Dependência química: Drogas lícitas ilícitas.
 
Dependência química: Drogas lícitas ilícitas.
 


Dependência química: Drogas lícitas ilícitas.
Fernanda Gomes Delgado¹ - ([email protected]); Tainara Camila Batista dos Santos¹ ?([email protected]) Talita Portela de Miranda¹ ? ([email protected]); Luciana da Silva Dórea¹ -(IMAIL); Cacilda Ferreira dos Reis² - ([email protected]).

¹ Acadêmico (as) da graduação do 8º semestre de Enfermagem da Faculdade são Francisco de Barreiras ?FASB, Barreiras - (BA).
² Orientadora, mestre em Política Social pela UNB-(DF).

RESUMO
A dependência química é considerada hoje como uma epidemia social, pois abrange toda gama da sociedade, desde a classe social mais alta a mais baixa. Não obstante a legislação brasileira proíba a venda e consumo de substâncias químicas como o álcool e tabaco por menores de 18 anos, infelizmente esta venda se torna freqüente, pois os adolescentes não têm problema algum para consegui-las. Diante do exposto a pesquisa teve como objetivo geral a obtenção de conhecimento a cerca da Dependência Química e respectivamente drogas licitas e ilícitas e especificamente realizar uma educação em saúde em sala de aula abordando a temática proposta; conhecer os sintomas, causas e tratamento da dependência e também aprimorar os conhecimentos a cerca dos diagnósticos e atuação do profissional de enfermagem nessa perspectiva. Diante disso, para concretização de tal, foi realizada uma pesquisa de natureza exploratória qualitativa, no qual tem como foco principal obtenção de conhecimento a cerca da dependência química. Este trabalho é baseado em pesquisa bibliográfica, pois foi produzido com base em material já elaborado.

PALAVRAS-CHAVE: Dependência química, conhecimento e assistência de enfermagem







1. INTRODUÇÃO

A OMS define a dependência química como uma condição psíquica e física que sempre abrangem uma compulsão de modo consecutivo ou periódico, podendo determinar várias doenças crônicas físico-psíquicas, com sérios distúrbios de comportamento (LEIVA et al., s/d).

A dependência química é considerada hoje como uma epidemia social, pois abrange toda gama da sociedade, desde a classe social mais alta a mais baixa. Não obstante a legislação brasileira proíba a venda e consumo de substâncias químicas como o álcool e tabaco por menores de 18 anos, infelizmente esta venda se torna freqüente, pois os adolescentes não têm problema algum para consegui-las.

Como é notório existem as drogas licitas e as ilícitas. As drogas licitas são aquelas quem tem sua venda e consumo liberados para maiores de 18 anos, e que seu uso, conseqüentemente não lhe trará nem um problema judicial, no que diz respeito ao uso, porém o seu abuso faz com que a pessoa se torne agressiva com outras pessoas, pode dirigir embriagado, e esses são motivos para gerar problemas judiciais. Como exemplo de drogas licitas temos: tabaco, álcool, cola, café dentre outras.

As drogas ilícitas são aquelas que têm sua venda e consumo proibidos para qualquer faixa etária, visto que seu uso lhe trará como conseqüência primordial os problemas judiciais. Estas drogas são: Maconha, cocaína, crack, ecstasy, heroína dentre muitas outras.
Os usuários tanto das drogas licitas quanto das ilícitas dizem que o faz, porque, elas lhe proporcionam um bem estar físico, mental, uma maior disposição para a sexualidade, uma felicidade imensa, porém, o seu uso exagerado, faz a pessoa desenvolver a dependência, isto é, para sentir esses prazeres necessita estar sob uso da substancia, e quando não a consome desenvolve a chamada abstinência, que é uma síndrome que se caracteriza por todos os efeitos controversos aos do uso, como por exemplo, apatia, medo, disfunção sexual.

Sendo assim, é necessário ressaltar a importância da enfermagem, pois ele necessita elaborar um plano de cuidados para este tipo de paciente, deve oferecer ao mesmo um ambiente tranqüilo e passar segurança, porque no momento que o dependente confia no profissional ele vai impetrar à ouvi-lo melhor e também falar abertamente sobre seus problemas e vai aceitar a sua ajuda.

