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Neste trabalho académico associamos a teoria económica sobre a procura, produção e custos a um exemplo prático do nosso quotidiano. Nossa análise incide sobre uma empresa especializada na venda de medicamentos, Farmácia Geral, que analisa os conceitos da procura, aumento e redução, tendo em conta aos comportamentos e a utilidade dos consumidores tendo como base a oferta de fármacos no mercado.

Em sede da teoria económica, a curva da procura é uma representação gráfica que nos mostra a quantidade de bens e serviços que os agentes económicos estão dispostos a pagar em função do preço, mantendo o resto constante. Esta curva tem uma inclinação negativa demonstrando que quanto menor for o preço, maior será a quantidade procurada (lei da procura)

Gráfico 1.  Gráfico cartesiano da procura

 

Fonte: Elaboração própria

O gráfico ilustra a demanda dos clientes pelos medicamentos da Farmácia Geral angolana– vê-se que a medida que os preços baixam, aumenta a quantidade de medicamentos procurados. Alguns economista têm centrado está análise a um mercado micro, numa relação entre o consumidor e o cliente e por este facto podemos adiantar que a Farmácia Geral angolana teria que estudar a atitude face aos seus preços de outros agentes económicos para determinar suas vendas.

Lei de inclinação negativa da procura: quando o preço de um bem aumenta (mantendo-se o resto constante). Os compradores tendem a consumir menos desse bem. De forma similar, quando o preço baixa, mantendo-se o resto constante, aumenta a quantidade procurada (Samuelson & Nordhaus p. 47, 2012).

A par do fator preço dos bens e serviços, o consumidor vê-se confrontado com a utilidade. A utilidade está intrinsecamente ligada aos produtos que agradam aos clientes. Porém, neste caso a utilidade dá-se através de um fármaco que produz efeitos positivos no paciente e poucos ou nenhuns efeitos secundários. Em Angola, o mercado de medicamentos é denominado por produtos chineses e indianos, que vendem também a baixo preço. Mas os medicamentos de origem portuguesa, apesar de caros, são os mais requisitados. Isto traduz-se na maximização da utilidade dos produtos pela satisfação.

O consumidor tem tendências racionais, tanto ao preço e a utilidade. Mas o consumidor tende a receber mais e a pagar menor – excedente do consumidor. Tal teoria encontra uma contrariedade diante da receita total (P.Q) da farmácia geral. O cliente e o vendedor querem maximizar, mas ambos divergem a partir do momento que apenas um maximiza.

O mercado é movido pela força da oferta e da procura, pelo preço e pelos bens e serviços. O mesmo acontece dentro do mercado de medicamentos que tem os seus clientes, maioria pacientes, tem os remédios como produtos de negócio. A Farmácia Geral angolanaprecisa fazer um estudo que assenta fundamentalmente em determinantes:

Determinantes da Procura (Samuelson & Nordhaus pp 49, 2012)

D = f (Renda, população, preço, gostos)

1. Rendimento médio – Com o aumento dos rendimentos, as famílias já podem comprar bons medicamentos, que se ajustam a sua patologia, enfermidade e tendem a ter melhores cuidados médicos.

2. População – O aumento demográfico impulsiona o aparecimento de novas enfermidades e como tal novas unidades hospitalares e farmácias, apar de outros serviços sociais.

3. Preços – Preços baixos de fármacos reduzem fomentam a utilidade dos pacientes

4.Gastos – A satisfação por um produto/medicamento nasce a partir dos gostos/resultados/satisfação que advém da administração medica-medicamentosa.

Deslocações da Procura

       P              D                                                     P          D D´       

 

 

                              

                                                      Q                                                                             Q

Curva da Procura                                                                Deslocação da procura para a Direita[1]

A economia mostra uma análise mais profunda sobre o conceito da procura. A variação das quantidades procuradas quando varia o preço que os economistas chamam de elasticidade-preço da procura.

Elasticidade-preço da procura mede a variação da quantidade procurada de um bem quando varia o seu preço. (Samuelson & Nordhaus pp 65, 2012.).     

A elasticidade-preço da procura traduz a reação dos clientes face a um reajuste nos preços de medicamentos da farmácia. Os economistas, como Samuelson, escrevem que este modelo é a pura interpretação do mercado em relação as alterações nos preços e nas quantidades variadas.

Eis a fórmula

 

Interpretações da Elasticidade-preço da procura

=1 unitária , = 0,1 inelástica,  = 1,2 Elástica

A economia revela-nos modelos bastantes uteis para compreender o marcado. A elasticidade serve para ter uma fotografia na ótica do consumidor, mas a receita total nos mostra a ótica do empresário/farmácia Geral. A receita total mede os gastos do consumidor e as rendas das empresas (P.Q).

Receita total=PxQ correntes

Representação gráfica

        

  P                D

                        RT= PxQ= 10x20=200

 

 

 

 

                                      Q

Esta demonstração gráfica e o exercício provam ao gestor da farmácia os principais indicadores de entrada das suas receitas/renda e lhe dam uma noção mais ampla do seu investimento e sabe-se a partida que precisa aumentar a quantidade ou preço quando precisa ver crescimento no seu negócio. Este modelo é mais usado em empresas que vendem bens.

