O ENFERMEIRO E OS CUIDADOS COM OS RISCOS OCUPACIONAIS NO AMBIENTE HOSPITALAR
 
O ENFERMEIRO E OS CUIDADOS COM OS RISCOS OCUPACIONAIS NO AMBIENTE HOSPITALAR
 


UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA

PRÓ-REITORIA ACADÊMICA

CURSO DE ENFERMAGEM

 

 

 

 

MARESSA LIA DE SOUZA MELO

 

 

 

 

 

O ENFERMEIRO E OS CUIDADOS COM OS RISCOS OCUPACIONAIS NO AMBIENTE HOSPITALAR

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

NITERÓI

2013

 

MARESSA LIA DE SOUZA MELO

 

 

 

 

 

O ENFERMEIRO E OS CUIDADOS COM OS RISCOS OCUPACIONAIS NO AMBIENTE HOSPITALAR

 

 

 

 

 

 

 

 

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO, como requisito final para conclusão do curso.  

Orientador: Prof. Ms. Nelson Carvalho Andrade

 

 

 

NITERÓI

2013

 

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AIDS - Síndrome da imunodeficiência adquirida

EPIs - Equipamentos de Proteção individual

HIV - Vírus da imunodeficiência humana

LILACS - Literatura Latino-Americana de Ciências da Saúde

META - Manual para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos

SCIELO - Livraria Eletrônica Virtual

UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

USP - Universidade de São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LISTA DE ILUSTRAÇÕES E TABELAS

 

Figura 1: Distribuição das respostas emitidas pelos 68 trabalhadores de enfermagem quanto aos principais riscos de acidentes identificados

Tabela 1: Os riscos aos quais o enfermeiro está exposto

Gráfico 1: Principais fatores predisponentes à ocorrência de acidente perfurocortante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA (UNIVERSO)

Endereço: Rua Marechal Deodoro, 263 – Centro - Niterói/RJ

Telefone: (21) 2138-4964

E-mail: [email protected]

PESQUISADOR:

 

MARESSA LIA DE SOUZA MELO

Endereço: Rua Uirapuru n º 45, Raia, Saquarema - RJ

Telefone: (22) 2651- 9928

E-mail: [email protected]

 

ÁREA DO CONHECIMENTO: Enfermagem/ Ciências da Saúde

NATUREZA DO PROJETO: Projeto novo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MARESSA LIA DE SOUZA MELO

 

 

O ENFERMEIRO E OS CUIDADOS COM OS RISCOS OCUPACIONAIS NO AMBIENTE HOSPITALAR

 

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO, como requisito final para conclusão do curso. 

 

 

 

 

Aprovado em: ___/___/ 2013.

 

 

BANCA EXAMINADORA

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Orientador: Prof. Ms. Nelson Carvalho Andrade

__________________________________________________________

Prof.

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Prof.

 

 

 

 

 

 

 

DEDICATÓRIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A minha mãe Tânia Melo, uma mulher guerreira, forte, batalhadora, que criou seus cinco filhos sozinha e hoje tem o orgulho de ver todos se formando, me ajudou nos momentos mais difíceis, e estava ao meu lado me aconselhando, me escutando, muitas vezes chorando comigo, muitas noites no Monte orando por mim, ela sempre teve a certeza que eu ia conseguir  concluir essa graduação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AGRADECIMENTOS

Primeiramente quero agradecer a Deus que é o Dono da minha vida, ele me sustentou até hoje para que eu chegasse até aqui.

Ao meu pai Gerliton Melo (em memória) que lá no céu onde ele está dedico todo o meu esforço.

 Ao meu esposo André Carlos que custeou uma boa parte da minha graduação como se fosse a dele, muitas vezes choramos juntos porque achávamos que eu não ia conseguir concluir devido a tantas dificuldades, muitos dias e noites sozinho porque eu  sempre tinha que me dividir entre os estágios e as matérias para estudar, amor mais uma vez vencemos essa etapa.

Aos meus irmãos Mirian Rachel, Gerliton Junior, Suelen Melo que sempre participaram das minhas dificuldades.

A minha Igreja Evangélica Pentecostal Reviver em Cristo que é o meu porto seguro que sempre orou por mim.

Ao meu Príncipe André Fellipe, meu filho amado que é a felicidade da minha vida, que chegou ao melhor momento da minha graduação, e acrescentou em nossa família muitas alegrias, ele é minha Vida!!!

A minha amiga Thati que também sempre orou por mim, Rachel, Suelen Mônica, mas Deus vitoriou todas nós.

Agradeço a todos que torceram por mim que o Senhor Jesus retribua a todos em dobro!

 

“Bem sei eu que tudo podes e nenhum dos teus pensamentos podem ser impedidos!”

                                                                                                                              Jó (42:2)

              

 

 

 

RESUMO

 

O presente estudo tem por objetivo analisar sobre o enfermeiro e os riscos ocupacionais a que estão expostos no ambiente hospitalar. Para a pesquisa, como base teórica, foram utilizados livros e artigos científicos. Como procedimento metodológico realizou-se uma pesquisa de caráter exploratório descritivo e qualitativo no qual o público alvo estudado foram 15 enfermeiros que atuam no Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), localizado no município de Araruama-RJ. O questionário aplicado com 15 (quinze) questões possibilitou a análise sobre a temática escolhida. Concluiu-se, portanto, que na concepção desses profissionais da saúde para minimizar os riscos ocupacionais é necessário que sejam oferecidos mais palestras preventivas, treinamento constante, serviço de CCIH (comissão de controle de infecção hospitalar) que atue corretamente dentro da unidade hospitalar, além de fiscalização dos funcionários bem como dispor de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para todos estes profissionais, como ações preventivas aos riscos ocupacionais existentes.

 

Palavras-chave: Ações preventivas; Enfermeiro; Riscos ocupacionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ABSTRACT

 

The present study aims to analyze about the nurse and the occupational hazards they are exposed to the hospital environment. For the research, theoretical basis, we used books and scientific articles. Methodological procedure was carried out a survey exploratory descriptive and qualitative in which the target audience study were 15 nurses working in State Hospital Roberto Chabo (HERC), located in the municipality of Araruama-RJ. The questionnaire with fifteen (15) questions allowed the analysis of the chosen topic. It was concluded, therefore, that in the design of health professionals to minimize occupational hazards they need to be offered more preventive lectures, constant training, service CCIH (commission hospital infection control) acting properly within the hospital, as well supervisory staff as well as providing PPE (Personal Protective Equipment) for all these professionals as preventive actions to occupational risks exist.

Keywords: Preventive; Nurse; Occupational hazards.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AIDS - Síndrome da imunodeficiência adquirida

EPIs - Equipamentos de Proteção individual

HIV - Vírus da imunodeficiência humana

LILACS - Literatura Latino-Americana de Ciências da Saúde

META - Manual para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos

SCIELO - Livraria Eletrônica Virtual

UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

USP - Universidade de São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LISTA DE ILUSTRAÇÕES E TABELAS

 

Figura 1: Distribuição das respostas emitidas pelos 68 trabalhadores de enfermagem quanto aos principais riscos de acidentes identificados

Tabela 1: Os riscos aos quais o enfermeiro está exposto

Gráfico 1: Principais fatores predisponentes à ocorrência de acidente perfurocortante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SUMÁRIO

 

1. INTRODUÇÃO...........................................................................................

15

1.1. Objetivos.................................................................................................

22

1.2. Hipótese.................................................................................................

23

1.3. Justificativa.............................................................................................

23

1.4. Problema................................................................................................

24

2. REFERENCIAL TEÓRICO........................................................................

25

3. METODOLOGIA.................................................................................................

28

4. ASPECTOS ÉTICOS.................................................................................

29

5. RESULTADOS...........................................................................................

30

6. DISCUSSÃO..............................................................................................

35

7. ANÁLISE....................................................................................................

36

8. CONCLUSÃO............................................................................................

40

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................

41

ANEXO..........................................................................................................

43

Anexo 1 – Trabalhador com os equipamentos de proteção individual........

43

APÊNDICES..................................................................................................

44

Apêndice 1 – Questionário............................................................................

44

Apêndice 2 – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido........................

45

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1. INTRODUÇÃO

Os trabalhadores de enfermagem estão expostos a diversos riscos de acidentes que podem ocorrer durante o trabalho.

O Ministério da Saúde conceitua risco ocupacional como “a possibilidade de perda ou dano e a probabilidade que tal perda ou dano ocorra durante a realização de uma atividade. Implica, pois, a probabilidade da ocorrência de um efeito adverso”.

Segundo Mauro et al (2004), os riscos ocupacionais têm origem nas atividades insalubres e perigosas, aquelas cuja natureza, condições ou métodos de trabalho, bem como os mecanismos de controle sobre os agentes biológicos, químicos, físicos e mecânicos do ambiente podem provocar efeitos adversos à saúde dos profissionais.

De acordo com Pazzanezi (2000) o trabalho é concebido como uma atividade em que o homem, orientado por uma finalidade, transforma um determinado objeto em um produto final. O trabalho em saúde por sua vez, tem a finalidade de controlar as doenças em escala social e recuperar a força de trabalho incapacitada e toma como objeto o corpo humano investido socialmente nas dimensões individual e coletiva. Para a transformação desse objeto utiliza meios e instrumentos: força de trabalho, saber, materiais específicos, equipamentos e o local de trabalho.

A enfermagem constitui a maior representatividade de pessoal dentro do hospital e sua primordial atividade caracteriza-se na promoção da saúde a um número elevado de pessoas. No desempenho dessas atividades, entretanto, impõem-se rotinas, elevada carga horária semanal e procedimentos executados com reduzido quadro de profissionais para cumprir essas funções.

O cenário hospitalar representa ambiente de intensos riscos ocupacionais, especialmente para o pessoal da enfermagem.

Desta forma, condições adequadas de trabalho são necessárias, para que a execução das atividades não acarrete danos à saúde dos trabalhadores, essas condições representam o conjunto de fatores capaz de determinar a conduta do trabalhador.

A diminuição ou eliminação dos agravos à saúde do trabalhador estão em grande parte relacionados à sua capacidade de entender a importância dos cuidados e medidas de proteção as quais deverão ser seguidas no ambiente de trabalho.

Simão et al (2010) explica que o profissional de saúde está exposto a um risco maior de adquirir determinadas infecções, imunologicamente preveníveis, do que a população em geral. Sendo o risco de adquirir infecções sanguíneas por lesões perfurocortantes a grande causa da preocupação entre os trabalhadores de saúde e a administração dos hospitais em todo o mundo.

Para Bulhões (1998) o contingente de trabalhadores de enfermagem, particularmente os que estão inseridos no contexto hospitalar, permanecem 24 horas junto ao paciente, executando o cuidar dentro da perspectiva do fazer e,consequentemente, expondo-se a vários riscos, podendo adquirir doenças ocupacionais, além de lesões em decorrência dos acidentes de trabalho.

Considera-se que há riscos ocupacionais, quando existem condições no ambiente de trabalho capazes de provocar dano à saúde ou a integridade física do trabalhador. Os riscos inerentes a área de saúde estão presentes não só em hospitais, mas também em clínicas, laboratórios e bancos de sangue, onde afetam médicos, enfermeiros e técnicos.

Devido ao alto índice de acidentes que acontecem com os profissionais da saúde em ambientes hospitalares, e alguns que não tem como prevenir, a magnitude dos problemas causados por tais riscos vem ganhando proporções alarmantes, constituindo-se de um grande desafio para a Saúde Pública.

Um dos acidentes mais comuns no ambiente hospitalar envolve acidente com perfurocortantes, sendo a agulha o objeto mais frequentemente associado. Vale ressaltar que os acidentes envolvendo agulhas são os principais responsáveis pela exposição dos profissionais de saúde quanto aos riscos de adquirir infecções graves como a AIDS e as Hepatites B e C.

A tabela abaixo mostra o resultado de um estudo feito em Capinas, São Paulo, por Vera Médice Nishide e Maria Cecília Cardoso Benatti em 2001 onde apresenta os riscos ocupacionais mais ocorrentes em um hospital através de entrevista elaborada pelas autoras.

 

Figura 1: Distribuição das respostas emitidas pelos 68 trabalhadores de enfermagem quanto aos principais riscos de acidentes identificados

 

Faz-se necessário entender e analisar, quais os riscos a que os profissionais da saúde estão expostos no ambiente hospitalar, além de esclarecer as possíveis formas de prevenções a tais riscos ou como minimizá-los. È importante, então, que estes profissionais tenham conhecimento da necessidade de se prevenir os riscos ocupacionais para poderem trabalhar com segurança e boa saúde.

Segundo Chiodi e Marziale (2006) em relação aos riscos ocupacionais existentes no ambiente de trabalho hospitalar, destacam-se algumas categorias: os riscos biológicos, físico, químico, mecânicos, psicossocial, ergonômico, psíquicos. Porém, os mais comuns aos quais estão expostos os trabalhadores da área da saúde são os riscos biológicos, pois se constitui um risco constante, o que obriga o seguimento de normas rígidas de proteção.

Os riscos biológicos se referem ao contato do trabalhador com microorganismos (principalmente vírus e bactérias) ou material infectocontagiante, os quais podem causar doenças como: tuberculose, hepatite, rubéola, herpes, escabiose e AIDS (JANSEN, 1997).

A exposição ocupacional por material biológico é entendida como a possibilidade de contato com sangue e fluidos orgânicos no ambiente de trabalho, e as formas de exposição incluem inoculação percutânea, por intermédio de agulhas ou objetos cortantes, e o contato direto com pele e/ou mucosas.

Os riscos físicos no ambiente de trabalho hospitalar estão representados  pelas radiações ionizantes (raios X, raios gama, beta), não ionizantes (ultravioleta, infravermelho, microondas e raio laser), ruídos, vibrações, pressões anormais, temperaturas, eletricidade e iluminação (Mendes, 2003).

