LUDICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Drielen dos Santos Magalhães

Regina Mota Costa

 

 A ludicidade é necessidade básica para a formação da personalidade, do corpo e da mente. Para Vygotsky (1991) “é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança”. Pois, com menos de três anos de idade, é essencialmente impossível envolver-se em uma situação imaginária, uma vez que isso implica uma forma nova de comportamento que liberta a criança das restrições impostas pelo ambiente imediato.

As crianças não tem o costume de separar o campo do significado do campo da percepção visual, sendo assim o brinquedo contribui para seu desenvolvimento, a medida que, aos poucos a criança distingue os significados dos objetos reais, sua percepção evolui a partir das experiências que o próprio brinquedo proporciona, ampliando seu imaginário.

Os educadores para obter um ensino mais eficaz tem adotado novas técnicas didáticas, de maneira lúdica consistindo numa prática inovadora e prazerosa.

Através do lúdico o educador pode desenvolver atividades que sejam divertidas e que contribuem para que o aluno desenvolva valores éticos e morais, tornando-se cidadão consciente dos seus deveres e de suas responsabilidades.

Vygotsky (1999), classifica o brincar em algumas fases: durante a primeira fase a criança começa a se distanciar de seu primeiro meio social, representado pela mãe, começa a falar, andar e movimentar-se em volta das coisas. Nesta fase, o ambiente a alcança por meio do adulto e pode-se dizer que a fase estende-se até em torno dos sete anos. A segunda fase é marcada pela imitação, a criança observa e imita o comportamento dos adultos com as quais ela convive. A terceira fase corresponde ao surgimento de regras e convenções a elas associadas. Em todas essas fases os jogos, brinquedos e brincadeiras contribuem de maneira positiva no processo de desenvolvimento infantil.

            Quando a criança inicia seu processo de escolarização na educação infantil, traz consigo as vivências trazidas de fora da escola, da família, enfim, de seu convívio social, sendo assim, ao pensarmos no que até este momento fazia parte de suas atividades, percebemos que o “brincar” teve o papel principal até então, desde seu nascimento, a maioria de suas aprendizagens se deram por meio de brincadeiras. Podemos observar claramente exemplos disso quando a criança brincando sozinha cria diálogos com seus brinquedos, conta as quantidades, faz questionamentos referente às cores etc.

            Desta maneira, a ludicidade é fundamental para um bom trabalho com a educação infantil, até mesmo nos primeiros momentos em que são trabalhados combinados para a turma no que diz respeito ao comportamento e regrinhas da sala e da escola. Se forem trabalhados voltados para a ludicidade terão mais aceitação e participação efetiva dos alunos.

            Posteriormente poderemos ver os resultados refletidos na aprendizagem, em que as crianças terão melhor expressão oral, corporal e auto – estima para desenvolver suas atividades.

Pensando em desenvolvimento integral, devemos nos preocupar em preparar e organizar o tempo e o espaço para que possam ocorrer situações diversificadas de aprendizagem para realmente se trabalhar de forma integral.

De acordo com VIGOSTSKY ( 1991), a arte brincadeira contribui para a prática educativa e no desenvolvimento da criança no que a diz respeito à comunicação e expressão.

Os estudos psicológicos de Piaget e Vygotsky apontam que a infância é uma fase fundamental na formação dos indivíduos, considerando que as crianças constroem conhecimentos a partir das interações que estabelecem com o meio: homem, cultura, sociedade.

Se desejarmos formar seres criativos, crítico e aptos para tomar decisões, um dos requisitos é o enriquecimento do cotidiano infantil com a inserção de contos lendas, brinquedos e brincadeiras. (VIGOTSKY) Como vimos, pela brincadeira a criança tem a capacidade de criar, imaginar, cooperar, desenvolver a auto-estima, estimulando a inteligência, criatividade, bem como a mesma possibilita à criança o exercício de concentração, atenção e engajamento, respeitando sua infância e seus interesses de acordo com a fase em que se encontra. 

 

 

9- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  

ANDRADE, Daniela Barros da Silva Freire. Jogos, brinquedos e brincadeiras: O lúdico e o proceso de Desenvolvimento infantil. Cuiabá, Edufmt, 2007 

ANTUNESCelsoInteligências múltiplas e seus jogos: Inteligência espacial (v. 4). Petrópolis/RJ: Vozes, 2006. 

PIAGET, J. A psicologia da criança. Ed Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998. 

VYGOTSKY, L. 1989. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes.