As Principais Diferenças das Colonizações América do Norte e Sul.
 
As Principais Diferenças das Colonizações América do Norte e Sul.
 


As diferenças das duas principais colonizações.

Das Américas.

 
Existe uma diferença básica entre as colonizações das Américas, a do Norte e a do Sul. Objetivo da colonização inglesa na America do Norte, não foi à mesma em relação à colonização portuguesa e espanhola na América do sul. Isso precisa ser entendido.

  É  mais que natural, tanto do ponto de vista político como ideológico, os modelos distintos, levaram a civilizações com rumos diferentes na perspectiva da evolução do desenvolvimento de cada sociedade, isso é inegável do posto de vista de uma análise sociológica.  

A primeira diferença fundamental, espanhóis e portugueses  dividiram a America do Sul em duas realidades distintas através do tratado de Tordesilhas.

 Motivo pelo o qual a partir de outras nuanças o Brasil teve sua extensão territorial, mas, sobretudo, a partir de articulações políticas regionais no processo de independência e formação dos países distintos.

America Sul foi colonizada com povos de mentalidade Católica e não protestante,  isso fez essencialmente a diferença, o que será explicado nessa exposição.

 Diferentemente da America do Norte, sendo que o espírito da colonização da referida,  visava antes de tudo uma colonização com uma filosofia liberal de política e consequentemente da economia.  Razão diferente da outra America exige aqui, portanto, uma análise particularizada.

A colonização da America do Norte, não visava ser um braço de sua metrópole, ou seja, fonte de sustentação da Inglaterra, pelo contrário pensava fazer da nova colônia, uma nação prospera, livre da própria matriz como princípio colonizador,  isso ajudou e muito na atual concepção da cultura americana. 

A colonização da America sul, de tradição católica, se fragmentou em mais de duas dezenas de países, principalmente a colonização espanhola, a razão principal desse fenômeno político.

  O processo de independência, diferentemente do mecanismo português, não foi construído, ou melhor, negociado.

 Mas algo em comum e diferente da outra colonização.  O grande objetivo dessa colônia era o enriquecimento das metrópoles, Portugal e Espanha.

 As pessoas que aqui desenvolveram a colonização vieram para cá a serviço dos Estados, o que levou a criar uma concepção não de liberdade, prejudicando na formação cultural dos povos distintos, Norte e Sul.

 Princípio necessário ao futuro desenvolvimento de ambas as colônias e seus caminhos diferentes, as ideologias de sustentação e estratégias antagônicas  levaram as perspectivas opostas.  

Outra contradição fundamental que deve ser levado em consideração, uma delas foi desenvolvida pela iniciativa privada, razão indispensável  para criar uma mentalidade do livre comercio desenvolvido pela livre concorrência.

 A base e fundamento do capitalismo moderno e técnica para uma revolução liberal na economia e na política.

As revoluções não acontecem sem antes uma construção de mentalidade favorável ao processo necessário à mudança, a grande vantagem da America do Norte, uma questão de mentalidade.   

A outra, colonização foi fruto da iniciativa do Estado, cuja mentalidade não era liberal, atendia apenas a perspectiva dos interesses, da metrópole.

 Uma mentalidade conservadora a serviço de uma nobreza fracassada, que ainda tinha como ideário  ser ela a proprietária do poder político.   

Entre outras diferenças, uma das perspectivas que deve ser analisada, refere-se quanto aos aspectos pela forma.

 Em que consiste essa metodologia de entendimento necessário a uma análise naturalmente coerente na compreensão dos fatos.

Os Ingleses  por meio da concessão real designou empresas específicas  para realização  da tarefa  até mesmo, percebendo uma colonização, com espírito técnico aplicado a ética protestante.

  O quanto antes a defesa do mecanismo de colonização, no seu profundo significado de liberdade, pelo menos enquanto ideário político.

Os ingleses desencadearam ao caminho do trabalho, por meio de duas companhias, os povos adotaram caminhos diferentes, ao espírito da modernidade, atendendo a essa direção, o  estado adotou empresas, para efetivação de tal prática.  A primeira companhia, de Londres e a outra a de Plymonth.

 Os portugueses e espanhóis realizaram a colonização como empreendimento estatal. No caso do Brasil, a Coroa Portuguesa estabeleceu capitanias hereditárias visando assentar colonos e impedir que as Terras fossem invadidas, estabelecendo colônias em toda a faixa litorânea.

Na America do sul foi estabelecida uma forma de produção visando à sustentabilidade da metrópole, cuja relação de trabalho, ou seja, a mão de obra foi essencialmente escrava.

 Atrasando é muito no processo da criação do proletariado e o desenvolvimento da iniciativa privada, o espírito inicial não estava em jogo o desenvolvimento capitalista, ambos os Estados na época atrasados a respeito de uma possível revolução industrial.  

Ao passo que os grupos puritanos de ideologia protestantes perseguidos na Inglaterra, instalaram na América do Norte com outros objetivos e não aqueles essenciais à coroa.

