos mesmos. A5 – Resíduos provenientes de pacientes que contenham ou sejam suspeitos de conter agentes Classe de Risco IV, que apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação. A6 – Kits de linhas arteriais endovenosas e dialisadores; filtros de ar e gases oriundos de área crítica. A7 – Órgão, tecidos e fluídos orgânicos com suspeita de contaminação com proteína priônica e resíduos resultantes de atenção à saúde desses indivíduos ou animais (PGRSSS;UNESP, [200-] p. 25).

 

Os resíduos infectantes devem ser armazenados em sacos branco, identificado pelo símbolo universal de risco biológico de tamanho visível, baseado na NBR 9191/2000 da ABNT. Ao termino do uso os sacos devem ser lacrados ficando proibido o esvaziamento ou reaproveitamento dos mesmos, a substituição deste ocorrerá quando forem preenchidos 2/3 de sua capacidade, ou uma vez a cada 24 horas (USP). A empresa poderá optar se desejar pelo descarte diferenciado do grupo A, por exemplo: utilizar sacos brancos para os subgrupos A1, A2 e A4 e sacos Vermelhos para A1 (tratados fora da empresa), A3 e A5 (ALVAREZ; BATTAGLINI, [199?]).

 

 

1.2.2.    Categoria B (resíduos com risco químico)

 

A classificação grupo B é definida como resíduos químicos que apresentam características física, químicas e físico-químicas, que oferecer risco à saúde e ao meio ambiente. O exemplo disso são as drogas quimioterápicas e outros produtos que possam causar mutagenicidade e genotoxicidade e os materiais por elas contaminados, medicamentos vencidos, parcialmente interditados, não utilizados, alterados e medicamentos impróprios para o consumo, antimicrobianos e hormônios sintéticos, demais produtos considerados perigosos, conforme classificação da NBR 10.004 da ABNT como os tóxicos, corrosivos, inflamáveis e reativos (CAMPANER; SOUZA, 2002; FERREIRA 1995).

Portanto os resíduos do grupo B e classificado em subgrupos: B1 que são resíduos de medicamentos ou insumos farmacêuticos vencidos, contaminados, apreendidos para descarte, parcialmente utilizados e demais impróprios para consumo: produtos hormonais, antibacterianos, citostáticos, antineoplásicos, digitálicos, imunossupressores, imunomoduladores e antiretrovirais; o B2 pertence os demais medicamentos não enquadrados no grupo B1; já o B3 é resíduo de insumos farmacêuticos dos medicamentos controlados pela portaria do MS344/98 e suas atualizações; o B4 é saneantes, desinfetantes e desisfestantes; portanto o B5 são substâncias que são utilizadas para revelação de filmes de Raio-X; o B6 são resíduos com metais pesados que oferece risco á saúde; já o B7 são reagentes utilizados em laboratório, isolados ou em conjunto; e o subgrupo B8 são outros resíduos contaminados contendo substâncias químicas que oferecer risco à saúde e ao meio ambiente, conforme (BRASIL, 2010).

O acondicionamento do resíduo grupo B devem ser em recipientes de material rígido, adequados para cada tipo de substância química, respeitadas as suas características físico-químicas e seu estado físico, e identificados através do símbolo de risco associado, de acordo com NBR 7500 da ABNT e com discriminação de substância química e frases de risco (BRASIL, 2006).

 

 

1.2.3.    Categoria C (resíduos radioativos)

 

Os Resíduos radioativos enquadram-se no grupo dos resíduos radioativos ou contaminados com radionuclídeos, provenientes de laboratórios de análises clínicas, serviços de medicina nuclear e radioterapia, segundo a Resolução CNEN 6.05. não esquecendo que As agulhas usadas para aplicação de radiofármacos são considerados Resíduos Classe C.estas agulhas descartáveis devem ser desprezadas juntamente com as seringas, é proibido reencapá-las. Caso seja imprescindível, a sua retirada só é permitida utilizando-se artifício mecânico (BRASIL, 2011).

O lixo radioativo se não receber o manejo correto os dejetos que serão gerados apresentam um grande perigo, tanto para a saúde das pessoas quanto  para o meio ambiente. O Brasil gera cerca de 149 mil toneladas de resíduo urbano por dia. A geração de resíduo de serviço de saúde representa 1 a 3% deste volume (BRASIL, 2011).

