A FALTA DE LIMITES X TDAH
 
A FALTA DE LIMITES X TDAH
 


Débora Turole de Godoy Giglio
Graduada em Pedagogia pela Faculdade de Ciências e Letras Plínio Augusto do Amaral
Especialista em Psicopedagogia pela Faculdade de Educação da Universidade de Campinas.
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Resumo: Este artigo trata sobre a dificuldade em distinguir o TDAH e a falta de limite, este tema foi desenvolvido, pois como educadora observo que muitos professores apresentam dificuldades em distinguir o que é falta de limite apenas e o que realmente é o TDAH. Ainda nos dias atuais existe uma grande falta de conhecimento por parte dos pais e professores sobre o TDAH e por conta disto equívocos acabam acontecendo, crianças rotuladas, comprometendo o futuro das mesmas. Este estudo foi realizado através de pesquisa bibliográfica e qualitativa. O que se deve ter claro é que o TDAH é um transtorno que merece cuidados de uma equipe multidisciplinar e que a falta de limite pode estar associada ou não a este transtorno, qualquer criança se educada de maneira permissiva onde ela é o centro das atenções e tem todos seus desejos atendidos acabam gerando a falta de limites.

Palavras-chave: limites, família, escola, TDAH

Introdução

Atualmente, muito se fala que o número de crianças hiperativas vem aumentando tanto na rede pública quanto particular de ensino. Porém grande parte destas crianças não possui diagnóstico e são rotuladas como portadoras do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou como hiperativas. Toda criança que sai do padrão esperado pelo professor ou pela família tem seus atos justificados através da hiperatividade.
O TDAH tem características próprias e somente uma equipe multidisciplinar composta por diferentes profissionais da saúde e educação, podem afirmar que a criança é portadora deste distúrbio. Após a confirmação deve-se procurar a melhor maneira de se buscar um tratamento para amenizar estes sintomas e proporcionar a esta criança uma qualidade de vida melhor. O tratamento medicamentoso deve ser ministrado com cautela e deve haver acompanhamento periódico do médico, que deve basear-se também em informações trazidas pela família e do ambiente escolar.
A falta de limite também merece atenção especial, pois através de acompanhamento psicológico tanto da família quanto da criança é possível estabelecer novos parâmetros de limites para ambos.

O que é TDHA?

Esta é a sigla para denominar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) sendo este um transtorno neuropsicológico encontrado tanto em adultos como em crianças, porém é na infância que se percebe os sintomas com maior facilidade uma vez que aparecem com maior intensidade. A alteração da atenção é um sintoma importante no diagnóstico do TDAH, pois segundo Silva (2009, p.19) "o cérebro do TDA apresenta um funcionamento bastante peculiar, que acaba por lhe trazer um comportamento típico". Vale ressaltar que o déficit de atenção muitas vezes acaba passando despercebido em uma sala de aula, pois estas crianças não atrapalham o andamento da aula e apresentam um comportamento que muitas vezes é confundido como timidez ou dificuldades de aprendizagem.
Para uma pessoa que apresenta TDA concentrar-se em uma determinada tarefa imposta torna-se extremamente difícil, porém não se pode ter isto como regra, uma vez que alguns indivíduos são capazes de manter a concentração por um longo período de tempo em atividades que lhe despertem interesse espontâneo.
A hiperatividade é um sintoma também associado a impulsividade, pois a qualquer estímulo do mundo externo este individuo reage imediatamente sem avaliar suas conseqüências, sendo assim seu comportamento passa a comprometer de maneira significativa suas relações sociais, familiares, escolar e seu trabalho. Algumas das características da hiperatividade são o desvio comportamental e a alteração motora, que acabam por interferir no desenvolvimento das atividades diárias dos pacientes, os quais muitas vezes acabam sendo taxados como indivíduos inconvenientes, agressivos ou mal educados.
A Hiperatividade pode ser física e também mental, sendo que a segunda geralmente apresenta-se de maneira mais branda, porém não menos problemática, pois a agitação mental acaba por impedir que o indivíduo possa perceber com clareza e discernimento as informações que lhe são passadas.
 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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Sobre este autor(a)
Professora especialista em educação inclusiva
Membro desde maio de 2010
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