Dificuldades de Aprendizagem no Processo de Ensino Aprendizagem da Matemática
 
Dificuldades de Aprendizagem no Processo de Ensino Aprendizagem da Matemática
 


CRUZEIRO DO SUL

ELANE SILVA[1]

JACQUELINE OLIVEIRA

MIRACELIA MARTINS

  1. Justificativa

No cotidiano das salas de aula é possível perceber nos alunos certa dificuldade na aprendizagem, quando este, está relacionado com conceitos matemáticos.

Perante tal situação este projeto surge na tentativa de sanar as dúvidas que cercam tal problemática, no contexto da reflexão sobre o processo de ensino aprendizagem, atento tanto as características do aluno quanto as características do professor, já que ambos são "peças-chave" para compreender o contexto da aprendizagem escolar.

Segundo Fonseca (1995, 70):

Dificuldades de aprendizagem (DA) é um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens, manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e utilização da compreensão auditiva, da fala, da leitura, da escrita e do raciocínio matemático.

Mas a aprendizagem não se restringe apenas as dependências escolares, os fatores exógenos são de fundamental importância neste contexto educacional, pois diz respeito à natureza, à direção e ao ritmo do desenvolvimento. É neste sentido que a família é determinante no processo de ensino-aprendizagem, já que é a primeira fonte de relações sociais do individuo e neste seio é possível se estabelecer condições para que haja possíveis dificuldades de aprendizagem.

A família e a escola têm papeis formadores, mas cada um com suas responsabilidades e com papeis bem definidos. Ambos ensinam e educam. Não é mais cabível e nem aceitável no mundo de hoje, que se tomem atitudes condenáveis em relação aos alunos com dificuldades de aprendizagem, tanto na escola quanto que em casa. A este respeito Néreci (1972, 12) afirma:

A educação orientar a formação do homem para ele poder ser o que é, da melhor forma possível, sem mistificações, sem deformações, em sentido de aceitação social. Assim, a ação educativa deve incidir sobre a realidade pessoal do educando, tendo em vista, explicitar suas possibilidades, em função das autênticas necessidades das pessoas e da sociedade [...] A influencia da família, no entanto, é básica e fundamental no processo educativo do imaturo e nenhuma outra instituição está em condições de substituí-la. [...] a educação para ser autêntica, tem de descer a individualização, à apreensão da essência de cada educando, em buscas das suas fraquezas e temores, das suas fortalezas e aspirações [...] O processo educativo deve conduzir a responsabilidade, liberdade, critica e participação.

Portanto, em um primeiro momento este projeto visa detectar quais são estas dificuldades presentes nos alunos.

O processo de ensino aprendizagem não pode ser tratado como algo isolado e único o espaço da sala de aula. Faz-se necessário que o trabalho educacional transcenda os muros da escola como praticas educativas que enlace o contexto social do aprendiz, proporcionando-lhe condições que possibilite o desenvolvimento da capacidade de "criar um conjunto, tendo em vista o conjunto social que está inserido, assim como diz Libaneo (2006 17):

Através da ação educativa o meio social exerce influências sobre os indivíduos e estes, ao assimilarem e recriarem essas influências, tornam-se capazes de estabelecer uma relação ativa e transformadora em relação ao meio social.

Para Fonseca (1995) é comum o hábito de dizer que mandamos as crianças para a escola para aprenderem, o que faz com que tenha uma ruptura na curiosidade da criança que a faz criar. Mas a este respeito que se faz um questionamento em torno da família: "Qual a importância da família no contexto da aprendizagem?

Sabe-se que qualquer aprendizado requer uma boa comunicação entre os participantes deste processo. O bom gerenciamento das formas de comunicar-se é uma ação muito complexa e Moram (200, p. 38) explica o por quê:

O campo onde se decide realmente a comunicação é o pessoal, o intrapessoal, que interfere profundamente nas outras formas de comunicação [...]. A comunicação mais difícil é a intrapessoal: conseguir expressar as múltiplas vozes que se manifestam em nós, coordená-las, integrá-las e orientá-las para uma vivência cada vez mais enriquecedora.