Diante do exposto o trabalho tem como objetivo geral a obtenção de conhecimento a cerca da dependência química e respectivamente drogas licitas e ilícitas. E específicos: realizar uma educação em saúde na sala de aula abordando a temática proposta; conhecer os sintomas, causas e tratamento da dependência e também aprimorar os conhecimentos a cerca dos diagnósticos e atuação do profissional de enfermagem nessa perspectiva.

Desta forma a proposta de trabalho está sendo realizada sobre dependência química frente a sua importância social, cultural, econômica e profissional, visto que o enfermeiro será conivente com portadores de dependência e precisarão ter conhecimento para orientar quanto aos riscos, e com isso, haverá a probabilidade do mesmo a ajudar o dependente a se livrar do vício, além disso, a atuação do profissional de enfermagem se configura quase que exclusivamente na educação, ou seja, realização de palestras na comunidade em que trabalha que abordem o tema, falar das conseqüências, enfim, mais uma questão de profilaxia.

Diante disso, para concretização de tal, foi realizada uma pesquisa de natureza exploratória qualitativa, no qual tem como foco principal obtenção de conhecimento a cerca da dependência química. Segundo Nascimento (2005, p. 73) a pesquisa exploratória tem por objetivo permitir um aprofundamento maior sobre os temas ou questões com as quais o pesquisador não esteja ainda muito familiarizado ou que disponha de poucas informações. Este trabalho é baseado em pesquisa bibliográfica, pois foi produzido com base em material já elaborado.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1. DEPENDÊNCIA QUIMICA:

A Organização Mundial da Saúde ? OMS determina a dependência química como um estado psíquico e físico que sempre abrangem uma compulsão de modo consecutivo ou periódico, podendo determinar várias doenças crônicas físico-psíquicas, com sérios distúrbios de comportamento (LEIVA et al., s/d).
Pode também, ser conseqüência de fatores biológicos, genéticos, psicossociais, ambientais e culturais, considerada hoje como uma epidemia social, pois abrange toda gama da sociedade, desde a classe social mais alta a mais baixa (LEIVA et al., s/d).

Para Galduróz et al., apud, Ferigolo (2004) embora a legislação brasileira proíba a venda e distribuição de bebidas alcoólicas e tabaco a menores de 18 anos, a maior parte das crianças e adolescentes não tem problemas para conseguir essas substâncias. Maconha, cocaína e solventes são as drogas ilícitas mais usadas pelos jovens, ultrapassando os ansiolíticos, alucinógenos, anorexígenos e barbitúricos.

De acordo com Andrade et al., (2004), o uso anexado com vários tipos de substâncias é cada vez mais comum entre os dependentes químicos. Segundo pesquisas os resultados distinguem uma forte associação entre o uso de drogas lícitas com as ilícitas. Os usuários de álcool têm de 10 a 11 vezes mais risco de ser consumidor de solventes ou maconha do que os adolescentes que não usaram álcool. Além disso, os usuários de tabaco têm dez vezes mais risco de serem consumista de maconha, e tanto o uso de álcool como o de tabaco aumentaram o risco de consumir cocaína em oito vezes. Devido a essas fortes associações, pode-se concluir que os adolescentes em risco social, aumentam-se evidências da associação do uso de drogas lícitas e de cocaína.

Pechansky et al., apud Ferigolo (2004) afirma que quanto mais cedo o indivíduo começar o uso de álcool ou tabaco, maior será a probabilidade para o desenvolvimento de abuso ou dependência das mesmas substâncias e uso concomitante de drogas ilícitas. De acordo com a teoria de progressão do uso de drogas, os adolescentes envolvem-se inicialmente com o álcool, passam para a maconha e, em uma terceira fase, para drogas mais pesadas, como a cocaína (PECHANSKY, et al., apud. FERIGOLO, 2004). Ainda há ampla discussão a respeito de se cada uma das drogas usadas serve como fator de risco para o consume de múltiplas drogas ou de drogas mais pesadas, ou se o uso das várias drogas é pertinente com os fatores individuais, biológicos, sociais ou culturais dos indivíduos.

