Dst's / Aids: Um Problema De Saúde Pública
 
Dst's / Aids: Um Problema De Saúde Pública
 


Autor: CALDAS, Patricia Preciosa. Graduanda do último período do curso de Graduação em Enfermagem pela UNIFESO.

E-mail: preciosayes@yahoo.com.br

DST's/AIDS: UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

INTRODUÇÃO

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's) são caracterizadas como doenças cujo agente etiológico é vivo e transmissível, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas (ROUQUAYROL, 2003).

As mudanças ocorridas nas últimas décadas têm alterado o perfil das DST's, principalmente após o agravamento da epidemia de aids transformando seu controle em um problema de saúde pública, não apenas por sua alta incidência e prevalência, mas por suas conseqüências, como as complicações psicossociais e econômicas, pois acometem a grande parcela da sociedade em idade produtiva e reprodutiva (FERNANDES, 2000).

Segundo, WHO (2005):

Em 1999, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou um total de 340 milhões de casos novos por ano de DST curáveis em todo o mundo, entre 15 e 49 anos, 10 a 12 milhões destes casos no Brasil. Outros tantos milhões de DST não curáveis (virais), incluindo o herpes genital (HSV-2), infecções pelo papilomavirus humano (HPV), hepatite B (HBV) e infecção pelo HIV ocorrem anualmente (BRASIL, 2006).

As DST's possuem caráter relevante pela sua magnitude, transcendência, vulnerabilidade e factibilidade de controle, devendo sua assistência ser incorporada ao Programa de Saúde da Família PSF, Unidades Básicas de Saúde e Serviços de Referência. Dessa forma, é importante que o profissional oriente a clientela quanto à necessidade de proteção contra as DST's/AIDS (M.S., 2006).

Estudos recentes têm indicado que a infecção por uma DST freqüentemente sugere, também, a probabilidade de infecção por outros microorganismos. Sendo assim, a possibilidade de infecção por HIV deve ser investigada sempre que for diagnosticada uma DST (LEITE, 2007).

As DST's são o principal fator facilitador da transmissão sexual do vírus da AIDS, pois feridas nos órgãos genitais favorecem a entrada do HIV.

Tornou-se, no Brasil, objetivo e desafio das políticas oficiais do Ministério da Saúde (MS), uma maior consciência e autonomia da população para a tomada de decisão frente à infecção pelo HIV, assim como às DST's (SOUZA, 2007).

Planejar e implementar estratégias de prevenção das DST e da Aids para populações que não têm acesso facilitado às informações e aos serviços de saúde já fazem parte dos desafios enfrentados.

Se, por um lado, as informações sobre transmissão e prevenção do HIV têm sido maciçamente divulgadas, por outro, a epidemia vem apresentando um aumento progressivo no número de casos (MS, 1998).

A estratégia principal para o controle da transmissão das DST's/AIDS está na prevenção. Esta deve priorizar informações constantes para a população em geral por meio de atividades educativas que envolvam tanto mudanças no comportamento das práticas sexuais quanto na adoção de medidas que enfatizem a utilização adequada de preservativo (M.S., 2002).

O tratamento tem como principal objetivo interromper a cadeia de transmissão da enfermidade e prevenir novas ocorrências.

Considerando a magnitude do problema e buscando contribuir para o conhecimento da saúde sexual da população, o presente estudo teve por objetivo divulgar o conhecimento sobre as DST e suas formas de transmissão, e prevenção.

METODOLOGIA

Este presente estudo teve uma abordagem descritiva. As fontes bibliográficas disponíveis neste texto foram levantadas através do site da Biblioteca Regional de Medicina (BIREME), nas seguintes bases de dados: a) Literatura Latino-Americana e do Caribe (Lilacs) ; b) Scientific Electronic Library Online (SciELO); c) Através do portal informativo DST-AIDS do Ministério da Saúde e d) Manuais de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST do Ministério da Saúde dos anos de 1999 e 2006.

