Apesar de inúmeras iniciativas governamentais para o desenvolvimento de um modelo de agricultura ambientalmente menos agressiva, tais como os programas e legislações sobre agricultura orgânica e agroecológica,  o sistema convencional de agricultura dominante e vem demonstrando sua insustentabilidade e incapacidade de promover resultados sociais e econômicos favoráveis, conforme inúmeros estudos. Este modelo ultrapassado é caracterizado pela monocultura e pelo uso intensivo de máquinas e implementos agrícolas, aliado aalta dependência externa de insumos e recursos hídricos,  adotando de fontes não renováveis de energia.

           Tal modelo tem gerado diversos impactos ambientais tais como assoreamento de rios e nascentes, contaminação e erosão dos solos, e emissão de gases do efeito estufa.

          No Brasil, este modelo de agricultura mecanizada e aliada a exigência de grandes escalas de produção, iniciou-se entre os anos 60 e o fim dos anos 70, adquirindo grandes áreas de terras para o plantio, o que promoveu o chamado êxodo rural, obrigando o deslocamento de trabalhadores e agricultoreso, agravando o aumento populacional nos grande  centros urbanos de nosso país, o potencializando diversos impactos ambientais, sociais e econômicos indesejáveis. Nesse processo de urbanização diversas culturas tradicionais dos trabalhadores rurais caracterizado pelo  saber popular no uso medicinal de plantas e conhecimentos empíricos, foram perdidos.

           A agricultura convencional  no Brasil é caracterizada pela concentração de renda e depreciação da qualidade de vida dos trabalhadores rurais, além de ser incentivado por pacotes de produtos de exportação do agronegócio brasileiro, sendo financiado por recursos federais. Esta atividade é economicamente centralizadora, e oferece pouco beneficios para as regiões de cultivo.

         De todos os países, o Brasil é o que mais usa agrotóxicos em suas lavouras e os malefícios provenientes da  adubação química são ambientalmente um desastre. Alguns defensivos e fertilizantes causam supressão da biodiversidade, compromete a saúde humana e uma vez percolados  no solo, demoram anos para serem assimilados e decompostos  pelos micro-organismos,  causando contaminação e degradação dos solos,  além redução de fertilidade em áreas agricultáveis ao longo do tempo.

       Os resíduos químicos dos fertilizantes e defensivos, quando carreados pelas águas pluviais comprometem a qualidade dos recursos hídricos dos rio,  aquíferos superficiais e subterrâneos, com mortandade e alterações genéticas  em espécies de peixes.

     Para mitigar tais impactos diversas medidas devem ser adotadas, principalmente as  práticas corretas de manejo e de conservação  do solo.

Revisado por Editor do Webartigos.com