EDUCAÇÃO INDÍGENA: A INFLUÊNCIA DA CULTURA NO NOSSO COTIDIANO

Ana Caroliny Brandão dos Passos[1]

Ângela Conceição dos Anjos Pena[2]

Iracildo Pereira Castro[3]

RESUMO

Discute-se primeiramente o conceito de pesquisa nas áreas a Educação Indígena: Influência da cultura no nosso cotidiano, tendo como objetivo: Analisar as influências da cultura indígena e as relações entre a escola e a vida dos alunos na Educação Básica. O trabalho foi desenvolvido a partir de um breve histórico da Educação Indígena, e perspectiva da pesquisa de campo proveniente do processo evolutivo de registro e disseminação do saber, dos valores, costumes e tradições culturais, que estão se perdendo, fizer um trabalho continuo e diversificado, na fundamentação teórica, as legislações, levando a refletir e que a escola pode inserir em seu ensino em uma visão mais ampla, moderna e eficaz, acompanhando as mudanças pela qual a sociedade passa e a escola também é responsável. Sabemos que a educação é estabelecida como princípio básico para democratizar o mundo em que vivemos, tive a curiosidade e a inquietação de compreender esse universo cultural. Através deste estudo espero que esse trabalho possa contribuir, pedagogicamente fazendo subsídio na busca de novos caminhos.

Palavras Chaves: Educação. Cultura Indígena. Diversidade.

RESUMEN

Primero, discutimos el concepto de investigación en las áreas de Educación Indígena: Influencia de la cultura en nuestra vida diaria, con el objetivo de: Analizar las influencias de la cultura indígena y las relaciones entre la escuela y la vida de los estudiantes en la Educación Básica. El trabajo se desarrolló a partir de una breve historia de la educación indígena y una perspectiva de la investigación de campo del proceso evolutivo de registro y difusión de conocimientos, valores, costumbres y tradiciones culturales, que se están perdiendo, haciendo un trabajo continuo y diversificado. En la base teórica, la legislación lleva a reflejar y lo que la escuela puede insertar en su enseñanza en una visión más amplia, moderna y efectiva, acompañando los cambios a través de los cuales la sociedad pasa y la escuela también es responsable. Sabemos que la educación se establece como un principio básico para democratizar el mundo en el que vivimos, tuve la curiosidad y la inquietud de comprender este universo cultural. A través de este estudio, espero que este trabajo pueda contribuir, permitiéndome pedagógicamente la búsqueda de nuevas formas.

Palabras clave: educación. Cultura indigena La diversidad

1 INTRODUÇÃO

O presente estudo propõe-se pesquisar sobre a importância da cultura indígena e suas influências no cotidiano da educação dos sujeitos. A vivência na atividade docente nos anos iniciais do ensino fundamental me induz a afirmar que os docentes ainda utilizam o conhecimento sobre a cultura indígena de forma simplória, dentre estas na semana da data cívica de 19 de abril, dia do índio, pois desconhecem as contribuições para utilização dessa etnia na construção de conhecimento dos educandos.

O que se pretende com a pesquisa é justamente investigar os valores culturais, deixados pelos povos indígenas na composição dos costumes e práticas sociais, visando a reflexão de educadores e alunos quanto ao legado proporcionado pela cultura indígena e as mudanças pelas quais a sociedade passa, com ressonância na escola.

Trata-se de um estudo bibliográfico, sistematizado por meio de referencial teórico e complementado por pesquisa de campo realizada em escolas estaduais e municipais de Ananindeua, que compreende ao ensino fundamental menor 1º ao 5° ano.

Mesmo considerando a vivência em uma sociedade tecnológica em que valoriza o ensino diversificado ás informações, observa-se que alguns professores e alunos desconhecem o valor da cultura indígena, e essas influencias que estão presente no nosso cotidiano e que vem se perdendo por não ser trabalhado na escola, durante meu período de magistério e o que tenho observado.

Por essa razão é que o presente estudo além de optar por um estudo bibliográfico e de campo sobre a cultura indígena e seus valores nos tempos atuais visa despertar e valorizar o interesse do educando pela cultura indígena através de lendas, brincadeiras, atividades diversificadas, materiais concretos dessa cultura.

Nesse sentido a intenção dessa pesquisa é criar possibilidades através das atividades propostas para os alunos do ensino fundamental menor, levando a refletir sobre as influencias das comunidades indígenas e sua cultura, em virtude de quase não se desenvolver trabalho contextualizado e contínuo e a cultura regional e sua origem, para formação do cidadão paraense. Através deste estudo é possível contribuir para a produtividade didática, pedagógica dos educadores, relativo ao uso da cultura indígena na sala de aula, como subsídio na busca de novos caminhos para a prática educativa.

Entretanto nas instituições formadoras são trabalhados os contextos apenas na semana comemorativa do Dia do Índio, pelos professores apenas como culminância nas datas cívicas suas aulas da disciplina de História e não promover o projeto de maneira interdisciplinar, levando o aluno a refletir e até mesmo conhecer essa cultura, que por muito está sendo deixada de lado, pesquisar sobre seus valores, organização social, costumes, línguas, crenças e tradições.

Percebe-se que as crianças de 9 a 10 anos interagem com brinquedos, jogos e tecnologia, muitos desconhecem a sua própria cultura, como: comidas típicas,  artefatos como vaso de cerâmica, pulseiras de miçangas, os nomes dos bairros e ruas da capital de Belém, o costume de dormir em rede.

Diante disso, elege-se como problema central de pesquisa: como a cultura indígena contribui para a construção de conhecimentos dos alunos do Ensino Fundamental? Com a finalidade de elucidar o problema, elaborou-se as seguintes questões norteadoras: A escola contribui para a preservação da cultura indígena? Como a escola trabalha a diversidade cultural brasileira? Como a temática indígena vem sendo trabalhada no âmbito escolar?  Definiu-se os seguintes objetivos; analisar as influências da Cultura Indígena e as relações entre a escola e a vida dos alunos na educação básica; investigar como a escola contribui para a preservação da cultura indígena; identificar como a escola trabalha a diversidade cultural brasileira; conhecer como a temática indígena vem sendo trabalhada no âmbito escolar.

O percurso metodológico do estudo consta de pesquisa bibliográfica, tida como uma fase que foi realizada entre leituras de livros e artigos pesquisados, na expectativa de desenvolver esse trabalho.

O estudo está composto de pesquisa bibliográfica acerca dessa pesquisa foram analisados e estudados diferentes teóricos, artigos, teses, revistas e consultas na internet, para que esse pesquisador pudesse tentar transmitir de maneira clara e atual os conhecimentos e informações sobre a Educação Indígena: A influência da Cultura no novo cotidiano. No primeiro discute-se a questão da educação indígena no contexto brasileiro; no segundo momento discute-se A Cultura Indígena no processo educativo, seguido das considerações finais.

2. A EDUCAÇÃO INDÍGENA NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

Na Constituição Brasileira de 1988, no artigo 205, estabelece que a educação é direito de todos e de acordo com a Lei nº 11.645 de março de 2008, deve constar no currículo das redes de ensino público e privado sendo obrigatória a temática História e Cultura Afro-brasileira e Indígena.

Esse ensino deve ser oferecido aos alunos ao longo das aulas, cabe ao professor buscar métodos para desenvolver uma boa aula, respondendo as questões e curiosidades sobre esse povo que as vezes são excluídos pela sociedade, não podemos esquecer que são importantes na história do Brasil as crianças precisam conhece seus valores, costumes e tradições que contribuíram para a cultura paraense.

A EI, historicamente relegada à segundo plano, apesar das inúmeras contribuições e na formação do povo brasileiro, apenas no início do século XXI que começou a ter espaço no sistema educacional brasileiro, por meio da promulgação das diretrizes nacionais curriculares da educação indígena.

A sistematização veio de encontro aos preceitos contidos na LDB 9394/96 artigo 78.I, II revela que o sistema de ensino deverá abranger a cultura individual visando assegurar o direito à educação, considerando as peculiaridades culturais desses povos.

Ao assegurar a preservação da identidade, da cultura dos povos indígenas no texto da legislação educacional, é possível perceber a relevância que o Estado concede no contexto histórico nacional, visando manter viva a memória e a continuidade da história dos povos indígenas na sociedade brasileira.

I – Proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências;

II – Garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso ás informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não índias (BRASIL, 1996, p 55).

 

É possível também perceber que o Estado por meio da valorização da cultura indígena, busca sistematizar as práticas, os saberes, historicamente construídos por esses povos, mediante financiamento e apoio técnico para promover as ações educativas. Artigo 79. I, II, III e IV define como competência da União, financiando os sistemas de ensino no provimento da Educação Escolar Indígena, por meio de programas integrados de ensino e pesquisa, visando: Fortalecer as práticas socioculturais

As determinações do Decreto nº 6.861/2009, que dispõe sobre a organização em território Etna educacionais. No objetivo VII Zelar para que os direitos á educação escolar diferenciada seja garantido às comunidades indígenas com qualidade social e pertinência pedagógica, cultural, linguística, ambiental e territorial, respeitando as lógicas, saberes e perspectivas dos próprios povos indígenas. Com base nos objetivos do artigo 2º das Diretrizes Curriculares enfatizam o que almejam alcançar preservando seus valores, costumes e tradições e sancionar os problemas das comunidades, visando estabelecer boas condutas a todos da aldeia e seus direitos garantidos e amparado pela lei.

O direito a educação escolar indígena também foi contemplado no Plano Nacional de Educação (PNE), instituído pela Lei nº10.172/2001, que vigorou até ano de 2011. Nele constata que a deve ser ofertado o ensino e implantação dos programas para beneficiar as comunidades indígenas.

2.1 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DAS ESCOLAS INDÍGENAS

O currículo, está ligado às concepções e práticas que definem o papel social da escola, deve ser concebido de modo flexível, adaptado aos contextos políticos e culturais nos quais a escola está situada, bem como aos interesses e especificidades de seus atores sociais.

A Resolução nº 4, de 13 de julho 2010. Define as Diretrizes Curriculares para a Modalidade da Educação básica, entre elas estão à Educação Indígena. Na seção V no artigo 38. Aborda a organização das escolas indígenas, deve ser considerada a participação da comunidade, na definição do modelo para os indígenas.

I – Suas estruturas sociais;

II – Suas práticas socioculturais e religiosas;

III – Suas formas de produção de conhecimento, processos próprios e métodos de ensino-aprendizagem;

IV – Suas atividades econômicas;

V – Edificação de escolas que atendam aos interesses das comunidades indígenas;

VI – Uso de materiais didático-pedagógicos produzidos de acordo com o contexto sociocultural de cada povo indígena. (MEC, 2010, p 295-296)

 

Visando os princípios de suas memórias históricas, onde as comunidades devem ter acesso às informações técnicas, cientificas e culturais. O direito à educação diferenciada em contraposição a tradição assimilacionista e integracionista do período colonial, por meio de uma avaliação voltada apenas para civilização e desenvolvimento do país. Na atualidade é diferente pois visa a identidade e pertencimento étnico tendo todo um cuidado no processo de aprendizagem, onde começa pela formação de professores até o material didático especifico de cada comunidade.

As escolas indígenas disponíveis no MEC, nos últimos anos, nos permitem observar o progresso das escolas desde 1999 a 2010, onde cada ano a uma estatística elevada de instituições. Em 1999 foi o primeiro censo específico com 1.392 escolas; Em 2004 na pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e pesquisas Educacionais (INEP) do MEC saltou para 2.228; Em 2005 para 2.323; Em 2006 para 2.422; Em 2007 para 2.480; Em 2008 para 2.633; Em 2009 para 2.672; Em 2010 2.836 escolas indígenas.

Percentual de matricula dos estudantes indígenas em 2010 é a seguinte: Educação Infantil 10 %; Ensino fundamental 77,5%; Anos iniciais (72,7%); Anos finais ( 27,3); Ensino médio 5 %; Educação de Jovens e adultos 7,5; Fonte: (BRASIL,2013 p. 383.)

Os sistemas de ensino devem assegurar uma estrutura adequada as necessidades dos estudantes, educação diferenciada, laboratórios, bibliotecas, atividades esportivas e artístico culturais, oferecendo uma educação de qualidade sociocultural.

Na década de 1970, têm sido trabalhados os direitos a diferença cultural, onde movimentos da sociedade civil se dedicam a democratização do país e o povo indígena criaram a organização sociopolíticos com intuito de superar as situações tutelar que historicamente foram submetidos. Sendo assim com a organização do MEC para construir as Diretrizes Curriculares Nacionais.

A Resolução Nº 5, De 22 de junho de 2012. No Artigo 8º, menciona sobre a Educação infantil, que vem ser uma etapa educativa e de cuidados, é um direito dos povos indígenas que devem ser garantidos e realizados com o compromisso de qualidade sociocultural e de respeito aos preceitos da educação diferenciada e especifica. Com um olhar voltado para a educação diferenciada e especifica,  levando em conta as suas referências culturais pelo ingresso ou não da criança na escola desde cedo. Essa educação é responsabilidade de todos que estão próximo a criança sendo seus pais, avós, professores, gestores e líderes das comunidades.

Com isso, o calendário da escola indígena deve prever a possibilidade de participação das crianças nas atividades, considerando letivas, na formação das crianças, não deve ser confundida com exploração do trabalho infantil.

A Resolução Nº 5, De 22 de junho de 2012. No Artigo 9º , aborda sobre o Ensino Fundamental, como direito humano, social e público subjetivo, aliado à ação educativa da família e da comunidade, deve se constituir em tempo e espaço de formação para a cidadania indígena plena, articulada tanto ao direito à diferença quanto ao direito á igualdade, fazendo o uso da ludicidade como estratégia pedagógica, abrangendo universo da educação infantil até o processo de ensino aprendizagem no ensino fundamental.

A universalidade ainda hoje continua sendo um desafio o que nos remetem a ideia que essa etapa é muito importante na vida da criança é durante muito tempo era apenas vista como a fase na qual o aluno estuda e trabalha e as políticas públicas tinham que garantir aos estudantes essa permanência para chegar a concluir a etapa da educação básica.

A Resolução Nº 5, De 22 de junho de 2012. No Artigo 10º, referir o Ensino Médio, um dos meios de fortalecimento dos laços de pertencimento indenitário dos estudantes com seus grupos sociais de origem, devem favorecer a continuidade sócio cultural dos grupos comunitários em seus territórios.