De acordo com Bulhões (1998), entre os riscos físicos presentes no ambiente hospitalar encontra-se a temperatura ambiental excessiva nas áreas de esterilização ou abaixo do normal em locais onde as aparelhagens assim o exige; as radiações ionizantes comuns nos serviços de radiologia, radioterapia e manipulação de radioisótopos; as radiações não ionizantes presentes nos raios ultravioletas, infravermelho, laser e microondas; os ruídos externos e internos; a iluminação nem sempre adequada e suficiente, entre outros problemas.

Os riscos químicos podem ocorrer pelo uso prolongado de luvas de látex, o manuseio de detergentes e solventes, a manipulação de drogas antineoplásicas e antibióticos de última geração, a inalação de gases anestésicos, a exposição aos vapores de formaldeído e glutaraldeído e aos vapores dos gases esterilizantes, entre outros (BULHÕES, 1998).

Nem sempre a exposição resulta em efeitos prejudiciais à saúde, os quais irão depender de fatores tais como: tipo e concentração do agente químico, frequência e duração da exposição, práticas e hábitos laborais e suscetibilidade individual.

Dentre os riscos psicossociais, está a sobrecarga advinda do contato com o sofrimento de pacientes, com a dor e a morte, o trabalho noturno, rodízios de turno, ritmo de trabalho, realização de tarefas múltiplas, fragmentadas e repetitivas, o que pode levar à depressão, insônia, suicídio, tabagismo, consumo de álcool e drogas e fadiga mental.

Quanto aos riscos mecânicos, as lesões causadas pela manipulação de objetos cortantes e penetrantes e as quedas são as mais ocorrentes.

O frequente levantamento de peso para movimentação e transporte de pacientes e equipamentos, a postura inadequada e flexões de coluna vertebral em atividades de organização e assistência podem causar problemas à saúde do trabalhador, tais como fraturas, lombalgias e varizes. Tais fatores causais estão relacionados a agentes ergonômicos. Os fatores ergonômicos são aqueles que incidem na adaptação entre o trabalho-trabalhador. São eles o desenho dos equipamentos, do posto de trabalho, a maneira como a atividade laboral é executada, a comunicação e o meio ambiente.

De acordo com Ribeiro e Shimizu (2007), caracterizam-se os riscos aos quais a enfermagem está exposta, desse modo:

Riscos físicos

Se referem aos ruídos, vibrações, radiações ionizantes e não ionizantes, temperaturas extremas, pressões anormais e umidades, iluminação inadequada e exposição á incêndios e choques elétricos.

Riscos químicos

Dizem respeito ao manuseio de gases e vapores anestésicos, antissépticos e esterilizantes, poeiras, etc.

Riscos biológicos

Estão relacionados aos microorganismos, bactérias, fungos, protozoários, vírus, etc e material  infectocontagioso, podendo causar doenças como  tuberculose, hepatite,  rubéola, herpes, escabiose e AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida).

Riscos ergonômicos

Compreendem o local inadequado de trabalho, levantamento e transporte de pesos, postura inadequada, erro de concepção de rotinas e serviços, mobiliário, entre outros fatores.

Riscos de acidentes

Estão ligados, como por exemplo, a falta de iluminação, possibilidade de incêndios, piso escorregadio, armazenamento, arranjo físico e ferramentas inadequadas e a máquinas defeituosas.

Riscos psicossociais

Advêm da sobrecarga vinda do contato com os sofrimentos dos pacientes, com a dor e a morte, o trabalho noturno, rodízios de turno, jornadas duplas e até triplas de trabalho, ritmo acelerado, tarefas fragmentadas e repetitivas entre outros.

Tabela 1: Os riscos aos quais o enfermeiro está exposto

Para Robazzi e Sêcco (2007) as perfurações nas mãos constituem lesões de maior risco, tendo as agulhas papel de destaque como causa das mesmas. Estes acidentes ocasionados por picada de agulhas são responsáveis por 80 a 90% das transmissões de doenças infecciosas entre trabalhadores de saúde.

Simão et al (2010) explica que a necessidade de maior agilidade de realização das atividades de rotina associada à extensa carga horária diária de trabalho e à prática inadequada de reencape de agulhas são fatores que contribuem para o alto índice desse tipo de acidente entre a equipe de enfermagem. É preciso direcionar a atenção para a prevenção desses acidentes e o acompanhamento pós-exposição ocupacional.

Existe a necessidade de práticas melhores entre os profissionais da área de saúde ao manusearem objetos cortantes, sangue e fluídos corpóreos, é preciso que estes profissionais tenham conhecimento da necessidade dessas precauções para poderem trabalhar com segurança e gozarem de boa saúde.

De acordo com Nhamba (2004) é preciso que se faça uma avaliação e detecção dos riscos ocupacionais aos quais estão os trabalhadores expostos, e com isto se elabore um plano de controle e de prevenção destes riscos.

Nunes (2009) enfatiza que as estratégias para minimizar os riscos englobam: capacitação para o trabalho, planejamento/organização do serviço, uso de equipamento de segurança, realização de atividades de lazer/ vida saudável, negação/mecanismo de defesa.

De fato a aplicação de precauções e intervenções no processo de trabalho não são suficientes para garantir as medidas de prevenção, devendo fazer parte das estratégias as reflexões a respeito das mudanças de comportamento e as causas dos acidentes. A não adesão ou a baixa adesão às recomendações das barreiras de proteção é uma realidade, o que leva a indagar sobre outros fatores, que podem estar contribuindo para este tipo de comportamento.

Certamente, ter acesso à informação pode contribuir de maneira decisiva para melhorar as condições de segurança da vida dos profissionais da saúde, livrando-os de riscos desnecessários que enfrentam no seu dia-a-dia. Todo profissional que atua nesta área deve ter conhecimento dos riscos para eles mesmos, para a sua família, para toda a comunidade e para o meio ambiente. A prevenção ainda é a melhor opção (MAIA, 2002).

Segundo Oliveira (2009) a comunicação/informação é fator primordial para as ações educativas que assim contribuem para a melhoria da qualidade de vida e trabalho.

É extremamente importante que se cumpra os pressupostos da lei divulgados no decreto nº 31/94, de 5 de agosto de 1994, que estabelece os princípios que visam a promoção da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. E ainda, desenvolver ações individuais e coletivas que visem atuar no processo saúde-trabalho-doença, para eliminar e/ou controlar os fatores de riscos e danos a saúde do trabalhador da saúde.

