Sobre Nostradamus e o Terceiro Anticristo
Por Leôncio de Aguiar Vasconcellos Filho | 12/02/2026 | HistóriaPoucos nunca ouviram falar sobre este lendário profeta do sul da França, mas, igualmente, poucos sabem detalhes de sua vida pessoal, bem como que as mais sombrias profecias estão, intimamente, atreladas aos nossos tempos.
Michel de Nostradamus foi um médico e astrólogo nascido em 1503 e falecido em 1566. Durante sua vida, Nostradamus viu muitas pessoas e famílias sendo dizimadas pela Peste Negra (popular denominação de peste bubônica, uma infecção causada pela urina de ratos). Isso o motivou a se graduar em medicina, obtendo, então, a autoridade necessária a repelir os modos costumeiramente vigentes de tratamento da peste. Para Nostradamus, os doentes teriam de ser tratados com banhos regulares, roupas e água limpas. De fato, a receita de Nostradamus pareceu bastante simples, mas foi de grande eficácia, o que se refletiu na elite médica da época.
Com o tempo, ficaram evidentes suas habilidades proféticas. Consta que ele, na verdejante paisagem do sul da França, previu que um homem vindo na direção contrária seria um dos próximos papas, mais especificamente Sisto V. E que, ao vê-lo, se ajoelhou, chamando-o de “santidade”.
Agora, chegamos ao aspecto central deste artigo. O livro “As Profecias”, em que, utilizando-se de astrologia e versos expressos em francês, latim, grego e provençal, Nostradamus cravou nove centúrias inteiras, mais 42 versos que formariam uma décima centúria, a respeito de acontecimentos dum eventual futuro, tanto próximo quanto a ele distante. Essa mescla de idiomas em todos os 942 versos ocorreu para despistar a Inquisição, que não permitia os dons da astrologia e das profecias, sob o argumento de que o futuro pertenceria somente a Deus.
Os críticos de sua obra dizem que os versos, nas quatro línguas, são demais genéricos, ambíguos e metafóricos, de modo a se encaixarem em quaisquer acontecimentos, sob o arbítrio do intérprete, e que, por isso, não seriam cientificamente confiáveis. Discordo veementemente, e darei como exemplo dois dos três anticristos cuja vinda ele predisse (o primeiro foi Napoleão Bonaparte, a respeito do qual não farei considerações). O segundo anticristo foi Adolf Hitler. A ele, Nostradamus se referia como “Hister”, que nasceria no Império Austro-Húngaro e perto do rio Reno, na cidadezinha de Braunau. Céticos, a quem acima me referi, dizem que o nome “Hister” seria a identificação, em latim, do rio Reno, de sorte que, não obstante a semelhança, não poderia ser atribuído ao chanceler e presidente do III Reich. Mas a interpretação prevalente é a de que os versos se referiam, e se referem, a Adolf Hitler e toda a sua imensa caixa de Pandora.
A partir deste momento, teço comentários sobre quem seria o Terceiro Anticristo, que levará a humanidade à Terceira Guerra Mundial. Está textualmente escrito, num dos versos, que “No ano de 1999 e sete meses meses virá do céu o grande rei do terror. Ele trará de volta à vida o grande rei dos mongóis. Antes e depois da guerra reinará com felicidade”. Outras estrofes nos informam que “Vinte e sete anos durará sua guerra”, sendo o seu anagrama de identificação é MABUS
Analisemos.
No auge da crise da Rússia, em agosto de 1999, o então Presidente Bóris Iéltsin nomeou Vladimir Putin seu primeiro-ministro, cargo que na maior das vezes alternaria com o de presidente, ininterruptamente. Putin sempre se mostrou um governante hostil à democracia liberal, travando intensas guerras nas regiões caucasianas, a fim de garantir o domínio russo. Matou vários de seus cidadãos, que denunciavam os arbítrios das forças de segurança no Cáucaso, com balas ou envenenamentos por elementos radioativos. Da mesma forma, interveio na guerra civil da Síria, de 2011 até recentemente, na Geórgia em 2008, e matou com balas e gases venenosos crianças na Escola nº 01 de Beslan, em 2004, assim como, também com armas químicas, uma plateia num teatro de Moscou, em 2002. Em relação a estes dois últimos fatos, agiu sob a justificativa de nos locais haver terroristas caucasianos. Saiu-se como sinistramente pretendeu. Mas, lembrem-se de que “Vinte e sete anos durará sua guerra”. Sua guerra não são as várias intervenções isoladamente consideradas, mas a contínua e ininterrupta permanência no poder, a cessar no final de 2026 ou início de 2027, quando o deixará, por qualquer incapacidade (considerando-se um possível assassinato), ou por causar a Terceira Guerra Mundial, da qual a elite do poder militar russo, que o sustenta, também seria vítima.
Quanto ao fator MABUS, vejamos a árvore genealógica de Putin, numa perspectiva regressivamente uniforme, considerando-se, em ordem, as iniciais do primeiro, do segundo e do terceiro nomes, da mais recente ascendente a um mais remoto (o que influencia a astrologia), além do nome do país de nascimento: filho de Maria Ivanovna Shelomova + neto de Ivan Andreyevich Shelomov + bisneto de Ulyana Petrovna Byarova + "US” (em francês, moderno ou antigo, “Union Soviétique”) = MABUS.
Estou aberto a qualquer outra interpretação, mas esta é a que mais me convence.