Toda a Inutilidade de Netanyahu

Por Leôncio de Aguiar Vasconcellos Filho | 12/02/2026 | Política

Não caio no proselitismo. Por isso, não cá ficarei vociferando que “a guerra é um horror”, “morte aos genocidas” e demais clichês. O que quero, aqui, é mostrar que uma determinada pessoa não serve, absolutamente, para nada: essa pessoa é o Primeiro Ministro Israelense, Benjamin Netanyahu.

É óbvio que, conforme mencionado num dos clichês, a guerra é um horror. Mas, como diria Clausewitz, é “a arte de fazer política por outros meios”. Razão pela qual só se deve dela lançar mão ao perceber que as tristemente vidas perdidas, bem como os danos materiais, serão, de algum modo, “compensados”. Não é o que se viu nas Malvinas em 1982, quando, numa manobra estúpida, o general Leopoldo Galtirei invadiu as ilhas para salvar o regime militar argentino, fazendo com que os britânicos matassem centenas de argentinos inocentes. A ação, ao contrário ao pretendido, afundou o sistema ainda mais e quase levou Galtieri ao “paredón”. E não é o que se percebe na atual conjuntura de beligerância entre Israel e o Irã.

No início da década de 1980, a Força Aérea israelense bombardeou várias instalações militares do Irã, para acabar com um suposto programa nuclear. Leiam com atenção o que expressei: “início da década de 1980”. Naquela época, já se suspeitava que o Irã tivesse um programa de enriquecimento de urânio. Israel pulverizou as eventuais instalações militares, recrudescendo a teocracia islâmica, então sob o poder do Aaitolá Khomeini. Assim, houve violência reativa por parte do Irã, com o financiamento ainda maior do Hezzbollah e do Hamas, atuantes na fronteira de Israel com o Líbano.

Independentemente do recente morticínio na Faixa de Gaza, Netanyahu sabe que os dois grupos acima referidos não foram erradicados, eis que, se a todos esses anos sobreviveram sob constantes ataques das Forças Armadas israelenses e do Mossad, é porque suas táticas de guerrilha, bem como o recrutamento de terroristas, se aperfeiçoaram.

Por isso, utilizando como justificativa um programa nuclear que pode, até mesmo, ter sido ressuscitado, mas jamais terá sido o alvo principal da atual investida, o inútil inicia uma guerra absolutamente trivial contra um país que, por ser muito maior, tanto no tamanho do território como da população, não abandonará seu regime. Tenha Israel a tecnologia que tiver, o Irã possui muito mais soldados e reservistas a mandar para a morte, que desejam em nome do martírio. Como disse o Aiatolá Ali Khamenei, atual líder supremo do Irã, “as portas do inferno foram abertas”.

Pensam mesmo que um país, como diz o decrépito Ocidente, “de fanáticos”, deixaria de usar a bomba caso já a possuísse? É a esse tipo de argumentação que o inútil e covarde sucumbe, insistindo numa guerra apenas aérea, vez que não pode, nem mesmo, invadir o Irã por terra (pois se trata de um país geograficamente cercado por inimigos de Israel, como a Síria, e, não obstante a ocupação dos EUA, o antigo rival Iraque). Então, fica a lançar mísseis para o deleite da indústria bélica israelense e seu mais notório cliente, o Likud (partido político do inútil). 

O nobre povo judeu, definitivamente, não merece canalhas como este.