RESUMO

 

Este estudo descreve a visão de mulheres presidiárias frente às condições de saúde. O objetivo desta pesquisa foi verificar a adesão das mulheres nas atividades de educação em saúde. Buscou-se, também, conhecer as atitudes assumidas quanto ao exame preventivo de câncer de colo de útero, autoexame das mamas e DST’s, além de propor estratégias para manter ações de promoção da saúde e prevenção de doenças na instituição prisional referente. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, de caráter exploratório-descritivo. Após a aprovação do comitê de ética em pesquisa da ULBRA-Canoas, a coleta dos dados aconteceu em uma instituição prisional, que abriga um total de 311 presos em regime fechado, com ala feminina que compreende duas celas e 17 presidiárias. Os quatro encontros foram realizados nos meses de outubro e novembro de 2011, utilizando-se a técnica de grupo focal. A análise foi realizada através da categorização dos dados. Após a leitura e releitura, emergiram quatro categorias: Cuidado assistido dentro e fora das grades; Mulher duplamente vulnerável; Poucos metros quadrados, diferentes personalidades; e, Imagem distorcida no espelho da reclusão. Este trabalho mostrou a necessidade da inclusão do profissional enfermeiro nas instituições prisionais, para promover a saúde e desenvolver ações de prevenção. As mulheres presidiárias têm a necessidade de acompanhamento, orientações e estímulos para resgatar o autocuidado; são seres humanos com carência afetiva e que carregam a utopia da igualdade, merecedoras do atendimento humanizado e de uma oportunidade para recomeçar.

 

Palavras-chave:

Saúde da Mulher. Presídios. Enfermagem.