A LINGUAGEM MUSICAL: UMA PROPOSTA PARA UMA FORMAÇÃO INTEGRAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL
 
A LINGUAGEM MUSICAL: UMA PROPOSTA PARA UMA FORMAÇÃO INTEGRAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL
 


ALINGUAGEM MUSICAL: UMA PROPOSTA PARA UMA FORMAÇÃO INTEGRAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL
CRISTIENNE DAYANNE AZEVEDO WANDERLEY
RESUMO
O envolvimento das crianças com o universo sonoro começa ainda antes do nascimento, pois, na fase intra-uterina os bebês já convivem com um ambiente de sons provocados pelo corpo da mãe. O conceito de música varia de cultura para cultura, pois, embora a linguagem verbal seja um meio de comunicação e de relacionamento entre os povos. De acordo com pesquisas feitas foi contestado que a música é universal, pois e que cada povo tem sua própria maneira de expressão através das palavras e sons, motivo pelo qual há milhares de línguas espalhadas pelo globo terrestre através da musica.
PALAVRAS-CHAVE: Linguagem Musical. Formação. Educação Infantil

RESUMEN

La participación de los niños con el mundo de sonido comienza incluso antes del nacimiento, porque en el útero ya los bebés conviven con una atmósfera de sonidos causados por el cuerpo de la madre. El concepto de la música varía de cultura a cultura, porque, aunque el lenguaje verbal sea un medio de comunicación y contacto entre las personas, según las pesquisas ha sido contestado que la música es universal, pues cada nación tiene su propia forma de expresión a través de palabras y sonidos, por eso hay miles de idiomas en todo el mundo a través de la música.


PALABRAS CLAVE: lenguaje musical. Formación. Educación Infantil





1 INTRODUÇÃO
Elabora- se este artigo com o objetivo de enfatizar a linguagem musical aproxime a criança ao seu educador, para que possam juntos compartilhar experiências e aponte caminhos educativos com a possibilidades de terem desenvolvimento de usar a música simplesmente por usar, isto é sem nenhum significado. Para que cada educador deva percorrer ao lado criança passado o seu significado verdadeiro.
Este artigo apresenta também a importância da pesquisa no processo ensino-aprendizagem, especificamente: a forma como a escola e o professor utiliza a música, como elemento condutor para a aprendizagem de crianças em fase de alfabetização de escolas públicas.
Tenho como propósito o de incentivar uma educação musical "para todos", destacando a função do meio social. Tendo como objetivo apresentar a contribuição da linguagem musical e sua influência no processo e na formação de hábitos e atitudes na Educação Infantil.

2 DA HISTORICIDADE A FORMAÇAO DA NOVA ESCOLA
É difícil definir o que seja musica. Inúmeros estudiosos e pesquisadores têm investigado o significado da arte musical, chegando a conclusões que nem sempre é satisfatória.
A música, o que seria? Seria uma manifestação artística que nos atinge profundamente, numa esfera em que a razão e o raciocínio lógico talvez não penetrem ou simplesmente seria uma sucessão de sons.
No início do século XX, aparecem os métodos ativos de Declory, Montessori, Dalton e Pankhurst, formando a nova escola. Esses pensadores outorgaram a música como um dos principais recursos didáticos para o sistema educacional, reconhecendo o ritmo como um elemento ativo da música, favorecendo as atividades de expressão e criação.
Segundo Pitágoras, partindo de uma idéia dos antigos egípcio, desenvolveu uma teoria segundo a qual cada planeta ao se mover-se no espaço emitia um determinado som. Onde cada som corresponderia a uma nota. E todas elas, em conjunto, formariam então uma escala, constituindo a musica das esferas, que refletia a ordem do universo
Dentro da historicidade da música em épocas remotas que marcam a presença do que viria a ser, apontam para uma consciência mágica, mítica, responsável pela transformação de sons em músicas e seres humanos em seres musicais, produtores de signifinificado de sonoros, ou seja, a música está presente na vida do ser humano desde os tempos mais remotos. Existem muitas teorias sobre a origem e a presença da musica na cultura humana. Onde a linguagem musical tem sido interpretada, entendida de várias maneiras, em cada época e cultura, em sintonia com o modelo de pensar. O emprego de diferentes tipos de sons na musica é uma questão vinculada á época e á cultura.

