Juliana da Silva Pires - Graduação em Pedagogia, Ulbra, especialização em Psicopedagogia com ênfase em educação especial, são Luis. Email do autor juuhsilvapires@hotmail.com

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo mostrar a cada indivíduo o que é o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), qual a importância do psicopedagogo no desenvolvimento social e educacional dos indivíduos que possuem TDAH.
Palavras-chaves: Psicopedagogia, transtorno, TDAH, aprendizagem.

1. Introdução

O TDAH é um transtorno neurobiológico, que aparece na infância podendo se alongar durante a sua vida. No decorrer deste trabalho vamos estudar as causas, os sintomas e como podemos trata-los para o indivíduo ter uma vida social bem desenvolvida. Iremos ver sobre a importância da intervenção do psicopedagogo e as suas ferramentas utilizadas no ensino e na aprendizagem dessas crianças para o bom desenvolvimento escolar e social.

2. Desenvolvimento – o que é o TDAH

O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um transtorno que vem de fatores genéticos-familiares, adversidades biológicas e psicossociais, caracterizada por um mal desempenho nos mecanismos que regulam a atenção, a reflexibilidade e a atividade motora. Caracterizado pelos sintomas de déficit de atenção, hiperatividade e impulsividade, sendo esse transtorno classificado em três tipos:
• Desatento - Não consegue enxergar os detalhes, tem falta de cuidado, dificuldade em manter a atenção, dificuldade em seguir instruções, desorganizado, não gosta de tarefas que exigem esforço mental, distrai-se com facilidade, esquece atividades diárias;
• Hiperativo/Compulsivo: é inquieto, mexe as mãos e os pés, dificuldade em permanecer sentado, corre sem destino, sobe nas coisas, dificuldade em fazer silêncio, fala excessivamente, interrompem assuntos que estão sendo discutidos e se intrometem nas conversas;
• Combinado: É quando o indivíduo apresenta os dois primeiros tipos, o desatento e o hiperativo;

2.2 Diagnostico

O diagnóstico do TDAH é clínico, devendo ser feito por médicos especialistas com auxílio de uma equipe interdisciplinar, sendo ela: neurologista, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo.
Durante as consultas deve-se entrevistar os pais e os professores, para saber sobre o comportamento, o desempenho escolar, o relacionamento com outras pessoas do meio em que convive, fazendo um questionário e escalas de sintomas para eles preencherem, após isso, deve observar a criança, realizar uma avaliação neuropsicológica, psicopedagógica e fonoaudiológica.
No decorrer do processo de avaliação pode ocorrer algumas intervenções, através de jogos lúdicos, desenhos, argilas, velas, entre outros, sendo sempre depois que já houver um vínculo entre terapeuta e o paciente.
O objetivo da avaliação diagnóstica do TDAH não é de qualquer forma rotular crianças, mas sim avaliar e determinar a extensão na qual os problemas de atenção e hiperatividade estão interferindo nas habilidades acadêmicas, afetivas e sociais da criança e na criança e no desenvolvimento de um plano de intervenção apropriado. (Benczyk, 2006, pg. 55)

2.3 Intervenção do psicopedagogo em crianças com TDAH

Crianças que possuem o TDAH tem dificuldade de concentração nas aulas, sendo prejudicadas no decorrer do ano, porém, se ela for estimulada da maneira correta em tempo integral, ajuda a manter sua atenção no que deve ser feito. Com o acompanhamento de um psicopedagogo podemos ver que as crianças tem um melhor desenvolvimento escolar, pois, o trabalho do psicopedagogo é intervir no método cognitivo, junto com a construção do saber, exercendo um trabalho de reflexão e orientação familiar.
A psicopedagogia tem como objetivo ajudar na adequação da realidade da criança à sua possibilidade de aprendizagem, utilizando algumas técnicas, para realizar uma ponte entre a criança e o conhecimento que está sendo passado, sendo as técnicas: jogos de exercícios sensório-motores (amarelinha, bola de gude), combinações intelectuais (damas, xadrez, carta, memória, quebra-cabeça, entre outros.)
Quando o indivíduo já estiver em processo de avaliação ou em tratamento a criança ou adolescente poderá desenvolver habilidades como: saber ouvir, iniciar uma conversa, fazer perguntas e dar respostas apropriadas, oferecer ajuda para alguém, brincar cooperando com o grupo, sugerir outras brincadeiras, agradecer, manter-se sentada ou quieta por um período, saber esperar sua vez para falar ou jogar, ser amigável e gentil, respeitar o outro como um ser diferente que possui sentimentos e diferentes opiniões, saber perder.
Desta forma, o psicopedagogo juntamente com o professor deve propor atividades que desenvolva as capacidades desses alunos, para poder ter um melhor rendimento escolar.
O profissional pode focalizar dificuldades específicas da criança, em termos de habilidades sociais, criando um espaço e situações para desenvolvê-las, por meio da interação com a criança por intermédio de qualquer atividade lúdica. (Benczik 2000).

3. Conclusão

Levando-se em conta o que foi observado no presente trabalho concluo que a criança com TDAH precisa ser avaliada e ter um acompanhamento em conjunto de vários profissionais.
Venho ressaltar que a intervenção do psicopedagogo é muito importante durante o tratamento, pois ele vai trabalhar em conjunto com os professores e a família, ajudando a criança a enfrentar as dificuldades que impedem ela de ter um bom desenvolvimento social e cognitivo.

4. Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO DÉFICIT DE ATENÇÃO. Disponível em https://tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-tdah/ - Acesso em 08/06/2018 ás 19:38
BENCZIK, E. P. B. Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Atualização Diagnóstica e terapêutica. Um guia de orientação para profissionais. São Paulo: Casa do Psicólogo. 2006.
DUPAUL, George J.; STONER, Gary. TDAH nas escolas: Estratégias de avaliação e intervenção. São Paulo: M. Books do Brasil Editora, 2007.
MINUTO SAUDÁVEL. Disponível em https://minutosaudavel.com.br/o-que-e-tdah-tratamento-sintomas-tdah-em-adultos-e-na-escola/ - Acesso em 20/06/2018 ás 20:12
OLIVEIRA, Mari Angela Calderi. Intervenção psicopedagógica na escola.2.ed. Curitiba: IESDE,2009.
TOPCZEWSKI, Abram. Hiperatividade, como lidar? São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999.