É preciso resolver as questões objetivas e subjetivas da vida. Mas para isso você não precisa se vergar diante de imposições vergonhosas de ninguém. Se quem está no poder (no momento) faz regras e mais regras, não tema o excesso de regras, mas sim o excesso de poder desta pessoa. Você desanima e parece "passivo" porque não vê a punição para as atrocidades cometidas, as barbaridades ditas e as excentricidades realizadas que fazem na frente de todos. Você imagina que a punição deveria refletir o preço moral e social de cada crime cometido. Para isso acontecer é essencial mudar os hábitos radicalmente de tal forma que certas práticas sejam abolidas do cotidiano. É um processo longo e doloroso, mas é necessário fazer uma escolha: conviver com a maldade anunciada e repudiada ou renovar as idéias, o espírito e as crenças. É para legitimar a coragem e derrubar as barreiras ilusórias que foram erguidas em nome de uma causa que não é suficiente e que não representa mais a realidade. Causas individuais e egoístas precisam ser extirpadas da sociedade, das organizações e dos relacionamentos. É inadmissível que uma pessoa brinque, jogue e coloque toda uma história contra a parede, como se fosse única e insubstituível. Como se fizesse um leilão das essências da vida, como se fizesse pouco caso de quem está ao lado, como se o mundo girasse em torno de si. Enfim, você não precisa ficar em silêncio e se curvar diante disso tudo, pois tem que resolver as questões objetivas e subjetivas da vida.