SOCIEDADE EDUCACIONAL DO VALE DO TAPAJÓS

FACULDADE DO TAPAJÓS – FAT

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

 

 

 

 

 

 

RONILSON RODRIGUES BARBOSA

 

 

 

 

 

 

 

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO: Docência no Ensino Fundamental.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ITAITUBA-PA

2019

 

RONILSON RODRIGUES BARBOSA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO: Docência no Ensino Fundamental.

 

 

 

 

 

 

 

 

Trabalho solicitado como requisito avaliativo da disciplina de Estágio Supervisionado: Docência no Ensino Fundamental do curso de Licenciatura em Pedagogia da Faculdade do Tapajós-FAT, orientado pela Professora: Ordoênia Chaves Lima

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ITAITUBA-PA

2019

 

SUMÁRIO

 

INTRODUÇÃO.. 5

1 A TRAJETÓRIA DE VIDA DE UM PEQUENO GRANDE HOMEM.. 6

1.1 Relatos Históricos da Formação Acadêmica. 8

1.2 Relato Histórico da Trajetória Profissional. 13

2 ASPECTOS HISTÓRICOS DO ENSINO FUNDAMENTAL NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA. 17

2.1 O Ensino Fundamental de nove anos. 17

2.2 A Escola para os anos iniciais do Ensino Fundamental 31

2.3 A formação de professores para os anos iniciais do Ensino Fundamental 33

3 DESCRIÇÃO ANALÍTICA DO AMBIENTE EDUCATIVO.. 35

3.1 Caracterização Geral da Escola. 35

3.2 Clientela Assistida. 38

3.3 Concepção de educação adotada. 40

3.4 Programas e Projetos desenvolvidos no ambiente educativo. 42

4 DESCRIÇÃO ANALÍTICA DA AÇÃO DOCENTE.. 44

4.1 sínteses da observação e regência – Turma “3° ” ano- A.. 44

4.2 Síntese da observação e regência-  Turma “1° ” ano -D.. 47

4.3 sínteses da observação e regência – Turma “4°” ano. 50

4.4 Oficina. 52

CONSIDERAÇÕES FINAIS.. 55

REFERÊNCIAS.. 57

APÊNDICES.. 60

ANEXOS

 

 

INTRODUÇÃO

 

O exercício do estágio é um ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de esfera trabalhistas, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. (BRASIL,2008).

Neste caso o estágio supervisionado é uma ação legal onde todos os estudantes matriculados em níveis acimas citados tem o direito a seu exercício, uma vez que se trata de uma diligência de fundamental importância para a formação pessoal e profissional do acadêmico estagiário.

O presente relatório de estágio supervisionado Docência no Ensino Fundamental, foi realizado na Escola de Ensino Fundamental São Tomé no período matutino e vespertino com a carga horaria de 100 cem horas de observação e regência divididas em três turmas, 1° ano “d”, 3° “a” e 4° ano “c”, como requisito de avaliação da disciplina de estágio supervisionado do curso de Licenciatura em Pedagogia da Faculdade do Tapajós-FAT, tendo como objetivo descrever relatos e experiências vivenciadas pelo estagiário durante seu processo de estágio. Que em corroboração a lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 em seu § 2o aduz que o estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho.

Além do conhecimento de teorias de acordo com a lei acima citada, o estudante carece de vivenciar o exercício da pratica, que oportunizará o contato direto do estagiário com a realidade educacional a qual escolheu como profissão futura, permitindo ainda uma reflexão acerca das bases teóricas já estudadas no curso e a pratica profissional, que indubitavelmente trará parcelas significativas para sua formação enquanto docente.

O trabalho apresentado está dividido em quatro capítulos, o primeiro tratará de um memorial acadêmico com o objetivo de descrever a trajetória profissional e educacional de Ronilson Rodrigues Barbosa, bem como as respectivas atividades desenvolvidas durante seu percurso.

 

O segundo abordará o referencial teórico acerca dos aspectos históricos da educação no Brasil e o ensino fundamental de nove anos, as legislações de amparo educacional pertinentes a segunda etapa da educação básica, como também a formação de professores e a escola para os anos iniciais do Ensino Fundamental.

O terceiro capitulo contará com a descrição analítica do ambiente na qual o acadêmico estagiário optou para realização do estágio, expondo a caracterização da escola estagiada, clientela assistida, concepções de educação adotada, projetos e políticas públicas desenvolvidos no ambiente de ensino.

O quarto capitulo expõem todo o trajeto percorrido pelo acadêmico estagiário no campo de estágio, descrição analítica do ambiente educativo, contextualização em geral da escola estagiada, concepção de educação adotada e políticas públicas desenvolvidas na escola, como também um projeto de extensão intitulado “ Respeito não tem cor, tem consciência” com o objetivo de Resgatar através da interação sócio cultural a história Afro e sua influência na construção cultural e social brasileira, realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Águia do Saber, localizada na Travessa Leopoldo Menezes entre Francisco Bermerguy e João por Deus de Lima S/N Bairro Santo Antônio Itaituba Pará no dia 22 de novembro de 2019 pelos acadêmicos do VI período de pedagogia da faculdade do tapajós – FAT.

A escolha da escola para realizar o estágio se deu através de relatos de carência que a escola pública tanto necessita por parte dos profissionais da educação que cotidianamente estão se corrompendo e alienando-se a sistemas que lhes favorecem, deixando de acreditar na tão sonhada educação de qualidade, conforme Cury (2003, p.55) “educar é acreditar na vida, mesmo que derramemos lágrimas. Educar é ter esperança no futuro, mesmo que os jovens nos decepcionem no presente. Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. Educar é ser um garimpeiro que procura os tesouros do coração”.

Nesta perspectiva é indispensável o desenvolvimento do estágio supervisionado, porque é através deste que o futuro educador terá a pura e plena certeza de que dia pós dia enfrentará os obstáculos com perseverança e fazendo sempre o melhor, para que se tenha um futuro promissor com cidadãos críticos reflexivos para uma mudança significativa no que tange ao sistema educacional, social e econômica do pais.

1 A TRAJETÓRIA DE VIDA DE UM PEQUENO GRANDE HOMEM

 

O presente memorial tem o objetivo de descrever a trajetória educacional e profissional de Ronilson Rodrigues Barbosa, bem como as respectivas atividades desenvolvidas durante seu percurso, discorrerá também acerca dos desafios e dificuldades enfrentadas até o presente momento. A incumbência de escrever sobre sua vida, proporcionou não só uma cogitação profunda, como também rememorar e relembrar situações parcialmente esquecidas, permitiu ainda refletir sua identidade e sua singularidade.

 

Foto 02: Registro de nascimento

Foto 01-  Teste do Pezinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

 

 

Aos 23 de fevereiro de 1996 (mil novecentos e noventa e seis), em um parto complicado da senhora “Raimunda Rodrigues Dos Santos” nasce Ronilson Rodrigues Barbosa, no parto, a senhora que estava há poucos minutos a dar à luz, passa por um momento muito delicado, porém inesperado por todos que acompanhavam o processo, nesta ocasião, a paciente apresenta sintomas de eclampsia, onde o bebê que estava prestes a vir ao mundo corria risco de vida passando da hora de nascer.

Em virtude dessa complicação a paciente foi submetida a uma cirurgia de cunho urgência e emergência, com o objetivo de salvar as vidas que ali estavam em perigo, devido ao empenho profissional dos médicos que faziam parte da equipe cirúrgica, a cirurgia ocorreu e foi finalizada com sucesso, as imagens acima mencionadas trata-se do teste do pezinho e registro de Ronilson.

Devido a situação socioeconômica, antes mesmo de engravidar, Raimunda mãe de Ronilson, juntamente com a sua família foram morar na casa de familiares de seu pai “tia” onde passaram por diversas dificuldades, tendo em vista a carência extrema muito visível na família, eram carentes e não tinham condições de sobrevivência autônoma, em virtude disso passaram algum tempo morando de favor, foram humilhados e massacrados pelos donos da casa, assim sendo renegado a eles alimentos, agua, espaço etc. Vivendo em estado precário de vulnerabilidade social.

 

A vulnerabilidade social indica “uma situação de vida, em que a autonomia e a capacidade de autodeterminação do sujeito é permanentemente ameaçada por uma inserção instável dentro dos principais sistemas de integração social e de distribuição de recurso. (RANCI.2003 P. 546)

 

Levando em consideração a citação acima, constantemente visualiza-se nos meios de comunicação em especial os telejornais que o estado de vulnerabilidade social está muito presente na realidade da população brasileira, e isso sem dúvidas é um dos fatores principais para a desigualdade social e o preconceito pré-estabelecido.

Neste caso os familiares de Ronilson por não atender a um modelo imposto pela sociedade e difícil adequação, passavam por dificuldades jamais esperadas. Em virtude de relatos dos acontecimentos enquanto estavam morando de favor contados pela mãe do jovem indignada a seu pai, que estava ausente exercendo atividade garimpeira, decidiram mudar-se para outra localidade, onde o jovem passou pequena parte da sua infância, neste mesmo local a família encontrou pessoas vulneráveis que viviam nas mesmas condições sociais e financeiras, após todos esses acontecimentos com muito esforço, dedicação e trabalho,  a família conseguiu adquirir a sua casa própria localizada na vigésima rua do bairro bom remédio, onde residem até os dias atuais levando uma vida conveniente, sem dúvidas muito distinta dos relatos acima citados.

 

Foto 04: Casa Própria

Foto 03: Morada de favor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

 

 

Vivendo uma realidade indesejada insatisfeito Ronilson foi crescendo com sonhos a se realizar, e logo aos nove anos de idade, no ano de dois mil e cinco, a família decidiu aventurar-se com o trabalho em uma comunidade conhecida por “Santa Luzia” a aproximadamente cento e oitenta quilômetros do município de Itaituba-Pa as margens da Rodovia Transamazônica.

Sem voz ativa e autônoma para decidir o que queria, acompanhava a sua família, que para ele era tudo de mais valioso que ele tinha naquele exato momento, passaram um período aproximado de um ano na comunidade e logo após retornaram para casa.

Era tudo muito novo, ele estava passando por um período de descobertas, assim foi vivendo intensamente esses momentos que para ele era único, no ano de dois mil e onze aos quinze anos o jovem mais uma vez acompanha sua família para município de “Trairão”, a oitenta quilômetros do município de Itaituba-PA, no qual a família foi em busca de melhoria de vida, neste período, próximo da fase adulta, passa a visualizar o mundo com outras cores, deixando de ver as coisas através de sombras vivenciando todas as oportunidades intensamente, e acima de tudo percebendo o real valor da responsabilidade, na opinião de Pozzoli (2001), é com essas descobertas que o indivíduo consegue se libertar dos grilhões, virar o pescoço, caminhar e olhar para a luz. No começo com dificuldades para se acostumar e ver as coisas tais como são, com o brilho extremo.

 

1.1 Relatos Históricos da Formação Acadêmica

 

Em 1998 após dois anos da consolidação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 20 de dezembro de 1996 que em seu Artigo 5º aduz que o acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo. (BRASIL,1996).

Tendo direito e amparo legal a matricula e ingresso em instituições de educação, aos seus dois anos de idade Ronilson iniciou a sua vida escolar no CEMIC (Centro do Menor Integrado a Comunidade) instalado em agosto de 1980 em Itaituba-Pa, com o objetivo de atender a um número expressivo de crianças e adolescentes que estavam ociosos devido a abertura da Rodovia transamazônica e a chegada de muitas famílias a procura de riquezas minerais.

 

 

Foto 05: Educação infantil

Foto 06: Educação infantil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

 

 

As fotos acima demostram a humildade e carência de Ronilson na época em que cursava a educação infantil, sendo assistido pelo Centro do Menor Integrado a Comunidade. É de fundamental importância destacar que estas iniciativas tiveram como precursores em 1979 o pastor Edgar Henke e sua família, que vieram com o propósito de construir um prédio para o funcionamento de um semi-internato denominado A Mão Cooperadora.

Por ser uma das instituições mais renomadas e concorridas da época, carecia de um esforço por parte dos responsáveis para conseguirem uma vaga a seus filhos, O “CMIC” desenvolvia um trabalho social voltado para a disciplina e orientação cristã de todos os discentes regularmente matriculados e para a comunidade em geral, desenvolvendo projetos sociais de apoio e amparo a famílias carentes de alunos da instituição, além disso era oferecido cursos de capacitação profissional em parceria com a Igreja de Deus na Amazônia e entidades governamentais.

No Centro do Menor Integrado a Comunidade, cursou com êxito a primeira etapa da educação básica. Iniciou-se o ensino fundamental na escola A mão Cooperadora estudando os três primeiros anos correspondentes a alfabetização, primeira e segunda série, no ano de dois mil e cinco mudou-se para a comunidade “Santa Luzia” zona rural do município de Trairão, lá passou um ano de sua vida e cursou a terceira série do Ensino Fundamental, em dois mil e seis a família de Ronilson retornou para a cidade natal, voltando a estudar na escola de ensino fundamental A Mão Cooperadora, tendo vinculo educacional na instituição até a sexta série do ensino fundamental. As imagens a seguir tratam-se de registros do boletim de alfabetização e momentos registrado na semana da pátria “desfile cívico”, por volta do ano de 2003.

 

 

Foto 07: Boletim Alfabetização

 

 

 

 

 

Foto 08: Desfile cívico

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

 

 

 

 

 

No que tange a tendências pedagógicas, a escola apresentava características das mais diversas teorias educacionais, porém a mais visível era a tendência tradicional e critico social dos conteúdos. Tradicional porque tratava-se de uma instituição de renome e carecia de obedecer a um padrão, ou seja, um modelo estabelecido com o objetivo de preservar a disciplina, valores éticos, morais e cristãos, Libâneo (1985, p.75), sublinha em sua obra Democratização da Escola Pública a Pedagogia Crítico Social dos Conteúdos, que nesta tendência o papel da escola consiste na preparação moral e intelectual dos alunos, para assumir sua posição na sociedade. O compromisso das escolas é com a cultura, os problemas sociais pertencem a sociedade.

Teoria critico social dos conteúdos porque, além da escolarização caracterizada pelo método tradicional de conservação a instituição executava trabalhos sociais voltados para uma clientela em estado de vulnerabilidade, percebendo as diferentes realidades históricas e culturais de crianças matriculadas. Para exemplificar esta tendência ARANHA, (1996, p 216), utiliza-se da seguinte argumentação:

 

A Pedagogia Crítico-social dos conteúdos, ou, como também é conhecida, a Pedagogia Histórica-crítica, busca: “Construir uma teoria pedagógica a partir da compreensão de nossa realidade histórica e social, a fim de tornar possível o papel mediador da educação no processo de transformação social. Não que a educação possa por si só produzir a democratização da sociedade, mas a mudança se faz de forma mediatizada, ou seja, por meio da transformação das consciências”.

 

 

Nesta perspectiva percebe-se uma divergência entre os autores acima citados no que se refere as teorias educacionais, onde o destaque é os problemas sociais, Libâneo deixa explicito em sua argumentação que os problemas sociais pertencem somente a própria sociedade, desvalorizando o potencial da escola como forma de intervenção nesta causa, para Aranha, além de tornar o ensino mais atraente e globalizado a mediação do professor em relação aos conhecimentos prévios dos alunos, pode sim transformar consciências e uma sociedade levando em consideração a posição social de cada indivíduo.

Por motivos de reprovação, teve de ser matriculado em outra escola, para não ferir o modelo adotado pela instituição. Em 2009 Ronilson finaliza seu ensino fundamental na Escola de Educação Básica Maranata, cursando a sexta, sétima e oitava série.

Em 2012 surge a oportunidade de ingresso em uma instituição pública do estado para o ensino médio, o jovem por fazer parte de família humilde e com pais semianalfabetos, não contava com o total apoio da família, sendo assim estava no controle direto das situações que lhes desrespeitavam. Em virtude da falta de apoio familiar Ronilson foi em busca de informações referente ao oferecimento das vagas, e conseguiu inscrever-se no processo seletivo da escola, ressaltando que a instituição era de nível profissionalizante e o mesmo durante quatro anos cursou o ensino médio matriculado no curso integrado técnico em informática, a tendência adotada pela instituição era tendência tecnicista, uma vez que visava o preparo para o mundo do trabalho.

 

Foto 10: Projeto desenvolvido Ensino Médio

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

Foto 09: Atividade de campo Ensino Médio

 

 

 

 

O ensino médio foi finalizado com êxito sem registros de reprovações, as imagens mencionadas referem-se à primeira atividade de campo do estudante respectivamente no dia da arvore em 2012 como também sua primeira participação em um evento realizado na escola intitulado “ Feira Tecnológica”. Como a grande maioria dos adolescentes e jovens, Ronilson neste período não tinha uma visão crítica e demasiada no que tange a cursos de níveis superiores, ou seja, na reta final do ensino médio e próxima a entrada a uma faculdade, não sabia firmemente a qual curso superior ingressar, tentou o Enem Exames nacional do ensino médio por quatro anos consecutivos, conseguiu uma bolsa de estudos no ano de 2016 para licenciatura em geografia na UEMS Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul,   porém devido a situação financeira  e por se tratar de uma localidade distante não pode efetuar a matricula, neste mesmo ano decidiu matricular-se no curso de licenciatura em pedagogia em uma universidade particular de educação a distância Universidade Norte do Paraná UNOPAR, segundo Landim (1997) apud Costa (2017, p. 64)

 

A educação a distância pressupõe a combinação de tecnologias convencionais e modernas que possibilitam o estudo individual ou em grupo, nos locais de trabalho ou fora, por meio de métodos de orientação e tutoria à distância, contando com atividades presenciais específicas, como reuniões do grupo para estudo e avaliação.

 

Neste sentido a educação a distância trata-se de uma educação voltada para uma demanda considerada elevada de pessoas que exercem um papel produtivo no que tange ao sistema econômico do país trabalhando as horas diárias, não tendo a oportunidade de cursar o nível superior na modalidade regular, sendo possível no ensino a distância estudos através de equipamentos tecnológicos e tutoria.

 Com todos os aparatos e facilidade que a educação a distância oferecia o acadêmico estava meramente feliz, todavia insatisfeito com o ensino EAD, que não atendia as particularidades do estudante, neste sentido decidiu-se migrar para outra faculdade presencial, ainda no curso de pedagogia que lhe possibilitou oportunidades impares em sua vida, atualmente Ronilson cursa o VI período e encontra-se na reta final do curso.

 

1.2 Relato Histórico da Trajetória Profissional.

 

Mario Sergio Cortela em seu livro “Não nascemos prontos” faz referência a Guimaraes Rosa utilizando a seguinte argumentação: “o animal satisfeito dorme”, neste sentido o jovem com essas viagens feitas pela sua família no qual era obrigado a acompanha-los, iniciou a sua vida profissional em uma madeireira onde seu pai era gerente, recebendo uma quantia equivalente a cento e cinquenta reais por semanal, o mesmo já tinha sonhos de um dia se formar e poder proporcionar uma vida mais digna a seus pais, tendo em vista que a maioria das coisas que acontecia na família ele presenciava e a revolta, a insatisfação em relação ao sofrimento de seus amados só crescia, e depois desta experiência de passar por um serviço pesado vendo o misero sofrimento de seu pai, resolveu focar nos objetivos e nos sonhos, assim interessando-se mais na escola procurando ter uma visão mais demasiada da vida

Depois de presenciar a dura realidade do trabalho, o jovem decidiu galgar novos horizontes e focar-se mais naquilo que realmente queria para o seu futuro e de seus queridos pais, aos dezenove anos de idade, através do programa “jovem aprendiz” do governo federal amparado pela lei 10.097/ de 19 de dezembro de 2000 em parceria com a Escola Tecnologia do Pará-EETEPA-Itaituba, instituição a qual o jovem cursava uma das etapas da educação básica, teve a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho em uma empresa renomada multinacional COSNTRUBASE (Consorcio Nova Saúde), responsável pela construção do Hospital Regional de Itaituba, em seu artigo 248 da lei acima citada expõem que:

 

 Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de quatorze e menor de dezoito anos, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar, com zelo e diligência, as tarefas necessárias a essa formação. (BRASIL, CLT 2000).

 

Nesta perspectiva Ronilson, passou a fazer parte do quadro de funcionários da empresa, por tempo determinado, atendendo a todas a exigências expostas e obedecendo a legislação que estava vigente na época, desenvolvendo atividades diversificadas como, auxiliar de escritório em geral arquivador, almoxarife e continuo/Office boy.

 

 

Foto 12: Carteira de Trabalho

Foto 11: Carteira de Trabalho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

 

 

 

 

O jovem, porém, estava muito realizado, não só por ser admitido na empresa, mais também por ser o seu primeiro trabalho de carteira assinada, o contrato na empresa era apenas de seis meses, no período de junho a vinte e oito de novembro do ano de 2015 dois mil e quinze, as fotos acima citadas dão veracidade as informações aqui inseridas, ilustrando a CTTP assinada.

Na empresa o jovem teve a oportunidade de conhecer pessoas com formação acadêmica e títulos invejáveis, como engenheiros de diversas áreas, mestres de obras, carpinteiros entre outros, pessoas com um conhecimento ímpar, que de certa forma lhe deu mais estimulo e vontade de crescer e realizar seus desejados sonhos, que na visão de Freud (1974), é pelo trabalho que homem se reinventa e supera-se, importância do trabalho está no seu papel fundamental para o equilíbrio do homem, bem como para sua inserção no meio social para sua saúde física e mental.

Indubitavelmente essa oportunidade proporcionou ao estudante estagiário, vivências e conhecimentos inegáveis que contribuíram significativamente para a

formação da sua identidade pessoal e profissional, tendo a oportunidade de conhecer o mundo do trabalho, percebendo o quão importante é o exercício profissional para a vida do cidadão.

 

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

Foto 13: Mais Educação

Foto 14: Mais Educação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim a oportunidade acerca do mercado de trabalho foram surgindo e o jovem passando a viver uma vida responsável, percebendo o real valor do dinheiro recebido através de seu esforço, em dois mil e dezesseis Ronilson conseguiu um emprego na Escola de Ensino Fundamental São Tomé para o programa Mais Educação. Vale ressaltar que essa tentativa de acesso profissional a instituição de ensino gerou um certo desconforto no diálogo com a gestora da escola visto que, o mesmo era inexperiente e não tinha credibilidade acerca do exercício profissional em educação, mais graças ao currículo e uma boa conversa com a coordenadora do programa a chance foi-lhe concebida.

Ainda em 2016 a pouco mais de um mês de exercício profissional na instituição de ensino, o jovem foi convidado do por um colega para trabalhar em um provedor de internet da cidade, com uma ambição de crescer resolveu aceitar a proposta, visando o salário que era mais elevado, o jovem passou dois meses no provedor e decidiu pedir as contas, uma vez que, trabalhava em uma altura considerada perigosa realizando procedimentos de instalação de internet e não tinha segurança, então resolveu se subtrair do trabalho que para ele, era muito perigoso e a qualquer momento poderia acontecer um acidente, a foto a seguir expõem o grau de periculosidade em que Ronilson perpassava todos os dias enquanto prestava serviço a empresa.

 

 

 

 

Foto 15: Trabalho Click Fácil

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Dados do autor, 2019

 

 

 

 

 

O programa Mais Educação recebe uma nova nomenclatura “Novo Mais Educação” e sofre modificações, passando a oferecer não só oficinas de lazer como também de acompanhamento pedagógico, no ano de dois mil e dezessete, devido a sua boa conduta e desenvolvimento de um trabalho responsável, recebe um convite a voltar a trabalhar na escola como mediador de aprendizagem de matemática. Em 2018 surge a oportunidade de um processo seletivo para função voluntária de assistente de alfabetização, neste Ronilson foi aprovado e selecionado para exercer por um período determinado de 6 meses.

Com base em toda essa trajetória acadêmica e profissional percorrida, Ronilson adquiriu uma gama de conhecimentos e pode conviver com pessoas que desenvolvem um papel educacional extremamente importante e isso com toda certeza contribuiu significativamente para sua formação profissional, atualmente encontra-se servidor público temporário na função de Profissional de apoio escolar (cuidador) na escola de ensino fundamental São Tomé, assegurado através de um decreto pelo congresso nacional de número 228 de 2014

 

§ 4º Ao educando com deficiência será assegurada a assistência de cuidador, nos estabelecimentos de ensino públicos ou privados, quando necessário para promover seu atendimento educacional na rede regular de ensino.  § 5º A ocupação de cuidador escolar caracteriza-se pelo serviço de auxílio prestado, no âmbito de instituição de ensino, a educandos com deficiência, considerada assim qualquer limitação, ainda que temporária, que os impeça de realizar tarefas básicas da vida diária.

 

Neste sentido passa a exercer um papel de fundamental importancia e contribuição para a educação em contato direto com um publico que apesar das legislações vigentes ainda sofrem no que tange a aceitação, principalmente por parte dos docentes, que se subtraem e preferm não essa diversidade tao presente hoje nes escolas.

 

 

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

Foto 17: Contrato da Prefeitura

Foto 16: Contrato da Prefeitura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As fotos do contrato empregatício acima mencionadas demostram uma persistência em relação a progressão da vida de Ronilson que sempre esteve uma busca constante de sempre querer o melhor.

 Na finalização escrita deste memorial, destaca-se um dos principais percursos vivenciados acerca da formação acadêmica e profissional de Ronilson Rodrigues, neste percebeu-se claramente ainda que as conquistas foram acontecendo de modo paulatino com muita dedicação e trabalho.

Fazendo uma análise reflexiva desta trajetória percebe-se uma direção em busca de conhecimento constante, e que Ronilson nunca esteve satisfeito com a vida que vivia na época, desta maneira hoje aos 23 anos de idade encontra-se muito feliz e claro, sempre insatisfeito, querendo ultrapassar barreiras, para assim alcançar seus objetivos que constantemente se renovam.

 

2 ASPECTOS HISTÓRICOS DO ENSINO FUNDAMENTAL NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA.

 

2.1 O Ensino Fundamental de nove anos.

 

No que se refere a educação escolar, toda a etapa da vida escolar de uma criança é importante, pois é no processo de cada uma que vai se construindo os conhecimentos concretos científicos, além de proporcionar a eles a capacidade de se torarem independente, críticos pensantes.

O conceito de ensino fundamental foi designado a partir da lei de diretrizes da base da educação (LDB), de 1996 substituído o que antes era conhecido como primeiro grau. Sendo conhecido como a formação básica do cidadão, pois é no ensino fundamental que ocorre o processo de alfabetização do mesmo, segundo a lei nº11.114/ 2005, art. 32 o ensino fundamental se torna obrigatório e gratuito.

Entre tanto nem sempre foi assim, houve processos e influencia no contexto histórico para que a educação se tonasse algo democrático, dando a todos direito a essa educação básica e gratuita.

Ao conceituar o termo educação abre se um leque em atribuições de conhecimentos, pois a educação não é formada apenas de conhecimentos científicos mais de todo o processo de vivencia do ser humano no contexto que ele está inserido, nessa ideia que Marcus Garvey defende a ideia que “um povo sem o conhecimento da sua história, origem e cultura, é como uma arvore sem raiz”.

Sendo assim a análise da organização brasileira parte da ideia da sociedade brasileira, como sua fase embrionária no que se refere á formalização educacional, tendo ainda uma vinculação com o sistema econômico, político e social, capitalista vigente no mundo.

Conceituando melhor as diversas formas de conhecimentos que transmite ensinamentos educando assim o sujeito, destaca-se inicialmente a educação primitiva ou a educação antes da escola como uma formar de aprendizado, pois segundo Brandão (2002, p. 04) [...] não há uma forma única nem um modelo único de educação; a escola não é o único lugar em que ela acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é a única pratica, e o profissional não é o único praticante.

 Diante isso pode se considerar que as práticas de educação onde os povos eram educados de acordo com os costumes e hábitos de seus meios de convívio, seria sim uma forma de educação. A educação primitiva partia do objetivo de promover a interação da criança ao seu ambiente físico e social por meio de experiências de gerações passadas, experiências essas que os transmitia aprendizado, com isso pode se considerar assim uma forma de educação. Objetivo esses que não diferem muito da atualidade, já que os ensinamentos transmitidos são embasados em experiência já vivenciada.

A forma de educar de Freire como exemplo, que se embasa na (citação dele que educava as pessoas com o mundo a sua volta), essa prática atribuída por Paulo Freire e ensinada no processo de formação dos professores, é uma experiência relatada pelo mesmo, que transmite aprendizado, sendo usada até mesmo na pratica de alguns docentes na área.

Após a fase da educação primitiva, sucede a educação oriental que segundo Saviani (2015) tem como principal característica a preocupação na preservação reprodução do passado mediante a supressão da individualidade, onde surge nesse contexto a escrita centrada no domínio da linguagem e da literatura, surgindo assim as cidades, os estados e as organizações políticas. Essa educação tinha como objetivo transmitir ensinamentos adquirido com as experiências já vividas, desenvolvendo uma forma de reprodução do passado.

Sucessiva a educação oriental, veio à educação Grega que segundo Moacyr Flores (2006), objetivava o desenvolvimento individual de cada indivíduo, um grande educador que pode concretiza afirmação dada e o filosofo da época Sócrates, quando indagava “conhece-te a ti mesmo”, pois acreditava que só com autoconhecimento sobre si conseguiria compreender o mundo a sua volta.

Sócrates trabalhava conhecimentos de si próprio, como forma de aquisição de conhecimento, conceituando a liberdade política onde preparava o indivíduo para a cidadania. Além de Sócrates que pregava essa linha de liberdade política e moral, ouve sucessores que se embasavam na mesma linha conhecimento, sendo eles Platão e Aristóteles. Percebe- se que a educação grega contribuiu com a educação no que se refere desenvolvimento intelectual e racional.

Outra importante fase da educação, foi a educação Romana que segundo Moacyr Flores (2006) decorre da concepção de direitos e deveres, necessidade de o cidadão ter respeito à autoridade paterna, definindo assim a educação e o respeito, contendo ainda a honestidade e o caráter, concepção essa utilizadas ainda em dias atuais. A comprovação que a educação romana tinha como objetivo a formação do caráter e da moral, baseava-se na conquista de novas cidades, tendo a necessidade de formação de guerreiros imbatíveis.

No contexto da educação dos povos europeus surge a educação Medieval, que segundo Cambi (1999), tinha como base as ideias das igrejas católicas. Nessa fase, criticava – se o conceito liberal e individual dos gregos e o conceito de educação dos romanos, isto é, aos olhos da igreja católica somente o seu pressuposto seriam corretos, tudo que se contradiziam de suas crenças era dado como errado, descartando a possível flexibilidade no que se diz certo ou errado.

Esse período foi marcado por grandes acontecimentos, como por exemplo, a criação da Companhia de Jesus que para Azevedo (1976) tinha como princípio construir um exército de soldados cristão, adentrando assim na história da educação escolar no Brasil.

Retratado as formas de educação, no que se refere à educação escolar no Brasil Midori, Hanashiro (2010), destaca como seu início em 1549, com a chegada dos padres da companhia de Jesus, incumbidos de comandar a educação brasileira na época, com implantações das primeiras escolas no Brasil.

Que conforme Midori, Hanashiro (2010), revela ter sido uma educação focada na catequização dos povos indígenas. Visto isso concretiza-se que educação dos jesuítas tinha como objetivo converter habitantes indígenas brasileiros.

Até a sua expulsão os jesuítas já haviam estabelecidos dezessete escolas em todo o território brasileiro, onde atendia índios e filhos de português, no qual os mesmos difundiam de ensinamentos diferenciados, assim afirma Casimiro (2007, p.87), que os brancos, portugueses, filhos de elite, eram alvo da educação forma longa e diversificada, que os preparariam para o poder ou  para a vida eclesiástica, já outros portugueses das classes populares, tinham acesso apenas aos rudimentos escolares básicos, ler escrever e contar, e para os índios a educação era voltada para a catequização.

Com a saída obrigatória dos jesuítas do Brasil, decretada por Marques do Pombal, a educação regrediu. Segundo Verney (1952) só por volta de 1772, com a influência dos iluministas, Pombal se adentrou as necessidades de transformações na educação brasileira, formalizando assim a reforma pombalina.

 

[...] as reformas pombalinas da instrução pública constituem expressão altamente significativa do iluminismo português. Nelas se encontra consubstanciado um programa pedagógico que, se por um lado, representa o reflexo das idéias que agitavam a mentalidade européia, por outro, traduz, nas condições da vida peninsular, motivos, preocupações e problemas tipicamente lusitanos. (Carvalho, 1978, p. 25)

Com a reforma pombalina, e a instalação concreta de suas mudanças, o Brasil começa a dá seus primeiros passos no que se refere ao ensino público, oportunizando assim ensinamento científico e concreto ao povo. Algumas pesquisas mostram que mesmo sendo um dos primeiros passos de educação pública, a reforma pombalina não teve o alcance grande de ensino como os dos jesuítas que se decorreu por vários territórios brasileiros.

Segundo Ribeiro (2000), com a chegada da família real no Brasil, e com a proclamação da independência a educação durante o período Imperial não teve grandes avanços no que se refere ao seu investimento, apesar de ser estabelecido como gratuito pela corte portuguesa, o investimento em sua entidade era escasso dificultando assim a construção de espaços específicos para escolas e a contratação de profissionais qualificados, essas atitudes acaba que prejudicando somente aos menos favorecidos, que usufruíam do ensino público.

Apesar das faltas de assistencialismo foi nessa época que prorrogaram as primeiras leis, direcionada exclusivamente a educação, que dizia que em todas as cidades, vilas ou lugares populosos, haveria escolas para atender ao povo das proximidades.

Após a reforma pombalina, outro movimento que deu um marco significativo na história da educação, foi o movimento da escola nova, que tomou corpo no período de Era Vargas. Segundo Aranha (1996), a escola nova surge no final do século XIX com a ideia de propor novos caminhos no que tange a educação, que se encontrava em descompasso no mundo. Percebe se então que mesmo após a proclamação da república apesar dos investimentos no que se refere a educação ter tido acréscimos, a condição estrutural ainda se encontrava em carência.

A escola nova no Brasil surgiu com ideia de modernizar o ensino, associando a prática da vida relacionando a educação com a realidade vivenciada, assim afirma Aranha (1996) quando diz que o ideário da escola nova, parti da situação social e econômica em que foi gerada. Se contrapondo assim das escolas tradicionais tinha métodos diferenciados pois trabalham a realidade dos alunos em seus ensinamentos.

Com a segunda guerra mundial surgiu ideologias voltadas para uma educação tecnicista, técnica essa que segundo Luckesi (2003, p. 61).

[...] insere-se na pedagogia liberal, que por representar uma visão educacional mais ampla, atribui à escola a função de preparar o aluno para exercer papeis sociais, tendo por base suas aptidões e habilidades, sendo que para tanto é necessário que ele assimile as normas e valores sociais vigentes, através do desenvolvimento de sua própria cultura. Nesta perspectiva, esta tendência representa um sistema orgânico e funcional, por meio do qual, modela o comportamento humano através do emprego de técnicas e recursos metodológicos específicos.

 

A educação tecnicista que fazia os alunos como meros receptores de conhecimentos especifico, tinha com função prepara- lós para exercer e desenvolver funções especificas que contribuiria economicamente com o crescimento das empresas e negócios afins.

Visto isso, devido as crises que se tornariam presente em consequência a segunda mundial, essa educação iria se fazer necessário pois junto as consequências estava a vim as crises econômica, esse ocorrido ficou marcado como o período da ditadura militar Chiavenato (2001). Pedido esse que ficou marcado como o período cruel onde havia privações dos direitos populacionais, utilizando ainda de métodos agressivos e violentos como forma de repressão, seguido de atos institucionais imposto a sociedade.

Após a implantação de todas essas restrições, foram estabelecidos também uma nova forma de educação, a educação tecnicista, que centralizavam em uma educação autoritária como forma de domesticação, pois o sistema de ensino passava a se embasar agora nos princípios empresarial que se fazia necessário, tendo assim uma educação restrita e limitada de conhecimentos.

Com o fim da ditadura os aspectos políticos que estavam a ser seguido, passaram ser repensado, dentre esses aspectos a educação que passa a ser direito subjetivo de todos, essa atribuição e tida na formulação da Constituição Federal 1988, sendo concretizada assim como lei, conhecida hoje como a atual CF de 1988, artigo 205 que diz:

" A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho".

Com a concretização dessa nova legislação na época, passam a tomar providências no que se refere a abertura de mais escolas, e na formação de docentes devidamente qualificados. Partido da definição da constituição federal da educação como direito de todos, com objetivo de melhorias, a educação continua com criação de novos projetos, surgindo assim as atuais LDB, PCN e PNE.

 A LDB lei de diretrizes e bases da educação nacional, que segundo sua interpretação tem o objetivo de fala os deveres e direitos a todos que estão na educação direta ou indiretamente. Seguido o nascimento dos Parâmetros Curriculares Nacional (PCN), que tem como objetivo garantir o ensino necessário a todos que usufrui, e o Plano Nacional de educação (PNE) que vem com a finalidade de direcionar os investimentos para melhoria e qualidade da educação.

Todos esses projetos, e outros vêm sendo elaborado e aprimorado visando em uma educação de qualidade e em busca de melhorias, ainda hoje se pensam em projetos que interfira de modo significativo em hábito escola.

No que se refere a educação do Brasil e a Legislação de amparo educacional que altera o ensino fundamental Lei 11.274 (BRASIL, 2006), gerou certo desconforto para os pais e crianças e também desafios acerca do sistema educacional brasileiro, uma vez que este nível de ensino sofreu inúmeras remodelamentos não só em sua estrutura como também em sua nomenclatura levando em conta questões sociais, políticas e econômicas.

Neste sentido a legislação tem por objetivo assegurar a todas as crianças e proporciona-las um tempo mais extenso no que tange a convívio destes alunos na escola como também mais oportunidades de aprender visando melhorias constante no ensino, tendo também a intencionalidade de que aos seis anos de idade a criança esteja matriculada no primeiro ano do Ensino Fundamental, tendo prazo previsto de termino aos quatorze anos.

Com base na legislação legal Lei 93.94/96 de 20 de dezembro de 1996 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu artigo Art. 32. Dispõem que ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão.

É um nível de ensino incumbido pela escolarização de crianças e adolescentes na faixa etária de seis a quatorze anos, efetuada em instituições próprias. O ensino fundamental faz parte do sistema educacional de ensino brasileiro, regulamentado pelos órgãos superiores ministério da educação (MEC), secretarias municipais e estaduais, conselho nacional de educação (CNE), etc.

Segundo Fávero (2001, p. 52), a organização de normas jurídicos legais e constitucional, dispõem de uma abertura no que tange a realização de pesquisa a respeito da educação em geral. Ato de fundamental importância para que fique claro a compreensão e percepção de progressos e feitos no campo educacional, tendo em vista que a analogia dos textos tem um papel de revelar os aspectos e ângulos da história da educação.

De acordo com a colocação do autor acima mencionado, percebe-se que a política voltada para o meio educacional tem perpassado por acordos e compromissos que estiveram presentes no contexto histórico da educação, onde ora visava equilibrar a desigualdade e embaraços no âmbito educacional, ora vincular a educação aos interesses econômicos do capitalismo mundial presentes até os dias atuais.

A discussão a respeito do ensino fundamental não é recente, e consiste nas controvérsias da história da política e educação, onde esteve e ainda está vinculada a interesses econômicos e políticos mundial e esse vínculo é perceptível em inúmeros momentos da história da educação como por exemplo o acordo de Punta del Este e Santiago (conferência de Punta del, ocorrida em 1961, e Conferência de Santiago, ocorrida em 1962), onde o governo brasileiro se comprometeu a ampliar a oferta da educação obrigatória (ensino primário) para seis anos de duração até o ano de 1970.

As aquisições de conhecimentos acerca das constituições brasileiras sem dúvidas têm contribuído para que se tenha uma percepção referente as questões recorrentes que foram somando à trajetória das constituições.

Com base nos registros históricos a primeira constituição federal datada em 1823 até a elaboração da constituição de 1988 nota-se que no percurso histórico da educação do brasil, esses avanços no que tange a legislação e direito educacional, assumiram aspectos distintos onde envolveram sujeitos heterogêneos, em uma conjuntura constitucional jurídico, que por sua vez se modificava com o objetivo de atender as demandas de um determinado momento social político e econômico  que segundo  (SAVIANI, 1999, p.21), a nova conjuntura educacional carecia de remodelamentos, o que impulsionava modificações nas leis que norteavam a educação, porém o governo da época não estabeleceu necessidades de edição por inteiro da lei de diretrizes educacional, com isso nota-se que se tratava de garantir procedimento e avanços sociais, como um instrumento para dinamizar a própria ordem.

De acordo com relatos histórico, as distribuições legais no que tange a legislação que versam a sistematização do ensino no brasil, são relativamente recentes. A primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 40.24, sancionada em 20 de dezembro de 1961, estabeleceu diretrizes para o ensino primário que poderia ser ministrado no mínimo em quatro séries anuais com abertura para até seis series dependendo da situação.

