ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL: SEU PAPEL NA FAMÍLIA E NA ESCOLA

Por Rúbia Jaqueline Schaefer | 28/09/2026 | Educação

ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL: SEU PAPEL NA FAMÍLIA E NA ESCOLA


 

                           Arthur Holz Ifarraguirre

                      ifarraguirreifa@gmail.com

                                            Rogério Hoff

hoffrogerio@gmail.com

Roseli Pereira da Luz

rooluz.luz@gmail.com

Rubia Jaqueline Schaefer 

rubiaschaefer@yahoo.com.br 




 

RESUMO

Este artigo tem como tema a Orientação Educacional: seu papel na família e na escola, e como objetivo entender a importância do trabalho do profissional de orientação educacional nas escolas. Pretende mostrar todo o processo de inserção no ambiente escolar como também apresentar um olhar diferenciado diante da diversidade e das adversidades encontradas na escola alicerçada num pilar teórico, prático, orientados por uma supervisão embasada. Entende-se ser este um profissional que durante sua formação tem a possibilidade de aprender sobre o desenvolvimento humano, relações interpessoais e mecanismos e processos de aprendizagem de modo mais aprofundado. Nesse sentido, é também o profissional que pode contribuir de muitas maneiras para os processos de ensino e de aprendizagem. Entre as diferentes ambiências humanas, a escola tem sido historicamente, a instituição escolhida pelo Estado e pela família como o melhor lugar para o ensino-aprendizagem de valores, de modo a cumprir, em se tratando de educação para a vida em sociedade, a finalidade do pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o mundo do trabalho. 


 

Palavras-chave: Orientação – Educação – Família – Escola.


 

INTRODUÇÃO


 

Este artigo descreve o papel do profissional pedagogo, enquanto orientador, e a importância do seu trabalho com a família e na escola. O orientador educacional já foi conferido como inspetor escolar e disciplinador. Hoje acredita-se que ele trabalha como intermediador na educação e nos ensinamentos escolares, na ajuda aos professores e à família para a melhor aprendizagem dos alunos.

A escola como um todo deve dar abertura para que este profissional tenha uma boa convivência com pais, alunos e professores, preocupando-se e focando suas ações no aluno.

Entende-se também que tem como papel fundamental ajudar na relação pais e filhos para que esta não seja um fator de empecilho para o bom desenvolvimento do aluno na escola, criando uma parceria entre todos para o bem-estar do educador.

O orientador educacional deve se aprimorar sempre, com dedicação e atenção, ser dinâmico e estar sempre em evolução. Os pais e a escola são parcerias constantes em seu trabalho, representando ponto de apoio e sustentação para que haja bons resultados na formação do sujeito aluno.


 

1 DESENVOLVIMENTO


 

  1. Orientação Educacional 


 

Orientação educacional refere-se à assistência dada ao educando a fim de oportunizar seu pleno desenvolvimento, mediando a relação entre o ambiente escolar, a família e a comunidade.

Batista (2010), conceitua orientação educacional como sendo o processo intencional e metódico destinado a acompanhar o desenvolvimento intelectual e a formação integral da personalidade dos estudantes. Relata ainda que o papel do orientador escolar é primordial para a construção do relacionamento seguro e claro de ambo e um bom desempenho em relação ao planejamento escolar e às metas a alcançar.

A orientação escolar prevê ações planejadas que integrem alunos, professores, direção, currículo escolar e comunidade a fim de promover, de forma humanizada, o desenvolvimento físico, pessoal, intelectual e moral do discente.

Paulo Freire faz vários alertas quanto à prática pedagógica do orientador, que deve estar voltada para a “amorosidade”, a reflexão crítica constante sobre a prática de orientar e ainda é muito enfático e repetitivo de forma positiva quando fala que “quem orienta ensina, e quem aprende ensina ao aprender. Quem ensina, ensina alguma coisa a alguém” (FREIRE, 2015, p. 25).

O Orientador Educacional desenvolve um conjunto específico de atividades, tais como: incentivar o corpo docente no processo de sua aprendizagem, orientá-los para as temáticas sociais e afetivas, e auxilia-los na sua escolha profissional, são papeis que o Orientador Educacional desenvolve. Essas atividades se realizam com o apoio ou a parceria de diversas fontes, a saber: a estrutura educacional, os professores, os pais e até mesmo os próprios alunos (SANCHES, 1999, apud Lucian et al 2019). 

Entende-se também que a atuação do orientador educacional faz-se essencialmente junto aos alunos de um modo geral. Assim o papel do orientador pedagógico, está vinculado a um trabalho de colaboração com os demais profissionais do contexto educacional, e não de um fiscalizador que tenha como finalidade apenas fazer críticas sem uma proposta pensada conjuntamente frente aos conflitos da realidade escolar. 

           Deve-se ter clareza de que os tempos mudaram, os alunos mudaram, as relações familiares mudaram, as relações sociais também se transformaram e tudo isto desemboca na escola. Portanto, o professor também terá que acompanhar estas mudanças, sob o risco de ficar desatualizado e excluído da própria profissão. 

O desafio hoje é orientar uma geração que está bombardeada com informações e consegue ter acesso ao conhecimento sem precisar estar na escola. Dentro dos novos contextos de aprendizagem, o professor precisa propor um trabalho voltado a estes alunos mais dinâmicos e carentes de conhecimentos significativos e o orientador educacional deve acompanhar este trabalho.