Que as políticas públicas possam sempre permitir aos jovens indígenas a permanecia nas escolas em suas comunidades ofertando o ensino médio, a construção do bem viver de suas comunidades, conhecimentos científicos, tradicionais e a pratica cultural próprias dos seus grupos étnicos de pertencimento, nessa etapa e compreendida como um processo educativo dialógico e transformador.

A Resolução Nº 5, De 22 de junho de 2012. No Artigo 11º, citar a Educação Especial é uma modalidade de ensino transversal que visa assegurar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades e superdotação, o desenvolvimento das suas potencialidades socioeducacionais em todas as etapas e modalidades da educação básica nas  escolas indígenas, por meio da oferta de atendimento educacional especializado (AEE).

No caso dos estudantes com necessidades diferenciadas de comunicação são utilizados o sistema Braile, Libras Língua brasileiras de sinais, além das experiências de professores, da família, assessoramento do técnico especializado na área de saúde e do desenvolvimento social. Visando as condições para o acesso, permanência e conclusão com sucesso dos estudantes.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade como uma etapa do ensino fundamental, é assegurada a identificação e reconhecimento das formas de aprender dos adolescentes, jovens e adultos e a valorização de seus conhecimentos e experiências. A EJA deve está adequada às realidades sociocultural e interesses das comunidades, vinculando-se aos projetos de presente e futuro. Numa perspectiva de formação ampla, devem favorecer o desenvolvimento de uma educação profissional que possibilite atuarem nas atividades socioeconômicas e culturais de suas comunidades.

A Educação Profissional e Tecnológica deve articular os princípios da formação ampla, sustentabilidade socioambiental e respeito à diversidade dos estudantes, considerando-se as formas de organização das sociedades indígenas e suas diferenças sociais, políticas, econômicas e culturais.

O Projeto Político Pedagógico (PPP) tem extensão da autonomia e da identidade escolar, é uma referência importante na garantia do direito a uma educação escolar diferenciada, devendo apresentar os princípios e objetivos de acordo com as Diretrizes Curriculares instituídas nacional e localmente, bem como as aspirações das comunidades indígenas em relação a educação escolar.

Artigo 17 menciona a avaliação, como elemento do processo de ensino e aprendizagem, sendo uma mediação entre professor e aluno definindo no projeto político pedagógico, sendo articulado a proposta curricular, as metodologias ao modelo de planejamento e gestão, a formação dos professores e dos demais funcionário da escola, aprimorando cada vez mais o projeto político pedagógico.

Deve estar voltado para a discussão da situação indígena, de acordo com a função a ser assumida pela educação para o índio. Isto inclui também o uso de elementos da cultura tradicional na escola, como os mitos, por exemplo.

As proposições convergem para a utilização destes relatos como elemento motivador dentro da escola. Os mitos podem ser utilizados para motivar a aprendizagem escolar, embora a escola não deva substituir os espaços próprios da tradição oral (BRITO 2004, p. 113).

 

Na concepção do autor enfatiza que a escola adequada para os índios, deve ter um olhar diferenciado, nas trocas de conhecimento entre professores e todos os que fazem parte da escola, mostrando a importância de seus valores culturais, e na construção do currículo trabalhar o bilíngue / multilíngue de acordo com Referencial Curricular Nacional para Escolas indígenas, exercendo seu direitos e deveres enquanto cidadão brasileiro.

Esses recursos orçamentários próprios, alocados especificamente para o desenvolvimento da educação escolar indígena no estado, poderão ser  complementados, de forma supletiva, com outras fontes financiadoras:

  • FNDE/MEC (recurso pontual para ações específicas na área de formação continuada e na preparação de materiais didáticos). Fundef (para a qualificação profissional e piso salarial); Fundescola (para construção de escolas); Convênios com organismos internacionais; Convênios com outros órgãos federais ou estaduais e com prefeituras municipais. (BRASIL, 2002)

Analisando o que foi exposto até aqui, fatos e acontecimentos que revolucionaram a educação indígena, levando esse grupo a conquistar seu espaço e leis que os amparam, valorizando esse eixo que contribui para uma sociedade moderna a sensação de humanidade, que jamais poderemos esquecer que através dessa cultura nasceu o nosso país, Terra de Vera Cruz, Ilha de Vera Cruz, Terra dos Papagaios, Pindorama, Terra de Santa Cruz e finalmente Brasil. Isso mostra o quanto suas tradições e costumes são importantes e deve ser passado de geração para geração.

2.2 A FORMAÇÃO DO PROFESSOR INDÍGENA

No artigo 19, Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, aborda a questão do professor indígena, como docentes e gestores e as respectivas da comunidade, levando o educador buscar métodos e estratégias para desenvolver um bom trabalho no ensino aprendizado do aluno, construindo valores cultural, conhecimentos universais, promovendo a sistematização e organização de novos saberes e práticas. Na formação do professor indígena ele deve ter licenciatura ou magistério indígena, para estar apto a exercer o cargo de professor nas comunidades.

O curso tem que lavar o que foi colocado dentro de nós e fazer a gente gostar mesmo das nossas coisas, da nossa coisa. Magistério tem que ser assim, construindo juntos, aprendendo juntos, para repassar o conhecimento. Para nós mesmos fica muito mais fácil na língua. Para lidar com a criança sem gritar, é um meio de dominar a criança tendo o que dar para ela. Falando guarani fica mais alimentado, mais instrumentalizado. O comportamento guarani é outra coisa. Proposta pedagógica tem que valorizar limpar o que foi imposto. Recuperar a nossa educação, os nossos valores – a língua é o principal instrumento dos valores – a escola tem que repassar para as crianças o respeito às autoridades dentro da comunidade. O professor tem que mudar dentro dele para não ficar sempre em conflito se deve ou não fazer alguma coisa: perguntar-se sempre o que é ser um bom professor guarani. Ser pesquisador de sua história, de sua cultura. A gente aprendeu alguma coisa na escola de branco, mas aprendemos muito mais depois que começamos se analisar como professor guarani. Os índios é que entendem de índios. (BRASIL. 2002)

Na visão dos professores, deixa bem claro que essa educação é diferenciada, levando em consideração a relação de tratamento, epistemológico e pedagógico, na formação do professor não se deve apenas trabalhar com recursos de fortalecimento da identidade, mas a construção de autonomia e emancipação para desenvolver as atividades nas comunidades, o domínio da língua vem ser o principal instrumento de valor.

Segundo professor Guarani (1998) eles aprenderam coisas nas escolas do branco, mais nem sempre tudo é de comum acordo para as tribos, desmitificando seu lado cultural, gerando conflito aos valores tradicionais que cada aldeia trabalha, pois, índio entende de índio, assim dizem os professores que os curumins como são chamadas as crianças, devem estudar esses valores culturais. Existem profissionais que não são índios, que podem contribuir de maneira diferente na troca de conhecimentos e fazendo o uso dos costumes respeitando o ambiente do seu trabalho, ao estudar em uma faculdade os professores estão se capacitando, buscando a pesquisa nessa área, nessa vida todo dia aprendemos algumas coisas significantes outras nem sempre, buscando conhecer e compreender esse lado chamado Educação indígena, na transformação não visa apagar da história os fatos que aconteceram e sim completar, viabilizar, renovar, criar, valorizar o que já foi plantado, que as crianças não se limitam aprender apenas as regras e normas das comunidades.

A sociedade pode contribuir para seu conhecimento, passando pelas etapas da educação básica até a sua formação, mostrando o lado profissional, que rompe as barreiras de índios para índios, interagindo com a sociedade perdendo o medo dessas tradições acabar ou ficar apenas como memórias. Eles são capazes sim de estar no mercado de trabalho em qualquer área do conhecimento, se dedicando ao ponto fundamental que é a educação.

As propostas para trabalhar com as crianças não é apenas os conhecimentos tradicionais, mas os conhecimentos de outros grupos ou culturas. As brincadeiras devem ser consideradas práticas de aprendizagem e de desenvolvimento emocional, físico e motor, reconhecendo as práticas de acesso e partilha de conhecimento pelas crianças indígenas. Pois elas são atualmente, compreendidas como seres sociais plenos ativos em suas relações e suas compreensões do mundo.

Para trabalhar no Ensino Fundamental a dança, a música e os jogos tradicionais de cada comunidade ou instrumentos pedagógicos importantes no tratamento das questões culturais, tornando prazeroso o aprendizado da leitura, da escrita, das línguas, dos conhecimentos das ciências, das matemáticas, das artes.

São organizados em ciclos, seriados, etapas ou módulos. No Ensino Médio as experiências em cursos têm buscado romper com a organização das disciplinas, trabalhando com eixos temáticos, projetos de pesquisa, eixos geradores, matrizes conceituais, onde se estudam conteúdo das diversas disciplinas numa perspectiva transdisciplinar. Na Educação de Jovens Adultos (EJA) proposta pedagógica flexível com finalidades e funções especificas. Na Educação Especial habilidades e superdotação em Braille e Libras, para ministrar as aulas.

[...] Enganar-se-ia o professor que imaginasse poder preparar-se para sua missão apenas por meio de alguns conhecimentos e estudos. Acima de tudo, exigem-se dele determinadas disposições de ordem moral. O ponto essencial da questão depende de como se deve observar a criança e do fato de não se poder limitar a um exame exterior, como se fosse o caso de um conhecimento teórico a respeito da maneira de instruir e educar a infância [...] (RÖHRS 2010. p. 126).

 

Segundo autor nos mostra o desenvolvimento da inteligência da criança requer uma educação voltada para ela, onde é o primeiro membro de um grupo a vagar sobre a Terra. O instinto para mudar, passar de uma descoberta a outra, é uma parte da natureza dela, a outra parte cabe à educação, fazer essa mudança acontecer, que o professor seja o mediador dessa missão.

De acordo com Libâneo (1998, p. 82), desde o ingresso do professor no curso de formação, deve haver articulação entre teoria e prática e que deve haver formação continuada na própria escola, para que o professor possa discutir e refletir sobre sua experiência. O autor menciona as mudanças necessárias para enfrentar, sobre bases novas da alfabetização, não se resolvem com um novo método de ensino, nem com novos testes de prontidão, nem com novos materiais didáticos.

 

É preciso mudar os pontos por onde nós fazemos passar o eixo central das nossas discussões. Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega um instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso há um sujeito que pensa, que constrói que age e na educação indígena não é diferente.

Segundo a teoria deLev Vygotsky(1988:97) “O aprendizado humano pressupõe uma natureza social especifica e um processo através do qual as crianças penetram na vida intelectual daqueles que as cercam”. O autor menciona a questão do aprendizado que vem ser fundamental para a criança desenvolver-se e processa pela interação social, uma vez que o indivíduo não nasce pronto e não é cópia do ambiente intelectual em que está inserido. Visa a questão cultural regional, levando o sujeito ao conhecimento do coletivo.

Sendo que a formação dos professores deve ser uma prioridade do sistema de ensino em cursos específicos de licenciaturas e pedagogia interculturais ou completamente e suas instituições formadoras como um compromisso público do Estado brasileiro.

Em atributos de sociabilidade somando com os outros fatores, o professor deve fazer uso dos quatros pilares da educação aprender a conhecer, aprender a viver juntos, aprender a fazer e aprender a ser, levando o mesmo a cooperação, sabedoria para trabalhar o social e os patrões culturais, nessa linha teóricas mencionadas nos capítulos anteriores, vem fluir na formação dos professores, buscando a autonomia e o caráter intelectual, fazendo com que esses profissionais se capacitem para o mercado de trabalho.

3 A CULTURA INDÍGENA NO PROCESSO EDUCATIVO NO COTIDIANO SOCIAL

A cultura significa conhecimento, arte, crenças, lei, moral, costumes, hábitos e aptidões adquirido pelo homem, não somente em família mais como membros de uma sociedade. A cultura popular é algo criado por um determinado povo, sendo que esse povo tem parte ativa nessa criação, através das literaturas, músicas, artes etc...

No século XIX segundo Santos (2006 p.13) as sociedades indígenas da Amazônia poderiam ser classificadas no estágio de selvageria, quanto pelos europeus eram apenas classificados no estágio de civilização, não há nenhuma lei natural que diga que as características de uma cultura a façam superior a outras, com isso o autor menciona a importância que tem esses primeiros habitantes do Brasil e suas heranças lindas e ricas, eles estão presentes em diversos lugares com características iguais, com suas histórias e cultura diferente.

As culturas e sociedades humanas se relacionam de modo desigual, sendo que essa diversidade não é apenas feita de ideias se relacionam com as maneiras de atuar na vida social e as sociedades indígenas como as mais antigas tem seu destino ligado a sociedade nacional, colocando em risco sua sobrevivência física e cultural que conduz a mudanças de viver e as novas concepções de vida técnicas, idiomas, problemas. Essas culturas movem-se não pelo que existem, mas pelas possibilidades e projetos do que podem vir a existir. Pois estão ligadas ao estudo, educação, formação escolar, para o autor ele menciona duas concepções para compreender a cultura.

A primeira remete a todos os aspectos de uma realidade social, já a segunda é especificamente ao conhecimento, as crenças de um povo. Neste sentido, segundo Souza (2013, p.1) em sua reflexão sobre a temática indígena, a visão sobre essa parcela da sociedade sempre é vista, na maioria das vezes, de uma forma secundária, ou seja, os índios entraram para a história brasileira “pela porta de serviço”.

Outra constatação em relação aos grupos indígenas e a todos os processos a que foram submetidos, colonização, evangelização, escravidão, cujo resultado aponta Souza (2013, p.1) que é fundamental a certeza de que os povos indígenas pertencem ao passado das Américas e ao passado do Brasil; No presente, os índios seriam apenas uma realidade empírica com a qual é difícil lidar em termos  econômicos, políticos e sociais, que comina com a ideia de Reserva Indígena, que de acordo com Souza (2013), representa o espaço onde os índios são alocados.

Segundo ainda essa pesquisadora um dos principais pontos a se pensar no espaço educacional é a questão da diversidade; ou melhor, como educar para a diversidade criando novas possibilidades de interpretação de imagens e representações, dando aos alunos condições de pensar criticamente nos mecanismos de construção da tal imagem.

