Psicologia na Educação
 
Psicologia na Educação
 



Embora tenha sido reconhecida como ciência em 1879, é claro que a psicologia sempre existiu, afinal, o ser humano em todo o tempo se transforma. É ela um objeto de estudo que visa conhecer e compreender o ser humano na sua totalidade, ou seja, biologicamente, socialmente, emocionalmente e culturalmente.
Algumas teorias psicológicas dão suporte para várias outras, a começar por Sigmund Freud, com a psicanálise.

Conhecedores de que para se ter sucesso em nosso objetivo maior que é o ensino, necessitamos desfrutar do que a psicologia tem para nos oferecer, ela vem para somar e esclarecer, se estudada com seriedade e cuidado. É certo que para se alcançar o interesse do alunado, é necessário usar de várias ferramentas; e para saber o que lhes desperta o olhar, precisamos conhecer em que estágio de desenvolvimento eles estão. O grande erro que se observa, é a tendência que se tem de afirmar e vivenciar em sua prática um único ponto de vista, porque ser somente Piagetiano? Não se pode mesclar todas as teorias citadas até aqui? Porque não usamos todas para nosso proveito, na medida e tempo exatos? Enquanto os estudiosos se dividirem em grupos, pintarem bandeiras e defenderem uma única tese, a meta prioritária não será realizada na sua completude.
Dizer que Freud estava equivocado em sua teoria sobre a sexualidade humana é cometer um erro, assim como descartar todo o estudo de Piaget sobre a maturação humana, e ficar somente com a teoria histórico social de Vigotsky, sem levar em conta o caráter das emoções de Wallon, por exemplo, também é bitolar-se. Nós, como profissionais deste meio tão diverso e complexo, temos de estar aptos e abertos para receber informações, conceitos e diretrizes das mais diversificadas, para daí então adaptar as mesmas para o nosso meio, nossa realidade contemporânea.
Para tanto, faz-se necessário conhecer, não podemos contentar-se com fragmentos. È certo que na atualidade muitos educadores, estejam eles dentro ou fora das salas de aula, desconhecem a importância do fator psicológico na aprendizagem, muitos continuam a tratar os alunos, sejam eles de quaisquer idades como adultos em miniatura.
Quando as etapas de desenvolvimento não são conhecidas e respeitadas, ocorre uma ruptura no processo de ensino aprendizagem, cometemos graves erros quando desassociamos aprendizagem e desenvolvimento:
* Não levamos em conta em que estágio o aluno está, e preparamos uma aula de acordo com o que nos atrai.
* Deixamos de usar o lúdico.
* Não fazemos uso das diversas formas de linguagem, preferindo mesmo inconscien-temente a que nos agrada.
* Nosso olhar fica limitado.
* Não usamos de material concreto, ou exageramos no uso deste material.
* Podemos também, tomar um critério de desenvolvimento como algo imutável, dedu-zindo que todos devem atingir determinado patamar ao mesmo tempo, ou com a mesma idade, esquecendo que isso pode ser relativo e mudar de pessoa para pessoa.
Precisamos estar preparados para compreender a personalidade como um processo que se constitui e desenvolve por toda a vida, assim veremos positivamente a complexidade nas relações estabelecidas entre os sujeitos, e a carga de conhecimento e valores que cada um carrega consigo. Mesmo porque a escola é um amplo espaço de socialização que exerce grande influência, portanto, é essencial flexibilizar as regras e os papéis entre todos os agentes levando-os a reflexão sobre diversos assuntos. Isso acontece quando permitimos o expressar do outro, não ficando apenas com nossa visão de mundo, devemos usar da motivação e da diversidade, seja ela cultural ou mídiatica, não vendo a tecnologia apenas como inimiga ou perturbadora, mas trazê-la para o nosso lado usando- a com coerência e domínio.

É respeitando a diversidade que haverá a inclusão. É aceitando a diferença entre nós que compreenderemos e toleraremos a diferença que vem de fora; livres para discordar, porém, sem preconceitos. Somos, sim, diferentes, temos nossas particularidades, o que deve ser igual, é o objetivo de porque estamos aqui.
Tudo isso deve ser visto dentro de um contexto social, envolvendo toda a comunidade, que deverá somar positivamente com idéias e ações, elaborando um PPP democrático, ocasionando uma prática integrada e libertadora.
Andreia Detogni
 
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