A lavagem das mãos, o manuseio cuidadoso dos instrumentos perfuro cortantes e o uso de Equipamentos de Proteção individual (EPIs) são recomendadas como  medida  preventiva  de  contaminação.  As luvas são indicadas sempre que houver possibilidade de contato com sangue, secreções e excreções, com mucosa ou pele não íntegra. As máscaras, gorros e óculos de proteção devem ser usados na realização de procedimentos em que haja possibilidade de respingo de sangue ou outros fluidos corpóreos nas mucosas da boca, do nariz e dos olhos do profissional.  Capotes (aventais) são recomendados nos procedimentos com possibilidade de contato com material biológico, inclusive superfícies contaminadas.  As botas são indicadas para a proteção dos pés em locais úmidos ou com quantidade significativa de material infectante.  Constatou-se por meio da leitura do material selecionado que  os acidentes  com  material  biológico  é  o  principal  risco  que  o  profissional  de enfermagem  está  exposto  e  o  uso  de EPIs  é  principal  forma  de  proteção  do trabalhador  de  enfermagem,  desde  que  seja  utilizado  de  forma  correta. Desta forma, este estudo visa, portanto, analisar e refletir sobre os riscos ocupacionais a que os profissionais de enfermagem estão expostos.

Segundo Elias e Navarro (2006), o trabalho realizado pela equipe de enfermagem no âmbito hospitalar é caracterizado por exigências organizacionais múltiplas, sobrecarga de trabalho, situações conflitantes, tensão constante e estresse tanto pessoal quanto situacional, levando o profissional a um desgaste físico  e  mental  acentuado,  causando-lhe  muitas  vezes  alterações  emocionais,  físicas, imunológicas e até mesmo psicossomáticas, além de propiciar a ocorrência de acidentes.   

Podemos considerar que o problema dos riscos ocupacionais assumem maiores proporções do que as estatísticas conseguem estimar, sendo assim a sua real dimensão dificulta por diversos fatores, como a sub notificação de acidentes e doenças e a evolução silenciosa e demorada das doenças, dificultando a percepção do nexo causal entre o trabalho e o agravo, além do despreparo e falta de informações dos profissionais de enfermagem em reconhecer e relacionar as atividades laboral aos riscos ocupacionais aos que está exposto (RAPPARINI; CARDO, 2004).

 

 

1.1. OBJETIVOS

Objetivo Geral:

  • Analisar os riscos ocupacionais a que os profissionais de enfermagem estão expostos no ambiente hospitalar, a fim de prevenir e minimizar tais riscos.

Objetivos Específicos:

  • Reconhecer os riscos ocupacionais a que estão expostos os enfermeiros no ambiente de trabalho hospitalar;
  • Demonstrar as possíveis formas de prevenções aos riscos ocupacionais;
  • Compreender o conceito de risco ocupacional, segundo a literatura.

 

1.2. HIPÓTESE

 

Diante do grande número de profissionais de enfermagem que atuam em unidades hospitalares e da diversidade de fatores de risco a que estão expostos, considera-se que sejam feitos mais estudos sobre esta temática abordada, com a finalidade de contribuir com melhorias nas condições de trabalho e para a elaboração de estratégias educativas aos trabalhadores, visando a identificação dos riscos ocupacionais a que estão expostos e medidas de prevenção a serem adotadas. Será que é possível prevenir tais riscos ocupacionais? Por que a distração e a falta de atenção constituem fatores ocasionadores de acidentes no ambiente hospitalar? A extensa jornada de trabalho é também um fator que atrapalha o desempenho do trabalhador de enfermagem? Como podemos minimizar os riscos ocupacionais?  A elaboração de estratégias educativas aos trabalhadores se constitui uma forma eficaz de prevenção de riscos ocupacionais?

 

1.3. JUSTIFICATIVA

 

Uma experiência pessoal motivou-me a escolha deste tema, uma situação onde no término de uma aplicação medicamentosa em um paciente, ao reencapar a seringa a agulha, que já havia sido utilizada, disparou o dispositivo e furou-me, por descuido e falta de atenção. Após o acontecido fui muito bem assistida pela Enfermeira Coordenadora e fiz todos os exames necessários e tive muita sorte, por não ter ocorrido um quadro de contaminação.

Este estudo justifica-se, portanto, pela importância que deve ser dada a saúde do enfermeiro, uma vez que este está exposto a diversos fatores de risco ocupacional no ambiente de trabalho hospitalar.

 

 

 

 

1.4. PROBLEMA

 

No âmbito hospitalar constatam-se um alto índice de acidentes que acontecem com os profissionais de enfermagem, diversos riscos não se consegue prevenir. A identificação dos riscos ocupacionais é muito importante, para que o enfermeiro possa preveni-los ou ao menos minimizá-los.

A sobrecarga de atividades, por exemplo, constitui um fator de risco bem significante. Constituem-se grandes riscos para enfermeiro, os riscos biológicos, físico, químico, mecânicos, psicossocial, ergonômico e psíquico. Sendo os mais comuns, os riscos biológicos, pois se constitui um risco constante, o que obriga o seguimento de normas rígidas de proteção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. REFERENCIAL TEÓRICO

Nishide e Benatti (2004) explicam que o ambiente de trabalho hospitalar tem sido considerado insalubre por agrupar pacientes portadores de diversas enfermidades infectocontagiosas e viabilizar muitos procedimentos que oferecem riscos de acidentes e doenças para os trabalhadores da saúde. Os trabalhadores potencialmente expostos aos riscos precisam estar informados e treinados para evitar problemas de saúde, e métodos de controle devem ser instituídos para prevenir acidentes.

Ainda segundo estes autores consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes no ambiente de trabalho, que, dependendo da sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores e riscos ocupacionais todas as situações de trabalho que podem romper o equilíbrio físico, mental e social das pessoas, e não somente as situações que originem acidentes e enfermidades.

Certamente que os trabalhadores da área da saúde estão frequentemente expostos aos riscos biológicos. Segundo Resende e Fortaleza (2001) dentre as infecções de maior exposição, encontram-se as transmitidas por sangue e fluidos corpóreos como a hepatite B, hepatite C e HIV, e as de transmissão aérea como a tuberculose, varicela-zoster e sarampo. Evitar exposição ocupacional a sangue é o principal caminho para prevenir a transmissão de tais vírus da imunodeficiência humana a trabalhadores da saúde.

Estes estão expostos ao risco destas infecções através de ferimento percutâneo, ocasionado muitas vezes por picada de agulha ou corte com objeto agudo ou ainda contato de membrana, mucosa e pele, através de rachadura de pele ou dermatite, com sangue ou outros fluidos corpóreos potencialmente infectados.

O gráfico abaixo mostra os fatores mais incidentes em relação acidentes com material perfurocortante.

 

Gráfico 1: Principais fatores predisponentes à ocorrência de acidente perfurocortante.

A equipe de enfermagem é muito sujeita a exposição por material biológico. Este número elevado de exposições relaciona-se ao fato de os trabalhadores da saúde terem contato direto na assistência aos pacientes e também ao tipo e à frequência de procedimentos realizados.

Segundo Amaral et al (2005) os trabalhadores de enfermagem, durante a assistência ao paciente, estão expostos a inúmeros riscos ocupacionais causados por fatores químicos, físicos, mecânicos, biológicos (os principais causadores), ergonômicos e psicossociais que podem ocasionar doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.