E é neste sentido que este projeto surge também para enfocar a árdua missão de coordenar as "vozes internas" que canalizam a comunicação para o aprendizado como uma prática docente e desta maneira, propiciar um desenvolvimento crescente do alunado, tendo em vista que quanto mais pessoas conseguirem mudar, evoluir, tornar-se mais críticas e flexíveis frente as mudanças, mais facilmente a sociedade evoluirá, pois é em cada um dos indivíduos que se definem as mudanças mais radicais que afetarão toda a sociedade.

E estes são os "mistérios" que este estudo visa desvendar: identificar dificuldades de aprendizagem no ensino da matemática, verificar as práticas docentes, bem como atenuar a relação da família neste contexto educacional.

Para tanto, este projeto de pesquisa conta com a fundamentação teórica de alguns autores como Libaneo (2006) que trata sobre a didática escolar; Fonseca (1995) que trabalha em torno das dificuldades de Aprendizagem, além Marques () que norteia a questão da aula como processo.

  1. Situação Problema:

èQuais as dificuldades enfrentadas pelos alunos do 5º ano das séries iniciais da Escola Estadual do Ensino Fundamental Cruzeiro do no ensino da matemática?

  1. Hipótese

àOs alunos não possuem acompanhamento dos pais em suas atividades escolares

àOs docentes não utilizam didáticas apropriadas para trabalhar com os alunos os conceitos matemáticos.

àOs alunos não gostam da disciplina por isso não se interessam pelo aprendizado.

  1. Objetivos

4.1 Objetivo Geral:

Analisar as dificuldades que os alunos do 5º ano das séries iniciais da Escola Estadual Ensino Fundamental Cruzeiro do Sul enfrentam no Ensino da Matemática.

4. 2 Objetivos Específicos:

èIdentificar quais as dificuldades enfrentadas pelos alunos do 5ª anos das séries iniciais as referida escola;

èVerificar a freqüência da participação dos pais no processo de ensino aprendizagem dos alunos;

èPropor novas metodologias de ensino que contribua para o aprimoramento da aprendizagem na matemática.

  1. Metodologia

As escolhas dos aspectos metodológicos de um trabalho de pesquisa são de suma importância, pois há inúmeras formas de metodologias de trabalho e a melhor adequação dos meios indicará a eficácia da pesquisa.

Barros e Duarte (2006, p. 27) dizem que há uma infinidade de discussões em torno das atribuições dos procedimentos metodológicos que regem a análise de um estudo, seja este de maneira qualitativa ou quantitativa. Analisar de forma quantitativa é indispensável na maior parte das ciências. Em ciências sociais, os procedimentos quantitativos às vezes são menos valorizados por seu caráter reducionista, mas nem um procedimento analítico, seja qualitativo seja quantitativo não deixa de ser reducionista.

A quantidade é aquilo pelo quais as coisas semelhantes, mantendo-se firme a sua semelhança, podem diferir intrinsecamente. Aquilo pelo quais as coisas dessemelhantes, mantendo-se firme a sua dessemelhança, podem ser semelhantes. (WOLFF apud BARROS, 2006, p. 27).

Seja qual for o procedimento adotado: quantitativo ou qualitativo deve ser precedido por uma reflexão sobre as quais os atributos pelos quais os fenômenos estudados são dessemelhantes e podem ser ignorados em relação aos objetivos.

Os objetivos deste trabalho de pesquisa apontam para um desenvolvimento de estudo de campo para obter dados e observar situações e assim, para atender tais objetivos se faz necessário também.

Como se pretende Analisar as dificuldades que os alunos do 5º ano das séries iniciais da Escola Estadual Ensino Fundamental Cruzeiro do Sul enfrentam no Ensino da Matemática, tal pesquisa terá caráter qualitativo e quantitativo, visto que procurará quantificar opiniões na forma de coleta de informações utilizando técnicas estatísticas na pesquisa, além de analisar as diferenças e singularidades das variáveis apontadas pela metodologia adotada, de forma a entender os processos dinâmicos adotados pelos sujeitos da pesquisa, visto que metodologia é o domínio e reflexão sobre os processos e procedimentos desenvolvidos no interior da investigação (LOPES, 2006, p. 94).