Segundo Beck et al., apud Araujo (2008) para a Organização Mundial de Saúde (OMS) fissura é uma vontade de repetir a experiência dos resultados de uma dada substância. Esta vontade pode acontecer tanto na fase de consumo quanto no começo da abstinência, ou após um longo tempo sem fazer uso da droga costumando vir seguido de alterações no humor, no comportamento e no pensamento. A fissura pode ser classificada em quatro tipos: como resposta à síndrome de abstinência; como resposta à ausência de prazer; como resposta dependente de estímulos relacionados às substâncias psicoativas; e como tentativa de intensificar o prazer de determinadas atividades (BECK, et al., apud ARAUJO , 2008).

2.1.1. Drogas lícitas e ilícitas

Drogas lícitas são aquelas consentidas por lei, as quais são compradas praticamente de maneira livre, e seu comércio é legal. Entre elas estão os medicamentos em geral os quais só são permitidos sob prescrição médica, o cigarro, além dos alimentos: energéticos, café, refrigerantes, chocolates, muitos outros que contêm substâncias que podem ser consideradas drogas, pois levam de alguma maneira as sensações de quem as ingere (ARAÚJO, 2008).

O álcool que é uma bebida psicotrópica. Além de causar dependência, altera o comportamento. Iniciando com uma alteração no humor acompanhada de uma euforia, vindo a sonolência, onde o indivíduo não possui mais sua coordenação motora e apresenta comportamento depressivo. Acontecendo devido ao fato de o álcool agir diretamente no sistema nervoso central (ARAÚJO, 2008).

Conforme Araújo (2008), alguns medicamentos são empregados de maneira abusiva, causando problemas de saúde e até mesmo dependência. Exemplos: anabolizantes, medicamentos com alta dose de hormônios concentrados pode causar alterações no metabolismo do corpo e até impotência sexual; descongestionantes nasais: remédios utilizados para desobstruir o nariz, podem causar dependência e crises de abstinência benzodiazepínicos: tranqüilizantes, utilizados para induzir ao sono ou para reduzir a ansiedade, nervosismo e xaropes: utilizados para controlar a tosse ou dificuldade de respiração, podem conter substâncias semelhantes às do ópio, causando dependência; anorexígenos: medicamentos utilizados para reduzir o apetite, controlando, assim, o peso. Como os medicamentos causam reações químicas, pode observar uma variação das mesmas devido às substâncias que o medicamento pode encontrar no corpo.

Ao ingerir determinada substância o metabolismo interrompe a produção da mesma, já que a quantidade existente no corpo é suficiente, caso a substância continue sendo ingerida, o corpo para de produzi-la, caso ela deixe de ser introduzido, o corpo não voltará imediatamente a produzi-la. É nesse intervalo de tempo que acontecem as crises de abstinência, tão comuns para quem está deixando de consumir determinada droga (ARAÚJO, 2008).

Drogas ilícitas são as cuja comercialização é proibida pela justiça, estas também são conhecidas como "drogas pesadas" e causam forte dependência, entre as principais estão a maconha, uma das drogas mais usadas no Brasil, por ser barata e de fácil acesso nos grandes centros urbanos tendo como efeitos: euforia, sonolência, sentimento de felicidade, risos espontâneos, perda de noção do tempo e espaço (ARAÚJO, 2008).

Araújo (2008), afirma que a cocaína, produzida a partir de folhas de coca, e geralmente é um pó branco, mas com outras formas de produção pode-se chegar à uma pedra (crack), apresentando como efeitos: sensação de estar mais forte, inteligente, energético, ativo, falta de apetite, ansiedade, sensação de estar sendo perseguido (alucinação), observado, agressivo, aceleração dos batimentos cardíacos, pupilas dilatadas e se utilizadas em altas doses, poderá causar convulsões, dor de cefaléia, tonturas, perda de interesse sexual.

Existem ainda outras substâncias que causam dependência, mas que são vendidas livremente para outros fins como a cola de sapateiro e o hypnol. Drogas estimulantes, como: crack, ecstasy, cocaína, maconha, LSD, causam o aumento da adrenalina, uma sensação de alerta, o aumento dos batimentos cardíacos podendo levar até ao ataque cardíaco. Há ainda o grupo dos opiáceos, onde se encontra a heroína, a qual afeta a maioria das funções do corpo humano (ARAÚJO, 2008).

