EUROPA MEDIEVAL: SOCIAL, POLÍTICA, ECONÔMICA E ADMINISTRATIVA
 
EUROPA MEDIEVAL: SOCIAL, POLÍTICA, ECONÔMICA E ADMINISTRATIVA
 


Resumo

Neste trabalho, como parte da disciplina de História Moderna I, ministrada pelo Professor Vlademir José Luft iremos apresentar um texto e abordar, como estava construída a Europa Medieval: social, política, econômica e administrativamente.

Introdução

Apresentaremos neste trabalho, um breve texto de como era a representação européia na Idade Média. Durante uma sucessão de períodos que nos mostram as bases da formação da Europa, um primeiro estrato é estabelecido durante o período das invasões dos bárbaros, no Antigo Império Romano, dos séculos IV ao VII. Em seguida nos séculos VIII ao X, a dinastia carolíngia, da Europa abortada, mas que deixa herança. Aproximadamente por volta do ano mil o desenvolvimento da agricultura e a Europa sonhada. Entre o século XI e XIII, o período feudal, com o advento do cristianismo surge a Europa das Universidades e da Escolástica, das igrejas e do gótico. Finalmente do século XIV ao XV surgem às provações que abalam todo o sistema, porém, sem destruir a estrutura.

A Europa Medieval: social, política econômica e administrativa.

Os "bárbaros", se assim podemos chamá-los, eram povos que na visão do Império Romano, não possuía a cultura Greco-romana. Esses povos migraram em direção ao Ocidente, primeiramente no século III, se estabelecendo nas fronteiras do Império Romano do Ocidente, onde muitos foram utilizados como soldados do exército romano.
Dentre os povos "bárbaros" que penetraram no ocidente, os mais importantes foram os germanos e os francos, pois deram grandes contribuições para a formação da Europa feudal. As invasões bárbaras, o cristianismo e o feudalismo foram os principais elementos que se fizeram presentes na sociedade política medieval. Esse sistema era caracterizado pela fragmentação do poder político nos feudos, pela existência de uma entidade superior com o monopólio do conhecimento baseado na revelação - A Igreja - que se traduz no predomínio do religioso sobre toda a sociedade.
Na dinastia carolíngia, Carlos Magno, rei dos Francos assumiu o trono e governou até 814, onde realizou muitas conquistas, expandindo as fronteiras do império. Com isso Carlos Magno com o apoio da Igreja, garantiu a dependência entre poder central e a nobreza. Porque parte das terras conquistadas eram doadas à aristocracia que por sua vez tinha um compromisso de lealdade para o rei-susserano. As vitórias de Carlos Magno expandiram não só seu território, mas também a fé católica sobre as outras religiões.
A igreja exerceu o monopólio da ideologia, controlava o ensino e o domínio sobre as obras escritas. As escolas pertenciam à paróquia e seus professores eram os clérigos que ensinavam através de uma visão que colocava Deus como base de tudo. Exercia o poder tanto sobre os assuntos políticos como os assuntos da sociedade, lançando assim mão de vários instrumentos de intimidação para impor sua autoridade. Um dos principais instrumentos usados pela Igreja ficou conhecido como a inquisição.
No final da alta Idade Média, a partir do século X vários fatores surgiram: o fim das invasões bárbaras e das guerras, aliados a inovações tecnológicas na agricultura, propiciaram um grande desenvolvimento demográfico e o renascimento urbano e comercial. Outros problemas apareceram: guerras, o uso de técnicas agrícolas inadequadas, doenças, como a peste negra, a fome e com eles uma grande mortandade. Houve diminuição da mão de obra para a agricultura e a produção caiu ainda mais. Os efeitos dessa crise se estenderam por toda a sociedade, pois, a agricultura era à base da economia, das relações políticas e sociais.
Outro fenômeno chamado "renascimento comercial" surgiu, abrindo espaço para o comércio de produtos exóticos vindos em sua maioria de países do oriente. Os portos italianos foram à principal porta de entrada dos novos produtos e também de doenças como a peste negra, trazidas pelos ratos infestados de pulgas, contaminadas com um bacilo mortal. O primeiro surto da peste ocorreu na Itália em 1347 e novas pandemias se alastraram por toda a Europa. Os efeitos da peste foram devastadores, em nenhuma região a mortandade foi menor que um terço da população.
Esse quadro gerou inúmeras revoltas da população camponesa contra os senhores, e também dos burgueses que exigiam dos reis a ordem e a proteção da população. Este foi o quadro que levou ao aumento do poder real e do fortalecimento do poder do Estado sobre os poderes locais. Assim o mundo feudal foi ruindo, e dando espaço para o nascimento da Idade Moderna.

Conclusão

Podemos concluir que o conceito de Idade Média foi idealizado no período do renascimento. A razão da criação deste conceito surgiu pelo fato de que muitos historiadores fizeram certo juízo de valor dessa época, como tendo sido um período "negro" da história da humanidade. Assim, chegamos à conclusão de que o mundo foi marcado por três grandes épocas, das quais, apenas duas épocas presenciaram desenvolvimento humano no plano intelectual e cultural: a época dos gregos e a das invenções modernas. Assim, a Idade Média foi vista como uma época de retrocesso do pensamento, de atraso intelectual, científico e cultural. Um período em que o domínio da fé apagou as "luzes" da razão e freou o desenvolvimento. Durante vários séculos após o término da Idade Média, o termo foi cada vez mais visto de forma negativa, e fortalecido por outro conceito mais forte de: "Idade das Trevas".
A idéia de escuridão encheu, e até hoje persiste em aparecer nas páginas de livros didáticos. A partir do século XX, vários estudiosos passaram a estudar melhor o pensamento e as produções daquela época, e compreenderam que foi um pensamento errado a idéia de que a Idade Média não tinha produzido algo de relevante. Muitas das invenções e descobertas da Idade Moderna estavam escondidas na Idade Média, porém, os pensadores dessa época, de forma alguma tinham somente a fé como base principal de suas ações. Eles pensaram e procuraram dar respostas para as grandes questões que atormentavam o espírito humano, seja no plano filosófico, social, político e econômico. Grandes pensadores como Tomas Aquino, Santo Agostinho, Pedro Abelardo, dentre outros, desenvolveram sistemas de pensamento sobre: política, justiça, lógica e outras áreas do conhecimento humano. Portanto, é errada a idéia de conceituar a Idade Média como a Idade das Trevas. Nós, futuros professores, teremos que assumir a responsabilidade para a implantação dessa nova visão sobre a Idade Média em sala de aula.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Le Goff, Jacques (2003). As raízes medievais da Europa. Tradução de Jaime A. Clasen. 3c Ed. Revista- Petrópolis, RJ: editora vozes, 2010. 387 p.


Everaldo Rufino da Silva
Graduando em História
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