Para Wagner a musica é "a linguagem do coração humano ". Com conceito nos leva à idéia de ritmo, que passa a ser elemento básico das manifestações da vida e também um principio fundamental na música.
O conceito de música varia de cultura para cultura. Pois, embora a linguagem verbal seja um meio de comunicação e de relacionamento entre os povos, de acordo com pesquisas feitas foi contestado que a música é universal, pois, cada povo têm sua própria maneira de expressão através das palavras, motivo pelo qual há milhares de línguas espalhadas pelo globo terrestre. A música é uma linguagem, posto que é um sistema dos signos", afirma Hans-Joachim Koellreutter, ou seja, a música é uma linguagem, que organiza intencionalmente os signos e o silêncio onde ela se faz presente num jogo dinâmico de relações que simbolizam, em microesculturas sonoras, a microesculturas universais." a musica não é só uma técnica de compor sons(e silêncios), mas, um meio de refletir e de abrir a cabeça do ouvinte para o mundo.
??[...] com sua recusa a qualquer predeterminação em musica, propõe o imprevisível como lema, um exercício de liberdade que ele gostaria de ver estendido à própria vida, pois tudo o que fazemos (todos os sons, ruídos e não-sons incluídos ) é musica." (Campos, 1985, p. 5)

O envolvimento das crianças com o universo sonoro começa ainda antes do nascimento, pois, na fase intra-uterina os bebes já convivem com um ambiente de sons provocados pelo corpo da mãe, pelo fato do sangue que flui nas veias, a respiração e a movimentação dos intestinos. A voz materna também constitui material sonoro especial e referente afetivamente para eles.
Os bebês e as crianças interagem permanentemente com o ambiente sonoro que os envolve a música, já que dançar ouvir e cantar já vem sendo atividades presentes na vida de quase todos os seres humanos, ainda que se de diferentes maneiras. Podemos dizer que o processo de musicalização começa espontaneamente, de forma intuitiva, por meio de contato com toda a variedade de sons cotidiano, incluído ai a presença da música.
É possível se dizer que as cantigas de ninar, as canções de roda e todo tipo de jogo musical tem grande importância, pois, é por meio dessas interações estabelecidas e que os bebês vão se desenvolvendo, um repertório que lhe permitirá comunicar-se pelos sons, em momentos de comunicação sonoro-musicais, favorecendo o desenvolvimento cognitivo.
Antigamente, até aproximadamente 1950, não viria à idéia de ninguém propor uma aproximação entre a linguagem da criança de oito meses e uma ária de haendel acompanhada pelo cravo. Para todos a musica era uma questão de melodias e ritmos, e o som musical se diferenciava radicalmente do ruído. (Delalande, 2000, p. 48)

Trazer a música para o nosso ambiente de trabalho exige prioritariamente uma formação musical pessoal e também atenção e disposição para ouvir e observar o modo de como os bebês e as crianças percebem e se expressem musicalmente em cada fase de seu desenvolvimento, sempre com apoio de pesquisas e estudos de teóricos que fundamentam o trabalho.
Para o compositor e pesquisador Francês, "as condutas de reprodução sonora da criança" revelam num ou noutro estágio de atividade lúdica. Segundo Piaget, à semelhança de seus estudos aplicados à linguagem musical como um todo. Ele classifica as categorias de condutoras em: exploração, expressão e construção, referentes ao jogo sensório-motor, ao jogo simbólico e ao jogo com regras e certo de que o melhor caminho a seguir e observar e respeitar o modo de como o bebê e as criança exploram o universo sonoro e musical, o estudioso Delalande só vem afirmar o que Piaget fala, pois, ele diz que essa deve ser a postura de educadores ( leigos ou especialistas ) diante do desafio de proporcionar as crianças o acesso a experiência musical.