3.1  A CULTURA INDIGENA NA ESCOLA

Percebe-se que as crianças de 9 a 10 anos estão rodeada de brinquedos, jogos e tecnologia, muitos desconhecem a sua própria cultura, como: comidas típicas, artefatos como vaso de cerâmica, pulseiras de miçangas, os nomes dos bairros e ruas da capital de Belém, o costume de dormir em rede.

Diante disso, como a cultura indígena contribui para a construção de conhecimentos dos alunos do Ensino Fundamental. A escola é um fator de mudanças e conhecimentos, por isso se dar a importância dessa temática.

O olhar de GALLOIS, (2005, p.29-36) no Brasil de Norte a Sul, é implantado programas de intervenção destinados as comunidades indígenas devido a sustentabilidade preservando e valorizando sua cultura. Observa-se que no Amapá e norte do Pará, as tradições estão se perdendo com a morte dos mais velhos e muitos sentem a necessidade de preservar os padrões éticos, estéticos e religiosos, para que não se acabe e a cultura indígena seja apenas um marco histórico, com isso são produzidos documentários livros e artigos questão vendidos, em benefício dos índios sendo um processo de conscientização e valorização cultural.

Antropólogos e linguistas dizem que os saberes tradicionais só tem vitalidade quando continuam sendo transmitido, a problematização e superação do processo de degradação ambiental a que se está submetido, na possibilidade de atuar no presente, tendo como horizonte um futuro economicamente demorado, ambientalmente equilibrado sendo limitado aos aspectos físicos e naturais,  compreendendo as múltiplas dimensões natural, social, econômica, política, ética e cultural das necessárias inter-relações que se estabelecem entre as mesmas.

Por um lado as comunidades preservam a natureza e os animais em extinção, no entanto a devastação e queimadas, ameaça e extinção de diversas espécies da fauna e flora, deixa evidente que o homem na natureza deixa o ambiente em elevados níveis de pobreza, precária condições de vida, os indígenas preservam esse ambiente, pois muita das vezes são tachados como povo ignorantes e preguiçosos, não sabem que eles mesmo tem um costume e tradições diferenciada da nossa, mas tem direitos fundamentais para o exercício de cidadania. No cotidiano social essa cultura se faz presente em todo tempo. No uso das ervas medicinais para compreender, o tratamento e a cura de doenças é feita pelos pajés.

3.2 As Ervas Medicinais

O xamã é uma pessoa, homem ou mulher, que, no final da infância ou no início da juventude, passa por uma experiência psicológica transfiguradora, que a leva a se voltar inteiramente para dentro de si mesma. É uma espécie de ruptura esquizofrência. O inconsciente inteiro se abre, e o xamã mergulha nele. Encontram-se descrições dessa experiência xamãnica ao longo de todo o caminho que vai da Sibéria às Américas, até a Terra do Fogo".Para que se entenda mais de medicina indígena, é preciso mergulhar um pouco em seus mitos e rituais, uma vez que toda a sua cultura influencia sua saúde e a forma como lidam com seus corpos. No ritual de morte, por exemplo, os índios colocam o corpo pendurados em árvores. Após algum tempo, quando o corpo já se decompôs, eles recolhem os ossos e cremam.

Em rituais familiares os parentes misturam um pouco das cinzas ao mingau de banana e tomam. O restante é enterrado no mesmo lugar onde fizeram o fogo. Estes são outros indicativos das crenças mágicas dos indígenas (CAMPBELL, 1990).

Segundo Joseph Campbell, em seu livro "O poder do mito", esse Xamã é um líder espiritual, vem ser uma espécie de medico na aldeia, que usando seu poder pode curar as pessoas e com uso das ervas sendo aplicada corretamente se obtém a cura, já em outros estados fazendo o mau uso podem levar a morte e com isso passando tudo pelo ritual que já faz parte da tradição indígena.

O que se compreende de fato suas tradições, são muito rica e nos levam a refletir sobre o valor dos remédios caseiros feito com pessoas que conhecem a natureza e fazendo uso das suas plantas da floresta, buscando a cura para os enfermos. Totalmente diferente das pessoas que moram na cidade, basta adoecer já estão na farmácia, comprando medicamentos quase sempre industrializados, aliviando sua dor, diferente dos indígenas que aproveitam tudo, se resguardam e tomam remédios naturais.

Segundo informação do núcleo Amazon Trade (2003), que estuda a cultura e os costumes da Amazônia. Como exemplos desses produtos, pode-se citar:

  • Amêndoa do Açaizeiro, fornece um óleo verde-escuro bastante utilizado na medicina caseira, principalmente como antidiarreico. O seu suco, de sabor exótico, possui grande valor nutritivo e contém altas concentrações de ferro, sendo bastante usado no combate à anemia.
  • Casca de Assacu, usado no combate às inflamações em geral, ulcerações, tumores.
  • Casca de Açoita Cavalo, contém óleos essenciais que atuam frente as disenterias, hemorragias, artrite, reumatismo, tumores, colesterol e Hipertensão.
  • Casca de Caroba, contém uma resina denominada "Carobona", além de seu princípio ativo, o alcalóide "Carobina". É diaforéticas (Cascas) e anti Sifilíticas (Folhas), debela feridas e elimina inflamações da garganta, afecções da pele, coriza, blenorragia, dores reumáticas e musculares, cálculos da bexiga.
  • Casca de Moruré, alivia as dores reumáticas, artríticas e da coluna verbal, estimulante do sistema nervoso e muscular.
  • Casca de Barmitão, potente anti-hemorrágico, anti-inflamatório.
  • Casca de Murapuama, tônico neuro-muscular, afrodisíaco, utilizado contra fraquezas, gripes, impotência, reumatismocrônico, etc.
  • Catuaba, tônico energético usado no tratamento de cansaço físico e sexual, insônia, nervosismo, falta de memória. Possui, ainda, propriedades antissifilíticas.
  • Óleo de Copaíba, utilizado por suas propriedades medicinais, no combate aos catarros vesicais e pulmonares, desinterias, bronquites.
  • Óleo de Andiroba, potente cicatrizante, anti-inflamatório.
  • Pó de Guaraná, usado como tônico estomáquico, estimulante, contra distúrbios gastro-intestinais, diarréias. Ativa as Funções cerebrais e combate a arteriosclerose, as nevralgias e as enxaquecas, detém as hemorragias atua como calmante para o coração.
  • Semente de Sucupira, energético, anti-sifilítico, contém alcaloides empregados no tratamento de febres, reumatismo, artrite, inflamações, dermatoses.
  • Saracura-mirá, energético, usado no tratamento de cansaço físico, sexual, insônia, nervosismo, falta de memória.
  • Semente de Cumaru, propriedades medicinais que atuam reconstituindo as forcas orgânicas debilitadas, como tônico cardíaco.

 

De acordo com a pesquisa da FUNAI, Fundação Nacional do Índio essas ervas e vegetais, servem como medicamentos, para combater ás doenças, causada pelos alimentos. E os indígenas sabem como utilizar toda riqueza e as potencialidades das plantas. E no ensino não se valoriza essa cultura, para conhecer e compreender as folhas e as sementes, qual a função de cada um.

Com certeza ao fazer uma pesquisa com seus alunos explanando sobre o assunto, e depois em outro momento leva-los a aula passeio, teoria de Celestino Frei Net que menciona o quanto é importante a criança conhecer o meio que esta inserida, pois a educação vai muito além dos muros da escola, para conferir esses produtos e as iguarias dessa cultura tão rica.

3.3 A Alimentação

Este texto refere-se aos índios que não possuem muito contato com os homens brancos e que ainda seguem sua cultura. Infelizmente, muitas tribos deixaram de lado a alimentação saudável quando entraram em contato com o homem branco, Como os índios não consumem produtos industrializados, ficam livres dos efeitos nocivos dos conservantes, corantes artificiais, realçadores de sabor e outros aditivos artificiais usados na indústria alimentícia (OLIVEIRA 2013).

Segundo a concepção do autor, menciona que o contato com branco o índio perde o toque especial das suas alimentações, levando a consumir a maioria produtos industrializado e claro as consequências de doenças pelos produtos químicos.

O preparo da alimentação dos indígenas e de responsabilidade das mulheres, aos homens apenas caçam e pescam, pois os índios não consomem produtos industrializados diariamente, sua alimentação é saudável e rica em vitaminas, sais minerais e outros nutrientes, sendo assim alguns dos seus Principais alimentos consumidos pelos índios brasileiros são: Frutas, Raízes, Verduras, Cereais, Legumes, Peixes, Castanhas; Carne de animais caçados na floresta (capivara, porco-do-mato, macaco, etc).

Algumas palavras do vocabulário brasileiro Indígena, ou seja, alimentos e seus significados: bati: milho; Aaru: Espécie de bolo; Bacuri: fruta popular da região Amazônica; Beiju: também conhecida como tapioca, feita com farinha de mandioca, podendo ser recheada ou não; Cambuci: fruta de uma árvore nativa da mata amazônica com formas parecidas a de potes de cerâmica; Cupuaçu: fruta amazônica de sabor forte; Ira: mel; Jambu: planta cujas folhas são usadas como tempero; Jerimum: abóbora; Mandioca: todo o mundo conhece, e a maioria adora: é o aipim, a macaxeira, uma raiz que é o principal alimento dos índios brasileiros; Maniçoba: prato feito com folha da mandioca; Pequi: fruta da região Centro-Oeste; Pupunha: fruto da palmeira; Tucupi: suco da raiz da mandioca-brava

Alguns Pratos típicos da culinária indígena: como o Beiju (espécie de bolo de formato enrolado feito com massa de farinha de mandioca fina), Pirão (caldo grosso feito de farinha de mandioca e caldo de peixe), Pipoca e a Tapioca (espécie de pão fino feito com fécula de mandioca) e a maniçoba feito com as folhas de mandioca.

Com a prática intensiva de exercícios e uma boa alimentação nutritiva os indígenas possuem uma vida saldável com homens e mulheres fortes e sem estresse e depressão e muitos outros danos que as grandes cidades causam ao ser humano de vida á boa alimentação. Esses alimentos estão presentes no cotidiano da família paraense, não pode faltar como por exemplo a farinha e em outros momentos as festas religiosas alguns pratos típicos a maniçoba, pato no tucupi entre outras iguarias.

Na concepção enquanto professora pesquisadora se faz necessário a compreensão dos alunos. Os Animais e como são conhecidos nas aldeias: Acará: garça; Andirá: morcego; Arapuá: abelha; Cacira: vespa.; Grajaú: pássaro.; Laurare: marimbondo. Pirá: peixe.; Poti: camarão.

3.4 O Artesanato

Umas das grandes riquezas conhecidas em nossas comunidades indígenas são os artesanatos. Existem os mais diversos tipos: colares, pulseiras, brincos, anéis, saias, cocares, cerâmicas e também artesanatos que além de serem instrumentos de caças e pescas são utilizados nas danças e rituais de algumas comunidades como o arco e flecha e a borduna. (BRITO, 2012)

O autor se reporta ao artesanato de uma forma encantadora, valorizando as próprias criações dos indígenas e onde são utilizadas com mais intensidades em rituais religiosos. Cada povo indígena através de seus lindos e chamativos artesanatos, nos quais se usam as sementes, palhas, madeiras, penas, ossos e muitos outros materiais que podem ser encontrados nomeio em que vivem.

Materiais esses que nas mãos certas de seus artesões são transformados nos mais belos artefatos, como colares, saias, anéis, cocares, sua cerâmica e também suas armas de caça e de pesca entre outros. Tornando assim o artesanato uma das maiores riquezas e fontes de rendas indígenas. Suas pinturas é uma arte feita com uma tinta preparada através do jenipapo.

Esse fruto que se extraí o liquido ainda dele verde em contato com a pele se transforma em uma tinta preta, que fixa na pele e dura em torno de no mínimo uma semana. A pintura corporal é considerada uma das principais características dos índios. Em algumas etnias são usadas às sementes de urucum, fruto que se extrai da semente uma tinta vermelha e muitas outras formas de tintas em alguns povos a pintura corporal dos homens são distintas das mulheres com significados variados.

Algumas pinturas possuem características diferentes, em algumas fazem o uso da simbologia e outras representam comemorações, podem expressar os sentimentos e até em rituais sagrados, mas para cada povo seu significado é único de acordo com a cultura de cada comunidade indígena.

Onde podemos encontrar esses artesanatos com mais frequência e nas barraquinhas no Mercado do Ver-o-Peso, objetos feitos de cerâmica, outros de sementes, de penas, de palhas, instrumentos é tudo lindo feito manualmente, pequenos detalhes que nos envolve e mostra o quanto deve ser valorizado, para nós é apenas um artesanato, mas para eles cada um desses objetos tem um significado. No mundo da diversidade indígena brasileira, podemos constatar que as comunidades têm suas histórias tradicionais, seus métodos culturais, suas religiões e costumes diferenciados, estranhos aos que não fazem parte dessa cultura.

As cores e como são pronunciadas: Peba: branco; Ajubá: amarelo; Piranga: vermelho; Una: preto. O que poderíamos está aplicando em sala de aula com esses trabalhos, essa fonte de conhecimentos, a importância com que cada material pode fornecer, o olhar das crianças ao conhecer esse mundo diferente, construir um ser reflexível, critico, social, o mundo precisa ser mais humano, o que essas influencias pode contribuir na formação do cidadão brasileiro, essas pinturas corporais não são atoa tem um significado.

Brandão (2005), diz que a educação e a vida se misturam e que o desenvolvimento do homem se dá por meio da relação ativa do meio ambiente, e todo esse processo forma o meio cultural, porém essa relação somente se concretiza quando o sujeito assimila e depois aplica, ou seja, coloca em prática no seu cotidiano em diversas modalidades: informal, formal e não formal.

A herança deixada pelos povos indígenas foi decisiva para que o Brasil se tornasse o país multicultural essa contribuição dos povos indígenas à formação da nação brasileira vai além de um conjunto de palavras, objetos, espécies domesticadas e técnicas de manejo do ambiente, são parte constitutiva e atuante da sociedade brasileira. Autores fundamentais no início da colonização.