Os rejeitos radioativos são quisquer material resultante de atividade humana que contenham radionucleideos em quantidade superior aos limites de eliminação especificados na norma de comissão nacional de energia nuclerar. Encaixam- se também nesse grupo todos os residuos do grupo A, B, D e E pois estes tambem podem estar contaminados  com radionucleideos, tais como seringas, equipos, restos de medicamentos, compressas, sapatos ,roupas, e objetos perfuro cortantes (BRASIL, 2001).

 O residuo do serviço de saúde, representa uma fonte de risco a saude e ao meio ambiente devido a falta de adoção de procedimentos  tecnicos adequados no manejo dos materias. Estes residuos apesar de representar uma pequena parcela  dos residuos solidos são compostas por diferentes frações geradas no estabelecimento de saude sendo estes produtos quimicos, toxicos e material perigoso  sendo eles solventes, quimioterapicos, produtos quimicos fotograficos, formoldeido, radionucleideos, mercurio (BRASIL, 2001).

O recolhimento do lixo hospitalar precisa ser feito antes de qualquer limpeza, as lixeiras devem ser esvaziadas quando atingir 2/3 de sua capacidade. As lixeiras devem ser lavadas diariamente, o lixo precisa ser recolhido sempre que necessário (CANTANHEDE, 2001).

 

 

1.2.4.    Categoria D (resíduos comuns)

 

A categoria D é correspondente aos resíduos comuns ou domiciliares, identificado pelo símbolo de material reciclável que se caracterizam por não oferecem riscos biológico, radiológico ao meio ambiente bem como a saúde, como exemplo pode se citar restos de alimentos, fraldas, equipo de soro entre outros (BRASIL, 2006).

Segundo Filho ([200?]) os resíduos comuns compreendem todos aqueles na qual não precisam passar por processos de identificação, acondicionamento e tratamento. Estes se subdividem nos seguintes grupos: D1, D2, D3, D4, D5, D6, D7, D8 e D9.

D1 – Espécimes de laboratório de análises clínicas e patologia clínica, quando não enquadrados na classificação A5 e A7. D2 – Gesso, luva, esparadrapo, algodão, gazes, compressas, equipo de soro e outros similares, que tenham tido contato ou não com sangue, tecidos ou fluídos orgânicos, com exceção dos enquadrados na classificação A5 e A7. D3 – Bolsas transfundidas vazias ou contendo menos de 50 ml de produto residual (sangue ou hemocomponentes). D4 – Sobras de alimentos não enquadrados na classificação A5 e A7. D5 – Papéis de uso sanitário e fraldas, não enquadrados na classificação A5 e A7. D6 – Resíduos provenientes das áreas administrativas dos EAS. D7 – Resíduos de varrição, flores, podas e jardins; D8 – Materiais passíveis de reciclagem. D9 – Embalagens em geral (FILHO, [2000?] p. 07).

 

O processo de acondicionamento dos resíduos da categoria D segue as normas da instituição conforme os serviços de limpeza urbana, na qual se utiliza sacos impermeáveis, obrigatoriamente identificados, em seqüência passa pelo processo de identificação que tem por objetivo reciclar ou reutilizar, para tanto é realizado o armazenamento do material depois de identificado por meio do código de cores conforme a resolução CONAMA nº. 275/2001 que determina azul: papéis; amarelo: metais; verde: vidros; vermelho: plásticos; marrom: resíduos orgânicos e cinza para os demais resíduos (BRASIL, 2004).

 

 

1.2.5.    Categoria E (resíduos perfurocortantes)

 

O grupo E são formados por materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como lâminas de barbear, agulhas, ampolas de vidro, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; micropipetas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares (GUNTHER, 2004).

Os resíduos cortantes ou perfurantes, devem ser pré-acondicionado em embalagem rígida, estanque, resistente à punctura, ruptura e vazamento, impermeável, com tampa, existindo a simbologia da substância. É terminantemente proibido o esvaziamento desses recipientes para o seu reaproveitamento. É proibido reencapar ou retirar manualmente as agulhas descartáveis. Os recipientes que recebem os PC devem ser descartados quando o preenchimento atingir 2/3 total de sua capacidade ou o nível de acondicionamento ficar a 5 cm de distância da borda do recipiente, sendo vetado o seu esvaziamento ou reaproveitamento (BRASIL, 2003).