2 DA LEITURA A TRAJETORIA EXPRESSÃO MUSICAL INFANTIL
De acordo com o autor do jeito que as crianças percebem, apreendem e se relacionam com os sons, no tempo-espaço chega a nos revelar o modo que se relacionam com o mundo que vêm explorando e descobrindo a cada dia. Essa visão vem com a intenção de complementar a análise de Delalande, onde será abordado também a trajetória que vai do preciso ao impreciso onde propriamente não tem de a conotação de vapor, de certo ou errado entre outras condutas; as condutas infantis referem-se exploração e na produção sonora. Segundo Coll (1999, p.179) A finalidade última da intervenção pedagógica é contribuir para que o aluno desenvolva as capacidades de realizar aprendizagens significativas por si mesmo {...} e que aprenda a aprender.
É com muita propriedade que precisamos respeitar o processo de desenvolvimento da expressão musical da criança, para que não passamos confundir com ausência de intervenções educativas, ou seja, o professor passa a ser um artista, onde ele passa a atuar, ser animador, estimulador, provedor de informações e vivencias; que iram enriquecer e ampliar a experiência e o conhecimento das crianças, não apenas do ponto de vista musical , mas integralmente , para que possa ser o objetivo prioritário de toda proposta pedagógica, em especial a etapa da educação infantil.Segundo Brito(1999, p.5)
No princípio, podemos supor, era o silêncio. Havia silêncio porque não havia movimento e, portanto, nenhuma vibração podia agitar o ar ? um fenômeno de fundamental importância na produção do som. A criação do mundo, seja qual for a forma que ocorreu, deve ter sido acompanhada de movimento e, portanto, de som.

É importante considerar o legitimo e verdadeiro modo de como as crianças se relacionam com os sons e o silêncio, pois, a própria criança entende, sem que precise forçá-la a entender teoricamente que a música acontece no tempo e no espaço.É necessário que haja está importância para que as crianças possam ter uma construção do conhecimento, que venha ocorrer em contextos significativos que incluam criação e experimentos.

3 A MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
A música é uma linguagem, logo devemos seguir; em relação a música ao mesmo processo de desenvolvimento que adotamos quando a linguagem é falada, onde devemos expor a criança a linguagem musical e dialogar por meio da música. A linguagem acontece também através de cada civilização, cada grupo social passando a ter sua própria expressão musical.
Segundo a concepção pedagógica a música no dia a dia da educação infantil vem se vigorando em nosso país no decorrer do tempo. De acordo com Penna (apud Revista Presença Pedagógica, 2002, p. 41):
O mais importante é que o professor, consciente de seus objetivos e dos fundamentos de sua prática ? onde a música deve ser encarada como uma produção e um meio educativo para a formação mais ampla do individuo ? assuma os riscos ? a dificuldade e a insegurança ? de construir o seu caminho do dia-a-dia, em constante reavaliação.

