Gênero Entrevista: uma análise dos elementos não-verbais da conversação
 
Gênero Entrevista: uma análise dos elementos não-verbais da conversação
 


INTRODUÇÃO

Este artigo tem por objetivo estudar os mecanismos de manutenção da interação face a face em uma situação de entrevista bem como analisar os elementos não verbais nesse processo de interação social, para tanto, foi selecionada uma entrevista do Programa do Jô Soares. Essa escolha partiu do fato deste programa constituir um tipo de entrevista classificada como um talk show.

Apesar de ter uma estrutura previamente preparada essa entrevista possui uma característica peculiar de transformar a interação quase numa realização espontânea da fala, entre o entrevistador e entrevistado, um campo perfeito para análise da conversação. E para realizar uma pesquisa mais aprofundada a presente análise baseia-se a partir do referencial teórico sobre análise da conversação, cujo objetivo é contribuir com o registro dos elementos não verbais da conversação durante o processo de interação que ocorre no momento de realização da entrevista.

ANÁLISE DA CONVERSAÇÃO

A análise da conversação teve origem na década de 1960, com uma abordagem discursiva sobre a linguagem humana. Suas pesquisas baseiam-se nas perspectivas etnometodológicas na área da psicologia, psiquiatria, sociologia, filosofia e antropologia. Segundo o professor Luiz Antonio Marcuschi autor do livro "Análise da Conversação", o primeiro lançado no Brasil na década de 1980, "a conversação é a primeira das formas de linguagem a que estamos expostos e provavelmente a única da qual nunca abdicamos pela vida a fora".

Por conseguinte, Castilho define "a conversação é uma atividade lingüística básica. Ela integra as práticas diárias de qualquer cidadão independente de seu nível sócio-cultural. " ainda segundo o autor "a conversação enquanto objeto de estudos é uma combinação de elementos psico-sociais e lingüísticos''

A conversação é a prática social de natureza dialógica e apresenta algumas características básicas na sua estrutura organizacional segundo a classificação feita por Marcushi: "(i) interação entre pelo menos dois ou mais falantes; (ii) alternância de turnos entre os interactantes; (iii) presença de uma seqüência coordenadas das idéias; (iv) execução numa identidade temporal; (v) envolvimento numa interação centrada. Essas características servem para enfatizar que a conversação só é considerada como tal, quando realizada entre dois ou mais falantes de forma espontânea".

A conversa espontânea segundo Dionísio "se constrói a cada intervenção dos interlocutores (...) É uma atividade co-produtiva, que 'nunca se pode prever com exatidão em que sentido o parceiro vai orientar a sua interação'". Por esta razão, os estudiosos dessa área elegem os dados empíricos como fatores fundamentais para coleta de materiaisde pesquisa.

Ainda segundo a autoraa Análise conversacional "analisa materiais empíricos, orais, contextuais considerando também as realizações entonacionais e o uso de gestos ocorridos durante o processamento da conversação.". Inclui-se nesse sentido as expressões faciais, as entonações de voz, os gestos, a postura, que podem colaborar ou substituir a construção do sentido durante a comunicação face a face. Daremos mais ênfase a esse assunto no tópico seguinte por ele se constituir no elemento principal da nossa análise.

Para se realizar uma análise da conversação faz-se necessário coletar uma situação em que haja um processo interacional espontâneo, no caso do corpus, o objeto de estudo é uma entrevista, caracterizada como uma forma de diálogo assimétrico, por constituir-se pelo comando de um interactante que possui o direito de iniciar, orientar, mudar o foco da entrevista e finalizar.Após a coleta dos dados faz-se a transcrição de acordo com as regrasda análise da conversação. Observe o quadro a seguir:

NORMAS PARA TRANSCRIÇÃO

Ocorrências

Sinais

1- Indicação dos falantes

Os falantes devem ser indicados em linhas, com letras ou alguma sigla convencional

2- Pausas

...

3-Ênfase

MAIÚSCULAS

4-Alongamento de vogal

: ( pequeno)

:: (médio)

::: (grande)

5- Silabação

-

6- Interrogação

?