2.2. SINTOMAS

Segundo Lima (s/d), os principais sinais e sintomas da dependência química são:
_ Tolerância: necessidade que o indivíduo experimenta de aumentar cada vez mais a quantidade de drogas para obter o mesmo efeito;
_ Crises de abstinência: ocorre quando o uso é suspenso, ocorrendo então sintomas como: tremor, ansiedade, irritabilidade e insônia;
_ Desejo persistente ou tentativa fracassada de diminuir o uso;
_ O dependente passa a perder boa parte do seu tempo na busca e no consumo das substâncias;
_ Preferência das drogas às atividades que antes praticava;
_ Apesar dos malefícios físicos e psicológicos decorrentes do uso das drogas , o indivíduo persiste no uso;
_ Auto destrutividade;
_ Necessidade de prazer imediato, vida sem objetivos;
_ Tendência à comportamentos agressivos e envolvimento com situações de risco;
_ Negação da patologia;
_ Em alguns casos quebra de vínculos afetivos e relacionamentos interpessoais.

2.3. CAUSAS

Durante muito tempo, na maioria das sociedades, o uso de drogas serviu para assinalar funções explícitas, consensuais e conhecidas pela comunidade. Com isto Gilda; Carla e Fernando (2002) relatam que, ao vermos a historia da civilização, encontramos a presença de drogas desde os primórdios da humanidade, inseridas nos mais diversos contextos: social, econômico, medicinal, religioso, climatológico e mesmo militar. O consumo de drogas é, portanto, um fenômeno especificamente humano e cultural. Não há sociedade que não tenha as suas drogas, periódico a seu uso para finalidades diferentes, em conformidade com o campo de atividades no qual se insere.

Dando uma continuidade para Gilda; Carla e Fernando (2002) a causa do consumo de drogas é um problema relacionado não somente com a natureza da substância ou com uma conduta individual, mas, também, como uma questão social e, ainda mais, que tem lugar em um momento e em um contexto histórico determinado.

Para Beflari (s/d), as causas da dependência de drogas são multifatoriais como; Modificações dos valores da sua vida através do avanço da doença; Crise de identidade, não tem os seus valores de vida, na falta procura retorná-los encontra dificuldades, não consegue e volta a usar droga; O sistema de recompensa; Neuroadaptações; Fatores genéticos; Traumas e estresse no ambiente familiar e social durante a infância. OBS.: Valores é organização, confiança, pontualidade, diálogo, solidariedade, humildade, dignidade responsabilidade, dedicação, respeito, discernimento, disciplina [responsabilidade das minhas coisas, cumprir tarefas é começar e terminar, assumir compromisso por menor que seja] sinceridade/honestidade [se não estou sendo sincero/honesto comigo não vou ser com o outro] dificuldade é de não saber lidar com a complexidade da vida, ou seja, de lidar com os pontos.
2.4. TRATAMENTO

Não existe um tratamento universal, que sirva para todas as dependências nem para todos os indivíduos. Os indivíduos podem desenvolver dependências por vários motivos, então não há como estabelecer um protocolo de tratamento universal, o tratamento da Dependência Química é um processo que conta com várias ações: psicoterapia, medicamento, internação etc. O terapeuta deve avaliar cuidadosamente cada caso, discutir com o jovem e com a família o plano de tratamento mais adequado, alguns precisarão tomar medicamentos, outros não. A grande maioria não precisa ser internada, mas alguns precisam. Outros terão como indicação uma psicoterapia, ou terapia familiar, assim por diante. Só a terapeuta pode discutir com o cliente qual é a melhor opção para o mesmo (SANTANA, s/d).

Modalidade Ambulatorial: na maioria das vezes deve-se começar um tratamento pelo ambulatório. O tratamento ambulatorial é o tipo mais acessível de tratamento, não só pelo seu menor custo, como pelas "vantagens" que ele apresenta (SANTANA, s/d). Dando continuidade à fala de Santana, (s/d) afirma ele quem ao contrário do que se imagina, o tratamento ambulatorial, é mais efetivo do que a internação, pois procura tratar a pessoa sem tirá-la do ambiente no qual ela vive e nem afastá-la das tarefas do dia-a-dia. Também é possível desenvolver com o paciente um tipo de atendimento mais longo que inclua reinserção social, prevenção de recaída.