É possível perceber fortes requisitos de uma concepção de ensino no que utilizou a música sendo então a canção suporte para aquisição de conhecimentos gerais para uma boa formação de hábitos, atitudes e disciplina. A música nesses contextos usados como um meio para atingir objetivos considerados adequados a instrução e a formação infantis.
Na "década de 50 e 60 a nova escola passou a imfluenciar o ensino brasileiro, onde segundo Martins, (1998, p. 11)?? direcionou o ensino de arte para a expressão e a valorização do processo" realizando situações para o "aprender fazendo", gerando então um movimento de mudanças e gerando transformasses nos acertos ou erros.
De acordo com o autor, ainda que possa dizer que se tenha instalado, na área de música, uma postura de afetiva, orientação para a criatividade, em algumas exceções ocorreram o mal entendido. Sendo por outro lado é preciso respeitar o processo criativo foi entendido como deixar fazer qual quer coisa ("o vale- tudismo", como const6uma dizer Koellreutter), sem a verdadeira orientação, sistematização e, conseqüentemente sem ampliações do repertorio e das possibilidades expressivas; por outro lado, integrar diversos modo de realização musical passava a assustar os educadores, que preferiam, então não continuar reproduzindo os mesmos modelos, que preferiam, então, continuar reproduzindo modelos, estratégias, técnicas e procedimentos, que, de modo geral, excluíram a criação .
O autor relata que uma professora dizia "precisamos ensaiar a música do Dia Das Mães", ela falava preocupada mais em cumprir o seu calendário de eventos do que fazer a música com as crianças. Pois, é triste perceber que explorar possibilidades de expressão vocal, corporal ou instrumental e pesquisar, inventar, escutar e pensar a linguagem musical vai ficado de segundo plano ou até pode fica em nenhum plano.
Nos dias de hoje, enquanto a educação infantil, de um modo geral, redimensionou conceitos, abordagens e modos de atuação, sobe a realização de novas pesquisas e teorias pedagógicas; percebemos que a linguagem musical avança a passos muito lentos a um rumo da transformação conceitual
O referencial curricular para a educação infantil Brasil (1998) afirma que a música deve ser compreendida e trabalhada em duas dimensões: como forma de conhecimento e como linguagem. Sendo que a forma de conhecimento deve proporcionar o contato com os sons existentes do mundo e com as produções musicais quanto em ambiente em que o individuo está inserido, quanto em lugares desconhecidos .
E a linguagem deve visar o desenvolvimento das competências de expressões musicais e da sensibilidade de escutar, bem como favorecer a reflexão a respeitas das produções musicais e a capacidade de produzir músicas no individuo
Segundo Garcia (200, p.12) é importante trabalhar a musica para deixar fluir, a imaginação, a intuição e a sensibilidades dos alunos, pois, só assim lhes será oferecida a possibilidade de diversidade de pensamentos linguagem. Desse modo a linguagem musical chega a ser um conhecimento que se constrói e possui estruturas e características próprias como a produção, a apreciação e a reflexão.
Existem outras possibilidades para um trabalho de linguagem musical podemos destacar: estímulo ao desenvolvimento do instinto rítmico (com ordens para andar, correr, rolar, balançar); marcação da pulsação com palmas e com os pés, dramatizações simples como imitação de animais (seus movimentos e sons); relacionamento do pulso musical à pulsação do coração, fazendo a criança ouvir o coração do amigo, em repouso e depois de correr; apresentação de canções que sugiram movimentos de acordo com a pulsação da música.
