Os principais desafios encontrados em sala de aula demandam de certa apatia dos alunos em relação à leitura. Isto se dá, por vezes, devido à ausência de práticas e acesso de leitura dos mesmos antes de ingressarem no processo escolar. Pode-se conotar que muitos de nossos educandos não foram “ensinados” a gostarem de ler, não foram iniciados efetivamente neste processo, mesmo como expectadores, onde somente participem oralmente de histórias.

Assim sendo, com grande dificuldade, os docentes vão como que incutindo esse gosto pela leitura através de conversas orais, apresentação de livros e seus elementos (capa, ilustrações etc) e informações prévias dos assuntos a serem lidos, incentivando a participação de todos, visto que cada educando faz-se protagonista do processo de ensino-aprendizagem. Também, há que ressaltar-se a utilização de atividades relacionadas a assuntos e temas lidos ou ainda por ler, em forma de jogos e brincadeiras, acrescentam e transcendem as propostas de leitura iniciais.

Com isso, professores e professoras compreendem a função da leitura em suas diferentes modalidades (pelo professor, pelo aluno, compartilhada, para apresentar aos outros) e desdobram-se para incentivar o valor da mesma e a apreciação das diversas tipologias e gêneros textuais, atribuindo-lhe sentido, de acordo, é claro, com as peculiaridades de uma turma do 1º ano do ensino fundamental.

Todavia, reiteramos a desafiadora e ímproba realidade que sobre nós se descortina, pois, ainda que diante de tantas metodologias e didáticas possíveis, é grande a parcela de alunos que temem ou reprovam o ato de ler, que não tomam gosto por tais atividades, visto que, não evoluem em sua concepção e apropriação dos processos de leitura e escrita.

Com isso, o grande desafio a ser apresentado dá-se na concepção de boa parte dos educandos de que ler é desagradável, ainda que diante de tantas estratégias por parte dos professores e professoras, que insistem no prazer e necessidade da leitura, e, dessa forma, por vezes, os educandos negam-se a realizar as atividades relacionadas a esta.

Por fim, enfatizamos que, sendo a leitura um caminho para ampliação da percepção do mundo à nossa volta, uma vez que quanto mais um indivíduo lê mais integrado com o seu meio estará; e que a leitura não se dá apenas com os livros, mas com a observação e interação do indivíduo no meio social. É fato, portanto, que ninguém nasce sabendo ler: aprende-se a ler à medida que se vive. Assim, se valorosa abrangência destas necessidades não se dão, torna-se possível, mas laboriosa a tarefa de inserir os educandos na esfera da leitura e, por conseguinte, da interpretação.