A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO DE VALORES PARA A FORMAÇÃO MORAL DO INDIVÍDUO

LENIEL AUGUSTO DA SILVA

CURSO DE DOUTORADO EM PSICOLOGIA
UNIVERSIDAD DE CIÊNCIAS EMPRESARIALES Y SOCIALES

1. Tema - A importância da educação de valores para formação moral do indivíduo

1.1 Introdução

A importância da educação de valores para formação moral do indivíduo. O tema precisa ser discutido no sentido de que se fomentem debates a esse respeito e se encontre caminhos pelos quais se consiga atrair as crianças e os adolescentes, em fim, o alunado, e ver resgatados seus valores em alguns casos, e em outros ensinando novos valores.
Diante da sociedade atual, faz-se necessário uma metodologia de ensino que haja de maneira preventiva, na educação de valores éticos e morais, na formação consciente do indivíduo que reflete ética e moralmente diante de situações conflitantes, que exijam dele uma gama de princípios e valores que norteiem suas decisões.

Mulher estudando.

É sabido que todo indivíduo, todo aluno, recebe inicialmente uma educação informal, e muitas vezes, esta é completada e continuada pela escola que assume o papel da educação formal, com conceitos e saberes técnicos, científicos, históricos, matemáticos. Diante desta informação faz-se de total importância perceber-se a necessidade desta educação em ter a preocupação de inserir no seu currículo a educação de valores éticos e morais, de maneira interdisciplinar. Sempre suscitando discussões e reflexões, que de maneira livre e aberta levará o aluno a refletir o seu papel na sociedade e as contribuições que lhe serão exigidas como futuro executor ativo de sua cidadania.
Sabe-se de problemas e circunstâncias vividos pela sociedade, todos os dias nos telejornais, jornais, revistas e demais meios de comunicação, problemas muitas vezes gerados pela falta de educação preventiva que desperte o cidadão, no caso mais especificamente a criança e o adolescente para o que realmente importa.

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Ao longo do século XX iniciamos a busca plena da felicidade e associamos a ela o prazer e a liberdade. O que esquecemos foi de nos alertarmos para alguns pontos como: a responsabilidade, o desprendimento em alguns setores para assumirmos nossa liberdade e o prazer individual. Pesquisas revelam que as maiorias dos adolescentes hoje não aceitam seus corpos, sua situação financeira e não possuem saúde emocional, são frágeis emocionalmente. Valores algumas vezes deturpados por brinquedos, filmes e modismos aos quais eles têm acesso sem um cuidado e uma atenção mais especial dos seus pais e educadores.
É necessário que tenhamos a preocupação de transmitir valores tanto na educação formal quanto de maneira informal às crianças e aos adolescentes para que eles cresçam e se desenvolvam seguros emocional e socialmente. Tomem decisões, busquem sua felicidade e a felicidade coletiva, tenham saúde mental e exerçam mais a frente, o papel de educadores das futuras gerações transmitindo os valores que lhes forem ensinados de maneira que respeitem a subjetividade do indivíduo e mantenham o ritmo de crescimento saudável à sociedade e verdadeiramente sejam pessoas livres e felizes.
Para tanto, conta-se com a ação educativa formal da escola, uma preocupação de todos para uma reorganização da sociedade, resgate dos valores nas famílias e o restabelecimento dos papéis educacionais, citados acima mediante os seus segmentos, para que assumam sua responsabilidade e contribuam para a formação de crianças, adolescentes, jovens e futuros adultos. É responsabilidade da escola, da família e da sociedade como um todo. Cabe a cada um exercer o seu papel com responsabilidade, conscientes de sua importância.