Para Giomo et al (2009) é notório que o ambiente de atuação do pessoal de enfermagem é, muitas vezes, nocivo à saúde, por suas condições desfavoráveis ao bem-estar e à satisfação pessoal. A precarização do trabalho, originada pelo excesso de atividade física e mental, pelo sistema de vínculo empregatício, pelo acúmulo de horas trabalhadas ou mesmo pela má remuneração ocupacional no sistema de saúde, tem sido o fator determinante dos acidentes e doenças ocupacionais.

A grande maioria das exposições percutâneas está associada à retirada de sangue ou à punção venosa periférica (30 a 35% dos casos), entretanto existem exposições envolvendo procedimentos com escalpes, flebotomia, lancetas para punção digital e coleta de hemocultura (RAPPARINI, 2001).

De acordo com Bulhões (1998) já ficou obvio que os trabalhadores de enfermagem dos hospitais estão expostos a diversos agentes/fatores de riscos ocupacionais, porém o autor destaca as substâncias químicas que podem ser inaladas, digeridas ou entrar em contato com a pele, ocasionando-lhes danos à Saúde.

Para ele, as circunstâncias favorecedoras desse tipo de exposição ocupacional são o uso prolongado de luvas de látex, o manuseio de detergentes e solventes, a manipulação de drogas antineoplásicas e antibióticos de última geração, a inalação de gases anestésicos, a exposição aos vapores de formaldeído e glutaraldeído e aos vapores dos gases esterilizantes, entre outros.

Certamente prevenir é uma das formas de se evitar os problemas de saúde ocupacional que podem ser desencadeados por essa exposição; porém, para a efetividade dessa prevenção é necessário que os trabalhadores tenham conhecimento sobre os riscos propiciados. Um destas formas de prevenção é a utilização, por exemplo, do equipamento de proteção individual, como mostra a figura 2 em anexo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3. METODOLOGIA

Esta pesquisa é de caráter exploratório descritivo e qualitativo no qual o público alvo estudado foram 15 enfermeiros que atuam no Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), localizado no município de Araruama-RJ.

O trabalho foi desenvolvido com base na metodologia adotada por Borges (2002), que se utilizou da técnica de pesquisa qualitativa de caráter exploratório, e que é justificada pela autora como uma atividade que coloca o observador no mundo. Consiste em um conjunto de práticas interpretativas que tornam o mundo visível e o representam através de entrevistas, conversas, fotografias e recordações, envolvendo uma abordagem interpretativa e naturalista do mesmo.

De acordo com Godoy (1995),

A pesquisa qualitativa não procura enumerar e/ou medir os eventos estudados, nem emprega instrumental estatístico na análise dos dados, envolve a obtenção de dados descritivos sobre pessoas, lugares e processos interativos pelo contato direto do pesquisador com a situação estudada, procurando compreender os fenômenos segundo a perspectiva dos sujeitos, ou seja, dos participantes da situação em estudo (p.58).

Cabe ressaltar que o método qualitativo exploratório deve conter sessões que levem a um objetivo específico. Portanto, a entrevista foi escolhida como forma de coleta de dados da pesquisa, e seguiu um roteiro de 15 perguntas que será aplicado aos profissionais colaboradores deste projeto em seus ambientes de trabalho hospitalar, e após a obtenção das respostas será elaborado uma análise, a fim de chegar a resultados satisfatórios.

Segundo Gil (1999),

Um trabalho é de natureza exploratória quando envolver levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram (ou tem) experiências práticas com o problema pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão. Possui ainda a finalidade básica de desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias para a formulação de abordagens posteriores. Dessa forma, este tipo de estudo visa proporcionar um maior conhecimento para o pesquisador acerca do assunto, a fim de que esse possa formular problemas mais precisos ou criar hipóteses que possam ser pesquisadas por estudos posteriores (p. 43).

A pesquisa de caráter descritivo expõe características de determinada população ou fenômeno. Assim o presente estudo busca expor diversas informações sobre o enfermeiro e os cuidados com os riscos ocupacionais no âmbito hospitalar. 

4. ASPECTOS ÉTICOS

 

Análise crítica de riscos e benefícios

Este estudo não acarreta riscos aos participantes, pois se trata de uma pesquisa exploratória, cujo objetivo é analisar os riscos ocupacionais a que os profissionais de enfermagem estão expostos no ambiente hospitalar, a fim de prevenir e minimizar tais riscos. Assim este trabalho só ocasionará benefícios ao profissional de enfermagem e participantes do estudo.

Esta pesquisa procura contribuir com informações importantes, já que certamente, ter acesso a informações pode colaborar de maneira decisiva para melhorar as condições de segurança da vida dos profissionais da saúde, livrando-os de riscos desnecessários que enfrentam no seu dia-a-dia.

 

 

 

Termo de consentimento livre e esclarecido do sujeito da pesquisa

 

 

Segundo o META (2005), o termo “esclarecido” reforça a condição de que o sujeito da pesquisa apresenta concordância mediante a plena consciência dos fatos.

Segue em anexo, portanto, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

 

 

 

 

RESULTADOS

 

 

COMO PROCEDER APÓS UMA SITUAÇÃO DE RISCO OCUPACIONAL

 

 

O profissional de saúde está exposto a um risco maior de adquirir determinadas infecções, imunologicamente preveníveis, do que a população em geral. Sendo o risco de adquirir infecções sanguíneas por lesões perfurocortantes a grande causa da preocupação entre os trabalhadores de saúde e a administração dos hospitais em todo o mundo (SIMÃO et al, 2010).

[...] Me furei com uma agulha de insulina após aplicar uma medicação em um paciente, mais tive todo apoio da enfermeira supervisora, mas uma coisa observei que a própria enfermeira não tinha muito conhecimento do questionário que eu precisei preencher (ENTREVISTADA 1). 

Para Robazzi e Sêcco (2007) as perfurações nas mãos constituem lesões de maior risco, tendo as agulhas papel de destaque como causa das mesmas. Estes acidentes ocasionados por picada de agulhas são responsáveis por 80 a 90% das transmissões de doenças infecciosas entre trabalhadores de saúde (ROBAZZI; SÊCCO, 2007).

Quando passei por esse tipo de situação logo comuniquei a enfermeira supervisora do dia, que logo me orientou, quanto as procedimentos, exames de hepatite e teste rápido de HIV e logo colheu do paciente, comunicou a CCIH e me suspendeu das atividades até os resultados dos exames (ENTREVISTADO 3).

 

É importante atenção absoluta ao fazer alguns procedimentos, como coleta de sangue, pois muitos estudos mostram que acidentes com agulhas são os mais corriqueiros, por isso a atenção deve ser redobrada.

 

 

EXCESSO DE ATIVIDADE LABORAL FÍSICA E MENTAL E EXTENSA JORNADA DE TRABALHO

 

 

A enfermagem se depara com uma diversidade de problemas no serviço em unidade hospitalar, como: baixos salários, ambiente insalubre, duplas jornadas de trabalho com uma sequência de atividades estressantes e a falta de preocupação com a saúde ocupacional pela maioria das instituições e pelo próprio profissional (SILVA; QUEIROZ, 2011).

[...] Trabalho 24 por 120hs, mais a maioria trabalha em outros lugares e já chegam cansados para trabalhar (ENTREVISTADO 1).