Segundo Freire (2015), entre as diferentes ambiências humanas, a escola tem sido historicamente a instituição escolhida pelo Estado e pela família como o melhor lugar para o ensino-aprendizagem dos valores, de modo a cumprir, em se tratando de educação para a vida em sociedade, a finalidade do pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o mundo do trabalho. 

Segundo Lakomy (2008), para muitos docentes, a aprendizagem é confundida com suas manifestações exteriores e os resultados que, em si, estas geram. Normalmente, o professor não compreende adequadamente o que se passa de fato no interior do sujeito quando ele aprende.

Quanto à motivação do educador, é importante salientar a necessidade do mesmo estar sempre satisfeito, motivado e amar a sua profissão, pois, só assim, há maior empatia com o aluno.

O aprendizado consiste em uma mudança relativamente persistente no comportamento do indivíduo, devido à experiência. Portanto, enfatiza de modo particular a maneira como cada indivíduo interpreta e tenta entender o que acontece. O indivíduo não é um produto relativamente mecânico do ambiente, mas um agente ativo no processo de aprendizagem, que procura de forma deliberada processar e categorizar o fluxo de informações recebido do mundo exterior.

Lakomy (2008, p.18), ainda relata que:


 

A aprendizagem não é simples passagem da ignorância ao saber, sem resistência e sem conflitos. Nesse processo, acontece algo novo que não envolve uma simples reestruturação. Trata-se, pois, de um fenômeno a partir do qual um sujeito toma para si uma nova forma de conduta, transforma a informação em conhecimento, hábitos e atitudes novas. 


Portanto, pode-se dizer que a aprendizagem ocorre quando, por meio de uma experiência, muda-se conhecimento anterior sobre uma ideia, comportamento ou conceito. É importante entender que para a aprendizagem ocorrer é necessário que haja uma interação ou troca de experiências do indivíduo com o seu meio ambiente ou comunidade educativa.

Por isso, a formação de professores e orientadores pode desempenhar um papel importante na configuração de uma nova profissionalidade docente, estimulando a emergência de uma cultura profissional no orientador e na cultura organizacional no seio das escolas.

Segundo Falsarella (2008), para obter a participação da família a escola deve mudar e tentar estabelecer relações mais transparentes de forma a ter a família como aliada na aprendizagem das crianças.

Para Falsarella (2008), a simples atitude da família em demonstrar interesse pelo cotidiano escolar promove maior interesse da criança. Ressalta ainda que é a família que dá a base emocional para a criança aprender, transmite autoconfiança e passa a mensagem de que a educação é importante, fato comprovado na fala da psicopedagoga. O autor ainda relata que relações de confianças são fundamentais para que seja construída uma real cooperação entre a família e a escola”. (p.38).

 A família é todo o suporte que a criança precisa e quando ela é presente e interessada a criança deseja mostrar resultados.

Segundo Wagner (2011), é preciso que os profissionais da educação aceitem que o seu saber educativo não pode se distanciar e nem se colocar acima dos saberes das famílias, devendo haver convergência e aproximação dos saberes para que se construa uma relação de confiança mútua e cooperação entre família e escola, compartilhando um mesmo projeto educativo.

Segundo Polity (2001), somos produtos do meio e sofremos grande influência da família, sendo o grupo familiar fator decisivo para a condução e/ou resolução da situação (dificuldade de aprendizagem).

Assim, entende-se que a escola a família e a orientação devem fazer um trabalho em conjunto em prol da educação dos alunos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A sociedade, tal como está organizada, não é a que desejamos. Sonhamos e necessitamos de uma sociedade verdadeiramente democrática e ética, que possibilite a todo o cidadão a garantia de seus direitos.  

Nesse contexto, a escola tem a função de contribuir para a formação de cidadãos íntegros, reflexivos e responsáveis, comprometidos com seu ambiente/comunidade, motivados para busca contínua do conhecimento e aperfeiçoamento pessoal/social, resgatando e vivenciando valores que devem permear o modo de ser de relacionar-se das pessoas.

O comportamento educacional da escola não se restringe somente aos alunos, mas também aos educadores, trabalhadores em educação, responsáveis na comunidade escolar e à própria sociedade. Ao proporcionar e incentivar vivências que, além da construção do conhecimento científico, priorizem a valorização da autoestima/motivação e do comprometimento de todos os envolvidos no processo educativo, desperta-se uma consciência maior de cidadania, estabelecem-se objetivos e metas, criam-se hábitos/atitudes que favorecem a essas transformações sociais tão almejadas.

Contudo, entende-se com este estudo que o papel do orientador é buscar pela relação família-escola-comunidade, fazendo da escola um lugar onde os alunos sintam prazer de estar, um porto seguro num mundo inseguro e de interação com seu mundo particular.


 

REFERÊNCIAS 


 

BATITSTA, E. M. Gestão Pedagógica: supervisão e orientação (SOCIESC). São Paulo: Know How, 2010


 

FALSARELLA, A. M. E a família, como vai? Presença Pedagógica: vol14, n84, Nov/dez 2008.


 

LUCION, Cibele da Silva; SILVA, Richard da; BERTI, Vanilda Antunes. EStratégias de ação do orientador educacional para atrair familiares no contexto da escola. Disponível em: file:///C:/Users/userr/Downloads/2941-8479-1-SM.pdf


 

POLITY, E. Dificuldade de Aprendizagem e Família: construindo novas narrativas. São Paulo: Vetor, 2001.


 

SANCHES, C. Orientação Educacional e o adolescente. São Paulo: Arte & Ciência, 1999.

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