Por Táticas Militares na Amazônia Preservada e Desmatada
Por Leôncio de Aguiar Vasconcellos Filho | 28/06/2026 | PolíticaNos últimos anos, temos visto um acirramento desproporcional do ódio mutuamente nutrido entre as superpotências. A Guerra na Ucrânia, as disputas comerciais e militares entre os EUA e a China, e as tensões recorrentes no Oriente Médio devem acender os alertas vermelhos dos países mais economicamente relevantes: em especial, daqueles que há várias gerações não lutam uma guerra. Este é o caso do Brasil.
Estando entre as dez maiores economias do mundo, o Brasil produz absolutamente tudo, destacadamente o alimento que nutre cerca de ¼ da humanidade. O nosso governo tem a consciência de que estamos no centro de uma feroz disputa de influências entre governos financiados por corporações predatórias, de um lado, e Estados antagônicos a estes, que nos enxergam como um “antigo quintal” rancoroso, e, por isso, dócil e inexperiente à sua presença ideológica. Por isso, houve um incremento especial à Força Aérea Brasileira, com a compra de diversos Caças Saab Grippen (F-39), de tecnologia sueca. O Exército Brasileiro também têm sido contemplado, num recado ao mundo de que esta República é, sim, pacífica, mas não desarmada. E é, especialmente, ao Exército que quero, neste artigo, me referir.
As unidades de combate na selva, que atuam na Amazônia, são, sobremaneira, muito eficazes. As condições que encontram na selva, em que têm de enfrentar ambientes fechados, repletos de predadores e temperaturas absurdamente altas, em treinamentos de guerrilha que nem os exércitos das maiores potências conseguiriam suportar, fazem dos militares brasileiros combatentes quase invencíveis numa guerra de selva. Só que há um problema: ainda existem cerca de ⅔ da Amazônia intocada, mas, por seu território ser continental, o terço restante e desmatado não daria guarida a esses bravos soldados.
Desta forma, creio que deve haver a formulação de uma estratégia em que, nas áreas desmatadas, fiquem de prontidão carros de combate e equipamentos pesados, tanto para as capturas e neutralizações de inimigos, que surgiriam de dentro das áreas fechadas e intocadas, quanto para o apoio às próprias unidades de selva, que lutariam dentro das áreas preservadas. Dentre esses psados equipamentos, dentro das áreas desmatadas, se incluiriam mísseis de interceptação e baterias antiaéreas, destinados a, em conjunto com a Forças Aérea Brasileira, abater qualquer aeronave inimiga que intente bombardear as áreas preservadas, seja com explosivos convencionais, seja com armamentos classificados como armas químicas, a exemplo do que fizeram no Vietnã.
Se as áreas desmatadas são recuperáveis a longo prazo, a hecatombe mundial que se aproxima não tardará. O Brasil deverá estar preparado a se defender, numa situação em que não haverá aliados. A proposta estratégia é uma de várias, mas creio ser útil para a proteção das unidades de selva, altamente qualificadas, pela singularidade do terreno, a eliminar significativo número de invasores, com a retaguarda garantida pelos especialistas em combate aberto, posicionados em áreas das quais, se antes sentíamos vergonha, devemos aproveitar, junto à irrenunciável proteção proporcionada pelos hábeis pilotos da Força Aérea Brasileira, cada vez mais capacitados pela moderna tecnologia de combate.