 

A característica do serviço hospitalar por sistema de plantões permite duplos cargos e jornadas de trabalho, comum entre os profissionais da saúde, principalmente num país onde os baixos salários impulsionam para tal, levando assim, a um aumento na ação de determinantes que sozinhos prejudicam as totalidades do corpo e mente (PITTA, 2003).

Com certeza a extensa jornada de trabalho atrapalha muitas vezes o meu desempenho, pois atuo em um hospital e duas clínicas, e mal tenho tempo para descansar (ENTREVISTADO 5).

 

 

Certamente, o excesso de trabalho com muitas horas de plantão é uma das principais causas para a falta de atenção devido ao cansaço, conforme resultado do questionário aplicado.

Todo plantão é estressante, sempre muita correria, poucos funcionários e assim é preciso ter muita atenção (ENTREVISTADO 10).

A sobrecarga de atividades constitui um fator de risco bem significante. Constituem-se grandes riscos para enfermeiro, os riscos biológicos, físico, químico, mecânicos, psicossocial, ergonômico e psíquico. Sendo os mais comuns, os riscos biológicos, pois se constitui um risco constante, o que obriga o seguimento de normas rígidas de proteção.

AMBIENTE DE TRABALHO INSALUBRE

 

 

Os riscos ocupacionais têm origem nas atividades insalubres e perigosas, aquelas cuja natureza, condições ou métodos de trabalho, bem como os mecanismos de controle sobre os agentes biológicos, químicos, físicos e mecânicos do ambiente podem provocar efeitos adversos à saúde dos profissionais (MAURO et al, 2004).

Não considero o ambiente onde atuo insalubre, pelo contrário, é tudo bem higienizado (ENTREVISTADO 9).

Um dos locais onde trabalho pode ser considerado insalubre sim, pois há riscos biológicos (ENTREVISTADO 14).

Entende-se, portanto, que condições adequadas de trabalho são necessárias, para que a execução das atividades não acarrete danos à saúde dos trabalhadores, essas condições representam o conjunto de fatores capaz de determinar a conduta do trabalhador.

POLÍTICA DE PREVENÇÃO HOSPITALAR

 

 

É importante que se faça uma avaliação e detecção dos riscos ocupacionais aos quais estão os trabalhadores expostos, e com isto se elabore um plano de controle e de prevenção destes riscos no ambiente hospitalar (NHAMBA, 2004).

Em meu trabalho às vezes tem palestras, que nem sempre os funcionários querem assistir ou às vezes não dá tempo para assistir devido a extensa carga horário de trabalho (ENTREVISTADO 6).

Países como o Brasil, caracterizados pela destinação de pequena quantidade de recursos financeiros para o setor saúde, têm, na prevenção e no controle da infecção hospitalar, o atendimento a uma necessidade econômica, devido os elevados custos que demandam os casos de infecção hospitalar (AZAMBUJA, 2004).

Certamente é importante que o profissional já em seu sua graduação obtenha informações sobre prevenção aos riscos ocupacionais, pois a prevenção é ainda uma das melhores formas de evitar tais riscos.

A ENFERMAGEM E A BIOSSEGURANÇA

 

 

A biossegurança é um processo funcional e operacional de fundamental importância em serviços de saúde, por abordar medidas de Controle de Infecções para proteção da equipe de assistência e usuários em saúde (OPPERMANN; PIRES, 2003).

Pude estudar sobre biossegurança na graduação, e considero meus conhecimentos sobre o assunto suficientes (ENTREVISTADO 15).

 

Assim é importante que medidas de sejam adotadas pelos profissionais de enfermagem  para  prevenir  acidentes ocupacionais e promover consciência sanitária de preservação do meio ambiente através da  manipulação e descarte de resíduos hospitalares. 

O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs)

Os equipamentos de proteção individual (EPIs) visam à interrupção da cadeia de transmissão dos microrganismos. Os recomendados para a proteção profissional durante o exercício de suas atividades são: luvas, avental, máscara, óculos protetores, protetor facial, gorro e botas de borracha (SOUZA et al, 2008).

Eu uso alguns equipamentos, mas dependendo do material não tem no local onde atuo, por ex: mascara N96 (ENTREVISTADO 11).

No ambiente em que trabalho há apenas alguns equipamentos, muitos eu mesmo compro para utilizar, pois na clínica não temos, o que acho um absurdo, mas como é para minha segurança, acabo comprando (ENTREVISTADO 13).

O uso de Equipamentos de Proteção individual (EPIs) é recomendado como medida preventiva de contaminação. Os EPIs constituem como principais forma  e  proteção  do trabalhador  de  enfermagem,  desde  que  seja  utilizado  de  forma  correta.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO E SEGURANÇA E PREVENÇÃO AOS RISCOS OCUPACIONAIS

 

 

A comunicação/informação é fator primordial para as ações educativas que assim contribuem para a melhoria da qualidade de vida e trabalho. É extremamente importante que se cumpra os pressupostos da lei divulgados no decreto nº 31/94, de 5 de agosto de 1994, que estabelece os princípios que visam a promoção da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. E ainda, desenvolver ações individuais e coletivas que visem atuar no processo saúde-trabalho-doença, para eliminar e/ou controlar os fatores de riscos e danos a saúde do trabalhador da saúde (OLIVEIRA, 2009).

Em um dos locais onde atuo recebi treinamento sobre medidas de proteção e segurança, e até hoje não passei por situação alguma de risco (ENTREVISTADO 8).

Certamente, ter acesso à informação pode contribuir de maneira decisiva para melhorar as condições de segurança da vida dos profissionais da saúde, livrando-os de riscos desnecessários que enfrentam no seu dia-a-dia. Todo profissional que atua nesta área deve ter conhecimento dos riscos para eles mesmos, para a sua família, para toda a comunidade e para o meio ambiente. A prevenção ainda é a melhor opção (MAIA, 2002).

Os riscos ocupacionais podem ser prevenidos quando se tem informações suficientes sobre o assunto, muitos locais de trabalho deveriam fornecer treinamento e palestras para melhores esclarecimentos (ENTREVISTADO 10).

SUGESTÕES PARA MINIMIZAR OS RISCOS OCUPACIONAIS

 

 

As estratégias para minimizar os riscos englobam: capacitação para o trabalho, planejamento/organização do serviço, uso de equipamento de segurança, realização de atividades de lazer/ vida saudável, negação/mecanismo de defesa (NUNES, 2009).

Com certeza deveríamos ter palestras preventivas, treinamentos constantes, e um serviço de CCIH que atue corretamente dentro da unidade hospitalar, além de fiscalização dos funcionários e ter a nossa disposição todos os EPIs para os funcionários da saúde (ENTREVISTADO 1).

 

 

Certamente prevenir é uma das formas de se evitar os problemas de saúde ocupacional que podem ser desencadeados por essa exposição; porém, para a efetividade dessa prevenção é necessário que os trabalhadores tenham conhecimento sobre os riscos propiciados. Um destas formas de prevenção é a utilização, por exemplo, do equipamento de proteção individual, como mostra a figura 2 em anexo.

