Sobre o Cyrano de Bergerac
Por Leôncio de Aguiar Vasconcellos Filho | 12/02/2026 | HistóriaMuitas vezes, os dados que nos chegam de figuras históricas, que há séculos viveram, são insuficientes. Por isso, são montados espetáculos para a discussão teatral, sendo a relativa ao Cyrano de Bergerac realizada em 1897. Tendo nascido em 1619, na França, e lá falecido em 1655, eis o que, até hoje, se sabe sobre o excepcional cidadão, guerreiro e duelista.
Hector Cyrano de Bergerac tinha o dom da palavra, capaz de encantar quaisquer moças por quem estivesse apaixonado, em meio à poesia, à prosa e a outras provas vocais do eventual amor. Mas isso não seria o suficiente para Bergerac encontrá-lo em Roxanne, uma moça romântica, aristocrática e um tanto pedante. Afinal, Bergerac possuía a incomum característica, física, de ter um nariz longo demais, que o fazia muito feio para ela.
Sabendo que Cristian, um rapaz desajeitado e que também a cortejava, era humanamente nulo nas palavras, decidiu ajudá-lo a escrever encantadoras palavras, a fim de que as utilizasse como se suas fossem, e, desta forma, conquistar Roxanne. Esta era uma forma de, ocultamente, ambos conquistarem-na, sem rivalidade e duelo. Mas, também, havia um poderoso e influente conde que a cobiçava, conseguindo com que mandassem Cristian ao Cerco de Arras, ocorrido durante as guerras religiosas da época. Roxanne chorou a perda de seu amor Cristian. Mais tarde, o próprio Cyrano de Bergerac foi mandado a lutar. E, quando caiu ensanguentado no colo de Roxanne, confessou serem dele as palavras de Cristian, lamentando ela, ao saber, a perda de dois amores.
Claro que foi dito conto explorado pelo cinema. Num filme da década de 1950, e noutro de 1987, este último de nome “Roxane” e com Steve Martin no papel principal, não de Bergerac, mas de um análogo nas mesmas circunstâncias, que, de forma idêntica, ajuda um amigo tímido a ter o dom da comunicação para conquistar Roxane. Enfim, são eternos os contos como os do Cyrano de Bergerac.