Resumo:

O objetivo deste que nos ocupa é corroborar através de pesquisa bibliográfica, jornais, e da história oral sobre o referido contexto (1936-1964), as lutas do movimento operário sergipano, e, a atuação ativa do Sr. Lídio santos e outros contemporâneos seus que foram olvidados por seus sucessores e, como estes, mudaram o foco das lutas e as respectivas estratégias de atuação, despencando para uma ideologia pequeno-burguesa e abandonando peremptoriamente as fábricas e seus respectivos sindicatos. Pois, uma vez emergindo das universidades não mais tinham campo de atuação, destarte, o abismo que obsta essa geração de 60 para a maioria da população brasileira é enorme. Com isto, formou-se no velho Partidão os intelectuais de mesa de bar, de escritórios, de gravata, numa discrepância insofismável do objetivo motriz do PCB quando fundado basicamente pelo operariado mais singelo no início da década de 20. Mostraremos a resistência de seus militantes e os mecanismos de sobrevivência e enfrentamento ao sistema, que mesmo na clandestinidade do período populista conseguiram eleger quadros importantes militantes do Partidão e oriundos dos movimentos sociais, usando outras siglas, uma vez que o PCB estava ilegal. Os métodos de procedimento são Estruturalista, com abordagens dialética, hipotético-dedutivo e indiciário.

Introdução:

O presente Artigo terá como norte analisar a dinâmica dos primeiros movimentos sociais com seus principais atores (líderes) em Sergipe, que fora capaz de subverter os ditames da ditadura do Estado-novo até 1964. E, assim, mostrar como alguns destes foram (são) vilipendiados por sua geração sucessora que adentrara o PCB somente na segunda metade dos anos 60, e, que participaram do Movimento Estudantil, sofrendo sérias consequências com a eclosão do Golpe de 1964. E, por isto, apropriam-se da história do velho Partidão para se autodenominarem mecenas desta história (a vanguarda do Partido) e, que, sua classe precisamente (de “intelectuais”) fora a grande responsável pela derrocada da ditadura civil militar nos anos 80.
O objetivo central deste é confirmar a força e a dinâmica do Partido Comunista do Brasil (PCB) em meio aos Movimentos Sociais em Sergipe no período populista até a eclosão do golpe de 64; e, mostrar como peças importantes deste, como o caso de Sr. Lídio Santos tiveram toda a sua trajetória de lutas silenciadas pela vaidade de sua geração posterior que militara no Movimento Estudantil dos anos 60, talvez para não ofuscar o fulgor exacerbado que hoje seus partícipes apregoam a este, dando conotação deturpada do evolvimento natural da história em sua dinâmica frenética e infrene pelo nível de maturidade dos Movimentos Sociais conquistados desde as décadas de 20 à 60 pelo PCB, com seus hercúleos atores, dentre estes destacar-se-á tanto aqui quanto no Rio de Janeiro, no seu exílio o senhor Lídio Santos. Assim como enfatizar relatos de pesquisa oral (entre estes um lúdico passeio de sua briosa fuga pelos rios de Sergipe na eclosão do golpe de 64) que o autor obtivera com o Sr. Lídio Santos e alguns seus familiares.