4 O OLHAR DOS PROFESSORES SOBRE A CULTURA INDÍGENA

Se no passado, o objetivo da escola era ensinar as crianças os conhecimentos necessários á produção da sociedade urbana e industrial, hoje o desafio é educar na perspectiva de uma nova sociedade. E o Professor vem ser esse instrumento, para ensinar o conhecimento cientifico e cultural. Assim, não basta ensina-las a pensar o mundo, a compreender os processos naturais e culturais. É preciso que elas aprendam a conserva-lo e preserva-lo. Isto implica rever as concepções de mundo e de conhecimento que orientam as propostas curriculares.

4.1 Linguagem

As populações indígenas podem desenvolver a capacidade de produzir suas ortografias, analisar suas línguas e produzir materiais pedagógicos. Centros de pesquisa podem ser criados para que os falantes aprendam a estudar,  documentar, arquivar dados sobre sua língua e cultura (MAIA, 2009)

A educação teve várias mudanças durante o início com os padres, Jesuítas da comitiva Tomé de Sousa enviada ao Brasil pelo rei de Portugal, aprenderam a língua Tupi-guarani e elaboravam os textos usados para a catequiza-los, logo tinham como objetivos de ensinar a fé católica e boas maneiras aos homens chamados de “selvagens” os indígenas em aldeamento eram doutrinados, não conseguindo agir sobre os adultos os padres resolveram conquistar os filhos chamados de curumins aprenderam a ler e escrever com os filhos dos colonos, Anchieta usava diversos recursos para atrair sua atenção como: teatro, música, poesias e etc..

Por volta de 1500, nesse período e que surge os diferentes tipos de línguas do colonizador e suas influências, e os indígenas também preservavam sua cultura, sua culinária e seus hábitos cotidianos, pois muitas palavras indígenas foram incorporadas: Pernambuco, Paraná, carioca, Curitiba, Piauí, caju, jacaré, abacaxi, tatu, jaguar (sim, o famoso carro inglês tem nome indígena). Técnicas: Trabalho com cerâmica, preparo da farinha, até o parto de cócoras. E no Brasil existem diversas línguas indígenas, e segundo site pesquisado Luana Castro (2013) com palavras indígenas, as principais são: Tupi ou Macro-Tupi: Os principais povos indígenas que falam (ou falavam) línguas são: caetés, tabajaras, tupinaés, potiguaras, tupinambás, tamoios e tupiniquins. Macro-Jê: Os principais povos indígenas que falam (ou falavam) línguas são: bororos, crenaques, carajás, xavantes, craósapinajés, e cricatis. Aruak: Os principais povos indígenas que falam (ou falavam) línguas são: barés, mandauacas, parecis e terenas.

E existem as Línguas não classificadas povos que falam línguas que não foram classificadas dentro dos troncos linguísticos indígenas. Geralmente, são povos indígenas que vivem isolados. Isso acontece com a língua falada pelos  seguintes povos indígenas brasileiros: Túkunas, Trumais e Irântxe.

Além destas línguas, existem também vários povos que falam dialetos  originários de determinadas línguas. Também existem as Línguas extintas, por viverem em contato com os brancos, muitas tribos indígenas foram deixando de lado sua língua e passaram a falar o português. Embora extintas, muitas dessas línguas deixaram marcas (palavras, expressões) que foram passando de geração para geração. Infelizmente, em alguns casos, a língua se perdeu totalmente, não deixando nenhum rastro para o estudo e classificação dos linguistas.

No quadro a seguir algumas palavras de origem indígenas que estão presentes em nossas conversas do cotidiano.

 

ABACAXI

CAÇAPAVA

MACAXEIRA

ANHANGABAÚ

CACAU

MACEIÓ

BAURU

CACIQUE

PEQUI

BEIJU

CAIPIRA

PIPOCA

BICHANO

CAIPORA

PUPUNHA

BURITI

CARIOCA

SABIÁ

CANGA

CUPUAÇU

SAMAMBAIA

CATAPORA

GAMBÁ

TAPIOCA

CAJÁ

JERIMUM

TAMANDUÁ

CANOA

MANIÇOBA

TUCUPI

CAPOEIRA

MANDIOCA

UBATUBA

Fonte: http//www.escolakids.com/palavras-indigenas.htm

 

4.2 Relação de nomes indígenas

 - Anchieta- Apoema- Apuã- Araci- Arachane- Bartira- Caue- Caubi- Ceci- Tainá

- Guaraci- Guaraciaba- Iara- Iberê- Ipanema- Iracema- Irati- Irani- Jacir- Jacira

- Jacobina- Janaína- Jandira- Juçara- Jurema- Maiara- Maíra- Moacir- Moara

- Moema- Peri- Ubajara- Ubirajara- Ubiratã- Yara.

Sobrenomes de origem indígena

- Araripe- Acatauassú- Cairu- Capiperibe- Jaguaribe- Jatobá- Murici- Paraguaçu

- Pitangui- Saraíba- Suaçuna- Tabajara- Tibiriçá- Pari

Segundo site pesquisado de Leandro Carvalho (2013), menciona que não é apenas na língua que eles contribuem, está no falar das pessoas no espaço em que ela convive, tem origem indígena, mas poucos conhecem, por isso vale apena enfatizar a grande importância dessa imensidão de conhecimentos, que estão no nosso cotidiano. Algumas palavras de origem indígena absorvidas pela língua portuguesa:

Biboca (do guarani yvyoca) = casa de barro;

Canoa (do caribe canuaua) = embarcação;

Pereba (do guarani peré) = cicatriz, vestígio, mancha;

Pipoca (do guarani popó) = saltar, brincar;

Pitar (do guarani pitá) = fumar;

Não só apenas na disciplina de Língua Portuguesa, mas em Matemática, Ciências, História, Artes e Geografia, um horizonte para construir a interdisciplinaridade.  iversas palavras em tupinambá tornaram-se nomes de cidades e até de Estados, como nos exemplos abaixo:

Araraquara - formigueiro de arará;

Aratuípe - no rio dos caranguejos;

Boraceia - dança;

Butantã - chão duro;

Caraguatatuba - gravatazal;

Comandatuba - feijoal

Ipanema - rio sem vida, sem sorte;

Ipiranga - rio vermelho;

Itaim - pedrinhas;

Itaquaquecetuba - lugar onde há muita taquara-faca;

Jabaquara - esconderijo de fugitivos;

Jacareí - rio dos jacarés;

Jaguariúna - rio preto das onças;

Jundiaí - rio dos bagres;

Moji-Mirim - rio pequeno das cobras;

Paranapiacaba - mirante do mar, lugar onde se vê o mar;

Paraíba - rio ruim;

Pavuna - lagoa escura;

Piracicaba - lugar aonde chegam os peixes;

Sergipe - no rio dos sirirs;

Ubatuba - lugar onde há muita cana para flechas;

A nossa cultura é responsável por todo o desenvolvimento de um povo, não devemos esquecer nossa história e sim preserva-la, muito mais, resgatando o valor que tem em nossa vida. Assim, pensar o outro em nosso contexto ainda é um grande desafio ainda mais quando esse “reconhecimento” pode trazer à cena outras discussões como, por exemplo, o direito á terra.

Somado a todas essas questões é mais que urgente em na historiografia brasileira resgatar a ação de tais grupos como sujeitos de sua própria história, rompendo com o pessimismo e com as formulações históricas, como, por exemplo, a ideia de vítimas, que resiste ao passar dos séculos.

Logo, um debate mais eficaz em relação à temática indígena pode ser um dos primeiros passos para se repensar um problema tão intenso em nossa sociedade que é o preconceito. Cada país tem sua própria cultura que tem influência por vários fatores, no entanto a brasileira é marcada pela boa disposição e alegria.

PALAVRAS  FINAIS

Ao apresentar este trabalho busquei ressaltar a importância de registrar e absorver sobre a educação indígena e seus valores, costumes e tradições e como influência que está presente nosso cotidiano. A temática trata-se de resgatar nossas origens e dar valor para nossa cultura. E analisando, utilizei as seguintes categorias analíticas: A Educação Indígena no Contexto Brasileiro; A Cultura Indígena no Processo Educativo e Desafios e as Perspectivas na Pesquisa de Campo.

Na educação indígena no contexto brasileiro, a pesquisa bibliográfica me proporcionou conhecer mais sobre a educação indígena os seus eixos históricos, sua sistematização na LDB nos artigos 78 e 79 que revela o sistema de ensino indígena, como modalidade e o Conselho Nacional instituíram em 1999 as primeiras diretrizes voltadas para educação básica e a língua estrangeira no ensino médio para os indígenas, e como modalidade o que oferecem Educação Infantil; Ensino Fundamental, Ensino Médio, EJA, Educação Profissional e Técnica, PPP, a Formação do Professor Indígena e suas metodologias.

Na Cultura Indígena no Processo Educativo, percebe-se que essa diversidade é tão rica e suas dimensões vai muito além dos encantos que essa cultura tem, onde se faz presente, quem faz parte desse cenário chamado sociedade como essa cultura está presente nas ervas medicinais fazendo o uso e onde encontrar e alguns significados o seu poder, na alimentação saudável, pratos típicos que estão em nossas mesas de origem indígena, o uso de palavras do cotidiano também tem essa origem, a valorização do artesanato e artefatos a sua importância.

Nas cores mais utilizadas por eles em pinturas corporais e a linguagem escrita e falada umas mantem a tradição outras apenas ficaram na memória, origem de alguns nomes e sobrenomes como essa influência se faz necessário conhecer para aplicar na escola, sendo uma temática continua e os alunos possam dar valor a sua cultura.

No Desafio e as Perspectivas da Pesquisa de Campo, verifiquei as relações dos professores com a temática, quais as suas metodologias para desenvolver essa cultura, quais as atividades propostas como valores na relação professor e aluno; Quais as concepções da escola e o seu papel para preservação da cultura indígena, se de fato ela desenvolve a diversidade cultural brasileira e as práticas pedagógicas, vem sendo aplicada para preservar.

No entanto as professoras demostram certas preocupações em valorizar o conhecimento prévio dos alunos, esforçando-se para desenvolver suas práticas educativas, com objetivo de aproximar o ensino que aplicam a realidade que os cercam. É pertinente destacar, os valores que os profissionais desenvolvem de maneiras construtivas fazendo acontecer a preservação da cultura indígena, desmistificando, que só fala de índio na semana da data cívica, 19 de abril, que o índio é apenas um homem da floresta que caçam e pescam.

A escola que temos hoje de fato faz acontecer essa reflexão, não só apenas nessa data, pois a escola é centro de transmissão de valores e de culturas, costumes e tradições que são passados de geração para geração, nesse ambiente, procurem desenvolver, despertar o interesse no aluno para se trabalhar a cultura dos povos originários do nosso país, muitos desses valores e costumes estão  presente na nossa vida é essencial para criança desenvolver um sentimento de pertencimento em relação a noção brasileira.

Na visão dos indígenas, algumas comunidades tem um olhar que por serem índios não devem se misturar para não perder o que sua comunidade preserva e não é bem assim, não queremos tomar nada de ninguém, mas existem pessoas que se aproveitam disso e acabam passando essa imagem para eles.

Onde vivemos num país democrático e não mais um palco de conflito, como um dia já existiu. Sabemos que são seres humanos, tem uma vida social, com valores e tradições diferentes ou parecidas com as nossas, querem preservar o seu lado cultural seja ele onde forem valores, costumes e tradições.

Fazer com que a sociedade possa refletir acerca da pureza cultural indígena, bem sabemos que hoje não existe apenas índios nas aldeias e cada vez ele busca seu espaço e os professores que se formam vão exercer sua profissão nas aldeias por motivo de ter escolhido atuar nessa área, mas também não é qualquer uma aldeia e de qualquer jeito, leva um determinado tempo para aprender os valores que tem a comunidade e o que dever trabalhar com eles, devido seu calendário ser diferente do nosso, com isso desmistifica a ideia que as pessoas de outras raças fazem o mal para os índios.

Com esse trabalho, pude perceber o quanto foi maravilhosamente mergulhar em meado as histórias dessa cultura e na função da pesquisa bibliográfica e a vivencia da pesquisa de campo o entrelaço que eles tem, o valor e sua importância para construção de conhecimento.

O quanto nossa cultura é rica e responsável por todo o desenvolvimento de um povo, que já foi injustiçado, não devemos jamais esquecer nossa história, e sim preserva-la cuidando amando e respeitando, resgatando o valor que tem em nossas vidas, para que futuras gerações possam desfrutar e saber que essa influencia está nosso cotidiano só precisam ser trabalhadas como diversidade cultural brasileira.

REFERÊNCIAS

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BRASIL. Ministério da Educação Cultura e Desportos. Lei de Diretrizes de Base da Educação Nacional, nº 9396/96.

______. Ministério da Educação Cultura e Desportos. Resolução CNE/CEB, nº 4, de 13 de julho de 2010. Diário Oficial da União, Brasília, 14 de julho de 2010, Seção 1, p.824.

BRASIL. Ministério da Educação1. Educação Indígena. 2. Formação de professores. I. Título. Referenciais para a formação de professores indígenas/ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília : MEC ;SEF, 2002. 84 p.

CAMPBELL, Joseph, 1904-1987.O poder do mito / Joseph Campbell, com Bill Moyers; org. por Betty Sue Flowers ;tradução de Carlos Felipe Moisés. -São Paulo: Palas Athena, 1990.

CHAUI, Marilena Sousa. Cultura e democracia: o discurso competente e outras falas/ Marilena Chaui – 10. ed.- São Paulo: Cortez, 2013

GALLOIS, Dominique TilkinTELLUS ,ano 5, n 8/9 ( Cultura “indígena e sustentabilidade : alguns desafios.). Campo grande MS-2005. 29-36p.

LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de métodos cientifica/ Mariana de Andrade Marconi, Eva Maria Lakatos. 5 ed. São Paulo: Atlas2003

OLIVEIRA, João Pacheco e Carlos Augusto da Rocha Freire – A Presença Indígena na Formação do Brasil / Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade;LACED/Museu Nacional, 2006.

RÖHRS, Hermann. Maria Montessori / Hermann Röhrs; tradução: Danilo Di Manno de Almeida, Maria Leila Alves. – Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2010.142 p.: il. – (Coleção Educadores)

SANTOS, José Luiz dos, 1949 – O que é cultura/ José Luiz dos Santos, São Paulo: Brasiliense, 2006- Coleção Primeiros Passos; 110)

SOUZA, R. de O. A temática indígena e sua aplicação em sala de aula. 2013.