Quando o paciente é encaminhado para um serviço ambulatorial, a família deve estar envolvida no tratamento sendo que o paciente deve ter consciência da sua responsabilidade no processo (SANTANA, s/d).

Internação: A internação é feita quando o profissional, que orienta o atendimento, percebe que a pessoa corre risco de vida, ou esta colocando em risco a vida de terceiros ou quando a própria pessoa prefere ser internada para se submeter ao tratamento, quando as tentativas ambulatoriais falharam, quando não tem uma rede de apoio familiar e social que o ajudará a ficar sem droga (SANTANA, s/d). Preferencialmente a internação deve se restringir ao período de crise e ser o mais breve possível. Há os recursos das semi-internações que são o Hospital Dia e o Hospital Noite. No primeiro, o paciente passa o dia no hospital e dorme. No segundo, dorme no hospital e passa o dia fora (SANTANA, s/d).
Internação Domiciliar: este é um recurso utilizado pelos terapeutas para evitar a internaçao hospitalar. O jovem deve ter um bom suporte social e familiar e concordar com a internação. Não deve ter contato com usuários de drogas (SANTANA, s/d).

Psicológico: O tratamento psicológico pode auxiliar e/ou complementar o tratamento psiquiátrico/medicamentoso e/ou funcionar como suporte motivacional e auxiliar na manutenção da abstinência. Existem diversos tipos de tratamentos psicológicos, em grupo ou individuais, que atendem às diferentes necessidades/características das pessoas (SANTANA, s/d).

Medicamentoso: Existem poucos medicamentos que ajudam na Dependência propriamente dita - apenas para o Álcool e Tabaco. Geralmente o médico vai utilizar-se de medicamento se houver alguma doença associada, por exemplo, Déficit de Atenção e Hiperatividade, Depressão, Ansiedade dentre outras (SANTANA, s/d).

De acordo com Santana (s/d), os medicamentos podem ser usados para ajudar a restabelecer a função normal do cérebro e de prevenção de recaídas e diminuir ânsias. Atualmente, temos medicamentos para os opiáceos (heroína, morfina), a nicotina (tabaco), o vício do álcool e outros que estão a desenvolver para o tratamento de estimulantes (cocaína, metanfetamina) e cannabis (maconha) vício. A maioria das pessoas com problemas de dependência grave, no entanto, são policonsumidores (usuários de mais de uma droga) e que necessitam de tratamento para todas as substâncias que abusem.

Dependencias e seus respectivos tratamentos segundo Santana (s/d): Opióides: metadona, buprenorfina e, para alguns indivíduos, a naltrexona são medicamentos eficazes para o tratamento da dependência de opiáceos. Agem sobre os mesmos alvos no cérebro como a heroína e morfina, metadona e buprenorfina suprimi os sintomas de abstinência e alivia ânsias. Naltrexona funciona bloqueando os efeitos da heroína ou outros opiáceos nos locais de seu receptor e só deve ser utilizado em pacientes que já foram descontaminados. Devido a questões de conformidade, a naltrexona não é tão amplamente utilizado como outros medicamentos. Todos os medicamentos ajudar os pacientes a se dissociar de drogas que procuram e afins comportamento criminoso e se tornar mais receptiva aos tratamentos comportamentais.
Tabaco: Uma variedade de formulações de terapias de substituição da nicotina existe agora, incluindo o adesivo, spray, gomas, pastilhas, e que estão disponíveis ao balcão. Além disso, existem dois medicamentos de prescrição para o vício do tabaco: bupropiona e vareniclina. Eles têm diferentes mecanismos de ação no cérebro, mas os dois ajudam a prevenir recaída em pessoas que tentam parar de fumar. Cada uma das medicações acima é recomendada para uso em combinação com tratamentos comportamentais, incluindo terapias de grupo e individual.