7- Segmentos incompreensíveis ou ininteligíveis

()

(ininteligível)

8- Truncamento de palavras ou desvio sintático

/

9- Comentário do transcritor

(())

10- Citações

""

11- Superposições de vozes

[

12- Simultaneidade de vozes

[[

13-Ortografia

De acordo com a fala dos informantes

ANÁLISE DOS ELEMENTOS NÃO-VERBAIS DA CONVERSAÇÃO

"Na interação face a face, os códigos de comunicação são audíveis e também visíveis e sensíveis''(Steinberg). Em outras palavras nos comunicamos não apenas com os elementos lingüísticos mas com o corpo todo. Isto porque, num momento de interação o corpo pode transmitir comunicação voluntária ou involuntária através dos elementos não-verbais da comunicação. Esses elementos são conceituados por Steinberg como:

·paralingüagem, sons emitidos pelo aparelho fonador, mas que não fazem parte do sistema sonoro da língua falada;

·cinésica, se constitui em todos os movimentos do corpo, destacando-se aí os gestos, a postura, o olhar, o riso, e principalmente a expressão facial.

·proxêmica, ou distância mantida entre os participantes de uma interação;

·tacêsica, que se constitui no toque;

·silêncio, ou ausência de palavra.

Estudo da Paralínguagem e da Cinésica

Durante o processo de interação e elementos audíveis dizem respeito a paralínguagem que acrescenta ao ritmo da fala maior expressividade, já os elementos visíveis dizem respeito aos gestos, e são analisados no âmbito da cinésica. Segundo Mary Key a "paralínguagem e a cinesíca se unem no ato da fala". Por esta razão enfocaremos esses elementos na análise do corpus.

Por conseguinte, Steinberg define que os elementos não-verbais desempenham variadas funções na comunicação e podem ser classificados como lexicais ( funcionam como substitutos das palavras dos interlocutores) e os não-lexicais ( acompanham a fala dos interlocutores como forma de enfatizar e ilustrar o discurso).

Esses elementos paralíngüisticos e cinésicos podem ter vários tipos de funções como:

·Lexicais- funcionam sem a ajuda do léxico e podem substituir a fala por exemplo um gesto de mão pode indicar um chamado ou um pedido de silêncio.

·Descritivos- funcionam como ilustrativos quando são desenhados no ar para demonstrar algo ou simbólico como um dedo levado a boca para indicar um pedido de silêncio.

·Reforçadores- funcionam com a função de enfatizar ou acentuar o ato da fala, como bater sobre a mesa para reforçar o esta sendo dito.

·Embelezadores- servem para realçar a fala.

·Acidentais- funcionamconcomitantemente durante uma fala porém não mantém uma relação com mesma por exemplo dizer "eh'' e mudar a posiçãoimplica num ato meramente acidental.

Não obstante, do ponto de vista semântico os gestos podem ser:

·Enfáticos:em geral acompanham a fala para enfatizá-la, como bater de mão fechada sobre a mesa.

·Contraditórios: desmentem as palavras como quando afirmamos algo e negamos com um meneio de cabeça.

·Dêiticos: apontam algo para algo ou alguém, como quando indicamos um objeto com o dedo.

·Mímicos: imitam uma ação, uma pessoa, um animal,etc.

·Executores: empregados na execução de uma tarefa ou ação.

·Apelativos: feitos para chamar alguém ou atenção.

·Afetivos: empregados em lugar de palavras para transmitir emoções oe sentimentos muito fortes, como quando abraçamos alguém.

·Exibidores: são empregados para mostrar ou exibi algo.

·Descritivos: feitos para delinear o contorno de algo ou alguém.

·Ritualísticos: empregados em saudações , danças, cerimônias, etc.

·Desafiadores: convidam ou desafiam para uma contestação, como quando colocamos a mão na cintura numa atitude desafiadora.

·Pudicos: denotam vergonha ou constrangimento de como baixar a cabeça.

·Aprovadores/desaprovadores: manifestam aprovação ou não ,com o meneio de cabeça para desaprovar e opolegar para aprovar.

Todos os elementos não-verbais recorrentes durante o processo de interação face a face são no sentido de colaboradores da interação e são catalogados como imprescindível para a compreensão de sentido. No decorrer da análise do material coletado, da nossa pesquisa, poderá se observar melhor esses elementos não-verbais.egundo pesquisadores.E podem ser elementos ncaçaçdo corpo,destacando-se a

DESCRIÇÃO DO CORPUS

O corpus estudado aqui, foi coletado no You Tube.Trata-se da quarta parte da entrevista realizada no programa do Jô com a cantora Ivete Sangalo no dia 26/07/07 .O foco da entrevista foi o lançamento do dvd da cantora gravado ao vivo no Maracanã. Esse tipo de entrevista é caracterizado como "tak show'', por manter a ilusão de um encontro casual com pessoas interessantes.