Artigo disponível no site: http://www.omeuguri.com/indigena.html. Acessado em 2018.

Sites pesquisados:

http://www.suapesquisa.com/indios/alimentacao_indios.htm

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http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3708/-1/medicina-indigena-da-magiaa-cura.html

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http://www.guiadapesca.com.br/defeso-do-camarao-2015-comeca-hoje-e-segueate-maio/

http://www.gruponaturaldaterra.com.br/index.php/o-descobrimento-da-

 

[1] Graduada formada pela Escola Superior Madre Celeste – ESMAC

[2] Psicopedagoga pela Universidade Estadual do Pará (UEPA) e Professora orientadora da Escola Superior Madre Celeste – ESMAC. Presidente do Colegiado do Curso de Pedagogia angelaanjospena@gmail.com

[3] Professor Mestre e orientador no curso de pedagogia pela da Escola Superior Madre Celeste – ESMAC e Psicólogo pela Universidade Estadual do Pará (UEPA). ipcjr@bol.com.br

EDUCAÇÃO INDÍGENA: A INFLUÊNCIA DA CULTURA NO NOSSO COTIDIANO

Ana Caroliny Brandão dos Passos[1]

Ângela Conceição dos Anjos Pena[2]

Iracildo Pereira Castro[3]

RESUMO

Discute-se primeiramente o conceito de pesquisa nas áreas a Educação Indígena: Influência da cultura no nosso cotidiano, tendo como objetivo: Analisar as influências da cultura indígena e as relações entre a escola e a vida dos alunos na Educação Básica. O trabalho foi desenvolvido a partir de um breve histórico da Educação Indígena, e perspectiva da pesquisa de campo proveniente do processo evolutivo de registro e disseminação do saber, dos valores, costumes e tradições culturais, que estão se perdendo, fizer um trabalho continuo e diversificado, na fundamentação teórica, as legislações, levando a refletir e que a escola pode inserir em seu ensino em uma visão mais ampla, moderna e eficaz, acompanhando as mudanças pela qual a sociedade passa e a escola também é responsável. Sabemos que a educação é estabelecida como princípio básico para democratizar o mundo em que vivemos, tive a curiosidade e a inquietação de compreender esse universo cultural. Através deste estudo espero que esse trabalho possa contribuir, pedagogicamente fazendo subsídio na busca de novos caminhos.

Palavras Chaves: Educação. Cultura Indígena. Diversidade.

RESUMEN

Primero, discutimos el concepto de investigación en las áreas de Educación Indígena: Influencia de la cultura en nuestra vida diaria, con el objetivo de: Analizar las influencias de la cultura indígena y las relaciones entre la escuela y la vida de los estudiantes en la Educación Básica. El trabajo se desarrolló a partir de una breve historia de la educación indígena y una perspectiva de la investigación de campo del proceso evolutivo de registro y difusión de conocimientos, valores, costumbres y tradiciones culturales, que se están perdiendo, haciendo un trabajo continuo y diversificado. En la base teórica, la legislación lleva a reflejar y lo que la escuela puede insertar en su enseñanza en una visión más amplia, moderna y efectiva, acompañando los cambios a través de los cuales la sociedad pasa y la escuela también es responsable. Sabemos que la educación se establece como un principio básico para democratizar el mundo en el que vivimos, tuve la curiosidad y la inquietud de comprender este universo cultural. A través de este estudio, espero que este trabajo pueda contribuir, permitiéndome pedagógicamente la búsqueda de nuevas formas.

Palabras clave: educación. Cultura indigena La diversidad

1 INTRODUÇÃO

O presente estudo propõe-se pesquisar sobre a importância da cultura indígena e suas influências no cotidiano da educação dos sujeitos. A vivência na atividade docente nos anos iniciais do ensino fundamental me induz a afirmar que os docentes ainda utilizam o conhecimento sobre a cultura indígena de forma simplória, dentre estas na semana da data cívica de 19 de abril, dia do índio, pois desconhecem as contribuições para utilização dessa etnia na construção de conhecimento dos educandos.

O que se pretende com a pesquisa é justamente investigar os valores culturais, deixados pelos povos indígenas na composição dos costumes e práticas sociais, visando a reflexão de educadores e alunos quanto ao legado proporcionado pela cultura indígena e as mudanças pelas quais a sociedade passa, com ressonância na escola.

Trata-se de um estudo bibliográfico, sistematizado por meio de referencial teórico e complementado por pesquisa de campo realizada em escolas estaduais e municipais de Ananindeua, que compreende ao ensino fundamental menor 1º ao 5° ano.

Mesmo considerando a vivência em uma sociedade tecnológica em que valoriza o ensino diversificado ás informações, observa-se que alguns professores e alunos desconhecem o valor da cultura indígena, e essas influencias que estão presente no nosso cotidiano e que vem se perdendo por não ser trabalhado na escola, durante meu período de magistério e o que tenho observado.

Por essa razão é que o presente estudo além de optar por um estudo bibliográfico e de campo sobre a cultura indígena e seus valores nos tempos atuais visa despertar e valorizar o interesse do educando pela cultura indígena através de lendas, brincadeiras, atividades diversificadas, materiais concretos dessa cultura.

Nesse sentido a intenção dessa pesquisa é criar possibilidades através das atividades propostas para os alunos do ensino fundamental menor, levando a refletir sobre as influencias das comunidades indígenas e sua cultura, em virtude de quase não se desenvolver trabalho contextualizado e contínuo e a cultura regional e sua origem, para formação do cidadão paraense. Através deste estudo é possível contribuir para a produtividade didática, pedagógica dos educadores, relativo ao uso da cultura indígena na sala de aula, como subsídio na busca de novos caminhos para a prática educativa.

Entretanto nas instituições formadoras são trabalhados os contextos apenas na semana comemorativa do Dia do Índio, pelos professores apenas como culminância nas datas cívicas suas aulas da disciplina de História e não promover o projeto de maneira interdisciplinar, levando o aluno a refletir e até mesmo conhecer essa cultura, que por muito está sendo deixada de lado, pesquisar sobre seus valores, organização social, costumes, línguas, crenças e tradições.

Percebe-se que as crianças de 9 a 10 anos interagem com brinquedos, jogos e tecnologia, muitos desconhecem a sua própria cultura, como: comidas típicas,  artefatos como vaso de cerâmica, pulseiras de miçangas, os nomes dos bairros e ruas da capital de Belém, o costume de dormir em rede.

Diante disso, elege-se como problema central de pesquisa: como a cultura indígena contribui para a construção de conhecimentos dos alunos do Ensino Fundamental? Com a finalidade de elucidar o problema, elaborou-se as seguintes questões norteadoras: A escola contribui para a preservação da cultura indígena? Como a escola trabalha a diversidade cultural brasileira? Como a temática indígena vem sendo trabalhada no âmbito escolar?  Definiu-se os seguintes objetivos; analisar as influências da Cultura Indígena e as relações entre a escola e a vida dos alunos na educação básica; investigar como a escola contribui para a preservação da cultura indígena; identificar como a escola trabalha a diversidade cultural brasileira; conhecer como a temática indígena vem sendo trabalhada no âmbito escolar.

O percurso metodológico do estudo consta de pesquisa bibliográfica, tida como uma fase que foi realizada entre leituras de livros e artigos pesquisados, na expectativa de desenvolver esse trabalho.

O estudo está composto de pesquisa bibliográfica acerca dessa pesquisa foram analisados e estudados diferentes teóricos, artigos, teses, revistas e consultas na internet, para que esse pesquisador pudesse tentar transmitir de maneira clara e atual os conhecimentos e informações sobre a Educação Indígena: A influência da Cultura no novo cotidiano. No primeiro discute-se a questão da educação indígena no contexto brasileiro; no segundo momento discute-se A Cultura Indígena no processo educativo, seguido das considerações finais.

2. A EDUCAÇÃO INDÍGENA NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

Na Constituição Brasileira de 1988, no artigo 205, estabelece que a educação é direito de todos e de acordo com a Lei nº 11.645 de março de 2008, deve constar no currículo das redes de ensino público e privado sendo obrigatória a temática História e Cultura Afro-brasileira e Indígena.

Esse ensino deve ser oferecido aos alunos ao longo das aulas, cabe ao professor buscar métodos para desenvolver uma boa aula, respondendo as questões e curiosidades sobre esse povo que as vezes são excluídos pela sociedade, não podemos esquecer que são importantes na história do Brasil as crianças precisam conhece seus valores, costumes e tradições que contribuíram para a cultura paraense.

A EI, historicamente relegada à segundo plano, apesar das inúmeras contribuições e na formação do povo brasileiro, apenas no início do século XXI que começou a ter espaço no sistema educacional brasileiro, por meio da promulgação das diretrizes nacionais curriculares da educação indígena.

A sistematização veio de encontro aos preceitos contidos na LDB 9394/96 artigo 78.I, II revela que o sistema de ensino deverá abranger a cultura individual visando assegurar o direito à educação, considerando as peculiaridades culturais desses povos.

Ao assegurar a preservação da identidade, da cultura dos povos indígenas no texto da legislação educacional, é possível perceber a relevância que o Estado concede no contexto histórico nacional, visando manter viva a memória e a continuidade da história dos povos indígenas na sociedade brasileira.

I – Proporcionar aos índios, suas comunidades e povos, a recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências;

II – Garantir aos índios, suas comunidades e povos, o acesso ás informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não índias (BRASIL, 1996, p 55).

 

É possível também perceber que o Estado por meio da valorização da cultura indígena, busca sistematizar as práticas, os saberes, historicamente construídos por esses povos, mediante financiamento e apoio técnico para promover as ações educativas. Artigo 79. I, II, III e IV define como competência da União, financiando os sistemas de ensino no provimento da Educação Escolar Indígena, por meio de programas integrados de ensino e pesquisa, visando: Fortalecer as práticas socioculturais

As determinações do Decreto nº 6.861/2009, que dispõe sobre a organização em território Etna educacionais. No objetivo VII Zelar para que os direitos á educação escolar diferenciada seja garantido às comunidades indígenas com qualidade social e pertinência pedagógica, cultural, linguística, ambiental e territorial, respeitando as lógicas, saberes e perspectivas dos próprios povos indígenas. Com base nos objetivos do artigo 2º das Diretrizes Curriculares enfatizam o que almejam alcançar preservando seus valores, costumes e tradições e sancionar os problemas das comunidades, visando estabelecer boas condutas a todos da aldeia e seus direitos garantidos e amparado pela lei.

O direito a educação escolar indígena também foi contemplado no Plano Nacional de Educação (PNE), instituído pela Lei nº10.172/2001, que vigorou até ano de 2011. Nele constata que a deve ser ofertado o ensino e implantação dos programas para beneficiar as comunidades indígenas.

2.1 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DAS ESCOLAS INDÍGENAS

O currículo, está ligado às concepções e práticas que definem o papel social da escola, deve ser concebido de modo flexível, adaptado aos contextos políticos e culturais nos quais a escola está situada, bem como aos interesses e especificidades de seus atores sociais.

A Resolução nº 4, de 13 de julho 2010. Define as Diretrizes Curriculares para a Modalidade da Educação básica, entre elas estão à Educação Indígena. Na seção V no artigo 38. Aborda a organização das escolas indígenas, deve ser considerada a participação da comunidade, na definição do modelo para os indígenas.

I – Suas estruturas sociais;

II – Suas práticas socioculturais e religiosas;

III – Suas formas de produção de conhecimento, processos próprios e métodos de ensino-aprendizagem;

IV – Suas atividades econômicas;

V – Edificação de escolas que atendam aos interesses das comunidades indígenas;

VI – Uso de materiais didático-pedagógicos produzidos de acordo com o contexto sociocultural de cada povo indígena. (MEC, 2010, p 295-296)

 

Visando os princípios de suas memórias históricas, onde as comunidades devem ter acesso às informações técnicas, cientificas e culturais. O direito à educação diferenciada em contraposição a tradição assimilacionista e integracionista do período colonial, por meio de uma avaliação voltada apenas para civilização e desenvolvimento do país. Na atualidade é diferente pois visa a identidade e pertencimento étnico tendo todo um cuidado no processo de aprendizagem, onde começa pela formação de professores até o material didático especifico de cada comunidade.

As escolas indígenas disponíveis no MEC, nos últimos anos, nos permitem observar o progresso das escolas desde 1999 a 2010, onde cada ano a uma estatística elevada de instituições. Em 1999 foi o primeiro censo específico com 1.392 escolas; Em 2004 na pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e pesquisas Educacionais (INEP) do MEC saltou para 2.228; Em 2005 para 2.323; Em 2006 para 2.422; Em 2007 para 2.480; Em 2008 para 2.633; Em 2009 para 2.672; Em 2010 2.836 escolas indígenas.

Percentual de matricula dos estudantes indígenas em 2010 é a seguinte: Educação Infantil 10 %; Ensino fundamental 77,5%; Anos iniciais (72,7%); Anos finais ( 27,3); Ensino médio 5 %; Educação de Jovens e adultos 7,5; Fonte: (BRASIL,2013 p. 383.)

Os sistemas de ensino devem assegurar uma estrutura adequada as necessidades dos estudantes, educação diferenciada, laboratórios, bibliotecas, atividades esportivas e artístico culturais, oferecendo uma educação de qualidade sociocultural.

Na década de 1970, têm sido trabalhados os direitos a diferença cultural, onde movimentos da sociedade civil se dedicam a democratização do país e o povo indígena criaram a organização sociopolíticos com intuito de superar as situações tutelar que historicamente foram submetidos. Sendo assim com a organização do MEC para construir as Diretrizes Curriculares Nacionais.

A Resolução Nº 5, De 22 de junho de 2012. No Artigo 8º, menciona sobre a Educação infantil, que vem ser uma etapa educativa e de cuidados, é um direito dos povos indígenas que devem ser garantidos e realizados com o compromisso de qualidade sociocultural e de respeito aos preceitos da educação diferenciada e especifica. Com um olhar voltado para a educação diferenciada e especifica,  levando em conta as suas referências culturais pelo ingresso ou não da criança na escola desde cedo. Essa educação é responsabilidade de todos que estão próximo a criança sendo seus pais, avós, professores, gestores e líderes das comunidades.