DEFINIÇÕES

Conceitualmente, as doenças transmissíveis podem ser caracterizadas como doenças cuja transmissão se dá através do contato sexual sem o uso de preservativo. Uma das metas da Saúde Pública é bloquear a ascensão das doenças transmissíveis (DT), já que essas são causas de morbi-mortalidade mundial, assolando milhares de pessoas, especialmente nos países em desenvolvimento, como o Brasil (ROUQUAYROL, 2003).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As vivências desse estudo não esgotaram, mas reforçaram que a melhor estratégia para adequada atenção da transmissão das DST's/Aids é a prevenção.

A atenção à saúde envolve práticas abrangentes, visto que o conceito de saúde vai além da ausência de doença (NAVES, 2008).

O uso de preservativos em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para a redução do risco de transmissão, tanto das DST's quanto do vírus da AIDS.

Assim, são necessárias políticas públicas de saúde e de educação que minimizem os riscos relacionados ao exercício da sexualidade pelas pessoas em qualquer idade.

REFERÊNCIAS

Brasil. Ministério da saúde. Manual de Controle da Doenças Sexualmente Transmissível  DST. Coordenação Nacional de DST/Aids 3ª Edição  1999. Disponível em: http://www.aids.gov.br/assistencia/mandst99/mandst99.htm Acessado em: 08/03/2008.

Brasil. Ministério da Saúde. Manual de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST. Programa Nacional de DST/Aids 4ª Edição. Brasília: Ministério da Saúde. 2006. Disponível em :http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS9D30FACFPTBRIE.htm. Acessado em 19/03/2008.

Brasil. Ministério da Saúde, 1998. Boletim Epidemiológico de Aids, Ano XI, Número 1:9-11. Coordenação Nacional de DST e Aids.

Canella PRB. Adolescência e doenças sexualmente transmissíveis. In: Vitiello N, Conceição ISC, Canella PRB, Cavalcanti RC, organizadores. Adolescência hoje. São Paulo: Editora Roca; 1988. p. 123-34. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S0102311X2007001000026&lng=pt&nrm=iso. Acessado em 23/03/2008.

Fernandes AMS, Antonio DG, Bahamondes LG, Cupertino CV. Conhecimento, atitudes e práticas de mulheres brasileiras atendidas pela rede básica de saúde em relação às doenças de transmissão sexual. Cad Saúde Pública 2000; 16 Suppl 1:S103-12. Disponível em :http://www.scielo.br/pdf/csp/v16s1/2216.pdf. Acessado em: 20/03/2008.

LEITE, Maria da Trindade Ferreira, COSTA, Alinne Vieira dos Santos, CARVALHO, Karla Andréia da Costa et al. Saber e prática contraceptiva e prevenção de DST/HIV/AIDS em universitários da área da saúde. Rev. bras. enferm., jul./ago. 2007, vol.60, no.4, p.434-438. ISSN 0034-7167. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S003471672007000400014&lng=pt. Acessado em 21/03/2008.

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NAVES, Janeth de Oliveira Silva, CASTRO, Lia Lusitana Cardozo de, MELO, Gislane Ferreira de et al. Práticas de atendimento a DST nas farmácias do Distrito Federal, Brasil: um estudo de intervenção. Cad. Saúde Pública, Mar. 2008, vol.24, no.3, p.577-586. ISSN 0102-311X. Disponível em: http://www.scielosp.org/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S0102311X2008000300011. Acessado em 22/03/2008.

Ramos C, May S. Aspectos históricos das doenças sexualmente transmissíveis. In: Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Saúde em Foco. Rio de Janeiro: Ed. Secretaria Municipal-RJ; 1998. p.5-11. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S010442302005000300015&lng=pt&nrm=iso. Acessado em 23/03/2008.

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SOUZA, Vânia de and CZERESNIA, Dina. Considerações sobre os discursos do aconselhamento nos centros de testagem anti-HIV. Interface (Botucatu), Sept./Dec. 2007, vol.11, no.23, p.531-548. ISSN 1414-3283. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S141432832007000300010. Acessado em: 15/03/2008.

 
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Sobre este autor(a)
Possui Graduação em Enfermagem pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos - Bacharelado (2008) e Especializanda em Enfermagem do Trabalho. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em, Metodologia da Pesquisa, Saúde Coletiva, Clínica Médica e Cirúrgica, Pediatria e Emergência.
Membro desde fevereiro de 2008
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