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Introdução

O presente

trabalho tem como tema as Perturbações de Aprendizagem e do Comportamento, que surge no âmbito da cadeira de Psicologia de Aprendizagem, com vista a possibilitar a melhor compreensão no Processo de Ensino e Aprendizagem. Tem como objectivo geral: compreender as Perturbações de aprendizagem e do comportamento.

Para que este objectivo tenha pertinência contextual, tomou-se em conta os seguintes aspectos específicos:

• Explicar como é que as Perturbações de Aprendizagem e do comportamento se manifesta dentro de um indivíduo, particularmente no aluno;

• Identificar o perfil de transtorno de Aprendizagem;

• Descrever as perturbações do comportamento no seu todo, sua epidemia, classificação dos transtornos mentais, diagnóstico e tratamento.

Portanto, para efectivação do artigo recorreu-se a consultas bibliográficas como testemunha a referência bibliográfica da última página deste trabalho. O artigo é o fruto de uma investigação científica que referiu-se a cima. Criticas e sugestões são bem-vindas para o melhoramento e consolidação de tema.

Perturbações de Aprendizagem e do Comportamento

Perturbações de Aprendizagem

As perturbações de aprendizagem são casos relacionados a imperfeição de leitura, fazer cálculos e outros aspectos relacionados a aprendizagem conforme explicam:

As dificuldades de aprendizagem específica significa uma perturbação num ou mais dos processos psicológicos básicos envolvidos na compreensão ou utilização da língua falada ou escrita que pode manifestar-se por uma aptidão imperfeita de escutar, pensar, ler, soletrar ou fazer cálculos matemáticos. O termo não engloba crianças que tem problemas resultantes de deficiências visuais, auditivas ou motoras de deficiência mental, de perturbações emocional ou de desvantagens ambientais, culturais, ou económicas (CORREIA e MARTINS (s/d., p. 7)

O diagnóstico de Perturbações da Aprendizagem é feito pela síntese da história clínica do indivíduo (neurodesenvolvimento, saúde, família, educação), por relatórios psicopedagógicos (pontuações obtidas em testes e observações), e pela resposta à intervenção, utilizando os seguintes critérios de diagnóstico: a) História ou apresentação de dificuldades persistentes na aquisição da leitura, escrita, aritmética, ou capacidade de raciocínio matemático durante os anos de escolaridade (ou seja, durante o período de desenvolvimento).

O indivíduo deve apresentar pelo menos um dos seguintes: • Leitura lenta, difícil e imprecisa de palavras.

• Dificuldade em perceber o significado do que se está a ler (por ex., poderá apresentar uma leitura correcta, mas não perceber a sequência, as relações, as inferências, ou os significados mais profundos do que está a se ler)

. • Ortografia pobre (por ex., pode adicionar, omitir ou substituir vogais ou consoantes)

• Expressão escrita deficitária (por ex., faz múltiplos erros gramaticais ou de pontuação dentro das frases, revela falta de clareza na expressão de ideias escritas, uma pobre organização de parágrafos, ou uma caligrafia excessivamente pobre).

• Dificuldade em recordar factos numéricos.

• Cálculo aritmético impreciso e lento

. • Raciocínio matemático ineficaz ou impreciso.

• Evita actividades que impliquem leitura, escrita, ortografia ou aritmética

b) Capacidades actuais (numa ou mais das capacidades académicas anteriormente mencionadas) estão muito abaixo da média para a idade ou para a inteligência do indivíduo, grupo cultural ou grupo do mesmo idioma, sexo ou nível de educação, conforme indicado pela pontuação de testes padronizados de desempenho académico na leitura, escrita ou matemática, administrados individualmente, cultural e linguisticamente apropriados ao indivíduo.

c) As dificuldades de aprendizagem não se devem a Perturbações do Desenvolvimento Intelectual, Atraso no Desenvolvimento Global, nem a um Distúrbio Neurológico, Sensorial (visão, audição), ou Motor.

d) Dificuldades de aprendizagem, identificados no Critério A (na ausência das ferramentas, suportes, ou serviços que foram fornecidos para permitir que o indivíduo compense essas dificuldades), interferem significativamente no rendimento académico, desempenho ocupacional, ou actividades da vida quotidiana que requerem capacidades académicas, individualmente ou em qualquer combinação (PALHA, s/d., p. 1-2)

Perturbação da Aprendizagem não é o mesmo que insucesso escolar.