Com isso, o calendário da escola indígena deve prever a possibilidade de participação das crianças nas atividades, considerando letivas, na formação das crianças, não deve ser confundida com exploração do trabalho infantil.

A Resolução Nº 5, De 22 de junho de 2012. No Artigo 9º , aborda sobre o Ensino Fundamental, como direito humano, social e público subjetivo, aliado à ação educativa da família e da comunidade, deve se constituir em tempo e espaço de formação para a cidadania indígena plena, articulada tanto ao direito à diferença quanto ao direito á igualdade, fazendo o uso da ludicidade como estratégia pedagógica, abrangendo universo da educação infantil até o processo de ensino aprendizagem no ensino fundamental.

A universalidade ainda hoje continua sendo um desafio o que nos remetem a ideia que essa etapa é muito importante na vida da criança é durante muito tempo era apenas vista como a fase na qual o aluno estuda e trabalha e as políticas públicas tinham que garantir aos estudantes essa permanência para chegar a concluir a etapa da educação básica.

A Resolução Nº 5, De 22 de junho de 2012. No Artigo 10º, referir o Ensino Médio, um dos meios de fortalecimento dos laços de pertencimento indenitário dos estudantes com seus grupos sociais de origem, devem favorecer a continuidade sócio cultural dos grupos comunitários em seus territórios.

Que as políticas públicas possam sempre permitir aos jovens indígenas a permanecia nas escolas em suas comunidades ofertando o ensino médio, a construção do bem viver de suas comunidades, conhecimentos científicos, tradicionais e a pratica cultural próprias dos seus grupos étnicos de pertencimento, nessa etapa e compreendida como um processo educativo dialógico e transformador.

A Resolução Nº 5, De 22 de junho de 2012. No Artigo 11º, citar a Educação Especial é uma modalidade de ensino transversal que visa assegurar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades e superdotação, o desenvolvimento das suas potencialidades socioeducacionais em todas as etapas e modalidades da educação básica nas  escolas indígenas, por meio da oferta de atendimento educacional especializado (AEE).

No caso dos estudantes com necessidades diferenciadas de comunicação são utilizados o sistema Braile, Libras Língua brasileiras de sinais, além das experiências de professores, da família, assessoramento do técnico especializado na área de saúde e do desenvolvimento social. Visando as condições para o acesso, permanência e conclusão com sucesso dos estudantes.

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade como uma etapa do ensino fundamental, é assegurada a identificação e reconhecimento das formas de aprender dos adolescentes, jovens e adultos e a valorização de seus conhecimentos e experiências. A EJA deve está adequada às realidades sociocultural e interesses das comunidades, vinculando-se aos projetos de presente e futuro. Numa perspectiva de formação ampla, devem favorecer o desenvolvimento de uma educação profissional que possibilite atuarem nas atividades socioeconômicas e culturais de suas comunidades.

A Educação Profissional e Tecnológica deve articular os princípios da formação ampla, sustentabilidade socioambiental e respeito à diversidade dos estudantes, considerando-se as formas de organização das sociedades indígenas e suas diferenças sociais, políticas, econômicas e culturais.

O Projeto Político Pedagógico (PPP) tem extensão da autonomia e da identidade escolar, é uma referência importante na garantia do direito a uma educação escolar diferenciada, devendo apresentar os princípios e objetivos de acordo com as Diretrizes Curriculares instituídas nacional e localmente, bem como as aspirações das comunidades indígenas em relação a educação escolar.

Artigo 17 menciona a avaliação, como elemento do processo de ensino e aprendizagem, sendo uma mediação entre professor e aluno definindo no projeto político pedagógico, sendo articulado a proposta curricular, as metodologias ao modelo de planejamento e gestão, a formação dos professores e dos demais funcionário da escola, aprimorando cada vez mais o projeto político pedagógico.

Deve estar voltado para a discussão da situação indígena, de acordo com a função a ser assumida pela educação para o índio. Isto inclui também o uso de elementos da cultura tradicional na escola, como os mitos, por exemplo.

As proposições convergem para a utilização destes relatos como elemento motivador dentro da escola. Os mitos podem ser utilizados para motivar a aprendizagem escolar, embora a escola não deva substituir os espaços próprios da tradição oral (BRITO 2004, p. 113).

 

Na concepção do autor enfatiza que a escola adequada para os índios, deve ter um olhar diferenciado, nas trocas de conhecimento entre professores e todos os que fazem parte da escola, mostrando a importância de seus valores culturais, e na construção do currículo trabalhar o bilíngue / multilíngue de acordo com Referencial Curricular Nacional para Escolas indígenas, exercendo seu direitos e deveres enquanto cidadão brasileiro.

Esses recursos orçamentários próprios, alocados especificamente para o desenvolvimento da educação escolar indígena no estado, poderão ser  complementados, de forma supletiva, com outras fontes financiadoras:

  • FNDE/MEC (recurso pontual para ações específicas na área de formação continuada e na preparação de materiais didáticos). Fundef (para a qualificação profissional e piso salarial); Fundescola (para construção de escolas); Convênios com organismos internacionais; Convênios com outros órgãos federais ou estaduais e com prefeituras municipais. (BRASIL, 2002)

Analisando o que foi exposto até aqui, fatos e acontecimentos que revolucionaram a educação indígena, levando esse grupo a conquistar seu espaço e leis que os amparam, valorizando esse eixo que contribui para uma sociedade moderna a sensação de humanidade, que jamais poderemos esquecer que através dessa cultura nasceu o nosso país, Terra de Vera Cruz, Ilha de Vera Cruz, Terra dos Papagaios, Pindorama, Terra de Santa Cruz e finalmente Brasil. Isso mostra o quanto suas tradições e costumes são importantes e deve ser passado de geração para geração.

2.2 A FORMAÇÃO DO PROFESSOR INDÍGENA

No artigo 19, Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, aborda a questão do professor indígena, como docentes e gestores e as respectivas da comunidade, levando o educador buscar métodos e estratégias para desenvolver um bom trabalho no ensino aprendizado do aluno, construindo valores cultural, conhecimentos universais, promovendo a sistematização e organização de novos saberes e práticas. Na formação do professor indígena ele deve ter licenciatura ou magistério indígena, para estar apto a exercer o cargo de professor nas comunidades.

O curso tem que lavar o que foi colocado dentro de nós e fazer a gente gostar mesmo das nossas coisas, da nossa coisa. Magistério tem que ser assim, construindo juntos, aprendendo juntos, para repassar o conhecimento. Para nós mesmos fica muito mais fácil na língua. Para lidar com a criança sem gritar, é um meio de dominar a criança tendo o que dar para ela. Falando guarani fica mais alimentado, mais instrumentalizado. O comportamento guarani é outra coisa. Proposta pedagógica tem que valorizar limpar o que foi imposto. Recuperar a nossa educação, os nossos valores – a língua é o principal instrumento dos valores – a escola tem que repassar para as crianças o respeito às autoridades dentro da comunidade. O professor tem que mudar dentro dele para não ficar sempre em conflito se deve ou não fazer alguma coisa: perguntar-se sempre o que é ser um bom professor guarani. Ser pesquisador de sua história, de sua cultura. A gente aprendeu alguma coisa na escola de branco, mas aprendemos muito mais depois que começamos se analisar como professor guarani. Os índios é que entendem de índios. (BRASIL. 2002)

Na visão dos professores, deixa bem claro que essa educação é diferenciada, levando em consideração a relação de tratamento, epistemológico e pedagógico, na formação do professor não se deve apenas trabalhar com recursos de fortalecimento da identidade, mas a construção de autonomia e emancipação para desenvolver as atividades nas comunidades, o domínio da língua vem ser o principal instrumento de valor.

Segundo professor Guarani (1998) eles aprenderam coisas nas escolas do branco, mais nem sempre tudo é de comum acordo para as tribos, desmitificando seu lado cultural, gerando conflito aos valores tradicionais que cada aldeia trabalha, pois, índio entende de índio, assim dizem os professores que os curumins como são chamadas as crianças, devem estudar esses valores culturais. Existem profissionais que não são índios, que podem contribuir de maneira diferente na troca de conhecimentos e fazendo o uso dos costumes respeitando o ambiente do seu trabalho, ao estudar em uma faculdade os professores estão se capacitando, buscando a pesquisa nessa área, nessa vida todo dia aprendemos algumas coisas significantes outras nem sempre, buscando conhecer e compreender esse lado chamado Educação indígena, na transformação não visa apagar da história os fatos que aconteceram e sim completar, viabilizar, renovar, criar, valorizar o que já foi plantado, que as crianças não se limitam aprender apenas as regras e normas das comunidades.

A sociedade pode contribuir para seu conhecimento, passando pelas etapas da educação básica até a sua formação, mostrando o lado profissional, que rompe as barreiras de índios para índios, interagindo com a sociedade perdendo o medo dessas tradições acabar ou ficar apenas como memórias. Eles são capazes sim de estar no mercado de trabalho em qualquer área do conhecimento, se dedicando ao ponto fundamental que é a educação.

As propostas para trabalhar com as crianças não é apenas os conhecimentos tradicionais, mas os conhecimentos de outros grupos ou culturas. As brincadeiras devem ser consideradas práticas de aprendizagem e de desenvolvimento emocional, físico e motor, reconhecendo as práticas de acesso e partilha de conhecimento pelas crianças indígenas. Pois elas são atualmente, compreendidas como seres sociais plenos ativos em suas relações e suas compreensões do mundo.

Para trabalhar no Ensino Fundamental a dança, a música e os jogos tradicionais de cada comunidade ou instrumentos pedagógicos importantes no tratamento das questões culturais, tornando prazeroso o aprendizado da leitura, da escrita, das línguas, dos conhecimentos das ciências, das matemáticas, das artes.

São organizados em ciclos, seriados, etapas ou módulos. No Ensino Médio as experiências em cursos têm buscado romper com a organização das disciplinas, trabalhando com eixos temáticos, projetos de pesquisa, eixos geradores, matrizes conceituais, onde se estudam conteúdo das diversas disciplinas numa perspectiva transdisciplinar. Na Educação de Jovens Adultos (EJA) proposta pedagógica flexível com finalidades e funções especificas. Na Educação Especial habilidades e superdotação em Braille e Libras, para ministrar as aulas.

[...] Enganar-se-ia o professor que imaginasse poder preparar-se para sua missão apenas por meio de alguns conhecimentos e estudos. Acima de tudo, exigem-se dele determinadas disposições de ordem moral. O ponto essencial da questão depende de como se deve observar a criança e do fato de não se poder limitar a um exame exterior, como se fosse o caso de um conhecimento teórico a respeito da maneira de instruir e educar a infância [...] (RÖHRS 2010. p. 126).

 

Segundo autor nos mostra o desenvolvimento da inteligência da criança requer uma educação voltada para ela, onde é o primeiro membro de um grupo a vagar sobre a Terra. O instinto para mudar, passar de uma descoberta a outra, é uma parte da natureza dela, a outra parte cabe à educação, fazer essa mudança acontecer, que o professor seja o mediador dessa missão.

De acordo com Libâneo (1998, p. 82), desde o ingresso do professor no curso de formação, deve haver articulação entre teoria e prática e que deve haver formação continuada na própria escola, para que o professor possa discutir e refletir sobre sua experiência. O autor menciona as mudanças necessárias para enfrentar, sobre bases novas da alfabetização, não se resolvem com um novo método de ensino, nem com novos testes de prontidão, nem com novos materiais didáticos.

 

É preciso mudar os pontos por onde nós fazemos passar o eixo central das nossas discussões. Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega um instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso há um sujeito que pensa, que constrói que age e na educação indígena não é diferente.

Segundo a teoria deLev Vygotsky(1988:97) “O aprendizado humano pressupõe uma natureza social especifica e um processo através do qual as crianças penetram na vida intelectual daqueles que as cercam”. O autor menciona a questão do aprendizado que vem ser fundamental para a criança desenvolver-se e processa pela interação social, uma vez que o indivíduo não nasce pronto e não é cópia do ambiente intelectual em que está inserido. Visa a questão cultural regional, levando o sujeito ao conhecimento do coletivo.

Sendo que a formação dos professores deve ser uma prioridade do sistema de ensino em cursos específicos de licenciaturas e pedagogia interculturais ou completamente e suas instituições formadoras como um compromisso público do Estado brasileiro.

Em atributos de sociabilidade somando com os outros fatores, o professor deve fazer uso dos quatros pilares da educação aprender a conhecer, aprender a viver juntos, aprender a fazer e aprender a ser, levando o mesmo a cooperação, sabedoria para trabalhar o social e os patrões culturais, nessa linha teóricas mencionadas nos capítulos anteriores, vem fluir na formação dos professores, buscando a autonomia e o caráter intelectual, fazendo com que esses profissionais se capacitem para o mercado de trabalho.

3 A CULTURA INDÍGENA NO PROCESSO EDUCATIVO NO COTIDIANO SOCIAL

A cultura significa conhecimento, arte, crenças, lei, moral, costumes, hábitos e aptidões adquirido pelo homem, não somente em família mais como membros de uma sociedade. A cultura popular é algo criado por um determinado povo, sendo que esse povo tem parte ativa nessa criação, através das literaturas, músicas, artes etc...

No século XIX segundo Santos (2006 p.13) as sociedades indígenas da Amazônia poderiam ser classificadas no estágio de selvageria, quanto pelos europeus eram apenas classificados no estágio de civilização, não há nenhuma lei natural que diga que as características de uma cultura a façam superior a outras, com isso o autor menciona a importância que tem esses primeiros habitantes do Brasil e suas heranças lindas e ricas, eles estão presentes em diversos lugares com características iguais, com suas histórias e cultura diferente.

As culturas e sociedades humanas se relacionam de modo desigual, sendo que essa diversidade não é apenas feita de ideias se relacionam com as maneiras de atuar na vida social e as sociedades indígenas como as mais antigas tem seu destino ligado a sociedade nacional, colocando em risco sua sobrevivência física e cultural que conduz a mudanças de viver e as novas concepções de vida técnicas, idiomas, problemas. Essas culturas movem-se não pelo que existem, mas pelas possibilidades e projetos do que podem vir a existir. Pois estão ligadas ao estudo, educação, formação escolar, para o autor ele menciona duas concepções para compreender a cultura.

