Artigo de Neuropsicopedagogia

Maria Vera Lúcia Tavares Mendes (Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Neuropsicopedagoga)

RESUMO

A cada dia que passa nos deparamos com dificuldades quanto a questões que se referem a dificuldades de aprendizagem, e na maioria das vezes estas dificuldades têm relação como algum tipo de distúrbio psicológicos, como também neurológicos, porém para que se encontre a causa para estas dificuldades é através de observações quanto às características apresentadas e assim tentar chegar à uma hipótese diagnóstica identificando o que podereá estar acontecendo. Desta forma, dependendo de testes e observações pode-se chegar a uma hipótese de TGD – Transtorno Global do Desenvolvimento, o qual engloba não apenas uma síndrome mas diversas que são autismo, síndrome de asperger e síndrome de rett, que têm características semelhantes mas cada uma com suas particularidades. A neuropsicopedagogia tem a possibilidade de contribuir para que pessoas acometidas com alguma destas síndromes tenham a possibilidade de ter melhor qualidade de vida, pois pode-se utilizar métodos apropriados para tratamento, como também orientar no ambiente educacional para que os profissionais da educação tenham mais segurança ao conviver com crianças com estas necessidades. Palavras-chave: Transtornos. Socialização. Autismo, Desenvolvimento.

INTRODUÇÃO

O artigo apresentado tem como proposta fazer um estudo sobre TGD - Transtorno Global do Desenvolvimento, pois o mesmo acomete inúmeros indivíduos, transtornos estes têm características distintas, pois depende muito do nível que é desenvolvido, em muitos casos é difícil se chegar a uma hipótese diagnóstica por terem sintomas semelhantes a outras síndromes, como também sendo quase imperceptível, pois TGD – Transtornos Globais do Desenvolvimento não é específico apenas de uma síndrome, desta forma atualmente existem muitas pesquisas científicas em busca de informações através de diversas fontes para que se possa entender melhor estes transtornos. As pessoas com este tipo de transtorno precisam ser acompanhadas por uma equipe multiprofissional para que seja possível uma melhor qualidade de vida, através de intervenções para a autonomia das mesmas, desta forma muitas habilidades podem ser exploradas e se tenham inclusão no meio social de uma forma mais natural e prazerosa, onde o indivíduo com algum dos transtornos se sinta parte integrante da sociedade e não fiquem apenas à margem. Através desta pesquisa para realização deste artigo, foi possível comprovar que pessoas com algum destes transtornos têm a possibilidade de realizar muitas atividades dentro de suas limitações com mais segurança, desde que seja detectado o nível de síndrome, pois desta forma melhora a auto estima fazendo com que realizem até mesmo atividades rotineiras com melhor desenvoltura e se consigam conviver melhor socialmente dentro das limitações do transtorno que se tenha, por não ser específico, dependendo das características as situações são diferentes, tendo possibilidades distintas e assim serem inseridas junto aos demais, e com sentimento de pertença aos grupo em que convivem, sentindo-se membro deste grupo e não apenas um espectador, vendo as outras pessoas envolvidas e não se sentindo envolvida também.

TGD – TRANSTORNOS GLOBAIS DE DESENVOLVIMENTO SOBRE O OLHAR DA PSICOPEDAGOGIA

Desde os tempos mais remotos se discute sobre doenças e síndromes que acometem muitas pessoas através dos sistemas neurológicos das crianças, se estendendo para a fase adulta, porém não era ainda utilizado o termo TGD – Transtorno Global de Desenvolvimento, o que veio acontecer no final da década de 60, fazendo com que se tivesse uma melhor compreensão quanto ao assunto, pois até então não tinham denominações definidas para melhor compreensão. “compreensão adequada de outras manifestações de transtornos dessas funções do desenvolvimento que, embora apresentem semelhanças, constituem quadros diagnósticos diferentes.” (BELISÁRIO JÚNIOR, 2010, p.12) A sigla TGD – Transtornos Globais de Desenvolvimento é utilizada no Basil para identificar um grupo de transtornos e deficiências com caracterísiticas e sintomas semelhantes, mas diferentes em suas características e sintomas. A terminologia é derivada do inglês Pervasive Developmental Disorders (PDD), o que engloba transtornos que são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida. Têm como caracterísiticas padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas. Estes transtornos podem ser diagnosticado na primeira infânia, tendo como sintomas semelhantes a dificuldade de comunicação tanto falada como escrita, também preferência pelo isolamento evitando envolvimento com outras crianças e até mesmo com adultos. Gostam muito de ter interesse em apenas uma atividade por muito tempo, enquanto estão brincando ou observando algum objeto se dispersam ao ponto de serem chamados e não perceberem. Gostam de atividades repetitivas evitando o novo. As crianças com estes sintomas também têm dificuldade motoras, principalmente quando se fala em coordenação motora fina, quando se precisa pegar em objetos pequenos e outras coisa do tipo onde precise utilizar a coordenação motora fina. [...]