O ensino primário que correspondente ao ensino fundamental de nove anos na era da informação, tinha como objetivo segundo ao Art. 25, Da lei acima citada, o desenvolvimento do raciocínio e das atividades de expressão da criança, e a sua integração no meio físico e social. Na referida legislação educacional o nível primário trava-se de uma etapa da educação obrigatória a partir dos sete anos de idade completos como exprimia o referido artigo 27 desta lei:

 

Art. 27. O ensino primário é obrigatório a partir dos sete anos e só será ministrado na língua nacional. Para os que o iniciarem depois dessa idade poderão ser formadas classes especiais ou cursos supletivos correspondentes ao seu nível de desenvolvimento (BRASIL, 1961).

 

Meneses em sua obra intitulada estrutura e funcionamento da educação básica, expõem algumas colocações acerca da educação considerando a primeira lei de diretrizes e bases da educação nacional LDB 40.24, de 20 de dezembro de 1961. Com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) – Lei nº 4024, de 20/12/61– um salto de fundamental importância é dado no que diz respeito a centralização do sistema de ensino e da abolição do dualismo presente na esfera administrativa herdado do Império. Dar-se início pela primeira vez, uma casual descentralização da organização educacional como um todo, oferecendo-lhes indispensáveis autonomias aos estados, proporcionando-os caminhos a serem seguidos acerca da organização de seus respectivos sistemas de ensino, onde deveriam atender uma certa unidade. Meneses (2002, p. 96).

O autor ainda faz uma colação referente a organização e execução do ensino primário expondo que quanto aos arranjos da educação primária, a LDB, 40.24, 1961 circunscreveu-se a uma quantidade mínima de implementos acerca desse nível de instrução, deixando de ir além no que tange a duração, finalidades e objetivos.

Com o progresso do país e as transformações sociais, ocasionaram a necessidade de atualização e implementações a respeito das legislações, em 11 de agosto de 1971 a Lei de diretrizes e Bases da educação Nacional altera aspectos pertencentes ao ensino primário que muda sua nomenclatura denominando-se ensino de primeiro grau, dissemelhante do art. 25 da LDB de 1961 o art. 1° e 2° da lei de diretrizes de 1971 tinha como objetivo proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto realização, qualificação para o trabalho e preparo para o exercício consciente da cidadania (BRASIL, 1971).

Enquanto a antiga legislação focava apenas em desenvolvimento do raciocínio e integração social, a nova lei visa a preparação para o mundo do trabalho possibilitando aos discentes o pleno desenvolvimento de suas potencialidades subjetivas, visto que o país carecia de pessoas qualificadas para o ingresso no mercado de trabalho, é de fundamental importância ressaltar que o ensino de primeiro grau ( ensino fundamental), tinha uma extensão de oito anos, a legislação ainda determinava como obrigatório a efetuação da matrícula de crianças com sete anos de idade nesta respectiva etapa de ensino, compreendendo um total de 720 horas anuais, os artigos 17, 18 e 19 da LDB de 1971 deixa claro que:

 

Art. 17. O ensino de 1º grau destina-se à formação da criança e do pré-adolescente, variando em conteúdo e métodos segundo as fases de desenvolvimento dos alunos. Art. 18. O ensino de 1º grau terá a duração de oito anos letivos e compreenderá, anualmente, pelo menos 720 horas de atividades. Art. 19. Para o ingresso no ensino de 1º grau, deverá o aluno ter a idade mínima de sete anos (BRASIL, 1971)

 

Com o exposto da legislação educacional de 1971, nota-se que através de um comparativo para a contemporaneidade, a alteração em relação a quantidade de tempo do aluno presente no ambiente escolar, contribui significativamente para o processo de desenvolvimento acadêmico, uma vez que o discente tem um acesso precoce a esse meio possibilitando um desenvolvimento mais eficaz, sempre obedecendo e estabelecendo metodologias que atendam a fase de desenvolvimento.

Vale ressaltar que em virtude da publicação da nova LDB de 1971, aconteceram diversas alterações de maneira radical acerca da política de ensino do brasil, que para Aranha (1993, apud MENESES, 2002, p. 116): As mais profundas foram a transição do antigo primário e ginasial em um período de oito anos e a reformulação do 2º grau como um todo (antigo ginasial) objetivando uma formação mais profissionalizante.

A lei de diretrizes e bases da educação nacional 56.92 de 11 de agosto de 1971, perdurou um período aproximado de 25 anos, porém devido aos movimentos e reivindicações por parte dos profissionais da educação para uma alternância que previa uma mudança no sistema de educação do brasil, em 20 de dezembro de 1996 o congresso nacional sancionou a Lei de diretrizes e bases da educação nacional vigente até os dias atuais, que dispõem da organização educacional da união, dos estados e dos municípios.

Seguindo deliberação da Constituição Federal de 1998 A lei 93.94 de 20 de dezembro de 1996 dispõem em seu artigo 205 que a educação é direito de todo cidadão, tencionando o desenvolvimento e preparo para a cidadania, incluindo sua qualificação para o mundo do trabalho, com relação a obrigatoriedade tanto a LDB quanto a Constituição de 1998 constituem os mesmos princípios, no que tange ao Ensino fundamental a Constituição Federal deixa claro em seu artigo 208 a garantia  obrigatória e gratuita, inclusive para aqueles que não tiveram acesso na idade certa.

Levando em consideração a responsabilidade da família e do estado a LDB dispõem em seu artigo 4° do direito a educação e a incumbência de educar

 

Art. 4º. O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; [...] (BRASIL, 1996).

 

De acordo com Saviani (1997, p. 210) este  faz referência à LDB 9394 (BRASIL, 1996) como “[...] um conseguimento de suma importância no sentido de direcionar-se a uma verdadeira organização educacional de modo globalizado e abrangente, ou seja, apto a assegurar o absoluto processo de escolarização a toda população brasileira”, porém é necessário, não perder o foco de que o conceito de educação básica adotado resulta não só em uma readaptação da segunda etapa da educação básica, mas também a disposição em descentralizar e oportunizar o ensino na possibilidade de uma escola unificada, sendo capaz de valorizar e estruturar a heterogeneidade de experiências e situações acerca da formação de cidadãos críticos e reflexivos aptos a viver em sociedade.

Na perspectiva de universalização da educação básica, no ano de 2001, o Plano Nacional da Educação, Lei 10.172 (BRASIL, 2001), estabeleceu como uma de suas metas para a década 2001- 2010 “Ampliar para nove anos a duração do ensino fundamental obrigatório com início aos seis anos de idade, à medida que for sendo universalizado o atendimento na faixa etária de 7 a 14 anos”, (BRASIL, 2001).

Esta meta tinha o objetivo de não só fornecer aos alunos oportunidade de aprendizagem mais amplas, como também maior nível de escolaridade, em consonância a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Constituição Federal e Plano Nacional de Educação, ambos expõem como um de seus objetivos garantir equidade e qualidade de ensino. Neste caso nota-se que a ampliação do Ensino Fundamental de 8 para 9 anos é pensada como possibilidade de melhorar a educação.

Ainda com base na legislação que altera o ensino fundamental em 2004,  o Conselho Nacional de Educação, em parceria com a Câmara de Educação Básica, iniciaram inúmeros encontros com representantes regionais para tratar da ampliação da segunda etapa da educação básica, de acordo com o (Parecer CNE/CEB nº6/2005), nesses encontros promovidos pelo CNE, alguns estados que já haviam aderido a proposta do EF de 9 anos em seus respectivos sistemas de ensino, apresentaram relatos plausíveis, acerca da experiência vivida após a implantação.

Os encontros acima citados geraram certo desconforto aos representantes regionais, onde foi o pontapé para criação de uma série de pareceres e também orientações para que se efetivasse a ampliação do Ensino Fundamental de 9 anos em grande parte dos estados brasileiros no ano de 2006.

A lei criada no dia 16 de maio de 2005, n° 11.114 estabeleceu a obrigatoriedade da matricula das crianças de seis anos de idade, alterando a LBD 93.94/96, em seus artigos 6, 30, 32 e 87 que passaram a vigorar com a seguinte redação:

 

Art. 6  É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula dos menores, a partir dos seis anos de idade, no ensino fundamental. Art. 30.[....] II – (VETADO)  Art. 32 O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública a partir dos seis anos [...] Art.87.[...] 3 o [...]  I – Matricular todos os educandos a partir dos seis anos de idade, no ensino fundamental, atendidas as seguintes condições no âmbito de cada sistema de ensino: a) plena observância das condições de oferta fixadas por esta Lei, no caso de todas as redes escolares; b) atingimento de taxa líquida de escolarização de pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) da faixa etária de sete a catorze anos, no caso das redes escolares públicas; e c) não redução média de recursos por aluno do ensino fundamental na respectiva rede pública, resultante da incorporação dos alunos de seis anos de idade; [...] (BRASIL, 2005).

 

Apesar das alterações voltadas para o artigo 32 da lei acima mencionada, talvez pela eficiência da tramitação no congresso, a lei 11.114 deixou uma lacuna geradora de diversos conflitos acerca do ambiente educacional, onde demostrava uma contradição em sua redação estando em desconformidade com a lei de diretrizes e bases da educação, ao memos tempo que a 11.114  indicava o ingresso obrigatório dos alunos aos seis anos de idade no ensino fundamental, a parte do artigo 32 da LDB manteve a definição e duração de 8 anos para o ensino fundamental  e sua obrigatoriedade e gratuidade em escolas públicas. Neste caso adiantava-se o ingresso de crianças, sem se quer assegurar mais um ano de escolarização obrigatória.

Conveniente a esta lacuna, para BATISTA LIMA, 2003 surge a necessidade de o conselho nacional de educação em junho de 2005, homologar o parecer 6/2005, que tinha o objetivo repensar o parecer anterior implantado, incluindo a descentralização do ensino fundamental com obrigatoriedade para 9 anos a partir de 6 anos de idade.

Ainda no ano de 2005 é que se deixa claro através da redação do parecer 6/2005 a obrigatoriedade da matricula aos seis anos de idade e a alteração de duração de 8 para 9 anos de idade do ensino fundamental, mais adiante este mesmo parecer estabelece propostas e condições visando a efetivação e a garantia de qualidade para o público alvo pré-estabelecido.

A lei 11.274 de 6 de fevereiro de 2006 estabelece em seu artigo 5° um prazo determinado para a implementação plena do ensino fundamental de 9 anos ao distrito federal, aos estados e aos municípios, que teriam até o ano de 2010 para implementar a proposta.

 

A lei da obrigatoriedade de ingresso aos 6 anos (Lei Federal nº11.114) foi sem que houvesse uma adequação do sistema de ensino, e todos (secretarias estaduais e municipais assim como escolas públicas e privadas) foram induzidos a receber as crianças que estavam fora da escola sem ter conseguido preparar os professores, os pais e as próprias crianças (BARBOSA et al, 2012, p. 25).

 

Salvo algumas exceções, a introdução, nas esferas estaduais e municipais dessa mudança no que tange a segunda fase da educação básica, não foi acompanhada preparação eficaz dos profissionais da educação, bem como a organização das propostas pedagógicas e também a estrutura institucional, sendo essas as principais questões não planejadas e organizadas mais demasiadamente. Neste sentido, uma série de indagações surgiram acerca de como ocorreria o pedagógico mediante a essa recém organização.

De acordo com os norteamentos pedagógicos do Conselho Nacional de Educação/ Câmara da Educação Básica (CNE/CEB) o primeiro ano do ensino fundamental de nove anos teria uma estrutura organizacional totalmente distinta da educação infantil e até mesmo da substituída primeira série do fundamental de oito anos.

Neste caso houve a necessidade da elaboração de documentos com o objetivo de auxiliar as secretarias dos estados e dos municípios, afim de reorganizar suas propostas para esse nível da educação, tendo como os principais documentos as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de Nove Anos, Orientações para a Inclusão da Criança de Seis Anos de Idade e Orientações Gerais (BRASIL, 2004). Os documentos acima citados fazem referência ao ensino fundamental e ressaltam que é direito de todos os cidadãos, tendo em vista sua formação, destacando-se como uma etapa de fundamental importância e indispensável, uma vez que:

 

As crianças assimilam, mas também interferem no mundo em que vivem. Para uma criança, tornar-se humana é preciso tempo, é preciso estar junto, é preciso brincar, e muitas outras coisas que nosso modelo de escola de ensino fundamental nega, na medida em que apenas investe nos conteúdos de ensino. Atuamos em nossas escolas com alunos, não com crianças (BARBOSA et al, 2012, p. 33).

 

O fator principal do ensino fundamental é a reestruturação da proposta pedagógica, obedecendo as crianças em suas particularidades e fases do desenvolvimento, isto é, trata-la como criança antes mesmo de vê-las como alunos.

Vale ressaltar que uma das justificativas da união em relação a ampliação do ensino fundamental bem como a obrigatoriedade da matricula das crianças de seis anos de idade no então primeiro ano é dar oportunidade e melhorar as condições de aprendizagem, elevando as condições de permanência na escola.

Deste modo, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em sua terceira edição trata-se de um documento de caráter normativo que prevê, habilidades, competências e não menos importante o conhecimento previsto que os estudantes desenvolvam ao longo do seu processo de escolarização acerca da educação básica, tendo o objetivo de ajustar o currículo das escolas referente a educação básica.

 

A BNCC do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, ao valorizar as situações lúdicas de aprendizagem, aponta para a necessária articulação com as experiências vivenciadas na Educação Infantil. Tal articulação precisa prever tanto a progressiva sistematização dessas experiências quanto o desenvolvimento, pelos alunos, de novas formas de relação com o mundo, novas possibilidades de ler e formular hipóteses sobre os fenômenos, de testá-las, de refutá- -las, de elaborar conclusões, em uma atitude ativa na construção de conhecimentos. (BRASIL, 2018. p 60)

 

A citação acima aduz e expõem a valorização dos contextos pertinentes necessários para a educação eficaz dos alunos, traçando metas e propondo articulações acerca das necessidades particulares que os alunos apresentam, levando em consideração a visão de mundo diferenciada que a era da informação proporciona a esses educandos, fazendo-se assim necessário o docente formular mecanismos diferenciados para a transmissão do conhecimento formal.