A primeira remete a todos os aspectos de uma realidade social, já a segunda é especificamente ao conhecimento, as crenças de um povo. Neste sentido, segundo Souza (2013, p.1) em sua reflexão sobre a temática indígena, a visão sobre essa parcela da sociedade sempre é vista, na maioria das vezes, de uma forma secundária, ou seja, os índios entraram para a história brasileira “pela porta de serviço”.

Outra constatação em relação aos grupos indígenas e a todos os processos a que foram submetidos, colonização, evangelização, escravidão, cujo resultado aponta Souza (2013, p.1) que é fundamental a certeza de que os povos indígenas pertencem ao passado das Américas e ao passado do Brasil; No presente, os índios seriam apenas uma realidade empírica com a qual é difícil lidar em termos  econômicos, políticos e sociais, que comina com a ideia de Reserva Indígena, que de acordo com Souza (2013), representa o espaço onde os índios são alocados.

Segundo ainda essa pesquisadora um dos principais pontos a se pensar no espaço educacional é a questão da diversidade; ou melhor, como educar para a diversidade criando novas possibilidades de interpretação de imagens e representações, dando aos alunos condições de pensar criticamente nos mecanismos de construção da tal imagem.

3.1  A CULTURA INDIGENA NA ESCOLA

Percebe-se que as crianças de 9 a 10 anos estão rodeada de brinquedos, jogos e tecnologia, muitos desconhecem a sua própria cultura, como: comidas típicas, artefatos como vaso de cerâmica, pulseiras de miçangas, os nomes dos bairros e ruas da capital de Belém, o costume de dormir em rede.

Diante disso, como a cultura indígena contribui para a construção de conhecimentos dos alunos do Ensino Fundamental. A escola é um fator de mudanças e conhecimentos, por isso se dar a importância dessa temática.

O olhar de GALLOIS, (2005, p.29-36) no Brasil de Norte a Sul, é implantado programas de intervenção destinados as comunidades indígenas devido a sustentabilidade preservando e valorizando sua cultura. Observa-se que no Amapá e norte do Pará, as tradições estão se perdendo com a morte dos mais velhos e muitos sentem a necessidade de preservar os padrões éticos, estéticos e religiosos, para que não se acabe e a cultura indígena seja apenas um marco histórico, com isso são produzidos documentários livros e artigos questão vendidos, em benefício dos índios sendo um processo de conscientização e valorização cultural.

Antropólogos e linguistas dizem que os saberes tradicionais só tem vitalidade quando continuam sendo transmitido, a problematização e superação do processo de degradação ambiental a que se está submetido, na possibilidade de atuar no presente, tendo como horizonte um futuro economicamente demorado, ambientalmente equilibrado sendo limitado aos aspectos físicos e naturais,  compreendendo as múltiplas dimensões natural, social, econômica, política, ética e cultural das necessárias inter-relações que se estabelecem entre as mesmas.

Por um lado as comunidades preservam a natureza e os animais em extinção, no entanto a devastação e queimadas, ameaça e extinção de diversas espécies da fauna e flora, deixa evidente que o homem na natureza deixa o ambiente em elevados níveis de pobreza, precária condições de vida, os indígenas preservam esse ambiente, pois muita das vezes são tachados como povo ignorantes e preguiçosos, não sabem que eles mesmo tem um costume e tradições diferenciada da nossa, mas tem direitos fundamentais para o exercício de cidadania. No cotidiano social essa cultura se faz presente em todo tempo. No uso das ervas medicinais para compreender, o tratamento e a cura de doenças é feita pelos pajés.

3.2 As Ervas Medicinais

O xamã é uma pessoa, homem ou mulher, que, no final da infância ou no início da juventude, passa por uma experiência psicológica transfiguradora, que a leva a se voltar inteiramente para dentro de si mesma. É uma espécie de ruptura esquizofrência. O inconsciente inteiro se abre, e o xamã mergulha nele. Encontram-se descrições dessa experiência xamãnica ao longo de todo o caminho que vai da Sibéria às Américas, até a Terra do Fogo".Para que se entenda mais de medicina indígena, é preciso mergulhar um pouco em seus mitos e rituais, uma vez que toda a sua cultura influencia sua saúde e a forma como lidam com seus corpos. No ritual de morte, por exemplo, os índios colocam o corpo pendurados em árvores. Após algum tempo, quando o corpo já se decompôs, eles recolhem os ossos e cremam.

Em rituais familiares os parentes misturam um pouco das cinzas ao mingau de banana e tomam. O restante é enterrado no mesmo lugar onde fizeram o fogo. Estes são outros indicativos das crenças mágicas dos indígenas (CAMPBELL, 1990).

Segundo Joseph Campbell, em seu livro "O poder do mito", esse Xamã é um líder espiritual, vem ser uma espécie de medico na aldeia, que usando seu poder pode curar as pessoas e com uso das ervas sendo aplicada corretamente se obtém a cura, já em outros estados fazendo o mau uso podem levar a morte e com isso passando tudo pelo ritual que já faz parte da tradição indígena.

O que se compreende de fato suas tradições, são muito rica e nos levam a refletir sobre o valor dos remédios caseiros feito com pessoas que conhecem a natureza e fazendo uso das suas plantas da floresta, buscando a cura para os enfermos. Totalmente diferente das pessoas que moram na cidade, basta adoecer já estão na farmácia, comprando medicamentos quase sempre industrializados, aliviando sua dor, diferente dos indígenas que aproveitam tudo, se resguardam e tomam remédios naturais.

Segundo informação do núcleo Amazon Trade (2003), que estuda a cultura e os costumes da Amazônia. Como exemplos desses produtos, pode-se citar:

  • Amêndoa do Açaizeiro, fornece um óleo verde-escuro bastante utilizado na medicina caseira, principalmente como antidiarreico. O seu suco, de sabor exótico, possui grande valor nutritivo e contém altas concentrações de ferro, sendo bastante usado no combate à anemia.
  • Casca de Assacu, usado no combate às inflamações em geral, ulcerações, tumores.
  • Casca de Açoita Cavalo, contém óleos essenciais que atuam frente as disenterias, hemorragias, artrite, reumatismo, tumores, colesterol e Hipertensão.
  • Casca de Caroba, contém uma resina denominada "Carobona", além de seu princípio ativo, o alcalóide "Carobina". É diaforéticas (Cascas) e anti Sifilíticas (Folhas), debela feridas e elimina inflamações da garganta, afecções da pele, coriza, blenorragia, dores reumáticas e musculares, cálculos da bexiga.
  • Casca de Moruré, alivia as dores reumáticas, artríticas e da coluna verbal, estimulante do sistema nervoso e muscular.
  • Casca de Barmitão, potente anti-hemorrágico, anti-inflamatório.
  • Casca de Murapuama, tônico neuro-muscular, afrodisíaco, utilizado contra fraquezas, gripes, impotência, reumatismocrônico, etc.
  • Catuaba, tônico energético usado no tratamento de cansaço físico e sexual, insônia, nervosismo, falta de memória. Possui, ainda, propriedades antissifilíticas.
  • Óleo de Copaíba, utilizado por suas propriedades medicinais, no combate aos catarros vesicais e pulmonares, desinterias, bronquites.
  • Óleo de Andiroba, potente cicatrizante, anti-inflamatório.
  • Pó de Guaraná, usado como tônico estomáquico, estimulante, contra distúrbios gastro-intestinais, diarréias. Ativa as Funções cerebrais e combate a arteriosclerose, as nevralgias e as enxaquecas, detém as hemorragias atua como calmante para o coração.
  • Semente de Sucupira, energético, anti-sifilítico, contém alcaloides empregados no tratamento de febres, reumatismo, artrite, inflamações, dermatoses.
  • Saracura-mirá, energético, usado no tratamento de cansaço físico, sexual, insônia, nervosismo, falta de memória.
  • Semente de Cumaru, propriedades medicinais que atuam reconstituindo as forcas orgânicas debilitadas, como tônico cardíaco.

 

De acordo com a pesquisa da FUNAI, Fundação Nacional do Índio essas ervas e vegetais, servem como medicamentos, para combater ás doenças, causada pelos alimentos. E os indígenas sabem como utilizar toda riqueza e as potencialidades das plantas. E no ensino não se valoriza essa cultura, para conhecer e compreender as folhas e as sementes, qual a função de cada um.

Com certeza ao fazer uma pesquisa com seus alunos explanando sobre o assunto, e depois em outro momento leva-los a aula passeio, teoria de Celestino Frei Net que menciona o quanto é importante a criança conhecer o meio que esta inserida, pois a educação vai muito além dos muros da escola, para conferir esses produtos e as iguarias dessa cultura tão rica.

3.3 A Alimentação

Este texto refere-se aos índios que não possuem muito contato com os homens brancos e que ainda seguem sua cultura. Infelizmente, muitas tribos deixaram de lado a alimentação saudável quando entraram em contato com o homem branco, Como os índios não consumem produtos industrializados, ficam livres dos efeitos nocivos dos conservantes, corantes artificiais, realçadores de sabor e outros aditivos artificiais usados na indústria alimentícia (OLIVEIRA 2013).

Segundo a concepção do autor, menciona que o contato com branco o índio perde o toque especial das suas alimentações, levando a consumir a maioria produtos industrializado e claro as consequências de doenças pelos produtos químicos.

O preparo da alimentação dos indígenas e de responsabilidade das mulheres, aos homens apenas caçam e pescam, pois os índios não consomem produtos industrializados diariamente, sua alimentação é saudável e rica em vitaminas, sais minerais e outros nutrientes, sendo assim alguns dos seus Principais alimentos consumidos pelos índios brasileiros são: Frutas, Raízes, Verduras, Cereais, Legumes, Peixes, Castanhas; Carne de animais caçados na floresta (capivara, porco-do-mato, macaco, etc).

Algumas palavras do vocabulário brasileiro Indígena, ou seja, alimentos e seus significados: bati: milho; Aaru: Espécie de bolo; Bacuri: fruta popular da região Amazônica; Beiju: também conhecida como tapioca, feita com farinha de mandioca, podendo ser recheada ou não; Cambuci: fruta de uma árvore nativa da mata amazônica com formas parecidas a de potes de cerâmica; Cupuaçu: fruta amazônica de sabor forte; Ira: mel; Jambu: planta cujas folhas são usadas como tempero; Jerimum: abóbora; Mandioca: todo o mundo conhece, e a maioria adora: é o aipim, a macaxeira, uma raiz que é o principal alimento dos índios brasileiros; Maniçoba: prato feito com folha da mandioca; Pequi: fruta da região Centro-Oeste; Pupunha: fruto da palmeira; Tucupi: suco da raiz da mandioca-brava

Alguns Pratos típicos da culinária indígena: como o Beiju (espécie de bolo de formato enrolado feito com massa de farinha de mandioca fina), Pirão (caldo grosso feito de farinha de mandioca e caldo de peixe), Pipoca e a Tapioca (espécie de pão fino feito com fécula de mandioca) e a maniçoba feito com as folhas de mandioca.

Com a prática intensiva de exercícios e uma boa alimentação nutritiva os indígenas possuem uma vida saldável com homens e mulheres fortes e sem estresse e depressão e muitos outros danos que as grandes cidades causam ao ser humano de vida á boa alimentação. Esses alimentos estão presentes no cotidiano da família paraense, não pode faltar como por exemplo a farinha e em outros momentos as festas religiosas alguns pratos típicos a maniçoba, pato no tucupi entre outras iguarias.

Na concepção enquanto professora pesquisadora se faz necessário a compreensão dos alunos. Os Animais e como são conhecidos nas aldeias: Acará: garça; Andirá: morcego; Arapuá: abelha; Cacira: vespa.; Grajaú: pássaro.; Laurare: marimbondo. Pirá: peixe.; Poti: camarão.

3.4 O Artesanato

Umas das grandes riquezas conhecidas em nossas comunidades indígenas são os artesanatos. Existem os mais diversos tipos: colares, pulseiras, brincos, anéis, saias, cocares, cerâmicas e também artesanatos que além de serem instrumentos de caças e pescas são utilizados nas danças e rituais de algumas comunidades como o arco e flecha e a borduna. (BRITO, 2012)

O autor se reporta ao artesanato de uma forma encantadora, valorizando as próprias criações dos indígenas e onde são utilizadas com mais intensidades em rituais religiosos. Cada povo indígena através de seus lindos e chamativos artesanatos, nos quais se usam as sementes, palhas, madeiras, penas, ossos e muitos outros materiais que podem ser encontrados nomeio em que vivem.

Materiais esses que nas mãos certas de seus artesões são transformados nos mais belos artefatos, como colares, saias, anéis, cocares, sua cerâmica e também suas armas de caça e de pesca entre outros. Tornando assim o artesanato uma das maiores riquezas e fontes de rendas indígenas. Suas pinturas é uma arte feita com uma tinta preparada através do jenipapo.

Esse fruto que se extraí o liquido ainda dele verde em contato com a pele se transforma em uma tinta preta, que fixa na pele e dura em torno de no mínimo uma semana. A pintura corporal é considerada uma das principais características dos índios. Em algumas etnias são usadas às sementes de urucum, fruto que se extrai da semente uma tinta vermelha e muitas outras formas de tintas em alguns povos a pintura corporal dos homens são distintas das mulheres com significados variados.

Algumas pinturas possuem características diferentes, em algumas fazem o uso da simbologia e outras representam comemorações, podem expressar os sentimentos e até em rituais sagrados, mas para cada povo seu significado é único de acordo com a cultura de cada comunidade indígena.

Onde podemos encontrar esses artesanatos com mais frequência e nas barraquinhas no Mercado do Ver-o-Peso, objetos feitos de cerâmica, outros de sementes, de penas, de palhas, instrumentos é tudo lindo feito manualmente, pequenos detalhes que nos envolve e mostra o quanto deve ser valorizado, para nós é apenas um artesanato, mas para eles cada um desses objetos tem um significado. No mundo da diversidade indígena brasileira, podemos constatar que as comunidades têm suas histórias tradicionais, seus métodos culturais, suas religiões e costumes diferenciados, estranhos aos que não fazem parte dessa cultura.

