O Suicídio segundo Émile Durkheim
 
O Suicídio segundo Émile Durkheim
 


UNIVERSIDADE DE FRANCA
DENNER BERTELI DE OLIVEIRA
GEOGRAFIA ? 1°A

RESUMO DA OBRA: O SUICÍDIO
ÉMILE DURKHEIM

FRANCA ? SP
2010

O SUICÍDIO

Durkheim nasceu em 15 de abril de 1958 na Alsácia (região administrativa da França). Durkheim é considerado por muitos o pai da sociologia moderna.
O suicídio é tratado por Durkheim de forma social e não psicológica. A intenção do autor é a de provar que o suicídio deve ser considerado como um fato social e também deve ser tratado como assunto sociológico. Ao longo de seu estudo sobre o suicídio, o autor sempre "toca" no assunto de que estatísticas não explicam as causas, pois para ele, os indivíduos têm certo nível de integração com os seus grupos, o que ele chama de integração social, e ainda explica que níveis altos ou baixos de integração entre a pessoa e seus grupos - baixos porque baixa integração social resulta numa sociedade desorganizada, levando os indivíduos a se voltar para o suicídio como uma última alternativa, e alta porque as pessoas preferem destruir a si próprias do que viver sob grande controle da sociedade -, poderiam levar a pessoa a cometer o suicídio e consequentemente as taxas aumentem, ou seja, os motivos para as pessoas se suicidarem são na verdade, questão de conhecimento e opinião sobre o fato ocorrido, uma causa aparente.
Durkheim classificou em três, os tipos de suicídio: o egoísta, o altruísta e o anômico. Segundo o autor, o tipo egoísta é quando a pessoa tem pouca ligação com a sociedade, ou seja, quando ela se sente excluída e isolada da sociedade, e sua morte não trará nenhum impacto negativo para com a mesma. Já o altruísta é totalmente contrário ao egoísta, pois, segundo o autor, ocorre o suicídio altruísta quando a pessoa se sente fortemente ligada a sociedade, ou seja, o que é de valor a pessoa está em seu exterior, se sentem muito responsáveis pelos outros que se "desligam" da própria vida. E por fim, o anômico que acontece quando a pessoa não encontra razão nem em si mesmo e nem em algo exterior a ele e a sociedade não encontra condições de controlar esse indivíduo. Segundo o autor, esse tipo de suicídio (anômico), só acontece quando o indivíduo não encontra soluções para seus problemas e entra em forte crise doentia, fazendo com que ele deixe de sentir vontade de viver, levando ao suicídio como única forma de acabar com isso.
Concluindo, a importância desse livro para com a sociedade é enorme, pois pouco se avançou nos estudos sobre esse tema após Durkheim, e para muitos ? inclusive os críticos ? essa obra é fonte de muita informação para um maior conhecimento sobre o suicídio. A utilização de estatísticas, comparações e mapas torna o trabalho mais interessante, e também mais fácil de associar o tema com o dia-a-dia. Entretanto, ele faz muito uso de pressupostos e deduções tornando a obra um tanto incoerente em certos aspectos e em alguns casos. Exemplo disso é quando o autor diz que as mulheres divorciadas se matam menos que os homens e afirmando que a vida mental da mulher é menos desenvolvida que a dos homens. Entretanto, não devemos deixar de lado os pontos que dão ao seu trabalho um brilho, fazendo com que essa obra de Durkheim seja uma das mais importantes para o ser humano.

Denner Berteli de Oliveira

BIBLIOGRAFIA
DURKHEIM, Émile. O Suicídio. São Paulo: Martin Claret, 2008.
 
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Sobre este autor(a)
Sou aluno do 1° Ano do curso de Licenciatura Plena em Geografia da Universidade de Franca.
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