A BNCC (2018), inda expõem que além dessas perspectivas relacionadas ao processo de ensino aprendizagem e ao pleno desenvolvimento educacional, não só a construção dos currículos como também das propostas pedagógicas carecem de ser enfatizadas proporções para subsidiar os educandos acerca de um percurso em continuidade relacionado a aprendizagem na etapa de Ensino Fundamental dando possibilidade de promoção a uma maior integração entre elas.

 

Ao longo do Ensino Fundamental – Anos Finais, os estudantes se deparam com desafios de maior complexidade, sobretudo devido à necessidade de se apropriarem das diferentes lógicas de organização dos conhecimentos relacionados às áreas. Tendo em vista essa maior especialização, é importante, nos vários componentes curriculares, retomar e ressignificar as aprendizagens do Ensino Fundamental – Anos Iniciais no contexto das diferentes áreas, visando ao aprofundamento e à ampliação de repertórios dos estudantes. (BNCC, 2018 p. 62)

 

 

Com isso, se faz necessário o reforço referente as diferentes áreas do conhecimento nos anos iniciais do Ensino Fundamental como forma de fortalecimento aos anos de escolaridade vindouros, tendo em vista a necessidade de ressignificar a aprendizagem nas distintas áreas.

 

2.2 A Escola para os anos iniciais do Ensino Fundamental

 

O ensino fundamental é a primeira base para nortear a assimilação e o desenvolvimento das habilidades intelectuais que contribuem em prepara-los para a participação ativa e a transformação do conhecimento cientifico para se desenvolver cidadania.

Nos anos iniciais no ensino fundamental é um direito constitucional de todos os brasileiros e um dever do estado para com a sociedade, e a responsabilidade de assegurar a escolarização da sociedade pois deve garantir uma base comum de conhecimentos expressos num plano de estudos básicos de âmbito nacional, garantido um padrão de qualidade de ensino para toda a sociedade. Segundo Constituição Federal estabelece os direitos e deveres de acordo com Artigo 227 ressaltar que é dever da família e da sociedade e do estado assegurar à criança e ao adolescente e garantir o desenvolvimento intelectual exercer sua cidadania.

No Ensino Fundamental que se inicia a formação da personalidade do indivíduo. Nessa faixa etária também a criança tem uma facilidade sobremaneira em assimilar conteúdos e informações e ativa os conhecimentos sistemáticos, das capacidades, habilidades e atitudes necessárias a aprendizagem, no intuito é que o ensino e a implementação dos conceitos de cidadania estejam incutidos na vida do brasileiro desde o início da vida estudantil, cabe aos estados e a coordenação das atividades de ensino com a cooperação dos municípios.

A educação na escola pública deve ser aplicada de forma democrática, segurando o acesso de todos e a permanência, na escolarização proporcionando o ensino de qualidade que leve em conta as características da realidade de cada aluno que atualmente frequentam.

O Ensino Fundamental de nove anos, e o principal 1º ano que se inicia o processo de alfabetização, assimilação dos conteúdos que deverá se estender até o 3º ano de escolaridade, quando todos os alunos devem ter desenvolvido um conjunto de conhecimentos e habilidades intelectuais que consideradas fundamentais para aprendizagem e o desenvolvimento da alfabetização e letramento a escola democrática deve ser com aspectos de vigorar o mecanismos de gestão interna democrática onde se faça presente a participação conjunta da direção, dos professores e dos pais.

O ensino na escola pública deve ser exclusivamente público porque é um direito indispensável para os indivíduos se instituir como cidadão na sociedade, isso revigorar por maior responsabilidade e compromisso do Estado com serviços de manutenção da escola pública e ampliação de recursos financeiro, a definição implica nas responsabilidades que cabe ao governo federal, estadual e municipal. Até o final do Ensino Fundamental, o estudante deve construir as competências de modo a compreender o ambiente sociocultural e adequar-se ás condições sociais de cada indivíduo e os valores básicos da sociedade e da família.

Conforme Libâneo (1994) a aplicação da educação para os alunos assegurar a transmissão da aprendizagem com o processo de assimilação dos conhecimentos e constituem na habilidades e o desenvolvimentos das matérias de ensino, se faz presente ensino fundamental deve desenvolver a sua capacidade de aprendizagem, por meio do domínio da leitura, da escrita e do cálculo matemático no desenvolvimento das diversas formas de expressão e nos conhecimentos que constituem os componentes curriculares obrigatórios.

Durante décadas a escola contribuiu muito para interesses dominantes da sociedade com isso estabeleceu os objetivos os conteúdos, métodos e o sistema de organização de ensino, visto que a educação para os filhos dos ricos se tornava diferenciada e a formação intelectual, na educação era ofertada para os pobres e o ensino profissional visado ao trabalho manual, e a escola pela qual tem ser prioridade atualmente visa luta pelo desenvolvimento cientifico e cultural e preparação das crianças e jovens para vida na sociedade, para o trabalho e interação da cidadania através da educação do conhecimento intelectual e habilidades desenvolvida profissional. (LIBÂNEO, 1994)

O desenvolvimento da criança aprendizagem se torna ensino é imprescindível para o domínio da capacidades e habilidade aos alunos que estão em processo de conhecimento para sua formação, que nessa concepção possa está criando os conhecimentos e conceitos para conscientiza-lo no desenvolvimento futuro da sociedade executar com suas habilidades intervenção na sociedades com uso dos comportamentos éticos e morais que contribuir para o crescimento social e a valorização do indivíduo que encontra na sociedade. (Idem, p.45).

 

 2.3 A formação de professores para os anos iniciais do Ensino Fundamental

 

Segundo Silveira (2018) a sociedade se desenvolveu no decorrer do tempo assim como a aprendizagem. Cada contexto social depreendia uma atividade de ensino diferente, ou até mesmo sua omissão. Desta maneira, desde os primórdios as técnicas de ensino oferecidas dentro do contexto de ensino-aprendizagem eram apenas passiva-receptiva, onde o professor era detentor do conhecimento e o aluno estaria ali apenas para recebe-lo sem nenhum tipo de participação, sendo totalmente ignorado a sua vivencia e o meio em que estava.

Assim, faz-se do ensino um ensino que se trabalha com a repetição como método, dificultando cada vez mais de acordo com que se avançava os níveis. Com a utilização desde método as matérias ministradas eram extremamente reduzidas para que o aluno pudesse decorar o conteúdo com rapidez e eficiência, prejudicando o seu ensino-aprendizagem.

Segundo Pereira (2007), a figura do educador nos anos 80 surge, então como um facilitador de aprendizagem especialista de conteúdo, organizador das condições de ensino-aprendizagem e até mesmo técnico da educação dos anos 70. Que, desta forma, pretendia-se que os educadores estivessem cada vez menos preocupados com a modernização de seus métodos de ensino.

Até então, nenhum professor tinha a habilitação para dar aulas até a década de 80 que século XX:

 

As primeiras tentativas de formar professores com a base universitária aconteceram em instituições isoladas, como o Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1960, e anos depois no Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério, em São Paulo. Na primeira metade da década de 80, a Universidade Federal de Goiás e a Universidade do Vale dos Sinos originaram a habilitação destinada à Formação de Professores de Séries Iniciais. (SILVEIRA, 2018 apud VALMORBIDA, 2008, p.19)

 

Mostra-se um grande avanço na educação brasileira, universalizando o acesso ao Ensino Fundamental obrigatório, visando a melhoria do mesmo, onde o ensino-aprendizagem não seja mais da forma onde o aluno é considerado como uma tábua rasa dentro da sala de aula.

Mas, segundo Silveira (2018) a institucionalização da formação de professores, durante toda a sua história, enfrentou obstáculos para ser reconhecida quanto ciência. Contudo, as preocupações atuais vão além, focando-se na formação profissional. Ou seja, explica-se que apesar de tornar a formação do professor algo oficial para a melhoria do currículo do mesmo quanto profissional, o que colocar e ensinar na formação do professor ainda era algo a ser discutido, assim dificultando a legalidade do ensino perante a sua formação.

Desde modo, de acordo com Rocha (2011) a demanda inicial para o curso de Licenciatura em Pedagogia era para a atuação em Ensino Fundamental focando-se em matérias específicas (Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e etc.) enfatizando que cada educador deveria dar sempre o seu melhor dentro da sala de aula, pois o conhecimento era feito de forma árdua e constante. Portanto, percebe-se que o foco da formação de professores nesta etapa de ensino era exclusivamente focado para as crianças de 6 à 12 anos de idade, tratando-se rigorosamente quando o assunto é a graduação e a formação continuada de cada profissional que atuaria nesta área. A cerca das atribuições do professor, destaca-se que

 

O professor dos anos iniciais é denominado polivalente, de modo que ensina, de forma geral, em diferentes áreas do saber. O principal papel deste profissional é a formação continua do aluno, enfatizando a alfabetização, ou seja, o ensino da literatura e gramática, bem como o contar, envolvendo principalmente as áreas de Língua Portuguesa e Matemática (SILVEIRA 2018 apud LIMA 2012, p.150-151)

 

Os anos iniciais são muito importantes para a formação do alunado, pois é o estimulo dado nesta etapa que vai influenciar o seu progresso educacional que no decorrer dos anos determina se o mesmo vai ter sucesso ou fracasso na sua vida acadêmica. É nesta etapa de ensino que o aluno deve ser considerado produtor de conhecimento juntamente com o seu professor, compartilhando vivências e dividindo práticas.

 

3 DESCRIÇÃO ANALÍTICA DO AMBIENTE EDUCATIVO

 

3.1 Caracterização Geral da Escola

 

De acordo com o PPP a Escola Municipal de Ensino Fundamental São Tomé está localizada na Rua Nossa Senhora do Bom Remédio s/n, bairro São Tomé, periferia da cidade de Itaituba, tem como entidade mantenedora a Prefeitura Municipal de Itaituba, administrada pela Secretaria Municipal de Educação. E-mail: [email protected]

A escola Municipal de Ensino Fundamental São Tomé funciona em prédio próprio do município, possui uma área cercada em alvenaria. O prédio é dividido em 5 pavilhões, sendo cinco salas de aula no primeiro pavilhão, a sala de serviço técnico educacional e a sala onde funcionará o laboratório de Ciências. No segundo pavilhão, a sala de Recursos Multifuncional, onde funciona o Atendimento Educacional Especializado, um banheiro adaptado para pessoas com deficiência; uma sala de aula, a sala de leitura, a cantina e um depósito.

No terceiro pavilhão ficam os banheiros, sendo três destinados ao público masculino e três ao feminino, mais uma sala de banho com três chuveiros para as meninas. Existe ainda um depósito neste pavilhão. No quarto pavilhão fica a sala onde funcionava o laboratório de informática, hoje transformado em sala de aula devido a demanda de alunos ter aumentado. No quinto pavilhão fica a diretoria, secretaria, com um banheiro de uso coletivo e uma sala de arquivo, sala de professores com um banheiro, cozinha, refeitório, dispensa, sala da coordenação do Novo mais Educação; existe ainda uma área coberta entre os pavilhões e uma área recreativa coberta; A captação de água para a limpeza da escola é feita de um poço artesiano, no entanto, a água para consumo é feita em um poço artesiano a cerca de quatro quilômetros, pois a água do poço da escola não é apropriada para o consumo; a escola ainda possui uma área onde se desenvolve o projeto de jardinagem e um espaço destinado à horta escolar.

A referida escola foi fundada no dia 1ª de maio de 1980, sob a administração do Exmo. Sr. Altamiro Raimundo da Silva, prefeito municipal na época. Em 1983 foi ampliada pelo Exmo. Sr. Prefeito municipal Francisco Xavier Lajes de Mendonça. Nos anos 1983 a 1992 a escola funcionou com apenas 03 (três) salas de aula. Foi então que na administração do Exmo. Sr. Wirland da Luz Machado Freire, prefeito municipal no período de 1993 a 1996 construiu mais (três) salas de aula. 01 (uma) cozinha e 04 (quatro) banheiros. No período de 2012 a 2018 a escola passou por reforma e ampliação, funcionando hoje em um espaço adequado, com salas de aula climatizadas. A escola foi fundada com o objetivo de atender a comunidade em geral principalmente dos bairros situados aos arredores da mesma.

 No ano de 2018 contou com um quadro com 28 funcionários, sendo: 01 Diretora, 01 Secretário, 01 Técnica Educacional, 01 Auxiliar de Secretaria Escolar, 15 professoras, 02 merendeiras, 04 auxiliares de serviços Gerais, 03 vigias. Atendendo a 367 alunos de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, funcionando em 02 turnos – manhã e tarde. A escola contou ainda com dois assistentes de alfabetização no atendimento de 42 alunos com baixo desempenho escolar, sendo 24 alunos no 1º ano e 18 alunos no 2º ano; contou também com o Atendimento Educacional Especializado na Sala de Recursos Multifuncional, no contra turno, a 18 alunos com necessidades educativas especiais.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental São Tomé tem a missão de lutar pela garantia do acesso e permanência do aluno na escola, bem como, proporcionar uma educação de qualidade social, igualitária e compromissada, visando à formação dos cidadãos críticos, reflexivos e atuantes na sociedade. Tendo ainda, o respeito, o compromisso, a solidariedade e a valorização como valores que norteiam nossas ações.

A referida escola atualmente tem como diretora a professora Marinalva Melo das Neves, Licenciada Plena em Pedagogia, especialista em Gestão Escolar e como vice-diretora a professora Francisca Josefa Diniz Licenciada Plena em Pedagogia, especialista em Gestão Escolar.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental São Tomé oferta o Ensino Fundamental do 1º ao 5º ano, funcionou no ano de 2018 em 02 (dois) turnos, matutino e vespertino com 14 turmas, sendo: 3 turmas de 1º ano, 03 do 2º ano e 3 de 3º ano do Ciclo de Alfabetização, 03 turmas de 4º ano e 2 turmas de 5º ano, com um total de 367alunos, com faixa etária de 06 a 14 anos, sendo que uma aluna (com deficiências múltiplas) tinha 20 anos.