Álcool: Existem três tipos de medicamentos para o tratamento da dependência de álcool: a naltrexona, acamprosato e, dissulfiram. Naltrexona bloqueia os receptores de opióides que estão envolvidos nos efeitos gratificantes de beber e no desejo por álcool. Ela reduz a recidiva beber pesado e é altamente eficaz em alguns mas não todos os pacientes, esta é provavelmente relacionados a diferenças genéticas. O acamprosato é pensado para reduzir os sintomas de abstinência prolongada, como insônia, ansiedade, agitação, disforia (um estado emocional desagradável ou incômodo, como depressão, ansiedade ou irritabilidade). Pode ser mais eficaz nos pacientes com dependência grave. Dissulfiram interfere com a degradação do álcool, resultando no acúmulo de acetaldeído, que, por sua vez, produz uma reação muito desagradável, que inclui rubor, náuseas e palpitações.

Os grupos de auto-ajuda são grupos organizados por ex-dependentes e têm como base a troca de experiências, o aconselhamento e a religião. Existem diferentes tipos de grupos de acordo com a dependência. Os A.A (Alcoólicos Anônimos) destinam-se a alcóolicos, os N.A. (Narcóticos Anônimos) são para dependentes químicos (SANTANA, s/d).
A crença religiosa é muito importante no tratamento de dependências. Ela deve ser respeitada e valorizada pelos pais, e por profissionais mesmo que esteja em desacordo com as suas próprias crenças, pois funcionam como base de orientação para a abstinência e para o tratamento (SANTANA, s/d).

A investigação científica, desde meados da década de 1970 mostra que o tratamento pode ajudar os pacientes dependentes de drogas pararem de usar, evitar a recaída, e com sucesso recuperar suas vidas. Desde então, emergiram princípios fundamentais que devem formar a base de qualquer programa para um tratamento eficaz, isso segundo (Santana, s/d).

Ø O vício é uma doença complexa, mas tratável, que afeta o funcionamento do cérebro e comportamento.
ü Não existe um tratamento único é adequado para todos.
ü O tratamento deve ser prontamente disponível.
ü O tratamento eficaz atende a múltiplas necessidades do indivíduo, e não apenas o seu abuso de drogas ou ela.
ü Permanecer em tratamento por um período de tempo adequado é fundamental.
ü Aconselhamentos-individuais e / ou em grupo e outras terapias comportamentais são as formas mais utilizadas de tratamento da toxicodependência.
ü Medicamentos são um elemento importante do tratamento para muitos pacientes, especialmente quando combinada com aconselhamento e outras terapias comportamentais.
ü Tratamento de um indivíduo e um plano de serviços deve ser continuamente avaliados e modificados conforme necessário para garantir que ele atenda suas necessidades em mudança.
ü Muitos viciados em drogas indivíduos também têm outros transtornos mentais.
ü Desintoxicação medicamente assistida é apenas a primeira etapa do tratamento da dependência e por si só, faz pouco para mudar a longo prazo do abuso de drogas.
ü O tratamento não necessita de ser voluntário para ser eficaz.
ü O uso de drogas durante o tratamento deve ser monitorizado continuamente, como lapsos que ocorrem durante o tratamento.
ü Programas de tratamento devem avaliar os pacientes quanto à presença de HIV / AIDS, hepatite B e C, tuberculose e outras doenças infecciosas, bem como fornecer alvo de redução de risco de aconselhamento para ajudar os pacientes a modificar ou alterar os comportamentos que os colocam em risco de contrair ou disseminar doenças infecciosas.

2.5. DIAGNÓSTICOS E ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE EMFERMAGEM

2.5.1. Diagnósticos de enfermagem mais freqüente segundo a NANDA (2008):

ü Desesperança relacionada a estresse prolongado, evidenciado por indicação verbal;
ü Isolamento social relacionado a alterações no estado mental, evidenciado por sentimento de rejeição;
ü Turgor diminuído;
ü Higiene oral inadequada;
ü Intolerância a atividade física relacionado à fraqueza generalizada, evidenciado por relato verbal de fadiga e fraqueza;
ü Dentição alterada relacionado à higiene oral ineficaz, evidenciado por halitose;
ü Relacionamentos familiares alterados;
ü Integridade da pele prejudicada relacionado à alteração metabólica, evidenciado por destruição de camadas da pele;
ü Padrão nutricional menor do que as necessidades ;
ü Privação do sono relacionado a desconforto psicológico prolongado, evidenciado por transtornos perceptivos (sensação corporal perturbada);
ü Ansiedade relacionada a abuso de substâncias, evidenciado por inquietação;
ü Interação social prejudicada relacionado a processos de pensamento alterados, evidenciado por relato familiar de mudança de estilo ou padrão de interação;
ü Eliminação urinaria alterada;
ü Dores corporais;
ü Processos familiares disfuncionais: alcoolismo relacionado a abuso de álcool, evidenciado por deterioração nos relacionamentos familiares /dinâmicas familiares perturbadas;

