AUTORES:
JARDESON JOAQUIM BEZERRA
NIVIANE MARIELLY DA COSTA OLIVEIRA
Prof. Dr.RODIVAN BRAZ

RESUMO

O peróxido de hidrogênio (H2O2) é um dos agentes oxidantes mais versáteis e de alta relevância na composição dos géis, disponíveis no mercado, como agentes clareadores. O mecanismo preciso do clareamento ainda é desconhecido ,acredita-se que após a dissociação do peróxido de hidrogênio, este libera radicais livres de oxigênio, os quais por terem baixo peso molecular, penetram no esmalte e na dentina, atingindo os cromóforos. Assim os radicais produzidos advindos iram proporcionar a quebra desses cromóforos, logo quanto mais radical em menor tempo possível se efetua o clareamento. Assim este trabalho objetivou  quantificar a taxa de decomposição do peroxido de hidrogênio dos agentes clareadores Foi realizado a partir dai a titulação de 80 amostras de peroxido de hidrogênio associado a enzima catalase ,sendo 40 com o estrato bruto e 40 com a enzima pura, a titulação foi com permanganato de potássio  em  meio ácido através  do uso do ácido sulfúrico ,sendo o tempo entre colocar a enzima junto ao agente clareador e realizar a titulação  de  3 minutos. Dos resultados avaliou-se que a decomposição do peroxido de hidrogênio era acelerada passando de taxas de 35% para taxas de 21% no intervalo de 3 minutos  e passando de 35% para aproximadamente 0,4% também em intervalos de 3 minutos quando se usa a enzima pura. Logo devido ao excelente poder de degradação do agente clareador advindo  da enzima ,iria proporcionar uma maior quantidade de radical livre e teoricamente com isso uma maior eficiência do clareamento dental maximizando o resultado e minimizando o tempo . Assim cabe um maior estudo para avaliar sobretudo  a acurácia do uso da enzima catalase em relação a comparação ao uso de ph para o acelerar o clareamento dental.

1- INTRODUÇÃO

Preservar a estética ou tornar-se belo é interesse das pessoas desde o inicio das civilizações (HEYMANN, 1987). Entretanto, com o crescimento da economia mundial e o desenvolvimento de todos os seus setores, foi criado um mercado de trabalho com mais concorrência. Assim sendo, a beleza deixou de ser apenas vaidade, tornando-se também necessidade para alguns, uma vez que a competitividade da sociedade moderna impõe parâmetros considerados ideais com relação à aparência. Dentre estes, dentes claros são considerados sinais de higiene, status e sucesso (BARATIERI et al., 1993). Se comparado à execução de coroas totais, facetas de resina composta ou porcelana, o clareamento dental tornou-se relativamente simples, menos invasivo e de baixo custo (HAYWOOD e HEYMANN, 1989; SWIFT JR., 1997; LEONARD JR., SHARMA, HAYWOOD, 1998), por ser um procedimento que consiste em um processo de oxidação (HA'YWOOD, 1992; BARATIERI et al., 1993). Onde o agente clareador penetra nas estruturas dentais e oxida moléculas pigmentadas. Então, por ser uma técnica simples, extremamente conservadora, pouco dispendiosa e com grande percentual de sucesso vem sendo muito difundida e aceita por grande parte dos profissionais e pacientes. Haywood e Heymann (1989) apresentaram o primeiro artigo que descreveu sobre a técnica de clareamento dental caseiro, supervisionado pelo profissional. Essa técnica utilizava uma placa protetora macia e flexível, associado ao peróxido de carbamida à 10%, utilizado no período noturno. Sua principal vantagem era ser uma técnica simples de ser executada, utilizar um agente clareador não cáustico (ph em torno de 6 ou 7 ), necessitando de poucas sessões e baixo custo.

O peróxido de hidrogênio (H2O2) é um dos agentes oxidantes mais versáteis e de alta relevância na composição dos géis, disponíveis no mercado, como agentes clareadores. O mecanismo preciso do clareamento ainda é desconhecido. Acredita-se que após a dissociação do peróxido de hidrogênio, este libera radicais livres de oxigênio, os quais por terem baixo peso molecular, penetram no esmalte e na dentina, atingindo os cromóforos.

Torres et al., em 2007, escreveram uns capítulos sobre “Mecanismo de ação dos agentes clareadores” cita que a existência de cadeias macromoleculares longas e complexas no interior de estruturas biológicas como os dentes, faz com que mais luz seja absorvida e menos refletida .Porém o clareamento dental encontra alguns entraves ,sabendo-se que os radicais livres são os responsáveis pela eficiência do clareamento ,quanto mais rápido e maior número de radicais livres mais rápido o clareamento se realiza porém o uso de laser em geral degrada o peroxido de hidrogênio em um tempo longo e em baixa porcentagem. Em substituição ao uso de laser no processo de clareamento dental, já se encontra no mercado clareadores que dispensam o uso de laser/Led, porém para que aconteça o processo de degradação do peróxido utiliza-se um pH baixo, podendo gerar danos à polpa. Assim métodos alternativos para degradar o peroxido em pouco tempo e que não alterem o pH e tenham uma boa biocompatibilidade seria uma alternativa para associação com o peroxido de hidrogênio dos agentes clareadores. Assim este estudo teve como objetivo verificar a atuação da catalase ( enzima da família das peroxidases) avaliando o seu potencial na degradação do peróxido de hidrogênio, viabilizando uma provável substituição tanto do laser como dos uso de substancias que reduzem o pH evitando um provável dano ao complexo pulpar. [...]