A escola além das 14 turmas de ensino regular atendeu os alunos com necessidades educativas especiais no contra turno e na sala de aula regular através do professor itinerante, e atendeu alunos do 1º e 2º ano de baixo desempenho escolar com acompanhamento do assistente de alfabetização, e através do projeto de Reforço Escolar no contra turno, atendeu alunos com dificuldade de aprendizagem, ofertou aula de flauta através do projeto Flauta Doce duas vezes por semana no turno da tarde aos alunos selecionados e o projeto Companhia de Dança duas vezes por semana.

No ano letivo de 2019 funciona nos 02 (dois) turnos, matutino e vespertino com 16 turmas, sendo: 4 turmas de 1º ano, 03 do 2º ano, 3 de 3º ano, 03 turmas de 4º ano e 3 turmas de 5º ano, com um total de 428 alunos, com faixa etária de 06 a 14 anos, sendo que uma aluna (com deficiências múltiplas) com 21 anos.

A escola possui atualmente um quadro de funcionários composto por uma diretora licenciada plena em pedagogia com especialização em gestão escolar, escolhida pela comunidade escolar através de eleição direta para direção de escola para o biênio 2018/2020 e uma vice-diretora licenciada plena em pedagogia com especialização em gestão escolar; 01 (uma) secretária Escolar Licenciada Plena em Pedagogia, concursada; uma Técnica Educacional Licenciada Plena em Pedagogia, com especialização em Coordenação Pedagógica; 18 (dezoito) professores sendo, 17 (dezessete) licenciadas plenas em pedagogia e 01 (uma) formação técnica em magistério, destes 04 (quatro) são efetivos e os demais temporários; 02 (dois) cuidadores, sendo uma licenciada plena em Pedagogia e um estudante de Pedagogia; 01 (uma) Auxiliar de Secretaria Escolar no primeiro turno, Licenciada Plena em Pedagogia; 02 (duas) merendeiras (uma no primeiro turno, com ensino fundamental e uma no segundo turno, Licenciada Plena em Pedagogia); 04 (quatro) auxiliares de serviços gerais, sendo 03 (três) com ensino médio e 01 (uma) com Ensino Fundamental; e 03 (três) vigias, um com Ensino Fundamental completo, outro Técnico em Magistério e outro com ensino médio.

A Associação de Pais e Mestres, órgão colegiado e representativo, é composta de representantes de pais/responsáveis, professores e funcionários. É atuante e conjuntamente com os demais atores escolares discute e decide os rumos da escola.

VALORES DA ESCOLA

Respeito: respeitamos as diferenças, as experiências e limitações de cada pessoa.

Compromisso: trabalhamos com compromisso e responsabilidade.

Solidariedade: Buscamos alcançar nossos objetivos agindo coletivamente, valorizando a contribuição de cada um.

Valorização: Reconhecemos e estimulamos a participação da comunidade escolar, valorizando a contribuição dos educandos e colaboradores.

Visão de futuro

Seremos reconhecidos em nosso município pela qualidade do ensino ofertado aos nossos educandos.

Missão

A escola tem a missão de lutar pela garantia do acesso e permanência do aluno na escola, bem como, proporcionar uma educação de qualidade social, igualitária e compromissada, visando a formação de cidadãos críticos, reflexivos e atuantes na sociedade.

 

3.2 Clientela Assistida

 

A sociedade é constituída por diferentes modelos econômicos, políticos e sociais, que foram construídos ao longo da história. E a influência que esta história apresenta, serve como base para o atual modelo de sociedade e também de educação. A educação está inserida em todo processo social que se efetiva e que envolve o homem, ela tem a prática social como seu ponto de partida e chegada.

Essas práticas sociais impõem desafios que exigem, principalmente dos professores, competência e criatividade para a reflexão e reconstrução do espaço educativo em todas suas dimensões.

Para construir uma escola que de fato atenda às necessidades de todos e que forme cidadãos críticos, autônomos e atuantes precisa-se, antes de tudo, conhecer a escola que se tem hoje e só então planejar as mudanças necessárias.

A sociedade está cada vez mais diversificada nos aspectos culturais, econômico e social, marcada por transformações e avanços tecnológicos que mudaram a forma de pensar, agir e se relacionar, em que predomina a individualidade, competitividade, consumismo, comodismo, alienação, falta de amor e de solidariedade ao próximo, preconceituosa, falta de perspectiva em relação ao futuro, sem princípios e valores éticos e morais, injusta, mas também injustiçada, democrática, batalhadora.

A escola que se tem hoje é reflexo da sociedade capitalista, onde predomina a desigualdade e a exclusão social, cheia de contradições e desafios, mas empenhada em fazer uma educação de qualidade, comprometida com a aprendizagem de seus alunos, possui metas claras, o que possibilita efetivar uma educação prática e funcional, contribuindo com a formação de cidadãos críticos e participativos, necessários a transformação da sociedade. Porém, ainda se percebe ações aleatórias e práticas pedagógicas ultrapassadas que não respondem as reais necessidades de aprendizagem dos alunos. Tem a credibilidade dos pais e da comunidade escolar, mas às vezes é vista e tratada pelos pais e responsáveis como um depósito de crianças, o que os levam a abdicar de seu papel, transferindo para a escola toda a responsabilidade pela educação dos filhos.

Os alunos matriculados nesta instituição de ensino são pertencentes do bairro São Tomé e de bairros subjacentes como: Piracanã, Vale do Piracanã, Valmilândia, Bom remédio e bela vista onde a singularidade de cada aluno inserido se difere de acordo a sua posição social, um número significativo de alunos é oriundo de famílias desestruturadas, aparentam ser carentes de amor e afeto da família. Tem-se alunos com um grau de agitação acentuado, outros apáticos.

De acordo com o Projeto Político Pedagógico baseados em dados coletados em entrevistas, 24% moram somente com a mãe, 6% moram somente com o pai, 13% moram somente com avós, 6% moram com terceiros e apenas 51% moram com o pai e a mãe. Do percentual dos que moram com os pais ou só com um destes, a maioria é cuidado pelos avós enquanto os pais trabalham.

Por este e outros motivos os alunos demonstram um grau elevado de desinteresse, falta de compromisso com os estudos, falta de estímulos para estudar, falta de iniciativa e autonomia na busca pelo conhecimento e falta de perspectiva em relação ao futuro, no entanto alguns interessados e compromissados com os estudos, destacando-se no desempenho das atividades.

Percebe-se que os alunos são acomodados e não possuem maiores perspectivas em relação a um futuro melhor. Há também muita carência afetiva, ausência de solidariedade e falta de compromisso com a família, com os colegas com os professores e com os estudos. Os alunos não sabem por que de fato estão na escola e no que isso poderá ajudá-los no futuro. Em geral, os alunos esperam respostas prontas e demonstram pouca preocupação com o que os professores ensinam, demonstram pouca autonomia.

A escola ainda conta com uma clientela elevada de alunos com necessidades educacionais especializadas matriculadas no ensino regular e no AEE, neste sentido a escola intitula-se um polo de inclusão e desenvolve um trabalho diferenciado acerca do entrosamento e didática dessa clientela, para estes a escola possui uma sala destinada ao atendimento das crianças com necessidades educativas especiais.

Os professores possuem formação especifica para o atendimento das crianças conforme suas necessidades além de receberem formação Continuada voltada para esse atendimento, a fim de, atender e suprir as necessidades básicas especiais, oportunizando o desenvolvimento através de metodologias e avaliações diferenciadas.

 

3.3 Concepção de educação adotada

 

A educação deve estar atenta às mudanças sociais e sua prática voltada para transformação dessa sociedade. Para isso, é necessário estar comprometida e aberta à inclusão, procurando garantir a todos o acesso, permanência e sucesso escolar.

Visando cumprir com as determinações da legislação e com o papel social da escola é que a escola adotou uma proposta pedagógica pautada numa abordagem Histórico crítico ou crítico social dos conteúdos e no construtivismo a fim de proporcionar aos alunos uma aprendizagem significativa.

Pretende-se com a ação pedagógica formar cidadãos autônomos, críticos e participativos, capazes de atuar com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem e na qual esperam ver atendidas suas necessidades individuais, sociais, políticas e econômicas.

Comprometidos em garantir o acesso aos saberes elaborado socialmente, instrumento essencial para o desenvolvimento e a socialização da cidadania democrática, a escola São Tomé trabalhara conteúdos que estejam em consonância com as questões sociais que marcam cada momento histórico. Nesse sentido, a escola deve ser um espaço de formação e informação, em que a aprendizagem favoreça inserção do aluno no dia-a-dia das questões sociais marcantes em um universo cultural maior, propiciando o desenvolvimento integral do mesmo de modo a favorecer a compreensão e intervenção nos fenômenos sociais e culturais.

Neste sentido para formar uma sociedade justa, igualitária, inclusiva e bem estruturada, onde acesso e qualidade de ensino sejam garantidos a todos, deve-se ter uma escola calcada nos valores humanos, que tenha uma ideologia e uma identidade própria, que seja mais compromissada com a educação em si e cumpridora de seus deveres.

 Uma escola em que os alunos sejam comprometidos com a construção do conhecimento, que sejam interessados, participe e se envolvam com seu próprio crescimento enquanto cidadãos. Precisa-se ainda, de professores e profissionais reconhecidos e valorizados, comprometidos com as questões educacionais, que se mantenham sempre atualizados e conscientes de seu papel. Com essa perspectiva, há a necessidade de refletir sobre as decisões curriculares, pois é o currículo que orienta e determina o trabalho escolar.

O currículo deve fazer uma junção entre as possibilidades, necessidades, interesses, pretensões e perspectivas sobre o que e quando ensinar, como e quando avaliar, fazendo as intervenções pedagógicas de acordo com as necessidades individuais dos alunos, deixando claro, a principal função da escola, ou seja, a formação e o crescimento pessoal dos alunos.

Nesse sentido o currículo deve prever a flexibilização necessária, considerando o significado dos conteúdos, a metodologia de ensino, os recursos didáticos e os processos de ensino e aprendizagem e avaliações adequadas ao desenvolvimento de todos os alunos em consonância com o projeto político pedagógico.

Dessa forma, faz-se necessário que os educadores tenham consciência de que ensinar já não significa repassar ou transferir saber, é necessário motivar o processo emancipatório com base no saber crítico, criativo, atualizado e competente.

A educação é mediadora no interior da prática social, não é a única instância de formação de cidadania, mas o desenvolvimento dos indivíduos e da sociedade depende cada vez mais da qualidade e igualdade de oportunidades educativas. Nesta perspectiva formar cidadãos supõe instituições onde se possa resgatar a subjetividade inter-relacionada com a dimensão social do ser humano, onde a construção do conhecimento ocorra por meio de práticas participativas e criativas.

Concretizar uma proposta nesse sentido depende de fortalecer, nas escolas, contextos ricos em aprendizagem, articulando minuciosamente, as múltiplas faces de seu funcionamento, ou seja, a gestão democrática, sua relação com o meio social, econômico e cultural com a comunidade escolar, a organização do espaço e do tempo, a adequação do currículo, as metodologias de ensino, as rotinas de trabalho, a avaliação, as condições de trabalho e a formação continuada de professores.

 

3.4 Programas e Projetos desenvolvidos no ambiente educativo

 

Após ter sido detectado alguns problemas de aprendizagem a escola vem desenvolvendo projetos, visando atender os anseios e as necessidades dos alunos. Questões como saúde, violência, desigualdade social, diversidade cultural, meio ambiente e relações humanas dentre outras tem sido discutida e refletida dentro da escola. O abrangente campo do conhecimento representado nas disciplinas do currículo pode fornecer instrumentos para compreensão e assimilação.

Programa Mais Alfabetização 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento de referência quanto aos direitos e objetivos de aprendizagem de todo o ensino fundamental, prevê que o foco da ação pedagógica nos primeiros dois anos do ensino fundamental deve ser a consolidação do processo de alfabetização. Embora as crianças participem de diferentes práticas de letramento na Educação Infantil e em contextos externos à instituição escolar, é no 2º ano do ensino fundamental que se espera que elas sejam alfabetizadas. Nesse sentido, o Programa Mais Alfabetização, instituído pelo Ministério da Educação (MEC) pela Portaria Nº142/2018, tem como objetivo fortalecer e apoiar técnica e financeiramente as unidades escolares no processo de alfabetização de estudantes regularmente matriculados nos dois primeiros anos do ensino fundamental. O apoio técnico é realizado por meio da seleção de um assistente de alfabetização, a cargo das secretarias de educação, por um período de cinco ou dez horas semanais, para cada turma de 1º e 2º anos.

O assistente deve auxiliar o trabalho do professor alfabetizador, conforme seu planejamento, para fins de aquisição de competências de leitura, escrita e matemática por parte dos estudantes. Os profissionais contam, ainda, com avaliações diagnósticas e formativas, disponibilizadas no sistema de monitoramento, a serem aplicadas aos estudantes em períodos específicos, com o objetivo de monitorar o desenvolvimento da aprendizagem nos dois primeiros anos do ensino fundamental. Já o apoio financeiro às escolas se dá por meio da cobertura de despesas de custeio via.

Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). 

O monitoramento é parte fundamental do ciclo de uma política pública, produzindo informações frequentes sobre a sua execução. O sistema de monitoramento permite o acompanhamento do programa em cada escola e rede de ensino em tempo real, além de subsidiar a tomada de decisão pelos gestores da educação. Programa Saúde na Escola – PSE. O Programa Saúde na Escola (PSE), política intersetorial da Saúde e da Educação, foi instituído em 2007. As políticas de saúde e educação voltadas às crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação pública brasileira se unem para promover saúde e educação integral. A articulação entre Escola e Rede Básica de Saúde é a base do Programa Saúde na Escola. O PSE é uma estratégia de integração da saúde e educação para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas brasileiras.