2.5.2. Assistência de enfermagem ao dependente químico

Não existe apenas um modelo a seguir para o planejamento de cuidados de enfermagem na área da dependência química. Essa prática muitas vezes tem emergido, alternada e direcionada, de acordo com as necessidades de respostas aos problemas de saúde das populações, pois esta diretamente ligada ao sistema de saúde e centrada nos cuidados gerais de saúde (ARATANGY, 1991).

A assistência ao usuário é uma prática complexa e freqüentemente, o profissional pode avaliar seu cliente sob o olhar de mais de um modelo ao mesmo tempo; o moral quando ele não ouve seus conselhos, o médico, quando executa procedimentos terapêuticos; o social, quando não identifica a retaguarda necessária para a reintegração social (MILBY, 2000).

Araganty (1991) aponta que há necessidade de se promover a aliança terapêutica através de um ambiente acolhedor da empatia (fundamental para a motivação), conduzindo ao relacionamento interpessoal. Garantindo ao individuo assistência integral e continua e contribuindo para a competência coletiva do trabalho da equipe. É particularmente importante boa comunicação e o trabalho cooperativo.

Para Milby (2000), coloca que o paciente deve ser atendido e abordado sob a ótica da totalidade numa perspectiva holística (a chave da intervenção terapêutica) que tem como foco principal o ser humano na compreensão e tratamento do problema ou desconforto. Nessa visão, o uso de substância química é visto como agente gerador de malefícios, que precisa ser tratado de alguma maneira, mas, inegavelmente, o indivíduo deve receber os aportes necessários para alcançar o seu equilíbrio. Nesse sentido o enfermeiro pode auxiliar nessa instrumentalização incentivando e apoiando os usuários a assumirem a responsabilidade pela melhora na qualidade de sua vida em todos os níveis.

Charbonneau (2001), considera que uma das estratégias que pode ser utilizada pelo enfermeiro no processo de tratamento é o aconselhamento, buscando fornecer ao pacientes conselhos diretos que promovam reflexões e mudanças de comportamento de maneiras enfáticas.

Algumas vezes resumem-se a orientações específicas e, em outras, são necessárias indicações como a redução do consumo e a substituição de uma substância por outra de menor nocividade, e até sugestões mais drásticas como a indicação de abstinência total (CHARBONNEAU, 2001).

Colabora Charbonneau (2001), colocando que a grande ajuda que a enfermagem pode prestar tanto aos alcoolistas como os outros dependentes químicos em geral, deve ser baseado no apoio desmedido, apoio ao quais estas pessoas são muito carentes e que eles tanto necessitam. Este apoio pode ser prestado através de orientações e até mesmo palavras onde sejam levantadas, como um dos possíveis enfoques, as necessidades básicas. A única forma de ajudar alguém a perseverar nesta luta é estendendo-lhe a mão e oferecendo-lhe palavras amigas (CHARBONNEAU, 2001).

3. CONCLUSÃO

Na presente pesquisa buscaram-se conhecer a dependência química, as drogas licitas e ilicitas, os sintomas e as causas da dependência, tratamento, diagnóstico e atuação do profissional de enfermagem ante essa temática.

Após os estudos podemos perceber que a dependência química traz inúmeros problemas ao homem como, por exemplo: problemas judiciais, de saúde (delírios persecutórios, agressão, aceleração dos batimentos cardíacos, pupilas dilatadas) e se o consumo das substancias forem em altas doses, poderá causar convulsões, cefaléia, tonturas, perda de interesse por sexo etc. Percebe-se ainda que a dependência traz problemas a nível familiar, social, financeiro e conjugal.