 

 

 

DISCUSSÃO

A análise da literatura e das entrevistas mostrou que os trabalhadores da área da saúde estão expostos à diversos riscos ocupacionais, sendo os riscos biológicos e químicos os mais característicos desta área.

Na área de saúde a exposição aos agentes biológicos se dá mais frequentemente pela via percutânea devido a perfuração da pele com agulha contaminada ou incisão acidental com objetos cortantes (MAIA, 2002).

Na primeira categoria, um dos entrevistados relatou que se furou com uma agulha de insulina, após aplicar uma medicação em um paciente, mas teve todo apoio da enfermeira supervisora e recorreu a todos os procedimentos cabíveis.

No ambiente hospitalar concentram-se pacientes acometidos pelas mais variadas patologias, assistidos por diferentes categorias de profissionais da saúde. Inúmeros estudos demonstram condições impróprias de trabalho em grande parte das instituições de saúde, expondo os trabalhadores a riscos ocupacionais (SILVA, 2008).

Consideramos o acesso a informações seguras e atualizadas acerca do uso dos EPIs durante a graduação fundamental para a construção do conhecimento dos profissionais da área da saúde, capacitando-os a agir com segurança ante a exposição às doenças transmissíveis ocupacionalmente, e isto se reflete em qualidade e seguridade da assistência prestada aos clientes (SOUZA et al, 2008).

O excesso de trabalho com muitas horas de plantão, também é uma das principais causas para a falta de atenção devido ao cansaço físico e mental, conforme resultado do questionário aplicado.

A enfermagem, no decorrer de sua existência, tem passado por mudanças em seu processo de trabalho, convivendo com uma sequência de atividades estressantes, sem elaboração de suas funções diárias, o que acaba levando a exaustão, fadiga e sobrecarga, por muitas vezes, este trabalhador ter uma extensa jornada de trabalho (SILVA et al, 2006).

Quanto ás medidas de proteção, prevenção e segurança dos riscos ocupacionais, após a análise dos questionários entende-se que todos foram unânimes em afirmar que é preciso mais informações sobre o tema, palestras preventivas, treinamentos constantes, serviço de CCIH que atue corretamente dentro das unidades hospitalares, fiscalização dos funcionários, e EPIs disponíveis para todos que atuam na área da saúde.

 

ANÁLISE

 

 

COMO PROCEDER APÓS UMA SITUAÇÃO DE RISCO OCUPACIONAL

De maneira geral, o profissional da saúde está exposto a diferentes riscos ocupacionais em seu ambiente de trabalho. Analisando os resultados da entrevista realizada, entende-se que o risco de adquirir infecções sanguíneas por lesões perfurocortantes é maior e mais corriqueiro entre os demais riscos, no ambiente hospitalar.  Alguns entrevistados relataram que após punção acidental com agulha durante intervenção médica, todos os procedimentos cabíveis foram realizados. O acidente ocorre mais frequentemente durante reencapamento da agulha.

Os acidentes com agulhas constituem os principais responsáveis por expor os profissionais de saúde ao risco de adquirir infecções graves, dentre elas o HIV e as hepatites B e C (BREVIDELLI e CIANCIARULLO, 2002).

É muito importante ter atenção ao fazer alguns procedimentos, como coleta de sangue, pois como esta pesquisa mostrou os acidentes com agulhas são os mais corriqueiros, por isso a atenção deve ser redobrada.

EXCESSO DE ATIVIDADE LABORAL FÍSICA E MENTAL E EXTENSA JORNADA DE TRABALHO

 

Constatou-se com este estudo que muitos profissionais da saúde trabalham em vários lugares, dobrando suas cargas horárias, intensificando seus trabalhos, o que acarreta cansaço e estresse devido a este excesso de atividades. Um entrevistado relatou que atua com carga horária de trabalho duplo e acaba dormindo muito pouco, esta extensa jornada de trabalho atrapalha seu desempenho havendo, portanto, pouco tempo para descansar.

Um dos participantes desta pesquisa explicou que trabalhar com muitas horas de plantão é uma das principais causas para a falta de atenção devido ao cansaço, e alega que “cada plantão é estressante, corrido, e com poucos funcionários” fica difícil ter atenção o tempo todo.

Sendo assim, essa sobrecarga de atividades é considerada um dos principais contribuintes para a ocorrência de acidentes, constituindo-se, portanto, grande risco para enfermeiros.

 

AMBIENTE DE TRABALHO INSALUBRE

Nesta pesquisa constatou-se que a maioria dos ambientes onde os participantes atuam não é considerada insalubre. Relatou-se que as condições de trabalho são adequadas e assim podem executar suas atividades sem acarretar danos à saúde.

 

POLÍTICA DE PREVENÇÃO HOSPITALAR

Com a análise dos questionários ficou evidente que atualmente não há uma preocupação em muitas clínicas e hospitais em oferecer palestras esclarecedoras sobre a prevenção hospitalar, os cuidados aos riscos ocupacionais que os profissionais da saúde estão expostos.

Nos resultados obtidos ficou evidente a necessidade e importância de já na graduação haver mais informações sobre prevenção aos riscos ocupacionais, pois a prevenção é ainda uma das melhores formas de evitar tais riscos.

 

A ENFERMAGEM E A BIOSSEGURANÇA

É importante elaborar medidas de segurança e estas devem ser adotadas pelos profissionais de enfermagem  para  prevenir  acidentes ocupacionais e promover consciência sanitária de preservação do meio ambiente através da  manipulação e descarte de resíduos hospitalares. 

Analisando o questionário ficou claro que muitos profissionais tiveram  aulas de biossegurança no curso de graduação, alguns consideram que este conteúdo estudado é suficiente.

 

O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs)

Quanto à utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) devem ser obrigatoriamente utilizados na proteção profissional durante o exercício das atividades. Um dos participantes da entrevista relatou que onde trabalha há poucos materiais de proteção, e citou como exemplo a máscara N96 que é comprado pelo próprio profissional, PIS no ambiente em que atua não há.

Estes profissionais que participaram deste estudo sabem da importância do equipamento de proteção individual, tanto que quando não há este material disponível, eles mesmos adquirem, visando sua segurança e prevenção de contaminação.

 

MEDIDAS DE PROTEÇÃO, SEGURANÇA E PREVENÇÃO AOS RISCOS OCUPACIONAIS

Com os resultados obtidos concluiu-se que a comunicação e a informação são fatores essenciais para a melhora da qualidade do trabalho exercido. Há alguns relatos de participantes desta pesquisa que afirmam terem recebido treinamento e palestras sobre medidas de segurança em alguns locais onde atuam.

Ter acesso às medidas de proteção, segurança e prevenção aos riscos ocupacionais pode contribuir de maneira decisiva para melhorar as condições de segurança da vida dos profissionais da saúde.