O programa do Jô é produzido para proporcionar um ambiente de ponto de encontro noturno na cidade de São Paulo. O cenário é composto pela imagem de um grande painel dos edifícios iluminados pelas luzes internas no interior dos apartamentos, no palco encontra-se a mesa onde o apresentador se posiciona e, ao lado o sofá onde ele recebe os convidados. A frente se posiciona a platéia que representa os interlocutores do apresentador. Uma característica do programa é tornar o telespectador como parte integrante da cena.

A cantora Ivete Sangalo, além de bonita e talentosa é considerada um ícone no cenário musical do Brasil. E durante o processo da entrevista Jô Soares procura quebrar essa mistificação quando realiza perguntas sobre questões relacionadas a uma melhor mulher comum.

Durante a entrevista o apresentador olha os "script'' que serve para orientar as perguntas formuladas, porém, tanto o apresentador como oentrevistado não mantém a fala articulada, e ainda é permitido até alguns improvisos, já que a situação sugere um encontro casual.

ANÁLISE DE ALGUNS TRECHOS DO CORPUS

1)"vamos falar de outros predicados dessa moça . . .TÃO bonita", aumento da entonação na palavra "tão", paralínguagem, reforça a beleza da cantora. Ao mesmo tempo o apresentador abre as mãos. Gesto reforçador com a função semântica de enfatizar a fala.

2)"sei tirar vinco sei bota vinco" (Ivete levanta o polegar para reforçar sua fala). Gesto aprovador.

3)"a pessoa vai pra televisão fica BRILHANdo", Ivete aumenta a entonação da voz na palavra "brilhando", paralínguagem, arregala os olhos e ao mesmo tempo põe as mãos a frente do corpo. Gesto descritivo

4)"faz a maisena com água no forninho assim ih: da/da uma ligazinha", Ivete esfrega as mãos uma na outra. Gesto exibidor, para mostrar como era feito a goma.

5)"essa mulhe acabou com você" Ivete dá um tapinha no ombro do Jô. Gesto afetivo, indica um sentimento de solidariedade.

6)"eu é que passo minha roupa até Hoje", Jô balança a cabeça numa atitude negativa a sua fala. Gesto contraditório.

7)"eu/eu sei passar roupa bem", Ivete passa o dedo no canto do olho. Gesto acidental.

8)"oh dedinho papai", Ivete balança o dedo negativamente. Gesto lexical para informar que ela não sabe costurar na máquina.

9)"assim eu ficava fascinado né TRAHM", Jô movimenta a mão sobre a mesa. Gesto descritivo com a função semântica de executar a tarefa de costurar. Há também a presença da paralínguagem ao imitar o barulho da máquina de costura.

10)"os menino da banda já comeram". Ivete aponta para os integrantes da banda. Gesto dêitico, indica as pessoas citadas pela cantora.

CONCLUSÃO

Apresentamos aqui, algumas análises da conversação que nos permite afirmar que o ser humano não utiliza apenas a linguagem verbal como meio de interação, pois sente a necessidade de utilizar outros meios de significação para expressar seus sentimentos. Nessa perspectiva faz uso freqüente dos elementos não-verbais paralíngüisticos e cinesícos que configuram a parte mais relevante da nossa pesquisa.

Constatamos que, durante processo de interação face a face os interlocutores utilizam esses elementos, tais como, os gestos e a paralínguagem com o objetivo de dar mais ênfase ou até mesmo transmitir a mensagem sem o uso da linguagem verbal. Ressaltamos ainda que os elementos não-verbais, por sua vez, são responsáveis por 65% da comunicação realizada na interação.

TRANSCRIÇÃO DO CORPUS

Jô -Ivete Sangalo vamos falar de outros predicados dessa

Jô -­moça . . .TÃO bonita como é que cê ta? Ta cozinhando melhor?

I vete -eu sempre/eu sempre dei uma/me joguei de

Ivete-direito na cozinha né

Jô -[ Hum

Ivete -quando/quando meu pai morreu

Jô -[ Isso não foi papo furado não?

Ivete -[ não não

Jô -todo mundo tem mania de dizer...