Compreender a música como linguagem é forma de conhecimento e leva a ver a criança não como um ser estático e sim como alguém que interage o tempo todo com o meio, organizando suas idéias e pensamentos. Os primeiros anos de aprendizagem são propícios para que a criança comece a entender o que é linguagem musical, e aprender a ouvir os sons e a reconhecer diferenças entre eles.
Em qualquer ambiente que a criança esteja exposta deverá ser estimulada a prestar atenção aos sons que com certeza estão acontecendo e se possível identificá-los relacionando-os e nomeando-os.
A partir do momento em que a criança entra em contato com a música, seus conhecimentos se tornam mais amplos e este contato vai envolver também o aumento de sua sensibilidade e fazê-la descobrir o mundo a sua volta de forma prazerosa. Seus relacionamentos sociais serão marcados através deste contato e sua cidadania será trabalhada através dos conceitos que inevitavelmente são passados através das letras das canções. A música na educação pode envolver outras áreas de conhecimento. Na matemática a música também esteve presente: quando marcamos um ritmo, temos que saber quantidade para tocarmos. Além disso, há várias letras de músicas que nos ajudaram a facilitar a aprendizagem de números, quantidade, classificação e seriação.
O educador também pode gravar sons e pedir para que as crianças identifiquem cada um, ou produzir sons sem que elas vejam os objetos utilizados e pedir para que elas os identifiquem, ou descubram de que material é feito o objeto (metal, plástico, vidro, madeira) ou como o som foi produzido (agitado, esfregado, rasgado, jogado no chão). Assim como são de grande importância as atividades onde se busca localizar a fonte sonora e estabelecer a distância em que o som foi produzido (perto ou longe). Para isso o professor pode pedir para que as crianças fiquem de olhos fechados e indiquem de onde veio o som produzido por ele, ou ainda, o professor pode caminhar entre os alunos utilizando um instrumento ou outro objeto sonoro e as crianças vão acompanhando o movimento do som com as mãos.
Através dessas atividades o educador pode perceber quais os pontos fortes e fracos das crianças, principalmente quanto à capacidade de memória auditiva, observação, discriminação e reconhecimento dos sons, podendo assim vir a trabalhar melhor o que está defasado. Bréscia (2003) ressalta que os jogos musicais podem ser de três tipos, correspondentes às fases do desenvolvimento infantil:
Sensório-Motor (até os dois anos): São atividades que relacionam o som e o gesto. A criança pode fazer gestos para produzir sons e expressar-se corporalmente para representar o que ouve ou canta. Favorecem o desenvolvimento da motricidade.
Simbólico (a partir dos dois anos): Aqui se busca representar o significado da música, o sentimento, a expressão. O som tem função de ilustração, de sonoplastia. Contribuem para o desenvolvimento da linguagem.
Analítico ou de Regras (a partir dos quatro anos): São jogos que envolvem a estrutura da música, onde são necessárias a socialização e organização. Ela precisa escutar a si mesma e aos outros, esperando sua vez de cantar ou tocar. Ajudam no desenvolvimento do sentido de organização e disciplina.
A duração das atividades deve variar conforme a idade da criança, dependendo de sua atenção e interesse. Além disso, vale lembrar que é preciso respeitar a forma de expressão de cada um, mesmo que venha a parecer repetitivo ou sem sentido. É importante que a criança sinta-se livre para se expressar e criar

