RESUMO

O presente trabalho é o fruto de nossa tese a promoção para titular na Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. A tese está dividida em duas partes, no entanto, neste trabalho, abordaremos apenas a primeira. A questão, indiscutível, diz respeito ao uso indiscriminado dos elementos da tese de Duval por nós, seus seguidores. Isso impacta, negativamente, nos estudantes e nos iniciados na tese. Tratamos de discutir a forma muito próxima com a qual vimos lidando com os aqui considerados principais elementos base da teoria: Registro Semiótico; Registro de Representação; Representação Semiótica e Sistema Semiótico. Nessa discussão apresentamos como cada elemento nos sãos conhecidos a partir dos trabalhos de Duval e de nós, seus seguidores. Apresentamos as dificuldades de se compreender a teoria e de onde está surge para, em seguida, trazermos uma nova abordagem a qual busca eliminar o tratamento muito próximo que se dá entre os elementos base da teoria. Para dá conta desta parte, trabalhamos com alunos de graduação e pós-graduação. Vários artigos, escolhidos de modo pertinente foram estudados por estes alunos. O universo total da pesquisa conta com 292 alunos assim distribuídos: 76 alunos do ensino médio da Escola José Glicério, da rede estadual de Pernambuco; 96 da Escola Professora Helena Pugó, referência da rede estadual de ensino do mesmo estado; 60 do curso de Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); 60 do curso de Mestrado Profissionalizante do Centro de Sistemas e Estudos Avançados do Recife (CESAR). Quanto à metodologia, para além de analisamos cento e vinte (120) artigos, estudamos a fundo a tese de Duval (2004) com a finalidade de observar o tratamento próximo entre os elementos e como, filosoficamente, o autor os trata, investimos em questionários em uma forma apresentada a posteriori.

Palavras chave: Registro. Representação. Sistema Semiótico. Transformação. Conversão.

Introdução.

            A introdução de uma tese visa, em primeiro lugar, de modo mais extensivo que o resumo, despertar no leitor o interesse pela leitura pelo ponto de vista que este ou aquele trabalho pode contribuir com ideias a ser desenvolvidas. Sabemos, também, que a introdução de uma tese tem a função de descrever aquilo que se pretende fazer, alguns elementos abordados, mas sem ultrapassar o limite das informações. Mesmo porque eles deverão ser aprofundados durante o trabalho.

            É, portanto, fundamental observar que uma introdução não pode ser contraditória. Afirmar que X é um objeto e, depois, que X não é um objeto, somente faz sentido se ficar claro para o leitor que este é o problema da pesquisa. Há, portanto, em uma introdução, a necessidade de ser fiel ao trabalho que no momento se desenvolver e, por este motivo, estaremos tratando, inicialmente, da introdução de Duval (2004) para a tese Semioses e pensamento humano, registro semiótico e aprendizagem intelectual.

            Este trabalho é o primeiro fruto de nossa tese para promoção a titular na Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. A tese tem o sugestivo título: Registros de Representação Semiótica: Propositura de Classificação Didática para melhor Cognição dos Elementos Base e investimento em Linha de Pesquisa proposta por Raymond Duval.

            Nele apresentamos que os elementos registro, representação e sistema semiótico vem disso usados como se fossem o mesmo ou, de uma forma ininteligível. Os elementos são distintos, tem ações distintas e obedecem a uma hierarquia. [...]