Jô -que é maraviLHOsa na cozinha.

Ivete -não eu sou mulher da casa sim eu fui educada por minha

Ivete -mãe pra ser uma/uma dona de casa

Jô -dona de casa

Ivete -ela era uma excelente dona de casa

Jô -[ prendas domésticas

Ivete -TUdo sei passar uma roupa sei lavar prato e GOSto . . sei arrumar uma

Ivete-casa direitosei cozinhar . . . sei

Jô - [ faz VINco sabe fazer vinco na calça?

Ivete -Sei fazer . . sei tirar vinco sei bota vinco

Ivete -quer dizer cê sabe que tem calça que não pode

Ivete -ter vinco né

Jô - [sim jeans tem jeans que não que não dá

Ivete -eh jeans não pode ter vinco sei passar

Jô - [ como é que tira vinco? É passando ao contrário não é isso?

Ivete -() sim e outra coisa num se passa JAMAIS roupa de : : desse minino . .

Ivete -tafetá (( risos)) crepe/crepe pelo lado verdadeiro tem que

Ivete -ser ao avesso se não fica parecendo que...

Jô - [ao avesso

Ivete -passou catarro a pessoa vai pra televisão fica BRILHANdo . . . ((risos))pois éIvete -fica brilhando muito

Jô - [toda encatarrada

Ivete -as vezes eu vou pruns casamento as roupa tão brilhando mais que a noiva

Ivete -eu digo oh/ohminha gente . . . tenha santa paciência

Jô -mais você sabe fazer direitinho

Ivete -sei fazer, sei cozinhar ADOro cozinhar, adoro/ADOro tudo que é de casa assimIvete -que de cuidar de casa

Jô - [() vamos passar pra/vamos nessa área do/do : paSSAR

Ivete -hum

Jô -sabe engoMAR uma/um colarinho?

Ivete -sei engomar eu/eu minha mãe me ensinou a fazer goma que/era com/a eh: não

Ivete -sei se pode falar o nome?

Jô -[pode pode

Ivete -[ era com PI: : e água

Jô que que/é pi?

Ivete -maisena ((risos)) que/eu não sei né meu filho . . . ((risos))

Jô -não pode falar maisena na televisão?

Ivete - [ se for pra falar de merchandsing vou falar

Ivete -de minhas marcas . . . ((risos))

Jô -[[mais

Ivete -[[não aí faz a maisena com água no forninho assim

Jô - [aqui não tem isso não pode falar se

Jô -for maisena vai falar

Ivete - [ih: da/da uma ligazinha e você passava na roupa era assim que fazia com/a

Ivete -roupa do meu pai ainda mais que meu pai usava

Jô -[hum

Ivete -linho ela passava o avesso

Jô -()

Ivete -eh

Jô -e o linho tinha aquele negócio de ficar com terno de linho

Jô -branco [[PASSAdinho

Ivete - [[passadinho

Jô depois enrolar no/no lençol e

Jô -bater pra marcar

Ivete - [ eh:: oh que safaDINHO

Jô - [eh : :

Ivete - [sabe tudo hein?

Jô ah: : uso muito linho

Ivete -essa mulhe acabou com você . . . ((risos))

Jô -eh:

Ivete -botou você pra passar roupa

Jô -é verdade eu é que passo minha roupa até Hoje . . . ((risos))

Jô -comPRAZER ENORME . . . ((risos)) eu não sei passar nem lenço se/eu

Jô -passar um lenço ele fica todo cheio de vinco

Ivete -eu/eu sei passar roupa bem

Jô -e COSturar?

Ivete -também sei costurar

Jô - [ não MINta

Ivete -não eu não sei/eu não sei

Jô -[ vou te botar pra pregar botão

Ivete - [não pelo ave/mas eu faço botão

Ivete -sei fazer . . tem botão aí? ((risos))

Jô -ah: não não vou ((risos))

Ivete -eu boto

Jô -pregar um botão cê prega isso eu também faço pregar botão eu prego bem a bessa

Ivete -ih o botão a gente sempre prega de dentro pra fora

Jô -sim e com o pezinho

Ivete -e com o pezinho he : :

Jô -[ deixa um pezinho. . he: craque

Ivete -e sempre da uma/um nozinho ()

Jô - [co/costurar na máquina não? né

Ivete -não na máquina não também vamo com calma né . . . ((risos))

Ivete -nasci pra ser dondoca . . . ((risos)) oh dedinho papai

Jô -não vamo exagerar

Ivete -mamãe sabe mas mamãe não que operar o tempo inteiro nessa não

Jô -eu já brinquei coma máquina quando era moleque ihaquela coisa de ir

Jô -assim eu ficava fascinado né TRUM

Ivete - [eu também já brinquei ((risos))

Jô -eu costurei meu dedo... ((risos)) . .. drahn:::

Ivete -uma dor desgraçada . . .