As cores e como são pronunciadas: Peba: branco; Ajubá: amarelo; Piranga: vermelho; Una: preto. O que poderíamos está aplicando em sala de aula com esses trabalhos, essa fonte de conhecimentos, a importância com que cada material pode fornecer, o olhar das crianças ao conhecer esse mundo diferente, construir um ser reflexível, critico, social, o mundo precisa ser mais humano, o que essas influencias pode contribuir na formação do cidadão brasileiro, essas pinturas corporais não são atoa tem um significado.

Brandão (2005), diz que a educação e a vida se misturam e que o desenvolvimento do homem se dá por meio da relação ativa do meio ambiente, e todo esse processo forma o meio cultural, porém essa relação somente se concretiza quando o sujeito assimila e depois aplica, ou seja, coloca em prática no seu cotidiano em diversas modalidades: informal, formal e não formal.

A herança deixada pelos povos indígenas foi decisiva para que o Brasil se tornasse o país multicultural essa contribuição dos povos indígenas à formação da nação brasileira vai além de um conjunto de palavras, objetos, espécies domesticadas e técnicas de manejo do ambiente, são parte constitutiva e atuante da sociedade brasileira. Autores fundamentais no início da colonização.

4 O OLHAR DOS PROFESSORES SOBRE A CULTURA INDÍGENA

Se no passado, o objetivo da escola era ensinar as crianças os conhecimentos necessários á produção da sociedade urbana e industrial, hoje o desafio é educar na perspectiva de uma nova sociedade. E o Professor vem ser esse instrumento, para ensinar o conhecimento cientifico e cultural. Assim, não basta ensina-las a pensar o mundo, a compreender os processos naturais e culturais. É preciso que elas aprendam a conserva-lo e preserva-lo. Isto implica rever as concepções de mundo e de conhecimento que orientam as propostas curriculares.

4.1 Linguagem

As populações indígenas podem desenvolver a capacidade de produzir suas ortografias, analisar suas línguas e produzir materiais pedagógicos. Centros de pesquisa podem ser criados para que os falantes aprendam a estudar,  documentar, arquivar dados sobre sua língua e cultura (MAIA, 2009)

A educação teve várias mudanças durante o início com os padres, Jesuítas da comitiva Tomé de Sousa enviada ao Brasil pelo rei de Portugal, aprenderam a língua Tupi-guarani e elaboravam os textos usados para a catequiza-los, logo tinham como objetivos de ensinar a fé católica e boas maneiras aos homens chamados de “selvagens” os indígenas em aldeamento eram doutrinados, não conseguindo agir sobre os adultos os padres resolveram conquistar os filhos chamados de curumins aprenderam a ler e escrever com os filhos dos colonos, Anchieta usava diversos recursos para atrair sua atenção como: teatro, música, poesias e etc..

Por volta de 1500, nesse período e que surge os diferentes tipos de línguas do colonizador e suas influências, e os indígenas também preservavam sua cultura, sua culinária e seus hábitos cotidianos, pois muitas palavras indígenas foram incorporadas: Pernambuco, Paraná, carioca, Curitiba, Piauí, caju, jacaré, abacaxi, tatu, jaguar (sim, o famoso carro inglês tem nome indígena). Técnicas: Trabalho com cerâmica, preparo da farinha, até o parto de cócoras. E no Brasil existem diversas línguas indígenas, e segundo site pesquisado Luana Castro (2013) com palavras indígenas, as principais são: Tupi ou Macro-Tupi: Os principais povos indígenas que falam (ou falavam) línguas são: caetés, tabajaras, tupinaés, potiguaras, tupinambás, tamoios e tupiniquins. Macro-Jê: Os principais povos indígenas que falam (ou falavam) línguas são: bororos, crenaques, carajás, xavantes, craósapinajés, e cricatis. Aruak: Os principais povos indígenas que falam (ou falavam) línguas são: barés, mandauacas, parecis e terenas.

E existem as Línguas não classificadas povos que falam línguas que não foram classificadas dentro dos troncos linguísticos indígenas. Geralmente, são povos indígenas que vivem isolados. Isso acontece com a língua falada pelos  seguintes povos indígenas brasileiros: Túkunas, Trumais e Irântxe.

Além destas línguas, existem também vários povos que falam dialetos  originários de determinadas línguas. Também existem as Línguas extintas, por viverem em contato com os brancos, muitas tribos indígenas foram deixando de lado sua língua e passaram a falar o português. Embora extintas, muitas dessas línguas deixaram marcas (palavras, expressões) que foram passando de geração para geração. Infelizmente, em alguns casos, a língua se perdeu totalmente, não deixando nenhum rastro para o estudo e classificação dos linguistas.

No quadro a seguir algumas palavras de origem indígenas que estão presentes em nossas conversas do cotidiano.

 

ABACAXI

CAÇAPAVA

MACAXEIRA

ANHANGABAÚ

CACAU

MACEIÓ

BAURU

CACIQUE

PEQUI

BEIJU

CAIPIRA

PIPOCA

BICHANO

CAIPORA

PUPUNHA

BURITI

CARIOCA

SABIÁ

CANGA

CUPUAÇU

SAMAMBAIA

CATAPORA

GAMBÁ

TAPIOCA

CAJÁ

JERIMUM

TAMANDUÁ

CANOA

MANIÇOBA

TUCUPI

CAPOEIRA

MANDIOCA

UBATUBA

Fonte: http//www.escolakids.com/palavras-indigenas.htm

 

4.2 Relação de nomes indígenas

 - Anchieta- Apoema- Apuã- Araci- Arachane- Bartira- Caue- Caubi- Ceci- Tainá

- Guaraci- Guaraciaba- Iara- Iberê- Ipanema- Iracema- Irati- Irani- Jacir- Jacira

- Jacobina- Janaína- Jandira- Juçara- Jurema- Maiara- Maíra- Moacir- Moara

- Moema- Peri- Ubajara- Ubirajara- Ubiratã- Yara.

Sobrenomes de origem indígena

- Araripe- Acatauassú- Cairu- Capiperibe- Jaguaribe- Jatobá- Murici- Paraguaçu

- Pitangui- Saraíba- Suaçuna- Tabajara- Tibiriçá- Pari

Segundo site pesquisado de Leandro Carvalho (2013), menciona que não é apenas na língua que eles contribuem, está no falar das pessoas no espaço em que ela convive, tem origem indígena, mas poucos conhecem, por isso vale apena enfatizar a grande importância dessa imensidão de conhecimentos, que estão no nosso cotidiano. Algumas palavras de origem indígena absorvidas pela língua portuguesa:

Biboca (do guarani yvyoca) = casa de barro;

Canoa (do caribe canuaua) = embarcação;

Pereba (do guarani peré) = cicatriz, vestígio, mancha;

Pipoca (do guarani popó) = saltar, brincar;

Pitar (do guarani pitá) = fumar;

Não só apenas na disciplina de Língua Portuguesa, mas em Matemática, Ciências, História, Artes e Geografia, um horizonte para construir a interdisciplinaridade.  iversas palavras em tupinambá tornaram-se nomes de cidades e até de Estados, como nos exemplos abaixo:

Araraquara - formigueiro de arará;

Aratuípe - no rio dos caranguejos;

Boraceia - dança;

Butantã - chão duro;

Caraguatatuba - gravatazal;

Comandatuba - feijoal

Ipanema - rio sem vida, sem sorte;

Ipiranga - rio vermelho;

Itaim - pedrinhas;

Itaquaquecetuba - lugar onde há muita taquara-faca;

Jabaquara - esconderijo de fugitivos;

Jacareí - rio dos jacarés;

Jaguariúna - rio preto das onças;

Jundiaí - rio dos bagres;

Moji-Mirim - rio pequeno das cobras;

Paranapiacaba - mirante do mar, lugar onde se vê o mar;

Paraíba - rio ruim;

Pavuna - lagoa escura;

Piracicaba - lugar aonde chegam os peixes;

Sergipe - no rio dos sirirs;

Ubatuba - lugar onde há muita cana para flechas;

A nossa cultura é responsável por todo o desenvolvimento de um povo, não devemos esquecer nossa história e sim preserva-la, muito mais, resgatando o valor que tem em nossa vida. Assim, pensar o outro em nosso contexto ainda é um grande desafio ainda mais quando esse “reconhecimento” pode trazer à cena outras discussões como, por exemplo, o direito á terra.

Somado a todas essas questões é mais que urgente em na historiografia brasileira resgatar a ação de tais grupos como sujeitos de sua própria história, rompendo com o pessimismo e com as formulações históricas, como, por exemplo, a ideia de vítimas, que resiste ao passar dos séculos.

Logo, um debate mais eficaz em relação à temática indígena pode ser um dos primeiros passos para se repensar um problema tão intenso em nossa sociedade que é o preconceito. Cada país tem sua própria cultura que tem influência por vários fatores, no entanto a brasileira é marcada pela boa disposição e alegria.

PALAVRAS  FINAIS

Ao apresentar este trabalho busquei ressaltar a importância de registrar e absorver sobre a educação indígena e seus valores, costumes e tradições e como influência que está presente nosso cotidiano. A temática trata-se de resgatar nossas origens e dar valor para nossa cultura. E analisando, utilizei as seguintes categorias analíticas: A Educação Indígena no Contexto Brasileiro; A Cultura Indígena no Processo Educativo e Desafios e as Perspectivas na Pesquisa de Campo.

Na educação indígena no contexto brasileiro, a pesquisa bibliográfica me proporcionou conhecer mais sobre a educação indígena os seus eixos históricos, sua sistematização na LDB nos artigos 78 e 79 que revela o sistema de ensino indígena, como modalidade e o Conselho Nacional instituíram em 1999 as primeiras diretrizes voltadas para educação básica e a língua estrangeira no ensino médio para os indígenas, e como modalidade o que oferecem Educação Infantil; Ensino Fundamental, Ensino Médio, EJA, Educação Profissional e Técnica, PPP, a Formação do Professor Indígena e suas metodologias.

Na Cultura Indígena no Processo Educativo, percebe-se que essa diversidade é tão rica e suas dimensões vai muito além dos encantos que essa cultura tem, onde se faz presente, quem faz parte desse cenário chamado sociedade como essa cultura está presente nas ervas medicinais fazendo o uso e onde encontrar e alguns significados o seu poder, na alimentação saudável, pratos típicos que estão em nossas mesas de origem indígena, o uso de palavras do cotidiano também tem essa origem, a valorização do artesanato e artefatos a sua importância.

Nas cores mais utilizadas por eles em pinturas corporais e a linguagem escrita e falada umas mantem a tradição outras apenas ficaram na memória, origem de alguns nomes e sobrenomes como essa influência se faz necessário conhecer para aplicar na escola, sendo uma temática continua e os alunos possam dar valor a sua cultura.

No Desafio e as Perspectivas da Pesquisa de Campo, verifiquei as relações dos professores com a temática, quais as suas metodologias para desenvolver essa cultura, quais as atividades propostas como valores na relação professor e aluno; Quais as concepções da escola e o seu papel para preservação da cultura indígena, se de fato ela desenvolve a diversidade cultural brasileira e as práticas pedagógicas, vem sendo aplicada para preservar.

No entanto as professoras demostram certas preocupações em valorizar o conhecimento prévio dos alunos, esforçando-se para desenvolver suas práticas educativas, com objetivo de aproximar o ensino que aplicam a realidade que os cercam. É pertinente destacar, os valores que os profissionais desenvolvem de maneiras construtivas fazendo acontecer a preservação da cultura indígena, desmistificando, que só fala de índio na semana da data cívica, 19 de abril, que o índio é apenas um homem da floresta que caçam e pescam.

A escola que temos hoje de fato faz acontecer essa reflexão, não só apenas nessa data, pois a escola é centro de transmissão de valores e de culturas, costumes e tradições que são passados de geração para geração, nesse ambiente, procurem desenvolver, despertar o interesse no aluno para se trabalhar a cultura dos povos originários do nosso país, muitos desses valores e costumes estão  presente na nossa vida é essencial para criança desenvolver um sentimento de pertencimento em relação a noção brasileira.

Na visão dos indígenas, algumas comunidades tem um olhar que por serem índios não devem se misturar para não perder o que sua comunidade preserva e não é bem assim, não queremos tomar nada de ninguém, mas existem pessoas que se aproveitam disso e acabam passando essa imagem para eles.

Onde vivemos num país democrático e não mais um palco de conflito, como um dia já existiu. Sabemos que são seres humanos, tem uma vida social, com valores e tradições diferentes ou parecidas com as nossas, querem preservar o seu lado cultural seja ele onde forem valores, costumes e tradições.

Fazer com que a sociedade possa refletir acerca da pureza cultural indígena, bem sabemos que hoje não existe apenas índios nas aldeias e cada vez ele busca seu espaço e os professores que se formam vão exercer sua profissão nas aldeias por motivo de ter escolhido atuar nessa área, mas também não é qualquer uma aldeia e de qualquer jeito, leva um determinado tempo para aprender os valores que tem a comunidade e o que dever trabalhar com eles, devido seu calendário ser diferente do nosso, com isso desmistifica a ideia que as pessoas de outras raças fazem o mal para os índios.

Com esse trabalho, pude perceber o quanto foi maravilhosamente mergulhar em meado as histórias dessa cultura e na função da pesquisa bibliográfica e a vivencia da pesquisa de campo o entrelaço que eles tem, o valor e sua importância para construção de conhecimento.

O quanto nossa cultura é rica e responsável por todo o desenvolvimento de um povo, que já foi injustiçado, não devemos jamais esquecer nossa história, e sim preserva-la cuidando amando e respeitando, resgatando o valor que tem em nossas vidas, para que futuras gerações possam desfrutar e saber que essa influencia está nosso cotidiano só precisam ser trabalhadas como diversidade cultural brasileira.

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[1] Graduada formada pela Escola Superior Madre Celeste – ESMAC

[2] Psicopedagoga pela Universidade Estadual do Pará (UEPA) e Professora orientadora da Escola Superior Madre Celeste – ESMAC. Presidente do Colegiado do Curso de Pedagogia angelaanjospena@gmail.com

[3] Professor Mestre e orientador no curso de pedagogia pela da Escola Superior Madre Celeste – ESMAC e Psicólogo pela Universidade Estadual do Pará (UEPA). ipcjr@bol.com.br