I ? CONCEITO







Período de 400 anos de silêncio divino, sem uma voz profética. Ocorreu entre os últimos eventos do AT descritos no livro de Malaquias e o começo dos acontecimentos do NT, descritos no livro de Mateus. (segundo os historiadores de 536 AC até 5 AC).




Embora nenhum profeta inspirado se tivesse erguido em Israel durante aquele período, e o A.T. já estivesse completo aos olhos dos judeus, certos eventos ocorreram e deram ao judaísmo posterior sua ideologia própria e, providencialmente, prepararam o caminho para a vinda de Cristo e a proclamação do Seu evangelho.










II ? IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DESTE PERÍODO




1. Razões históricas - Explicam o fundo histórico do Novo Testamento;




2. Razões culturais - Explicam a origem e desenvolvimento dos costumes, instituições e vida religiosa do povo judaico do período do Novo Testamento;




3. Razão Messiânica - Demonstra como Deus preparou o mundo para a vinda de Cristo.







III ? AS DIVISÕES DO PERÍODO INTERBÍBLICO




1. Período Persa 536-331AC







2. Período Grego 331-167AC




a. Período Grego próprio 331-323AC;




b. Período Egípcio 323-198AC;




c. Período Sírio 198-167AC.










3. Período Macabeus 167-63AC










4. Período Romano 63-5AC













CONCLUSÕES




O período interbíblico, ou também chamado de 400 anos de silêncio divino, onde não se levantou nenhuma voz profética e que ocorreu entre os últimos eventos do AT descritos em Malaquias e o começo dos acontecimentos do NT relatados no livro de Mateus estendeu-se de 536 AC a 5 AC.




Seu estudo é importante para compreender o fundo histórico do NT, além de trazer o entendimento da cultura do povo judaico, seus costumes, instituições e vida religiosa no período do NT, isto sem contar a razão messiânica, ou seja, analisar o desenrolar das ações de Deus em preparar o mundo para a vinda de Cristo.




Vemos em que cada época do período interbíblico a política e as conquistas bélicas da judéia por vários povos e nações vai moldando a vida e o procedimento do povo judeu, desencadeando-lhes diversas reações, pensamentos e atitudes que desembocam em correntes de pensamento expressas em seitas e em partidos políticos presentes na época da vinda de Cristo. Temos os fariseus, saduceus e os essênios, além dos escribas que eram redatores de normas reais e religiosas, como seus principais representantes, entre outros.




É inegável o impacto do helenismo no desvio do povo judeu à fidelidade à Lei. Helenismo é a adoção de práticas e estilo de vida gregos, introduzidos na época da conquista da judéia por Alexandre, o grande (333 AC).




Alguns exemplos são a construção de ginásios com pista de corrida onde a prática esportiva era realizada por atletas despidos, nas competições eram invocadas divindades pagãs. Teatro grego e vestes gregas, cirurgia para remover as marcas da circuncisão, mudança de nomes hebreus para nomes gregos. Altares erigidos e consagrados a Zeus e outras divindades gregas e a prostituição cultual.




O helenismo deixou fortes raízes que acabaram por dividir o pensamento do povo judeu, criando conflitos e fazendo-se necessária uma nova ordem trazida por Cristo, mas eles não aceitaram-na e nem compreenderam o que estava acontecendo.




Na época do nascimento de Cristo o povo judeu vivia oprimido sob o poderio de Roma, aguardava um libertador político e não percebeu que entre eles estava o próprio Deus, trazendo-lhes redenção eterna.
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