Jô -eh: olha só hum () agora que a gente já cobriu a área doméstica ((risos))

Jô -vamos passar de leve pela cozinha di/dinovo pra saber qual/lê o seu prato preferido?

Ivete -olha eu não sou daquelas mulheres muito sofistiCADAS na hora

Ivete -de cozinhar não, sei cozinhar di/di receita né

Jô -sim

Ivete -faço tudo de forno essas coisa . . . mãos eu há me amarro em fazer

Ivete -uma galinha com batata . . uma galinha com molhinho assim . . . negócio

Ivete -de um coisa . . . com aquele gostinho assim aquele cheirinho ((risos))

Jô -como é que/é?

Ivete -negócio de um coisa

Jô - [negócio de um coisa

Ivete -é porque na cozinha tem uns negócio de um coisa aí que nem sempre ce

Ivete -sabe os nomes eh um lugar diz que é cominho outro diz que é pimenta-do-reino

Ivete -e aí eu vou metendo lá sei o que ((risos))

Ivete -eu sei fazer uma galinha/uma galinha ensopada com batata

Ivete -que/é show que a/os menino da banda já comeram

Ivete -uma vez já fiz

Jô - [ é bom mesmo?

Ivete -já fiz camarão . . Gilberto não comeu não ta

Ivete -dizendo que comeu porquê

Jô - [se/ele falar que não é tá . . . ((risos)) tá com medo de tá na rua ((risos))

Ivete -cê falou COmi : : vou mandar matar VOcê sacana . . . ((risos))

Ivete -olhe mais aí eu faço eu faço uma galinha sei fazer bife/bife a panela bife acebolado

Jô -não então . .. tranqüilo

Ivete -sei fazer tudo sei fazer tudo me viro mesmo

Jô - [ e prato preferido do Jesus é o prato cheio né ()

Ivete -é Jesus também cozinha muito bem viu Jô

Jô -é mermo

Ivete -e ele sabe fazer aquelas comida pra muita gente

Ivete -assim feiJÃO e

Jô - [e aí come tudo . . . sozinho

Ivete -eh ((risos))

Ivete -sarapatel ((risos)) [[ coitado ele agora ta

Jô - [[eu não sei/eu não sei nem esquentar água não sei . . .

Jô -sempre passa do ponto . . . no duro

Ivete -((risos)) . . eu ia falar me entretei agora numa besteira cê sabe que água quando/quando Ivete -ela ferve cê pode baixar o fogo que ela não sai daquela temperatura ela continua . . .

Ivete -fervida ela só não entra em ebulição .. . mas a temperatura/agora veja

Ivete -que cultura inútil né ((risos)) pra que isso interessa

Jô -não: : . . . é muito bom quer dizer você pode esquentar a água . . .

Jô -guardar na geladeira que/ela conserva

Jô -AQUELA temperatura pra sempre

Ivete -[pois é sabe o que onde eu ouvi é isso? No telecurso segundo grau ((risos))

REFERÊNCIA

CASTILHO, Ataliba Teixeira D. A língua falada no ensino do português/Atalaba T. de Castilho.4,ed-São Paulo: Contexto.2002 (Repensando o ensino).

DIONÍSIO, Ângela Paiva, Análise da Conversação. In. Introdução a lingüística: Domínios e fronteiras, V.2/Fernanda Mussalin, Ana Cristina Bentes (orgs) São Paulo: Cortez,2001.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Análise da conversação/Luiz Antônio Marcuschi. 1991- São Paulo: Ática

STEINBERG, Martha. Os elementos nãoverbais da conversação (Martha Steinberg. 1 ed  São Paulo: Atual,1988.

 
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Sobre este autor(a)
Maria Zonete Ferreira Natividade graduanda do curso de Letras Habilitação Lingua Portuguesa Universidade Federal do Pará.
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