4 A MÚSICA COMO MEIO DE INTEGRAÇÃO DO SER
Há muito vem se estudando a relação entre música e saúde, conforme Bréscia (2003, p. 41):
"A investigação científica dos aspectos e processos psicológicos ligados à música é tão antiga quanto às origens da psicologia como ciência". A autora cita ainda os benefícios do uso da música em diversos ambientes como hospitais, empresas e escolas.
Em alguns hospitais a música tem sido utilizada antes, durante e após cirurgias, os resultados vão desde pressão sangüínea e pulso mais baixo, menos ansiedade, sinais vital e estado emocional mais estável, até menor necessidade de anestésico.
Em empresas o meio mais procurado para se fazer música é o canto coral, pois esta é uma atividade que permite a integração e exige cooperação entre seus membros, além de proporcionar relaxamento e descontração. Na opinião de Bréscia (2003, p.61):
A necessidade social do homem de ser aceito por uma organização e de pertencer a um determinado grupo para o qual contribua com seu tempo e talento, é amplamente satisfeita pela participação num grupo coral. Além disso, este grupo lhe dará grande satisfação e prazer em suas realizações artísticas, beneficentes, religiosas, e desenvolverá nele orgulho sadio, por estar sua pessoa relacionada a um excelente grupo.

O relaxamento propiciado pela atividade de cantar também contribui com aprendizagem. Segundo Barreto (2000, p. 109):
"O relaxamento depende da concentração e por isso só já possui um grande alcance na educação de crianças dispersivas, na reeducação de crianças ditas hiperativas e na terapia de pessoas ansiosas". Comenta ainda que crianças com problemas de adaptação geralmente apresentam respiração curta e pela boca, o que dificulta a atenção concentrada, já que esta depende do controle respiratório.
As atividades relacionadas à música servem de estímulo para crianças com dificuldades de aprendizagem e contribuem para a inclusão de crianças portadoras de necessidades especiais. As atividades de musicalização, por exemplo, servem como estímulo a realização e o controle de movimentos específicos, contribuem na organização do pensamento, e as atividades em grupo favorecem a cooperação e a comunicação.
Além disso, a criança fica envolvida numa atividade cujo objetivo é ela mesma, onde o importante é o fazer, participar, não existe cobrança de rendimento, sua forma de expressão é respeitada, sua ação é valorizada, e através do sentimento de realização ela desenvolve a auto-estima. Bréscia (2003, p.50) afirma que:
Crianças mentalmente deficientes e autistas geralmente reagem à música, quando tudo o mais falhou. A música é um veículo expressivo para o alívio da tensão emocional, superando dificuldades de fala e de linguagem. A terapia musical foi usada para melhorar a coordenação motora nos casos de paralisia cerebral e distrofia muscular. Também é usada para ensinar controle de respiração e da dicção nos casos em que existe distúrbio da fala.

Portanto Gregori (1997) explica que harmonia, em música, é uma combinação de sons simultâneos que acompanha a melodia e é construída de acordo com o gosto do compositor. No cotidiano, inclusive na escola, também se deve buscar harmonizar a síntese dialética corpo/ mente, pois esta também deve propiciar uma maior tomada de conhecimento da consciência corporal, promovendo o equilíbrio do ser e contribuindo para sua integração com o meio onde vive, e a música pode contribuir para isto segundo os avanços das neurociências.




CONSIDERAÇÕES FINAIS

Evidenciou-se através deste artigo que a linguagem musical pode ser usada na formação integral da educação infantil . De acordo com esta perspectiva, a música é concebida como um universo que conjuga expressão de sentimentos, idéias, valores culturais e facilita a comunicação do indivíduo consigo mesmo e com o meio em que vive.
Ao atender diferentes aspectos do desenvolvimento humano: físico, mental, social. Nesse sentido faz-se necessária a sensibilização dos educadores para despertar a conscientização quanto às possibilidades da música para favorecer o bem-estar e o crescimento das potencialidades das crianças, pois ela fala diretamente ao corpo, à mente e às emoções.
A música na educação auxilia a percepção, estimula a memória e a inteligência, relacionando-se ainda com habilidades lingüísticas e lógico-matemáticas ao desenvolver procedimentos que ajudam o educando a se reconhecer e a se orientar melhor no mundo. Além disso, a música também vem sendo utilizada como fator de bem estar no trabalho e em diversas atividades terapêuticas, como elemento auxiliar na manutenção e recuperação da saúde.
As atividades de musicalização também favorecem a inclusão de crianças portadoras de necessidades especiais. Pelo seu caráter lúdico e de livre expressão, não apresentam pressões nem cobranças de resultados, são uma forma de aliviar e relaxar a criança, auxiliando na desinibição, contribuindo então para o envolvimento social, e despertando noções de respeito e consideração pelo outro, e abrindo espaço para outras aprendizagens.

REFERÊNCIAS

COELHO, Lucivanda Mira. Leitura e escrita praticas responsável pelo desenvolvimento a linguagem musical: uma proposta para formação integral da educação infantil. Artigo Cientifico Instituto Macapaense do Melhor Ensino Superior, Macapá: 2010

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação
Fundamental. Referencial Curricular Nacional para a Educação infantil -.
Conhecimento de Mundo. Brasília, MEC/SEF 1998
A.de Campos, in J. Cage, 1985- prefácio, p. 5
François Delalande, 2000, p. 48
BRÉSCIA, Vera Lúcia Pessagno. Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva. São Paulo: Átomo, 2003.
GREGORI, Maria Lúcia P. Música e Yoga Transformando sua Vida. Rio de Janeiro: DP&A, 1997. BARRETO, Sidirley de Jesus. Psicomotricidade: educação e reeducação. 2. ed. Blumenau: Acadêmica, 2000.















 
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