1.2 VALORES ÉTICOS E MORAIS: definições

Grande parte da sociedade jamais se preocupou em conceituar e definir valores, eles foram sendo passados de geração a geração pelas famílias, deixando a cargo dos estudiosos das ciências educacionais e filosóficas a preocupação de um entendimento mais científico e uma problematização melhor elaborada no que se refere à definição dos conceitos de valor, ética e moral.
Cada família educa seus filhos de acordo com os valores que recebe e aperfeiçoa ao longo dos anos. Pois como já sabemos a sociedade e/ou grupos sociais educam seus filhos, sejam eles crianças, jovens ou adolescentes, para que seus costumes e sua cultura sejam eternizados e passados para as futuras gerações.
Dentro da educação informal é até aceitável, o desconhecimento dos reais conceitos científicos e filosóficos de valor, moral e ética, por que mesmo sem o conhecimento e as definições filosóficas e educacionais destes princípios, quase todas as famílias conseguem educar seus filhos e lhes transmitirem, o que julgam necessário para o desenvolvimento sócio-emocional dos mesmos.
Em contrapartida faz-se necessário que por parte dos educadores, e das instituições escolares, aos quais competem à educação formal, estejam bem definidos os conceitos e definições do que realmente são os valores, o que se entende por moral e por ética assuntos já bastante falados, discutidos e pensados por educadores, psicólogos e filósofos no sentido de se buscar definições mais concretas que facilitassem o debate e o ensino destes conceitos, com novas propostas e novas formas de se educar valores, a fim de construir uma sociedade mais justa e mais harmoniosa.
Segundo Facundes (2001) a crise social em que a sociedade se encontra está diretamente ligada aos valores que estão sendo perdidos e esquecidos por aqueles a quem cabe a responsabilidade de transmiti-los e o desconhecimento daqueles que deveriam estar aprendendo seja por ensino direto ou por observação do comportamento do outro. Platão já dizia: - leva-se 50 anos para se formar um homem.
Outro fator importante a ser discutido e repensado neste processo de educação de valores, é que, para que uma pessoa possa exercer de fato aquilo que ela aprendeu é necessário possuir a autonomia para desenvolver e colocar a prova o que lhe foi ensinado. Para Lima (2005, p. 42,), uma criança que obedece aos adultos apenas quando eles a estão vendo, são heterônomos, ou seja, são aqueles que apenas obedecem às regras dos outros sem pensar no porque da regra, em por que ela é importante para o seu bem estar e do outro. Esse tipo de reprodução de valores não nos interessa, pois o indivíduo crescerá com falhas de conduta moral e só obedecerá quando estiver sendo observado e/ou vigiado.
Na verdade espera-se que as crianças, jovens e adolescentes tenham consciência da importância dos valores que lhes são ensinados. Lembrando que todos estes, serão futuros adultos ativos na sociedade e no exercício de sua cidadania, e é por isso que o importante são eles serem autônomos, diante das regras, o que não quer dizer que eles não devam obedecê-las ou que os pais, a escola e a sociedade não devam ensiná-los. A grande questão da autonomia, no exercício dessas regras, é que elas tenham sentido e razão para existir e serem obedecidas, assim sendo, assumam um caráter legítimo na consciência dos educandos para que eles possam definir quando adultos de maneira segura como irão gerenciar suas vidas, tendo a certeza de que, qualquer que sejam suas escolhas eles assumirão as conseqüências.
Para Piaget (1994) o desenvolvimento moral da criança se dá de forma conjunta ao desenvolvimento lógico dela e o seu processo de adaptação ao meio e as regras. A sua construção cognitiva associada a sua acomodação com o meio.
Diante da necessidade de desenvolvimento da autonomia e compreensão do que seja valor, e dos níveis que ele abrange no comportamento humano, o presente capítulo se propõe a elencar conceitos e definições de valor, ética e moral, afim de que se possam utilizar as apreciações encontradas em benefício da educação, buscando mecanismos para o resgate desses valores, tão importantes e tão raros hoje em dia. 

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Sobre este autor(a)
Gradua em Psicologia pela ULBRA - TO; Especialista em Docencia do Ensino Superior pelo Instituto Exodo de Pós Graduação e doutorando em Psicologia pela UCESS - Universidade de Ciencias Empresariales y Sociales de Buenos Aires - AR.
Membro desde março de 2011