Ao fazermos uma análise ao detalhe da procura, implicou conhecer o comportamento do consumidor, agora falamos da produção. Nesta abordagem, vamos incidir sobre aspetos da teoria económica e decisões estratégicas.

A função de produção segundo Samuelson, nos mostra o que uma empresa é capaz de produzir tendo em conta os seus factores produtivos. No caso de uma Farmácia vai ter depender do produtor de medicamentos que por seu turno depende da tecnologia, do conhecimento tecnológico de especialidade e da matéria-prima.

Os fatores de produção, a terra, o trabalho, o capital e a tecnologia são imprescindíveis para o aumento da produção, são ainda mais importantes quando bem combinados.

P =f (L,U,T)

O produto total representa o que uma empresa está disposta a produzir com eficiência em função dos fatores produtivos disponíveis. Vamos supor o aumento da quantidade de trabalho vai refletir/impactar no aumento da produção. O exemplo de uma empresa que produz medicamentos tendo em atenção ao aumento do trabalho:

Gráfico 2. Comportamento do produto total

 

Fonte: Elaboração própria

Neste gráfico compreende-se que a medida que aumenta o trabalho, também aumenta o produto total, mantendo o resto dos fatores constantes. No primeiro ponto, combinamos 1 de trabalho e resulta em 1000 de produto. Já o produto marginal, adicional, nos faz perceber um conceito de economia, muito bem fomentado – a margem. A margem é que se adiciona em cada estádio da produção. Se aumentamos o trabalho em 2, adicionamos mais mil. Este valor é o produto marginal da primeira unidade.

O produto marginal reduz a medida que aumenta o trabalho e o produto total. Na computação do produto total e a quantidade resulta o produto médio, que é a fração entre o produto e o adicional.

Ao analisarmos a estratégia de crescimento de uma empresa de medicamentos, desdobramo-nos também numa visão a curto, médio e longo prazo.

A curto prazo as empresas podem ajustar os fatores produtivos variáveis, como a matéria-prima, o trabalho, mas não o capital. A longo prazo é período suficiente para ajustar os restantes fatores incluindo o capital. (Samuelson & Nordhaus pp 112, 2012)     

Uma empresa de medicamentos pode muito bem utilizar as duas estratégias quando tenciona aumentar a sua produção. Os custos são base para qualquer negócio. É o risco que temos quando vamos abrir, por exemplo, uma linha de negócio. Os custos representam essencialmente um trade-off que estamos a desprender para desenvolver uma linha de negócio – custo de oportunidade. A partir do instante que nos concentramos para produzir medicamentos, estamos abrir mão de outros segmentos produtivos. Deste modo, podemos produzir eficientemente e de forma especializada.

Segundo o economista David Ricardo o processo produtivo eficiente resulta na vantagem comparativa. Para isso, as empresas precisam fazer custos, custos mínimos.         Os custos afundados são gastos em linhas que não retornarão, ou seja, estamos em presença de gastos não recuperáveis. Se uma empresa de medicamentos faz gastos, por exemplo, em combustíveis para gerar energia, sabe-se a partida que este consumo não será reposto. Apesar desta interpretação, os custos afundados são fundamentais para a produção e devem ser mínimos possíveis para maximizar resultados.

Os custos fixos se justificam por pagamento a juros, quando tempos capitais alheios, salário dos empregados. Para o caso da farmácia que trabalho num imóvel arrendado, terá de pagar a sua renda regularmente. Na empresa de medicamentos e na fábrica de fármacos, os custos variáveis assentam na constantemente na aquisição de matéria-prima, na articulação com os gastos correntes com a mão-de-obra, na energia, em programas atuas de computadores e na compra constante de medicamentos aos fornecedores.

            Custos totais = custos fixos + custos variáveis

            Custos marginais = custos totaist + Custos totaist-1

            Custos médios por unidade = custo total / quantidade

No curto prazo, os custos fixos, dentro do exemplo da empresa de medicamentos se definem pela quantidade de lojas de vendas de medicamentos que possuímos e a longo prazo, os custos com gastos variáveis também se inscrevem nas tendências a longo, como a curto prazo.

O aumento da produção e consequente redução dos custos resulta nas economias de escala. Esta economia reflete também um incremento nos restantes fatores produtivos (terra, trabalho) que resultaram num aumento positivo da produção.

Em gesto de conclusão, este artigo teórico de microeconomia analise visão estratégia e empresarial de uma empresa de venda de medicamentos. Nenhuma empresa poderá obter resultados significativos se não entender bem o comportamento da procura, os fatores de produção e os custos relativos ao seu negócio.

Bibliografia

SAMUELSON, Paul & NORDHAUS, William (2012). Economia. 19ª Edição. McGrawHILL.

Guia para a Elaboração do Plano de Negócios. (2006). Manual do Aluno do Projeto ENE. Empreender na Escola integrado no Programa EQUAL.

Centro Locais de Empreendedorismo e serviços de emprego. (2012). Manual de vendas e Marketing, noções para a gestão de pequenos negócios.

Miguel, SAPIRO, Arão, VILHENA, João Baptista & GANGANA, Maurício. (2011). Gestão de Marketing. 8ª Edição. Fundação Getúlio Vargas.

 

 

 

[1]  Neste caso, o aumento da procura é reflexo do aumento de clientes pela reduç

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