A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL COMO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE LEITORES:
 
A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL COMO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE LEITORES:
 


INTRODUÇÃO

 

Sabemos que nem sempre contar histórias infantis nas creches e escolas de ensino fundamental é uma prática estimulada e valorizada, de modo que os alunos ouçam histórias, ou seja, o próprio professor pode não valorizar histórias infantis e isso, então, irá levá-los a crescer com essa desvalorização dos contos. Também os futuros professores podem revalorizar a contação de histórias, mostrando que isso é muito importante no desenvolvimento da criança. Com essa atividade, ela usa a sua imaginação, ou seja, cria seu próprio mundo, o das fantasias. O professor pode alcançar muitos objetivos por meio dela, pois ler histórias para criança é uma atividade prazerosa, com a qual poderá fazê-la expressar suas próprias percepções de mundo.

Levar o faz de conta até as crianças é sustentar o imaginário, é ter a curiosidade respondida em relação a muitas perguntas, é encontrar idéias para solucionar questões, é uma possibilidade de descobrir o mundo intenso de conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos através dos problemas que de acordo com as possibilidades vão sendo enfrentados e resolvidos pelos personagens de cada história.

É ouvindo histórias que se podem sentir importantes emoções, como a tristeza, a raiva, a irritação, o bem estar, o medo, a alegria, a insegurança, vivendo profundamente tudo o que as narrativas provocam em quem as ouve, com toda a amplitude, significância e verdade que cada uma delas pode despertar nos pequenos ouvintes, além de ser um recurso valioso e agradável para a predisposição à aprendizagem e para sua complementação.

A criança deve ser estimulada desde pequena pelo gosto da leitura, pois é até os sete anos de idade que ela forma este gosto pela leitura. Não importa que a criança não saiba ainda fazer a leitura de um livro, pois o professor deve ler e assim, dar esta referência de leitura para ela. A literatura infantil pode ser usada como recurso lúdico desenvolvendo na criança um comportamento prazeroso. É preciso tornar as crianças familiarizadas com os livros, orientando-as quanto ao manuseio e à sua conservação, já que com as histórias elas aprendem brincando a respeitar regras, se divertirem, seja através da imitação, socialização, interação ou dificuldade a ser superada. O objetivo geral da pesquisa é ampliar o espaço da contação de história nas escolas, no trabalho efetivo dos professores, pois ela ajuda muito no aprendizado da criança, que precisa de imaginação para constituir-se com liberdade. Os objetivos específicos foram: pesquisar várias formas para contar histórias, buscando despertar nos alunos o prazer ela leitura, proporcionar meios divertidos e atraentes para contá-las através de fantoches, dramatizações e cenários coloridos proporcionando momentos de descontração que, na verdade, estabelecem a ligação entre aquilo que é real e o imaginário, tão presente no cotidiano das mesmas. Concluímos que a contação de história é uma forma criativa para qualquer criança aprender por meio de uma atividade prazerosa, em que poderá expressar sua percepção de mundo.

 

 

DESENVOLVIMENTO

 

O projeto foi iniciado em Agosto de 2009, ocorreram reuniões com acadêmicos do 4º semestre de Pedagogia, e a professora orientadora do projeto, através de estudo de temas específicos sobre a iniciação do leitor na Educação infantil. Na primeira etapa do projeto as reuniões ocorreram semanalmente, foram discutidos os temas, relatando a prática de leitura desenvolvida pelas professoras das escolas e creches e a reação dos alunos mediante as histórias contadas. Também durante as reuniões os integrantes do projeto receberam orientações teóricas para fundamentação do tema com a leitura de alguns livros infantis para seleção do que trabalhariam na prática. Após a escolha dos livros, iniciamos o processo de construção de matérias, acessórios e composição de personagens que seriam levados as escolas e creches posteriormente para compartilhar a experiência entre as docentes.

