Elisa Artur Mite

Licenciada em Psicologia Organizacional

Docente do ISCTAC- Pemba

mitecuna@gmail.com

RESUMO

O presente artigo, busca examinar a percepção dos colaboradores sobre avaliação de desempenho e a sua influência na Motivação de uma Instituição Pública com missão de assegurar a promoção e edificação sólida do emprego, diálogo e protecção social. Teve como objectivo geral, compreender a percepção dos colaboradores sobre a avaliação do desempenho e sua influência na motivação, cujo pressuposto levantado é a não encaração da avaliação de desempenho; onde mostraram-nos atitudes que caracterizam desconforto, para a participação no processo. A metodologia utilizada baseou-se em dados quali-quantitativos, colectados através de questionário e entrevista não estruturadas aplicadas a 60 colaboradores. Os resultados obtidos nesta pesquisa, confirmam a hipótese de que a interpretação da avaliação de desempenho como instrumento de penalização de comportamento dos colaboradores, não influência na motivação assim, há valorização das acções dos colaboradores e satisfação dos objectivos individuais e das organizações.

Palavras-chaves: Percepção dos Colaboradores, Avaliação de Desempenho e Motivação

INTRODUÇÃO

No actual cenário das organizações, tem sido cada vez mais abordada a importância da valorização do ser humano. As formas de propor essa valorização é através da avaliação de desempenho e da motivação, onde o gestor de Recursos Humanos (RH) avalia as actividades, metas, competências e resultados de seus funcionários dentro da organização tendo como objectivo, identificar os pontos fortes e fracos de seus funcionários e estimular o seu desenvolvimento. Na motivação, o desafio do gestor é de conseguir a união entre a satisfação individual e os objectivos da organização. As práticas de avaliação de desempenho não são novas, desde que uma pessoa acesa ao emprego, o seu trabalho passa a ser avaliada em termos de relação custo/benefício, ou seja, se o trabalho por este realizado tem impacto positivo na continuidade e nos activos da organização. Principalmente na função pública, generalizou-se a ideia errada de que a avaliação de desempenho dos colaboradores é uma forma de castigo ou um poderoso instrumento de controlo. Nada poderia estar mais longe da realidade. O objectivo real é obter um resultado final com efeitos positivos na motivação dos próprios trabalhadores. Durante a realização do Estágio verificamos que a avaliação de desempenho não tem sido encarada de bom senso por parte dos avaliados, pois, nas vésperas desse processo, os colaboradores tendiam a apresentar atitudes que caracterizavam desconforto para participar no referido processo, uma vez que ficavam frequentemente ansiosos, desgastados, apreensivos. Isso pode ser resultado de uma tríplice influência: pessoas, processos e filosofia estratégica (SANTOS et al., 2001). Relativamente as pessoas, pode ser pelo conjunto de significados que atribuem a avaliação de desempenho. O presente estudo visa a melhoria do relacionamento de uma equipe de funcionários de determinada instituição. Para a materialização desta pesquisa, recorreu-se a fontes bibliográficas. A pesquisa bibliográfica consistiu na consulta e análise de obras de diversos autores que versam sobre Teorias da Motivação e Gestão de Recursos Humanos, em particular acerca de avaliação de desempenho e motivação, com o objectivo central de construir o quadro teórico e conceptual. Foi realizado um estudo de caso, através de colectas de dados, onde são identificadas e analisadas todas as informações necessárias para a realização da pesquisa, de modo que no final se tenha uma ideia da percepção dos colaboradores sobre de avaliação de desempenho e sua influência na motivação. Teoria de base A vida das pessoas comporta uma infinidade de interacções com outras pessoas e com organizações. Para Chiavenato (2001a), o ser humano para ser social não vive sem interacções com seus semelhantes. Deste modo, devidas as limitações individuais, estes têm de cooperar uns com os outros e formar organizações que lhes permitem atingir alguns objectivos que não podem ser alcançados apenas com esforço individual. Deste modo, uma organização consiste num sistema de actividades coordenadas, formada por duas ou mais pessoas cuja cooperação recíproca é essencial para a sua existência. Segundo o autor supracitado, esta só existe quando:  Há pessoas capazes de se comunicarem;  Estão dispostas a actuarem em conjunto;  Desejam obter um objecto comum. As pessoas são a chave das organizações, pois são elas que planeiam, organizam, dirigem e controlam as organizações para que funcionem e operem. Sem as pessoas não existe a organização. Toda organização está composta por pessoas das quais ela depende para alcançar o êxito e garantir a sua continuidade.