Como este estudo também visa Propor novas metodologias de ensino que contribua para o aprimoramento da aprendizagem na matemática, isso acaba por se caracterizar em uma modalidade de pesquisa e ação que podem e devem caminhar juntas quando se pretende a transformação da prática. No entanto, a direção, o sentido e a intencionalidade dessa transformação serão o eixo da caracterização da abordagem da pesquisa- ação.

Kincheloe (1997) afirma que a pesquisa ação, que é crítica, rejeita as noções positivistas de racionalidade, de objetividade e de verdade e deve pressupor a exposição entre valores pessoais e práticos. Isso se deve em parte porque a pesquisa-ação crítica não pretende apenas compreender ou descrever o mundo da prática, mas transformá-lo. A condição para ser pesquisa-ação crítica é o mergulho na práxis do grupo social em estudo, do qual se extraem as perspectivas latentes, o oculto, o não familiar que sustentam as práticas, sendo as mudanças negociadas e geridas no coletivo. Nessa direção, as pesquisas-ação colaborativas, na maioria das vezes, assumem também o caráter de criticidade.

Para tanto o estudo será desenvolvido na Escola Estadual de Ensino Fundamental Cruzeiro do Sul, localizado na Ilhas do Outeiro, Belém - Pa. Os Estudantes do 5º ano da referida escola serão o público alvo, como a escola dispõe de duas turmas com 40 alunos cada, todos serão analisados conforme o instrumento de pesquisa, bem como os professores (dois) das referidas turmas, tanto aluno quanto os professores serão os informantes deste trabalho, tendo em vista que todos vivenciam as questões norteadoras desta pesquisa no seu cotidiano.

A Coleta de dados será realizada a partir de algumas etapas de trabalho. Essas etapas poderão ser concomitantes ou distintas no que diz respeito ao tempo destinado a cada uma delas.

Etapa 1: A priori será desenvolvido levantamento bibliográfico para verificar os autores que fundamentaram a pesquisa.

Etapa 2: Uma visita técnica foi realizada para as observações iniciais, desta forma pode-sedar início ao desenvolvimento do trabalho escrito.

Etapa 3: Apósas visitas técnicas realizadas será adotado a atividade de aplicação do instrumento de pesquisa. Para essa atividade deverá ser construído um roteiro de questionário tendo como referência as observações feitas previamente in lócus.

Etapa 4: O material coletado por meio dos questionários será apresentado na forma de gráficos devidamente interpretados no conjunto com os demais materiais obtidos. As análises dos dados terão como suporte teórico os autores supracitados, além do material coletado.

Etapa 5: Será feita uma observação, por meio do diário de bordo, da didática adotada pelo docente referente ao ensino dos conteúdos matemáticos para fins de analise.


Referências Bibliográficas

BARROS. Antonio & DUARTE. Jorge. Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação. São Paulo: Atlas, 2006.

FONSECA, Vitor. Introdução às Dificuldades de Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1995.

KINCHELOE, J. L. A formação do professor como compromisso político: mapeando o pós-moderno. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

LIBANEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

LOPES, Maria Immaculada Vassalo. Pesquisa em Comunicação. São Paulo: Loyola, 1999.

MORAN, José Manuel. Mudanças na Comunicação Pessoal: Gerenciamento Integrado da Comunicação Pessoal e Tecnológica. São Paulo: Paulinas, 1998.

NÉRECI, Imídeo G. Lar, escola e educação. São Paulo: Atlas, 1972.


[1] Alunas do curso de Especialização em Educação em Ciências e Matemática nas Séries Iniciais. Trabalho apresentado à disciplina Introdução em Pesquisas nas Séries Iniciais, orientado pela Professora Ms Luciana Farias.

 
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Revisado por Editor do Webartigos.com


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