O objetivo do programa é contribuir para a formação integral dos estudantes por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde, com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades que comprometem o pleno desenvolvimento de crianças e jovens da rede pública de ensino. Nesse sentido a escola São Tomé está sempre aderindo e executando projetos e programas que visam a promoção do desenvolvimento integral do educando.

Vale ressaltar ainda que a instituição desenvolve projetos alusivos a datas comemorativas como dia das mães, semana da pátria, dia das crianças, semana da consciência negra entre outros, buscando o pleno desenvolvimento, familiarização e interação dos alunos a cultura o lazer e o processo de ensinagem, proporcionando-os atividades lúdicas diferenciadas e o conhecimento demasiado dos conteúdos abordados na execução dos projetos.

 

4 DESCRIÇÃO ANALÍTICA DA AÇÃO DOCENTE

 

4.1 sínteses da observação e regência – Turma “3° ” ano- A

 

OBSERVAÇÃO

 

O estágio supervisionado em Docência no Ensino Fundamental iniciou-se as 7h 30 min do dia 16 de setembro de 2019 na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Tomé na turma do 3° ano “A” composta por 30 alunos tendo como docente a professora Adriana de Morais Pereira.

Após a acolhida dos alunos como de práxis de todas as segundas feiras os estudantes foram direcionados para a área coberta da escola afim de participarem do devocional com o tema: “Não ao Bullying” esta ação é um ato corriqueiro que visa estimular a pratica de valores, entende-se por valores um conjunto de métodos e técnicas que tentam ajudar a pessoa a ter consciência do que valoriza e construir sua identidade pessoal (Serrano, 2002, p. 123).

A escola procura a todo instante executar uma política de paz, neste sentido trabalha incansavelmente para melhoria do relacionamento afetivo dos alunos tratando-os de maneira igualitária demostrando a importância dos valores dentro e fora da escola.

O conteúdo abordado nesse dia foi referente a disciplina de ciências tratando especificamente da importância das plantas, expondo todas as partes que a formam. A professora escreveu todo o conteúdo programado na lousa e esperou que todos os alunos copiassem em seus cadernos, esta ação se estendeu até a hora do intervalo.

Após o recreio houve a explicação do conteúdo onde a professora citou exemplos da realidade dos alunos, em seguida foi proposta uma atividade para casa, assim que todos apresentaram a atividade copiada em seus cadernos foram direcionados para área recreativa para aula de educação física onde foi trabalhada a importância do alongamento antes das atividades físicas, feito isso os alunos tiveram a oportunidade de socializar através de jogos tais como queimada, futsal amarelinha entre outros.

No dia 17 de setembro de 2019, foi feita a acolhida dos alunos quando todos estavam organizados em seus respectivos lugares a pediu que todos abrissem seus cadernos e escreveu na lousa “ditado de palavras” na qual foi realizado um ditado de trinta palavras, logo que todos finalizaram foi feita uma dinâmica onde possibilitou cada um dos alunos presentes a irem no quadro escrever a palavra sorteada pela docente, em seguida foi feita a correção das atividades e propôs outra atividade de matemática para casa.

 

REGÊNCIA

 

No dia 19 de setembro de 2019 inicia-se a regência do acadêmico estagiário, afim de somar seus conhecimentos teóricos com a prática, fez a colhida dos alunos em seguida realizou um devocional na sala expondo uma síntese da história de Noé possibilitando a exposição de conhecimentos prévios dos alunos acerca do tema abordado, em seguida foi proposta uma atividade impressa com o objetivo de sondar o aprendizado absorvido na aula ministrada.

Em seguida já na aula de língua portuguesa o acadêmico apresentou no quadro, palavras que possuem a sílaba tônica em diferentes posições: última (Paletó), penúltima (Palito), antepenúltima (Pálido). O acadêmico chamou a atenção dos alunos para que observassem que as palavras possuem sempre uma sílaba forte, foi explicado também que as palavras de uma língua, de acordo com a posição da sílaba tônica, possuem classificações diferenciadas, com exemplos, de classificações, em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.

Salientou-se ainda que as palavras possuem somente esta classificação, portanto nenhuma palavra, na língua portuguesa, possui a sílaba forte, ou seja, acentuada antes da antepenúltima sílaba, em seguida foi proposto uma atividade impressa relacionada ao tema abordado.

Na aula de artes foi feita exposição na lousa do conceito de cores primarias, secundarias, quente e fria, em seguida entregue aos alunos folhas de papel A4 para experimento de criação das cores secundarias utilizando tinta guache, com o objetivo de proporcionar uma aula mais dinamizada e de fácil entretenimento, feito isso proposta uma atividade para casa da disciplina de artes.

No dia 20 de setembro de 2019 a aula de português discorreu através de uma metodologia dinâmica, afim de não só mostrar aos discentes outra forma de aprender como também alcançar o objetivo proposto da aula e torna-la mais eficaz no que tange ao entendimento do aluno, uma vez que a utilização da metodologia lúdica aliado ao conhecimento é indispensável na educação e principalmente na era tecnológica em que os alunos estão inseridos,

[...] no processo de educação também cabe ao mestre um papel ativo: o de cortar, talhar e esculpir os elementos do meio, combiná-los pelos mais variados modos para que eles realizem a tarefa de que ele, mestre, necessita. Deste modo, o processo educativo já se torna trilateralmente ativo: é ativo o aluno, é ativo o mestre, é ativo o meio criado entre eles. (Baquero, 2000. p. 27)

 

Neste sentido observa-se o papel de fundamental importância que o docente executa diariamente nas escolas acerca da preparação do aluno para viver em sociedade, na citação acima mencionada percebe-se a necessidade de um profissional mais ativo e que esteja comprometido em suas atividades de modo a garantir uma melhoria constante não só na vida escolar do discente como também na vida pessoal, um professor que busque despertar no aluno através de ludicidade e dinâmicas o quão prazeroso é o processo de aprender.

Nesta perspectiva a turma foi dividida em duas equipes, e entregue aos alunos cartões com substantivos masculinos e femininos com o objetivo que imitassem o que estava escrito no cartão entregue como por exemplo, galo, cachorro porco etc. a equipe tentou adivinhar o substantivo que os adversários estavam imitando, caso acertasse marcava ponto ao grupo e joga novamente, se não passa para outra equipe. Observação: os alunos não poderiam falar o substantivo que estava sendo imitado e sim o masculino ou feminino dede. Feito isso com mais clareza o assunto abordado foi explicado na lousa e em seguida proposta uma atividade relacionada ao tema.

Na aula de matemática aconteceu com uma metodologia expositiva, afim de demostrar as possibilidades de resolver a multiplicação onde foi organizado três pilhas de livros contendo quatro livros em cada pilha, em seguida feita as seguintes indagações: Há quantas pilhas de livros? Há quantos livros em cada pilha? Há quantos livros no total? Em seguida foi explicado e exposto aos alunos outras formas de resolver a multiplicação como: papel quadriculado, organização em conjuntos entre outros. Mais tarde como forma de avaliação da aula ministrada foi proposta uma atividade no quadro referente ao conteúdo abordado.

Observação: foi feita também uma breve recapitulação do assunto “Leitura e escrita dos números por extenso” referente a aula passada. Após o intervalo na aula de educação física os alunos foram direcionados para quadra da escola para o desenvolvimento de atividades recreativas como: futebol de salão, queimada e amarelinha.

No dia 21 de setembro de 2019 como forma de recapitulação e de melhor entendimento da aula de ciências foi exposto um filme intitulado: Bee Movie e a história de uma abelha que retrata a importância das abelhas no processo de polinização e fecundação das flores, além disso o filme expõem uma serie de aspectos as quais foram abordados nesta aula como por exemplo, trabalho em equipe, humildade, valores entre outros. As metodologias utilizando o cinema como recurso pedagógico da educação, está presente no ambiente educativo, segundo Suely Amorim Araújo (2007), há muito tempo a produção cinematográfica sempre foi apontada, inclusive pelos próprios produtores e diretores, um possante instrumento favorável de instrução ao processo de ensino aprendizagem em consonância Alencar (2007), afirma que:

O cinema possibilita o encontro entre pessoas, amplia o mundo de cada um, mostra na tela o que é familiar e o que é desconhecido e estimula o aprender. Penso que o cinema aguça a percepção a torna mais ágil o raciocínio na medida em que, para entendermos o conteúdo de um filme, precisamos concatenar todos os recursos da linguagem fílmica utilizados no desenrolar do espetáculo e que evoluem com rapidez. (ALENCAR, 2007, p. 137).

 

Neste sentido percebe-se então claramente que a utilização de recursos de mídia facilita a percepção do aluno acerca do conteúdo abordado, e este conteúdo que está sendo exposto na tela pode sem dúvidas operar na condição de recurso pedagógico, uma vez que é bastante flexível quanto ao modo de retratar qualquer assunto. Após a exposição do filme com duração de 1h 30 min foi realizada uma roda de conversa afim de discutir aspectos do filme procurando estimular suas observações com o tema abordado fazendo as seguintes indagações: Do que trata o filme? O filme conta a história de que personagem? Como ele vive? Como é o trabalho dele? Ao final da roda de conversa foi proposta uma atividade de cunho avaliativo aos alunos.

 

4.2 Síntese da observação e regência-  Turma “1° ” ano -D

 

A turma de 1° “D” do turno vespertino conta com 25 alunos matriculados tendo como professora responsável Francisca Lima. Como de costume após a acolhida os alunos foram dirigidos para área recreativa da escola afim de participarem do devocional que ocorre todas as segundas feiras ao fim retornaram para sala, a docente iniciou a aula entregando os livros didáticos da disciplina de ciências para explicar um assunto relacionado a “mudança do corpo” situado na página 39. A professora interagiu com a turma possibilitando um dialogo a qual puderam expor suas opiniões acerca do conteúdo abordado, que para CAVALCANTE, 2008 p. 10

 

É o ponto crucial do processo de ensino e aprendizagem e deve-se levar em consideração os conhecimentos prévios dos alunos, construídos a partir da vivencia em diferentes conceitos. Consideramos o papel ativo do aluno na formação de seu conhecimento, estimulando-o a ocupar seu lugar de sujeito atuante na sociedade, como agente de transformação. 

 

Neste sentido percebe-se o quão importante é, e a necessidade da exposição dos conhecimentos já adquiridos pelos alunos independente de qual série estejam cursando, levando em consideração e respeitando as experiências sociais de cada sujeito acerca da pluralidade paradigmáticas existente nas escolas públicas. Foi realizado também uma atividade no livro. Após o intervalo inicia-se a aula de matemática onde foi explicado números ordinais até o 10°. Feito isso entregou os livros de história iniciando a terceira aula com o tema: “ as pessoas da escola” da página 38, foram explicados o assunto e a resolução da atividade do livro.

No dia 17 de setembro de 2019, a professora inicia a aula com a acolhida dos alunos seguida da oração universal do pai nosso, em seguida recolheu os cadernos de casa para corrigir o exercício proposto na aula anterior, logo após entregou os livros de matemática e explicou o assunto da página 80 “ valor posicional dos numerais” feito isso foi proposta uma atividade baseada no conteúdo explicado, enquanto os alunos copiavam a atividade a docente corrigia o dever de casa e colava atividades no caderno dos alunos. Observação: esta ação durou até a hora da saída.

 

REGÊNCIA 

 

No dia 18 de setembro de 2019 a aula discorreu de forma dialogada utilizando conteúdo do livro didático da página 39 “ aprender juntos”, onde dispõem de assuntos relacionados a importância da escola, bem como as possibilidades de atividades possíveis a serem executadas dentro do ambiente educativo, tratando assim da relevância da frequência constante na escola tendo como base o ECA- estatuto da criança e do adolescente, onde foi apresentado a leitura de uma história em quadrinhos intitulado “ a turma da Mônica: O estatuto da criança e do adolescente” após a leitura e dialogo ainda no livro será proposta uma atividade relacionada ao tema abordado, as 15 horas os alunos foram direcionado até quadra para aula de educação física onde foram realizadas as atividades recreativas, batata quente, amarelinha, bolinho pular corda.  Gonçalves (2010) expõem em sua obra intitulada: Manual do lazer e recreação que: O mundo lúdico ao alcance de todos que as atividades recreativas são extremamente importantes para a formação de uma criança saudável, compreendendo seu desenvolvimento integral (motor, social e cognitivo).

Neste caso as atividades que envolvem movimentos corporais como exercícios físicos, jogos entre outros tem uma completude extremamente relevante no que diz respeito ao processo de ensino aprendizagem, tendo em vista que compreende alguns aspectos de fundamental importância para o seu desenvolvimento como um todo.  Após o intervalo, foi feita a leitura do silabário formando palavras e demostrando as possibilidades de formação de palavras derivada de outras, em seguida foi entregue o livro didático de língua portuguesa para explicação e resolução9 das atividades das páginas 88 e 89 onde conta com o conteúdo, elaboração de palavras através de ilustração de imagens. Feito isso foi proposta uma atividade impressa de língua portuguesa, assim os alunos foram liberados.

No dia 19 de setembro de 2019, a aula iniciou com a acolhida dos alunos em seguida foi realizado o devocional em sala com um momento de reflexão e oração do pai nosso, após os livros de português foram entregues aos alunos para trabalhar as páginas 90 e 91 que trata de leitura de imagens, foi feita a leitura coletivamente das imagens fazendo as seguintes indagações, o que as pessoas estão comemorando? Quem é o homenageado? Qual é a idade da pessoa homenageada?

Mais tarde iniciou a aula de história com uma roda de conversa objetivando os alunos expor seus conhecimentos prévios referente ao conteúdo a ser abordado, foi solicitado a eles que citassem exemplos de tipos de moradias após esse diálogo foi realizado a atividade da página 40 do livro didático. Após o intervalo iniciou na aula de matemática onde foi realizada a explicação e resolução da página 81 do livro didático identificando dezenas e completando as frases com número de dezena, em seguida proposto um ditado de numerais, por fim colada uma atividade para casa de geografia.