Os ideais protestantes ingleses, eram contrários aos princípios do catolicismo português e espanhol, defendiam ideais de liberdade, de livre comercio e filosofia capitalista em defesa do trabalho assalariado.

 Essas  diferenças ideológicas  fizeram com que o processo de colonização das Américas fosse essencialmente diferentes. Esse é o nosso entendimento epistemológico.

 Levando em primeiro lugar a própria Independência da America Norte e não tardiamente uma revolução industrial, não importada como aconteceu posteriormente na America do Sul.

 O que ainda influi hoje no processo atual de desenvolvimento econômico e político da região em estudo.  

O catolicismo sempre teve uma mentalidade muito atrasada em referencia às formas de desenvolvimento e particularmente em relação às relações de trabalho.

Tanto é verdade, que existiu  certa semelhança na forma de colonização do Sul dos Estados Unidos, com o continente da América do Sul, na exploração da mão de obra escrava, oriunda dos negros trazidos da África.

A resistência de ambos os lugares atrasando o processo de proletarização dos negros. Esse fenômeno  político social aconteceu tanto no Sul dos Estados Unidos, como em toda a  América do Sul.

 A semelhança se explica pelo fato da mentalidade de ambas as regiões estarem associados a uma ideologia religiosa fundamentada ao catolicismo, que até então não defendia os princípios liberais da economia.

Os protestantes em toda sua história sempre lutaram por liberdade, eram inclusive perseguidos por essa mentalidade, eles tem uma tradição a respeito desse princípio cultural.

   Sempre   foram na história diferentes em relação ao catolicismo, sendo que o  mesmo,  tentava apagar esse ideal usando mecanismo do Estado, como por exemplo a Inquisição.

Os católicos ao contrário, fizeram usos de instrumentos, para prejudicar esse espírito, o que foi politicamente denominado de Contra Reforma.

A busca de liberdade de culto e por isso mesmo,  muitos protestantes fugiram para América levando esse ideal, não era, com efeito, do ponto de vista político, de surpreender que no novo continente os senhores produtores ou seja os donos de terra.

 Buscavam  todas as formas de autonomia e de certo modo com afinco eles desejavam sobretudo, serem os donos do destino do próprio desenvolvimento econômico.

A diferença fundamental que faz  a mudança nos distintos processos de colonização, é que os portugueses e espanhóis  de religião católica, que colonizaram America do Sul, desenvolveram essa colonização, como também outras colonizações formuladas  por metrópoles católicas, com o único objetivo.

Conquistaram o continente, como outras partes do mundo, com a finalidade de buscar riquezas, por meio da exploração tanto dos recursos naturais, como por outro lado, com a exploração da mão de obra escrava.

 Essas  formas de colonizações nunca estiveram preocupadas com nenhuma meio de industrialização  na América do Sul.

Aqui em nosso continente, chegaram Governo  e Igreja, buscando mais poder e dinheiro, diferente dos protestantes que na América do Norte, não chegaram nem Governo e muito menos Igreja.

 Desenvolvendo o ato de institucionalização, por isso que a colonização de lá, deu pela busca constante de autonomia e liberdade.

 Visava por outro lado, antes de tudo o enriquecimento das pessoas que foram para América e não da metrópole inglesa, completamente diferente da colonização do Sul.

O colonizador da América do Norte implantou no processo de colonização da América, o modelo capitalista de produção, desenvolvendo, agricultura, indústria e comercio com princípios liberais na região Norte dos Estados Unidos, aquela que foi essencialmente protestante.

Já o modelo de colonização na América do Sul, muito diferente, porque os colonizadores em defesa essencialmente da metrópole, implantaram monoculturas, com taxações e controles do Estado representado na figura da metrópole.

Com essa política levava de certo modo, o atraso, mantendo relações escravas, atrasando o processo de transformação do operário em assalariado, prejudicando em muito o progresso. Motivos pelos quais as duas Américas são tão diferentes em diversos aspectos.

Exatamente essa análise que deve ser compreendida em seus fundamentos filosóficos na perspectiva do entendimento da História, sobretudo, do processo civilizatório em que aconteceram  em ambas as Américas.

Essas são as principais diferenças básicas, para entender o mecanismo da colonização, as razões  para America ser o que é hoje, refiro especificamente a parte do Norte da America.

O Sul poderia ser completamente diferente,  se as razões da colonização do nosso continente fossem outras, se a constituição étnica dos povos fossem diferentes,  se os  motivos religiosos tivessem resultados da reforma e não da contra reforma, assim por diante entre tantas outras questões  possíveis.

Edjar Dias de Vasconcelos.

 
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Sobre este autor(a)
Bacharel em Teologia pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção - Arquidiocese de São Paulo com graduação máxima no Exame De Universa Theologia. Licenciado em Filosofia e História pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-MG. Experiência na orientação de estudo...
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