 Quando o causador dos resíduos de serviço de saúde (RSS) gerar material perfurocortante dos grupos A e B poderá ser empregado um único recipiente de acondicionamento na unidade geradora, sendo que, para o rejeite, deverá ser considerado o resíduo de maior risco. Os resíduos do grupo E, gerados pelos serviços de auxílio domiciliar, devem ser embalados e recolhidos pelos próprios agentes de atendimento ou por pessoa habilitada para a atividade, coletados pelo serviço de assistência domiciliar, responsável pelo gerenciamento desse resíduo.

 

 

  1. 2.       METODOLOGIA

 

 A metodologia é um conjunto de métodos ou caminhos que serão percorridos na busca do conhecimento. Pode assumir características distintas, pode ser: metodologia cientifica, metodologia da pesquisa e ainda metodologia da pesquisa cientifica, envolvendo os métodos de abordagem de procedimento e as técnicas (RAMPAZZO, 2002).

Segundo Ferreira (2004) a metodologia pode ser definida como um direcionamento e os instrumentos utilizados para abordagem da realidade, levando em contas as características do fenômeno que se que estudar.

 Anterior a elaboração do presente projeto foi organizado uma divisão entre a equipe, no qual os mesmos acompanharam a rotina dos setores do centro cirúrgico, centro obstétrico, centro de recuperação pós-anestésica (CRPA) e a central de material de esterilização (CME) observando assim possíveis problemas existentes.

Mediante o diagnostico situacional mencionado a intervenção acontecerá no dia 13 de setembro a partir das 13:00, durante o período do estágio,  por meio da utilização de um banner sobre gerenciamento dos resíduos hospitalares, que ficará exposto na sala de espera, um ponto estratégico pois é o local onde enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem, auxiliares, maqueiros, equipe de higienização, ou seja, todos os profissionais transitam freqüentemente, além de não oferecer quaisquer risco de contaminação aos pacientes atendidos nos setores.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

 

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Resíduos Sólidos – Classificação. ABNT-NBR-10004. São Paulo, 2002.

 

ALVAREZ, A. F. A.; BATTAGLINI, R. B. I encontro técnico sobre resíduos de saúde da região metropolitana de Campinas. Campinas- SP: [S. N.], [199?], 72p.

 

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Gerenciamento dos Resíduos de Serviço de Saúde, 2004.

 

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde. Classificação de risco dos agentes biológicos / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde. – 2. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2010.

 

____. Ministério da Saúde. Manual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Governo do Estado de Góias. Góias: 2004.

 

____. Ministério da Saúde. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde / Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

____. Ministério da Saúde; Esplanada dos Ministérios - Bloco G - Brasilia / DF 2011 Acessado em: HTTP://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar-texto. cfm?idtxt=23966.

____. Ministério da Saúde; Gerenciamento de resíduo de centro de saúde, secretaria da saúde, projeto reforço á reorganização do centro de saúde- Brasília 2001.

____. Ministério da Saúde. Saúde ambiental e gestão de resíduos de serviços de saúde. Projeto Reforsus. Brasília: 2003.

 

CAMPANER, Madalena Torres Fuster; SOUZA, Paulo Roberto Rebello de. Boas Práticas em Resíduos de Serviços de saúde (RSS). Secretária de Estado de saúde Subsecretaria de saúde Superintendência de saúde Coordenação Estadual de controle de infecção hospitalar. Rio de Janeiro: secretária de Estado de saúde do Rio de Janeiro, 2002.

FADINI, P. S.; FADINI, A. A. B. "Lixo: desafios e compromissos". Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola. 2001.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio. 15ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.

 

FERREIRA, João Alberto. Resíduos sólidos e lixo hospitalar: uma discussão ética. Cad. Saúde Pública,  Rio de Janeiro,  v. 11,  n. 2, June  1995. . Disponível em:  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X1995000200015.

FILHO, J. M. Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos dos Serviços de Saúde - PGRSSS. Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP. [2000?].

GUNTHER, W. Curso de elaboração de plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. São Paulo: USP/FSP: 2004.

 

OLIVEIRA, A. H. 1997. Metais pesados nos arredores de depósitos de lixo. Universidade Federal do Pará. Centro de Geociências. 105p. (Dissertação de Mestrado).

 

PGRSS. PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE – PGRSSS Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP. São José dos Campos –SP: UNESP, [200-].

 

RAMPAZZO, L. Metodologia Cientifica. São Paulo: Layola. 2002.

 

USP. Cartilha de Orientação de Descarte de Resíduos no Sistema de FMUSP-HC. Diretoria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Diretoria Executiva dos Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas- FMUSP e da Diretoria do Serviço de Verificação de Óbitos da Capital. São Paulo: [200?]

 
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