Hoje, o uso das drogas está cada vez mais comum, onde os consumidores não se importam com as conseqüências, além disso, os fornecedores não se preocupam em separar para quem deve ou não vender as substâncias, lembrando que as licitas tem seu consumo liberado para maiores de 18 anos, conseqüentemente não deve ser comercializada para pessoas menores dessa faixa etária, e as drogas ilícitas não devem, em nenhuma ocasião, serem comercializadas, mas, infelizmente o que se percebe são sua venda e consumo liberados, onde todos independente de idade têm acesso.

Dentre as causas mais comuns para dependência química destacam-se: O sistema de recompensa, onde as substâncias lhe trarão uma sensação de bem estar; Fatores genéticos; Traumas e estresse no ambiente familiar e social durante a infância.
Sendo assim, não existe um tratamento universal, que sirva para todas as dependências nem para todos os indivíduos. Os sujeitos podem desenvolver dependências por vários motivos, como foi falado anteriormente, então não há como estabelecer um protocolo de tratamento universal. No entanto, o tratamento da Dependência Química é um processo que conta com várias ações: psicoterapia, medicamento, internações e isto servem para amenizar os efeitos e também, quem sabe, fazer com que a pessoa livre do vício.

Levando em consideração os efeitos destruidores do problema abordado, a profilaxia ainda continua sendo o melhor meio para contornar o surgimento de tal problema sendo importante a construção de políticas de saúde publica que visem a essa prevenção para que ocorra certo controle da "doença".
Apesar disso é indispensável que haja uma atuação ativa do profissional enfermeiro, porque ele, através dos seus estudos, conhece todo o macete do problema e com isso pode elaborar planos de ações e cuidados, como também o desenvolvimento de palestras para educar a sociedade na intenção de melhorar a qualidade de vida das pessoas, palestras ministradas nas escolas no intuito de conscientizar, principalmente os jovens, a respeito do uso de drogas, e esclarecer quanto à importância da presença e apoio da família para ajudar o dependente se livrar do problema.

Esse conjunto de ações profiláticas é simples e basta apenas conscientização por parte das pessoas para que se alcance sucesso no que diz respeito ao uso consciente e moderado de substâncias licitas e cessação, por completo, do uso das substâncias ilícitas.

Os Conhecimentos adquiridos no trabalho serviram para aprimorar a noção que tínhamos a respeito do tema e para compreendermos a importância do enfermeiro diante do problema, além de frisar a importância da prevenção.



















REFERENCIAS

ARATANGY, L. R. Doces Venenos: Conversas e desconversas sobre drogas. Editora: Olhos d água. São Paulo 1991.

ARAÚJO, A. P. Disponível em: http://www.infoescola.com/drogas/drogas-licitas-e-ilicitas/ 2008. acessado em 29 de abril de 2010.

BEFLARI, A. L. Grupo Reviver: C. E. A caminho da Luz. http://www.sobresites.com/dependencia/pdf/dependencia%20quimica.doc- acesso em 16.03.10 as 08h30minh. falta ano

CHARBONNEAU, P. E. Drogas-Prevenção, Escola. [s.n.t], 2001.

FERIGOLO, M. falta referencia 2004 falta referencia

GILDA, P.; CARLA, B.; FERNANDO, A. S. Álcool, outras Drogas & Informação: O que cada profissional precisa saber ? Casa do Psicólogo. São Paulo: 2002.

LEIVA, R. J. Dependência Química. Disponível em: http://www.ct-ipe.com.br/drogas.asp. Acessado em 25 de abril de 2010. falta ano

LIMA, L. A. Dependência química- A Escravidão dos Desejos: entenda como a família pode ajudar. Disponível em: http//www.bancodesaude.com.br/ /dependencia-quimica-escravidao-dos-desejos-entenda-como-familia-pode-ajudar, acesso em 21.04.2010as:23h26min. falta ano

MILBY, J. B. A . Depêndencia de drogas e seu tratamento.: Ed. da USP. São Paulo: 2000.

NASCIMENTO. D. M. Metodologia do trabalho científico: Teoria e Prática, 1° Ed. Rio de janeiro: Forense, 2005
NANDA: Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: Definições e Classificação. Editora: Artmed. Porto Alegre. 2008.

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