É sempre melhor estar de bem com as pessoas, mesmo que não façam parte diretamente da nossa vida. É uma limpeza que a gente faz daquilo que restou nos cantinhos dos nossos sentimentos. Uma varredura para retirar possíveis ressentimentos que possam estar atrapalhando o nosso crescimento e desenvolvimento. Resolver estas questões é parte essencial para progredirmos e termos mais consciência do nosso papel. Isso é aparar as arestas do nosso coração, justamente para que o novo venha sem precisar se espremer pela porta. Sem apertar nenhum outro sentimento no peito. Para que tudo fique livre e bem à vontade dentro da gente, com o direito de ir e vir quando for o tempo de cada coisa. Liberdade. Este ainda é um grande desafio, porque muitas pessoas acham que devemos estar presas umas às outras, e essa prisão só afasta, faz com que nós nos percamos um pouco a cada dia. Essa limpeza é para retirar a densidade existente no coração. É aceitar de maneira direta e simples, ou, de uma forma minimalista, que apenas somos. E “SER” no sentido mais puro e transparente. Sem pensamentos, sem ter a mente cheia e trabalhando contra a gente o tempo todo. “SER”, da maneira mais doce e sutil possível. “SER” para então começar a se envolver, a se misturar, porque é assim que evitaremos o “nos perder” desse “SER”. Antes de tudo, sendo nós mesmos. Seres nascidos do amor, envoltos no afeto, protegidos no carinho, encorajados pela satisfação de ainda podermos nos amar.

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