Na segunda etapa, levamos as histórias para escola municipal Albino Biachi no dia 24/11/2009 onde encenamos as três histórias estudas para alunos dos 2º anos e 2ª séries do ensino fundamental, as palavras da coordenação e direção foram; Foi uma manhã de magia e encantamento, na CEMEI Vila Nova, a contação aconteceu para todos os alunos, sem exceção desde o berçário até o jardim, e mais uma vez sentimos toda a influencia das histórias através dos olhinhos atentos, questionamentos, e emoções demonstradas pelas crianças. Para finalizar essa etapa, apresentamos nossa contação na APAE - Escola de Educação Especial de Apucarana no dia 28/11/2009, e por solicitação da coordenação precisamos repetí-la nos períodos da manhã e tarde, visto que para crianças no processo de alfabetização especial as histórias são um aliado de grande valia.

Machado (2002) afirma que não explorar a literatura desde cedo com as crianças é uma tolice, pois permite que a criança adquira o gosto pela leitura podendo viajar de diversas maneiras para infinitos lugares, dando margem a imaginação das crianças. Portanto para que as crianças em iniciação hoje e para que os adultos de amanhã tenham gosto pela leitura, é preciso iniciar desde cedo à leitura, tanto em casa nas famílias quanto na Educação Infantil. As apresentações das equipes nas instituições se deram com utilização da tenda da fantasia, devidamente ornamentada por todo material produzido durante o projeto, com a contação de histórias direcionada para o público da instituição, e com a doação de alguns livros de histórias infantis dos temas trabalhados. Nas histórias apresentadas, Menina bonita do laço de fita de Ana Maria Machado, O gato de Botas de Charles Perrault e Os músicos de Bremen dos Irmãos Grimm perceberam que o grande fascínio da leitura é ser transportados para outra realidade, bem como a descoberta de que as características do personagem são iguais as do leitor e, portanto pode fazer com que o leitor vendo as atitudes do personagem tão parecido com ele, mas distante pela ficção e tempo, compreenda as suas próprias atitudes, levando o leitor a uma experiência e vivência. Machado (2002) vê a leitura também como uma brincadeira infantil, afinal segundo ela quando as crianças passam pelas viagens fictícias elas brincam de faz-de-conta. Por sua vez, Amarilha (2004) discute a importância da literatura na formação cognitiva, linguística, comunicativa e psicológica da criança. Argumenta a necessidade de implementar práticas pedagógicas prazerosas e regulares, como contar e ler textos dos contos de fadas, para assegurar uma relação escolar bem- sucedida, visto que a leitura é ferramenta instrumental na cultura brasileira.

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Neste artigo, bem como nas reuniões de estudo aqui relatadas, enfatiza-se que a fantasia, a imaginação, tem importância fundamental no desenvolvimento da criança e que compreender a infância, é defender que cada criança é única e que possui formas de pensar e agir diferentes dos adultos. Ouvir e contar histórias é uma atividade que dentre outras, pode desenvolver o emocional da criança, ajudá-la a se organizar e socializar além de auxiliá-la no processo de alfabetização.Assim os contos de fada são considerados um instrumento pedagógico prazeroso e de grande auxílio no processo de construção da aprendizagem da criança.Concluí-se que o grupo de estudo aqui apresentado é um recurso valioso na formação dos acadêmicos, especialmente por proporcionar aos sujeitos envolvidos a possibilidade de ampliar seus conhecimentos na área além de levá-los a refletir sobre a prática vivenciada.

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

AMARILHA, Marly. Estão mortas as fadas? Literatura infantil e prática pedagógica. Petrópolis: Vozes/EDUFRN, 2004,6. Ed.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.

 

BUSATTO, Cléo. A Arte de Contar Histórias no Século XXI- Tradição e Ciberespaço. Vozes 2006.

 

MACHADO, Ana Maria, como e porque ler os clássicos universais desde cedo, Rio de Janeiro: objetiva,

2002.

 

 

 

 
Avalie este artigo:
(2 de 5)
15 voto(s)
 
Revisado por Editor do Webartigos.com


Talvez você goste destes artigos também