No dia 20 de setembro d e2019 inicia-se mais um dia de regência na turma de 1° ano, após a acolhida dos alunos foram entregues os livros didáticos da disciplina de matemáticas, neste dia foi estudado o conteúdo referente a “Dúzia” do livro nas páginas 82 e 83

 

[...] o livro didático, como qualquer outro recurso, tem sua importância condicionada ao uso que o professor dele faça. Não só pelo seu emprego correto, mas sabendo explorá-lo em função dos objetivos a alcançar, sabendo enfatizar os seus pontos fortes e anular os seus pontos fracos [...] (ROMANATO, 2004 p.5)

 

O assunto foi explicado de forma interativa e dinâmica afim de deixar os alunos mais à vontade para expor seus conhecimentos prévios referente ao conteúdo, em seguida foi proposta uma atividade impressa, a atividade anteriormente citada foi solucionada com a ajuda do estagiário.

Após o intervalo inicia-se a aula de ensino da arte, utilizando ainda o recurso livro didático nas páginas 46 e 47 “arte com massinha de modelar”, objetivando que os alunos, além de estimular o processo de modelagem, exponham suas habilidades artísticas na produção de objetos de seu interesse, essa atividade foi orientada e supervisionada pelo estagiário, vale lembrar que essa ação durou até o horário de saída dos alunos, por fim foram liberados para casa.

 

4.3 sínteses da observação e regência – Turma “4°” ano

 

OBSERVAÇÃO

 

A turma de 4° “C” ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Tomé é composta por 28 alunos matriculados e está sob a responsabilidade de três professores, Wanderson Paulo, Nayara e Lucia, onde ambos dividem a turma. No dia 16 de outubro de 2019 como de costume o professor fez a acolhida dos alunos assim que todos se fizeram presente pediu que abrissem os seus cadernos e iniciou a aula utilizando a lousa para tratar de assuntos voltados para área de exatas (matemática), em seguida escreveu todo o conteúdo no quadro e esperou que todos finalizassem a cópia, feito isso explicou o conteúdo referente a problemas matemáticos, mais tarde chamou os alunos individualmente para resolverem as questões no quadro. Feito isso o professor fez a recapitulação da ordem posicional dos numerais unidade, dezena, centena e unidade de milhar (CDUM), após o intervalo iniciou a aula de língua portuguesa com a interpretação textual do texto “ O mistério da bicicleta”, o docente escreveu o texto no quadro branco fez indagações referente ao conteúdo abordado e em seguida propôs uma atividade para casa.

No dia 17 de outubro de 2019, tendo como regente a professora Nayara licenciada em Pedagogia e Letras, como de práxis foi feita a acolhida com um momento de aconselhamento e reflexão acerca das atitudes dos alunos dentro do ambiente educacional, mais tarde a professora entregou os livros de língua  Portuguesa para trabalhar a página 152 assunto referente a gênero textual “conto”, a professora pediu que todos os alunos fizessem a leitura do conto da página 154 “ O soldado pacifico” e em seguida fez perguntas relacionadas ao  texto, mais tarde a docente leu o texto em voz alta juntamente com os alunos, mais tarde foi proposta uma atividade para resolução em sala das páginas 156 e 157 do livro didático, é de suma importância ressaltar que a professora fez o acompanhamento individual dos alunos na resolução das atividades. Após o intervalo foi realizado um ditado de 30 palavras, ao findar pediu aos alunos que elaborassem um texto dissertativo argumentativo alusivo ao dia do professor com o tema: ” 15 de outubro- dia do professor”.

 

REGÊNCIA

 

No dia 18 de outubro de 2019 inicia-se a regência na turma de 4° ano da escola São Tomé, a aula deste dia iniciou com a acolhida dos alunos em seguida com o objetivo de deixá-los mais confortáveis, uma vez que se tratava de uma pessoa diferente a frente da turma, foi realizada uma dinâmica, “ Nó humano”. Feito isso levando em consideração a realização da prova da OBMEP (olimpíada brasileira de matemática das escolas públicas das Escolas Públicas, que nada mais que um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras, realizado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada - IMPA, com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática – SBM, e promovida com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC. Criada em 2005 para estimular o estudo da matemática e identificar talentos na área, a OBMEP tem como objetivos principais disponíveis e publicados no site oficial

 

1; Estimular e promover o estudo da Matemática; 2; Contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, possibilitando que um maior número de alunos brasileiros possa ter acesso a material didático de qualidade; 3 Identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas; 4 Incentivar o aperfeiçoamento dos professores das escolas públicas, contribuindo para a sua valorização profissional; 5 Contribuir para a integração das escolas brasileiras com as universidades públicas, os institutos de pesquisa e com as sociedades científicas;6 Promover a inclusão social por meio da difusão do conhecimento. (OBMEP, 2015).

 

Deste modo foi feito uma revisão de conteúdos possíveis a conter na prova prevista, após a revisão dos conteúdos já estudados foram entregues os simulados aos alunos para resolução, percebendo algumas dificuldades o estagiário fez a orientação conseguinte a correção das questões que mais geraram duvidas, assim foi proposta uma atividade para casa, as 17:00 horas os alunos foram dirigidos a área coberta da escola para participarem de um momento recreativo com atividades físicas e jogos, por fim foram liberados para casa.

No dia 21 de outubro de 2019, foi feita a acolhida dos alunos as 14:15 foram direcionados para quadra da escola com o objetivo de participarem do devocional com o tema “dedicação” ao findar todos retornaram as suas respectivas salas. Assim que todos aconchegaram-se foi explicado o conteúdo gramática: verbos fazendo assim um feed back com os alunos acerca do conteúdo apanhado, feito isso os livros de língua portuguesa foram entregues aos discentes para estudar as páginas 158 e 159 que trata exclusivamente de verbos, após o intervalo foi proposto um trabalho coletivo supervisionado de pesquisa de verbos no dicionário, por fim foram dispensados.

No dia 22 de outubro de 2019, sob a orientação da professora de matemática a aula se inicia com a resolução e correção da atividade proposta para casa na aula anterior, esta atividade foi solucionada no quadro com a participação dos alunos. mais tarde foi entregue aos alunos o simulado contendo 30 questões, onde todos resolveram individualmente, esta ação durou 1h e 40 min, após o intervalo com a ajuda do acadêmico estagiário foi feito a correção das questões que mais intrigaram os alunos expondo possibilidade para se alcançar o resultado correto das questões,  feito isso deu-se início ao conteúdo de frações   explicando o conceito de frações e como surgiu através de um vídeo que está  disponível em uma plataforma digital “yotube”: https://www.youtube.com/watch?v=saVvNA1UyV0 em seguida foram liberados para casa.

 

4.4 Oficina

 

O projeto intitulado “Respeito não tem cor, tem consciência” foi realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Águia do Saber, localizada na Travessa Leopoldo Menezes entre Francisco Bermerguy e João por Deus de Lima S/N Bairro Santo Antônio Itaituba Pará no dia 22 de novembro de 2019 pelos acadêmicos do VI período de pedagogia da faculdade do tapajós – FAT.

A turma foi organizada e dividida em três equipes afim de colaborarem diretamente com a temática em foco através de oficinas de pintura, penteados com turbantes e maquiagem afro desenvolvidas com alunos de 1º ao 5º ano, objetivando regatar através da cultura a importância de se refletir a história Afro bem como suas contribuições na sociedade contemporânea.

Deu-se início com apresentação dos acadêmicos que foram divididos de acordo com as oficinas acima mencionadas. Cada grupo ficou responsável em desenvolver suas propostas em salas temáticas aberta ao público escolar.

O intuito foi fazer com que as crianças participem das oficinas, proporcionando um momento de descontração ao mesmo tempo aprendizado através das atividades propostas, enfatizando os valores e a riqueza cultural africana.

A equipe de pintura ficou responsável em observar e auxiliar os alunos no decorrer da oficina, onde foram disponibilizados os materiais para que as crianças pudessem estar pintando com tinta guache os desenhos ou até mesmo criando seus próprios desenhos voltados para a temática proposta dentre outras atividades.

Após a realização das propostas as crianças levarão consigo as atividades desenvolvidas como forma de refletir a importância desta cultura para a sua construção como indivíduo social e sua identidade como ser histórico. Além disso, houve a participação da escola na qual disponibilizou um lanche para as crianças ao final do desenvolvimento das oficinas.

De acordo com as colocações acima referente ao projeto, notou-se o quão importante é a realização de projetos no ambiente escolar. Observou-se ainda a participação ativa dos alunos e dos professores, onde todos envolveram-se neste evento contribuindo significativamente para realização do mesmo, além disso o projeto expos uma temática presente desde os primórdios “preconceito”, objetivando fazer um resgate através da interação sócio cultural a história afro e sua influência na construção cultural e social brasileira.

Foi possível perceber que não só os alunos como também os acadêmicos absorveram conhecimentos indispensáveis acerca da cultura africana. Vale ressaltar que os objetivos e atividades propostas foram realizadas e alcançadas com sucesso, notando a proporção que a culminância do projeto gerou na comunidade, tendo um número expressivo de alunos e funcionários presentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

O estágio supervisionado em Docência no ensino fundamental foi realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Tomé, e sem dúvidas foi uma prática de fundamental importância para a formação acadêmica e exercício pedagógico do acadêmico estagiário, sendo assim possível colocar em pratica as habilidades e conhecimentos teóricos e metodológicos adquiridos no curso de pedagogia, possibilitando a compreensão e o entendimento de que a pratica docente não pode ser encarada como um trabalho qualquer, e nem ocorrer de maneira improvisada, requer um planejamento e um comprometimento sem igual por parte dos profissionais da educação.

A educação é uma área que assim como todas as outras sofre influencias e alterações acerca dos fenômenos sociais, culturais e econômicos. Sendo assim, os profissionais que atuam no campo educacional precisam acompanhar essas mudanças sociais, ocasionadas pelos avanços científicos e tecnológicos, para que se possa ofertar um ensino de acordo com a realidade atual.

Vale ressaltar que o estágio proporcionou ao acadêmico conhecimentos indispensáveis e percepções acerca da educação, somando para a construção da identidade pessoal e profissional. Neste sentido percebeu-se ainda que que o desafio diário do professor é de grande valia, uma vez que exerce um papel crucial como contribuição do desenvolvimento da sociedade, obedecendo os limites e a pluralidade existente dentro e fora do ambiente educativo.

Proporcionou ainda rememorar conteúdos de base e notar a importância de um docente pesquisador e atualizado, disposto a mediar os conhecimentos prévio dos alunos, uma vez que estes estão constantemente mais intrigados em relação a atualidades de modo geral como também relacionados a conteúdo das disciplinas.

Nesta perspectiva é indispensável valorizar as oportunidades durante o estágio supervisionado, visto que possibilita a quebra de paradigmas já impostos, através da construção de novos conceitos que é possível através da pratica de estágio.

Vale salientar que o estágio no Ensino Fundamental proporcionou ao acadêmico a percepção de instrumentos possíveis para preparação futura, através das observações em sala para uma pratica docente eficaz, ou seja de tudo que foi vivenciado, de forma positiva ou negativa sem sombra de dúvidas contribuirá de forma significativa na vida profissional do estagiário.

Desta maneira, destaca-se a contribuição dos professores para a realização do estágio uma vez que colaboraram como facilitadores no processo de ensingem proporcionando um elo entre estagio e alunos, considerando que esta pratica é uma preparação para assumir um papel de extrema importância para a sociedade, indubitavelmente esta ação proporcionou a observação da realidade educacional que de forma pacífica contribuirá para formação de um docente mais eficaz acerca das dificuldades do meio educacional.

Observou-se no ato do estágio acerca das observações e regência que os professores dispõem de metodologias diferenciadas afim de abranger de forma geral a todos os nas aulas ministradas. Neste sentido em consonância a prática dos docentes titulares das turmas, o acadêmico estagiário utilizou de metodologias semelhantes com o propósito de alcançar os objetivos já traçados pelos docentes. Com isso notou-se o interesse dos alunos nas aulas ministradas pelo acadêmico estagiário, uma vez que usou mecanismos hordienais para transmitir o conhecimento e isso sem dúvidas contribuiu significativamente para a vida acadêmica de cada discente presente na aula.

Sendo parte obrigatória do estágio supervisionado o projeto intitulado Consciência Negra: Respeito não tem cor, tem consciência, executado na Escola Municipal Águia do Saber com o objetivo de resgatar através da interação sócio cultural a história Afro e sua influência na construção cultural e social brasileira. Nesta perspectiva foi notório a satisfação da comunidade em receber um projeto tão significativo para a absorção de conhecimentos acerca da cultura africana, visto que essa temática está sempre em evidencia dentro e fora do ambiente educativo.

Em conclusão ressalta-se a relevância que foi a realização deste projeto, tendo em vista que disponibilizou não só para os alunos como também aos acadêmicos informações inigualáveis que indubitavelmente somará para a vida pessoal e profissional de cada um dos envolvidos.

 

 

 

 

 

 

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APÊNDICES-A

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REGÊNCIA 1° ANO

 

 

 

 

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

Ilustração: Regência aula de Geografia

Ilustração: Acompanhamento Individual

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

Ilustração: Uso do Livro didático

Ilustração: Aula Recreativa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REGÊNCIA 3° ANO

 

 

 

 

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

Ilustração: Explicação do conteúdo

Ilustração: Exposição do Filme Bee Movie

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

Ilustração: Aula de Arte- Cores Primárias

Ilustração: Explicação da Dinâmica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REGÊNCIA 4 ° ANO

 

 

 

 

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

Ilustração: Acompanhamento individual

Ilustração: Correção do Exercício

Fonte: Dados do autor, 2019

Fonte: Dados do autor, 2019

Ilustração: Aplicação do Simulado

Ilustração: correção no quadro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

APÊNDICES-B