A NECESSIDADE DE EDUCAÇÃO DO HOMEM BURGUÊS COMO CONSEQÜÊNCIA DA EXPANSÃO COMERCIAL NO FIM DA ID...
 
A NECESSIDADE DE EDUCAÇÃO DO HOMEM BURGUÊS COMO CONSEQÜÊNCIA DA EXPANSÃO COMERCIAL NO FIM DA IDADE MEDIA
 


A NECESSIDADE DE EDUCAÇÃO DO HOMEM BURGUÊS COMO CONSEQÜÊNCIA DA EXPANSÃO COMERCIAL NO FIM DA IDADE MEDIA

Profº Raul Enrique Cuore Cuore

RESUMO

Este trabalho trata do surgimento da classe burguesa no momento em que o sistema feudalista perdia força na Europa dos séculos XI e XII e como esta classe sentiu a necessidade de formação educacional diversificada a partir da intensificação do comercio entre as cidades.

Palavras-chave: Burguesia; Comunas; Educação; Idade Media.

          1 INTRODUÇÃO

Durante os séculos XI e XII, o continente Europeu viveu um período de grandes transformações sociais, políticas e educacionais. 

Surge, neste período, o homem burguês proveniente da sociedade feudal e fortemente ligado à organização das cidades e comunas.

A nova realidade social traz a necessidade da formação educacional deste homem nas diversas áreas cientificas da época a fim de lhe dar instrumentos para competir nos mercados comerciais que surgiam de forma intensa.

2 O FIM DA ERA FEUDAL E A FORMAÇÃO DAS CIDADES

É importante, antes de nada, visualizar um pouco do cenário político e social da época, para poder se entender como os acontecimentos foram evoluindo.

O poder dos reis encontra-se enfraquecido pelos constantes conflitos com a Igreja pela disputa de poder assim como pelo fortalecimento dos senhores feudais que se tornam ameaçadores.

Nesta problemática encontram-se também os Cavalheiros feudais que segundo Zanatta (2006), devido á crescente ociosidade provocada pelos intervalos cada vez mais comuns entre as guerras, descarregam a sua agressividade cometendo delitos como furtos e saques nas igrejas e nos castelos dos senhores feudais.

Começa também a intensificar-se a migração do campo para as cidades em formação, provocando com isto um inchaço populacional.

As feiras de troca e o comercio em geral, assim como os serviços começam a expandir-se ao redor dos castelos formando novas cidades.

3 OS PRIMEIROS PASSOS PARA INSTALAR UM SISTEMA EDUCACIONAL

No que diz respeito aos Cavalheiros é senso comum entre as autoridades da época que a violência dessa classe ora ociosa deve ser contida. Inicia-se nesse momento um processo educativo com intuito de refinar este homem comumente rude a fim de torná-lo parte integrante da nova sociedade que está se formando. Para isto acontecer incentiva-se os Cavalheiros a terem uma educação religiosa, política e literária, pois já não é apenas um guerreiro e sim um Nobre Cavalheiro com novas funções dentro da sociedade.

A migração do campo para as cidades faz surgir novos empregos junto aos tecelões, tintureiros, carpinteiros, pedreiros, e muitas outras profissões. Esta dinâmica faz necessário o investimento na educação dessas pessoas oriundas do campo. Essa educação não e institucional ou sistematizada, era apenas uma educação informal que visava principalmente o treinamento da mão de obra e o mínimo de desenvolvimento para essa classe operaria.

No século XII começa a destacar-se o homem burguês, pois o comercio na Europa toma grande impulso. Este movimento comercial intenso traz consigo novas necessidades de conhecimento, pois a troca de mercadorias com outras cidades torna indispensável o domínio de conteúdos como a aritmética para auxiliar no calculo de impostos, negócios de compra e venda. A astronomia para auxiliar-se na orientação nas viagens. A retórica para desenvolver a argumentação nos negócios assim como muitas outras linhas do conhecimento.

Toda esta transformação social e política repercutem na educação culminando com a criação das primeiras escolas de ensino sistematizado que diferentemente do tipo de escolas anteriores, dominadas pela Igreja, diversificam seu conteúdo para atender assim as necessidades da classe burguesa que se encontra em ampla expansão.

4 CONCLUSÃO

Podemos perceber então que o principio educativo que configura o comportamento do homem burguês, origina-se na formação desse próprio homem durante os séculos XI e XII.

A necessidade de expansão do comercio que se traduz em novos negócios e prosperidade intensifica a busca por uma educação mais diversificada no conteúdo e que permita maior desenvoltura na conquista de novos mercados para a classe burguesa.

Este modelo de educação vai sobrepor-se ao mo delo antiquado de educação que a Igreja oferecia e onde a oferta de variados conteúdos científicos praticamente não existia.

5 REFERÊNCIAS

ZANATTA, Maria Regina. O Processo de Formação das Comunas: Primórdios da Educação do Homen Burguês, Maringá, 2006. Disponível em: . Acesso em: 01 mar. 2007.

HEERS, John. Historia Medieval. Rio de Janeiro: Bertrand, 1998. 115.

 
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