Na etiologia do insucesso escolar, que poderá determinar a adopção de medidas especiais no âmbito da educação, susceptíveis de poderem levar, entre muitas outras opções constantes na legislação portuguesa aplicável, à retenção no mesmo ano da escolaridade, e, consequentemente, a um ciclo vicioso de fracasso pessoal e social, contam-se inúmeras variáveis, incluídas, por questões de ordem prática, em quatro grandes grupos:

I. Variáveis orgânicas (por exemplo, a anemia, o hipotiroidismo, o saturnismo, as doenças genéticas com ou sem afectação do Sistema Nervoso Central, as doenças crónicas do foro cardíaco, reumatológico, hematológico, neurológico, pneumológico, gastrenterologico, endocrinologico);

II. Variáveis neurodesenvolvimentais (por exemplo, o Défice de Atenção, as Perturbações Específicas da Linguagem, as Perturbações do Desenvolvimento Intelectual, o Estado Limite do Funcionamento Cognitivo, as Perturbações do Espectro do Autismo, as Perturbações da Aprendizagem, as Perturbações da Coordenação Motora, as Perturbações de Hiperactividade com Défice de Atenção);

III. Variáveis comportamentais e emocionais (por exemplo, as Perturbações de Ansiedade, as Perturbações Depressivas, as Perturbações de Adaptação, as Perturbações do Sono, as Perturbações da Relação, as Perturbações do Comportamento Alimentar, a Perturbação de Oposição e Desafio, a Perturbação da Conduta);

IV. Variáveis familiares, escolares, sociais e culturais (por exemplo, o baixo índice sociocultural familiar, a pobreza, as baixas expectativas educativas, a inadequação pedagógica, a legislação desajustada) (PALHA, s/d., p. 4)

O diagnóstico de Perturbação Específica da Aprendizagem (DSM-5, American Psychiatric Association, 2013), correspondente às antigas e inapropriadas designações de Dislexia, Disgrafia e Discalculia, só poderá ser formulado quando é possível demonstrar que há uma discrepância específica (isto é, só em determinada área) entre as capacidades cognitivas do sujeito, mormente verbais, e as capacidades de aprendizagem da leitura, da escrita e da matemática. Por outras palavras, de uma criança com determinado desenvolvimento cognitivo (que, de um ponto de vista do neurodesenvolvimento, poderá ser inferior à mediana da população), esperaríamos uma muito melhor aprendizagem (PALHA, s/d., p. 4)

Assim, é com base numa função neurodesenvolvimental específica (neste caso a aprendizagem, mas, noutras situações, a linguagem ou a coordenação motora, geradoras, respectivamente, de um quadro de Perturbação Específica de Aprendizagem ou de um quadro de uma Perturbação do Desenvolvimento da Coordenação Motora) desproporcionalmente inferior ao desenvolvimento cognitivo, que se poderá evocar o diagnóstico de uma Perturbação Específica da Aprendizagem.

Existem muitas causas, amiúde concomitantes, para a ocorrência de insucesso escolar: umas de base orgânicas (a anemia, por exemplo); outras de origem ambiental (a pobreza, etc.).

No que se refere à Perturbação Específica de Aprendizagem, uma das muitas causas do insucesso escolar, ela é considerada uma Perturbação Neurodesenvolvimental específica, logo de origem orgânica, ou, se preferirem, do foro médico (a patologia é sempre um conceito médico e não educativo).

Com efeito, ela é o resultado de uma disfunção específica do Sistema Nervoso Central (é, pois, uma perturbação de base neurocognitiva) e, no âmbito do processo de taxonomia nosológica (classificação das doenças), ela deverá assumir uma relevância idêntica a qualquer uma das outras Perturbações do Sistema Nervoso Central (PALHA, s/d., p. 4)

A Perturbação da Aprendizagem, cuja incidência na população escolar é, pensa-se, de, pelo menos, 5%, é susceptível de gerar graves desvantagens de ordem pessoal, académica e profissional aos sujeitos por ela afectados; ou seja, de lhes limitar ou dificultar a actividade ou a participação em condições de igualdade com as demais pessoas.

Perfil do Transtorno de Aprendizagem

• Redução de memória a longo prazo;

• Perda da automação para fatos numéricos; • Lentidão na escrita/leitura;

• Disfunção no circuito tempo parieto-occipital (processamento);

• Atenção sustentada (CAPELLINI, s/d., p. 13).

Perturbações do comportamento

SILVA (2008, p. 4), defende que as perturbações do comportamento é uma conduta destrutiva, agressiva e/ou desafiadora podendo ser considerada leve, moderada ou severa.

os  níveis solitário, Grupal e Indiferenciado que por sua vez abrange vários tipos de distúrbios de comportamento.

As Perturbações do Comportamento são situações psicopatológicas complexas e de difícil tratamento.

Segundo (APA, 2002, apud ROSANDO, 2013, p. 118), a Perturbação do Comportamento é caracterizada pela ocorrência de um padrão de comportamento persistente e repetitivo no qual são violados direitos básicos de terceiros ou importantes regras e normas sociais próprias para a idade do sujeito.

Para (bordin & offord, 2000; APA, 2002, apud ROSANDO, 2013, p. 119), a Perturbação do Comportamento, está frequentemente associada a comportamentos de risco como: início precoce da actividade sexual, consumo de álcool, consumo de tabaco ou substâncias ilegais.

Os comportamentos disruptivos, que os sujeitos com esta Perturbação apresentam, integram-se em quatro grupos principais, designadamente, comportamento agressivo que ameaça ou causa sofrimento a pessoas ou a animais, comportamento não agressivo que causa prejuízo ou destruição de propriedade, falsificação ou roubo e, violação grave das normas (APA, 2002, apud, ROSANDO, 2013, p. 118).

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