HIPERATIVIDADE X TDAH: O Desafio na Relação Professor – aluno nas Classes do 1º ano do Ensino Fundamental

Ângela Conceição dos Anjos Pena[1]

Maria Madalena Santos Nunes[2]

Priscila Duarte Dias[3]

[1] Psicopedagoga e Professora da Escola Superior Madre Celeste – ESMAC. Presidente do Colegiado do Curso de Pedagogia e Diretora Pedagógica Voluntariado na Associação Escola Amintas Pinheiro (AEAP) [email protected]

[2] Licenciada em Educação em Ciências, Matemática e Linguagens – UFPA e Professora na Associação Escola Amintas Pinheiro (AEAP). [email protected]

[3] Pedagoga formada pela Escola Superior Madre Celeste – ESMAC e voluntária na brinquedoteca da Associação Escola Amintas Pinheiro (AEAP) [email protected]

 

RESUMO

O presente trabalho traça uma abordagem sobre Hiperatividade versus TDAH e o desafio na relação professor-aluno nas classes de 1º ano do ensino fundamental. Traçou-se, em um primeiro momento, o histórico da descoberta da hiperatividade, depois se caracterizou o termo hiperatividade. A metodologia utilizada foi à bibliográfica e a de campo, sendo que a pesquisa de campo foi realizada em uma escola de cunho social chamada Associação Escola Amintas Pinheiro (AEAP), entidade de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter não governamental, fundada em 08/02/2014, tem sede própria e esta localizada na Estrada do Icuí-Guajará, nº 16, no município de Ananindeua/Pará, e atende 350 crianças carentes do bairro do Icuí-Guajará e seu entorno; oferecendo ensino gratuito à Educação Infantil (maternal, jardim I e jardim II) e Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano), no turno da manhã, assegurando aos alunos o lanche escolar e atividades esportivas (natação, dança e futebol), no contra turno, sendo mantida por uma instituição de ensino superior, na qual tivemos como informantes duas professoras do 1ºano do ensino fundamental, como também outros setores da rede Estadual de Saúde do Pará, CAPS’i / SESMA especificamente na área de psiquiatria. Constatou-se uma significativa diferença entre os profissionais da educação que atuam no projeto social e os que atuam na rede privada, estes últimos demonstraram um maior preparo em lidar com os sintomas da doença, os primeiros conseguem apenas perceber que as crianças são diferentes, mas um diferente negativo, pois as classificam de “danadas”. No contato com os profissionais da saúde constatou-se a possibilidade de minimização do quadro da hiperatividade desde que seja feita uma parceria entre todas as camadas de profissionais que circundam o cotidiano da criança com TDAH e seus familiares.

Palavras- chave: Hiperatividade da criança; Psicologia educacional; Ensino fundamental; Professor; aluno.

1          INTRODUÇÃO

A finalidade de conhecer as caracterizações da hiperatividade e seus reflexos na relação professor-aluno nas classes do 1ºanos nos instiga a pesquisar sobre o tema em vista da possibilidade de sistematizar conhecimentos que possam contribuir para a melhoria da ação didático-pedagógica dos professores e elevar o nível das relações interpessoais com os alunos a partir do reconhecimento dos aspectos comportamentais que as crianças hiperativas manifestam no cotidiano escolar.

Enquanto educadores em formação continuada, precisamos conhecer os aspectos caracterizadores e identificadores da hiperatividade, pois em muitos casos eles ficam obscuros na formação acadêmica levando a busca de referências que possam balizar nossa ação e contribuir no cotidiano da vida discente na escola, em especial sala de aula, para quando se confrontarem com situações em que a criança com TDAH tenha direitos garantidos em quanta cidadã de acesso às classes regulares.

O estudo busca contribuições no campo didático e pedagógico a partir do reconhecimento dos aspectos que caracterizam a hiperatividade, de maneira que o essencial é que se oportunize a pesquisa para complementar a nossa formação acadêmica e pedagógica. Devido à restrição de estudos nesta área, em diversos momentos a relação professor-aluno fica desgastada, pela falta de conhecimento do saber lidar com situações promovidas pela criança hiperativa na escola.

Tais estudos foram elaborados a partir de coletâneas bibliográficas, pesquisas de campo, e, por intermédio de entrevistas com profissionais que atuam diretamente com crianças portadoras desses transtornos – especificamente os portadores de TDAH - tendo ainda, como palco, uma escola de cunho social chamada Associação Escola Amintas Pinheiro, onde demos ênfase aos alunos dos 1º anos do ensino fundamental.

Neste caso, o estudo proposto poderá contribuir para a elaboração de novas estratégias que venham a facilitar o relacionamento do professor com a criança hiperativa nas classes do 1º ano, buscando-se através de referenciais teóricos o reconhecimento dos aspectos determinantes da TDAH e com isso elevar o nível da qualidade da relação educador e educando.

A criança com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) têm por natureza a capacidade de aprender e na maioria das vezes este processo de aprendizagem não se caracteriza por causa da falha de habilidade do Educador em lidar com a criança hiperativa.

Enquanto educadoras, acreditamos na possibilidade de construção de um processo educativo pautado no respeito e tolerância frente às diferenças que se apresentam entre sujeitos, de maneira que a partir da compreensão dos aspectos caracterizadores das crianças com hiperatividade, os professores possam contribuir para a construção de um relacionamento regido por princípios éticos que sejam capazes de valorizar a condição do outro.

No primeiro momento, relataremos o histórico da hiperatividade; Enquanto que no segundo, será exposta a visão holística da temática bem como sua caracterização sobre os aspectos da psiquiatria em parceria com os demais profissionais de abrangência da psicologia, bem como a caracterização da hiperatividade, suas possíveis causas e sugestões de tratamento e intervenções; também estaremos discutindo principalmente a relação professor-aluno e suas consequências no processo ensino-aprendizagem, assim como resultados obtidos na pesquisa de campo e nas análises bibliográficas. [...]