 

SUGESTÕES PARA MINIMIZAR OS RISCOS OCUPACIONAIS

Dentre as estratégias sugeridas para minimizar os riscos nesta pesquisa, estão a capacitação para o trabalho, planejamento e organização do serviço, uso de equipamento de segurança, palestras preventivas, treinamento constante, além de serviço de CCIH atuando corretamente dentro da unidade hospitalar, maior fiscalização dos funcionários, EPIs disponíveis, dentre outras. A prevenção ainda é a melhor forma de evitar os problemas de saúde ocupacional que podem ser desencadeados por essa exposição.

 

 

 

 

 

 

 

CONCLUSÃO

 

Certamente, o excesso de trabalho com muitas horas de plantão é também uma das causas para a falta de atenção devido ao cansaço, conforme resultado do questionário aplicado. Além de constituir-se necessário a implantação de palestras, cursos, treinamentos que abordem sobre a importância da prevenção aos riscos ocupacionais, já que ter acesso a informações pode colaborar de maneira decisiva para melhorar as condições de segurança da vida dos profissionais da saúde, livrando-os de riscos desnecessários que enfrentam no seu dia-a-dia. O ambiente hospitalar precisa dispor de um controle de infecção, além de equipamentos para prevenir tais riscos.  

O questionário aplicado com 15 (quinze) questões possibilitou a análise sobre a temática escolhida. Conforme a análise dos resultados foram observados que na concepção desses profissionais da saúde para minimizar os riscos ocupacionais é necessário que sejam oferecidos mais palestras preventivas, treinamento constante, serviço de CCIH (comissão de controle de infecção hospitalar) que atue corretamente dentro da unidade hospitalar, além de fiscalização dos funcionários bem como dispor de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para todos estes profissionais.

Diante do grande número de profissionais de enfermagem que atuam em unidades hospitalares e da diversidade de fatores de risco a que estão expostos, considera-se que sejam feitos mais estudos sobre esta temática abordada, com a finalidade de contribuir com melhorias nas condições de trabalho e para a elaboração de estratégias educativas aos trabalhadores, visando a identificação dos riscos ocupacionais a que estão expostos e medidas de prevenção a serem adotadas.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CHIODI, Mônica Bonagamba; MARZIALE, Maria Helena Palucci. Riscos ocupacionais para trabalhadores de Unidades Básicas de Saúde: Revisão Bibliográfica.  2006.

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GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. In: Revista de Administração de Empresas. São Paulo: v.35, n.2, p. 57-63, abril 1995.

JANSEN, A. C. Um novo olhar para os acidentes de trabalho na enfermagem: a questão do ensino. [dissertação]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP; 1997.

MAURO, M. Y.  C. et al.  Riscos  ocupacionais  em Saúde. Rev. Enf. UERJ - v.12 n. 3 Rio de Janeiro sep./dic.2004.

MAIA, Arlete Delfina Marques. Riscos Ocupacionais em Trabalhadores de Banco de Sangue. 2002.

META (Manual para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos). Universidade Salgado de Oliveira, Pró-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa; Organizadoras: Márcia Simão, Roberta Barcelos. Niterói, 2005.

MENDES, R. Patologia do trabalho. 2 ed. São Paulo: Atheneu, 2003.

NHAMBA, Lucas António. Acidentes ocupacionais com material biológico entre profissionais de enfermagem em um hospital de Angola. 2004.

NISHIDE, Vera Médice; BENATTI, Maria Cecília Cardoso. Riscos ocupacionais entre trabalhadores de uma unidade de terapia intensiva. Rev Esc Enferm USP 2004.

NUNES, Márcia Batista Gil. Riscos ocupacionais existentes no trabalho dos enfermeiros que atuam na Rede Básica de Atenção à Saúde do Município de Volta Redonda - RJ. 2009.

OLIVEIRA, Joana D’arc de Souza. Risco ocupacional no contexto hospitalar. 2009.

PAZZANEZI A. C. Manual Provisório em português do Pré-hospital Trauma Life Support. 4ª ed. vol. 1; 2000.

RAPPARINI, C. CARDO; d. m. Principais doenças infecciosas diagnosticadas em profissionais de saúde. Biossegurança aplicada a laboratórios e serviços de saúde. Principais doenças infecciosas diagnosticadas em profissionais da saúde. São Paulo: Atheneu, 2004.

RESENDE M. R.; FORTALEZA .C. M. C. B. Risco ocupacional entre profissionais da área de saúde e medidas de proteção. In: Colibrini MRC, Figueiredo RM, Paiva MC, organizadoras. Leito-dia em AIDS: uma experiência multiprofissional. São Paulo: Atheneu; 2001.

ROBAZZI, Maria Lucia do Carmo Cruz; SÊCCO, Iara Aparecida de Oliveira. CIENCIA Y ENFERMERIA XIII (2): 65-78, 2007.

SIMÃO, Suzana de Almeida Fráguas et al. Acidentes de Trabalho com Material Perfurocortante Envolvendo Profissionais de Enfermagem de Unidade de Emergência Hospitalar. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2010.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANEXO

 

 

 

Anexo 1

 

Figura 2: Trabalhador com os equipamentos de proteção individual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICES

 

 

APÊNDICE 1: QUESTIONÁRIO

  1. Sabe-se que os profissionais de saúde estão expostos a inúmeros riscos ocupacionais, causados por fatores físicos, químicos, psicossociais, ergonômicos e biológicos, você já passou por alguma situação de risco?
  2. Se já passou por situação de risco, como procedeu nos primeiros instantes após esse acontecimento?
  3. Você se interessa pela prevenção dos riscos?
  4. Percebe que seus colegas de trabalho se interessam pela prevenção de riscos?
  5. Há excesso de atividade laboral física e mental onde atua?
  6. A extensa jornada de trabalho é também um fator que atrapalha o desempenho do trabalhador de enfermagem, como é a sua jornada de trabalho?
  7. Já passou por estresse no trabalho?
  8. Como são seus hábitos alimentares, com sua jornada de trabalho?
  9. O seu ambiente de trabalho é considerado insalubre?

10. Há uma política de prevenção hospitalar onde atua?

11. Você acha que seus conhecimentos sobre biossegurança são suficientes?

12. Onde atua faz uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), recomendadas como medida preventiva de contaminação.

13. Já passou por algum treinamento sobre medidas de proteção e segurança?

14. Em sua opinião é possível prevenir os riscos ocupacionais?

15. Qual a sua sugestão para minimizar os riscos ocupacionais?

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICE 2: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

 

 

 

Título do Projeto: O Enfermeiro e os Cuidados com os Riscos Ocupacionais no Ambiente Hospitalar.

Responsável pelo projeto: Maressa Lia de Souza Melo

 

Eu, ______________________________________, como voluntário (a) da pesquisa, afirmo que fui devidamente informada e esclarecida sobre a finalidade e objetivos desta pesquisa, bem como sobre a utilização das informações exclusivamente para fins educacionais e científicos. Meu nome não será divulgado de forma nenhuma e terei a opção de retirar meu consentimento a qualquer momento.

 

Niterói, 14 de abril de 2013.

 

________________________________

Sujeito da pesquisa

________________________________

Pesquisador

 

 

 

 

 
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