Quando falamos em confraternização de fim de ano, sempre pensamos naquelas grandes festas promovidas pelas grandes empresas. Os salões lindamente decorados, cheios de funcionários bem vestidos, animados com suas taças nas mãos. E fica a sensação de que empresas pequenas talvez nem façam festa alguma.

Esse é um pensamento errado. Pequenas empresas também confraternizam! Ora, por que não? Até mesmo empresas constituídas por uma única pessoa (vamos supor, um designer de cartões de visita) comemoram – neste caso, junto aos seus colaboradores e fornecedores.

Festa é festa

Confraternizar não significa um grande amontoado de pessoas em grandes salões com imensas quantidades de comes e bebes. Confraternizar é o momento de comemorar um ano que se encerrou com sucesso, com trabalho, até com aflições mas também com vitórias. Confraternizar é um gesto de gratidão por toda a colaboração que aconteceu naquele ano e também um gesto de esperança de que o ano que vem seja ainda mais próspero.

Por isso é que o tamanho da empresa não importa, nem sua visibilidade no mercado, nem seu faturamento anual. Claro que todas essas coisas são importantes num certo aspecto (o financeiro), mas o espírito colaborativo entre os funcionários é uma coisa a ser valorizada sempre – e tem ocasião melhor do que esta?

Prestígio para seus colaboradores

Essa talvez seja a opção em que você provavelmente conseguirá contagiar o ambiente sobre o ano todo. Muitas empresas já adotam algumas práticas aeróbicas para que seus funcionários possam relaxar um pouco mais sobre estresse. E se preocupar em oferecer condições mais tranquilas e aconchegantes para seus funcionários, possibilita até que a qualidade do trabalho melhore, além de demonstrar preocupação com a saúde de todos. Existem algumas atividades como Pilates e mais algumas ginásticas que podem ajudar a trazer um bom clima no trabalho.

Pequenas empresas, pequenos salões

Isso é óbvio. Afinal, para quê alugar um salão de festa para confraternizações de empresas grande, para mais de 1.000 pessoas, se sua empresa quase não chega aos 300 funcionários? Não faz sentido nenhum. Se a empresa for pequena (até 49 funcionários), faz menos sentido ainda.

Muitos espaços para eventos oferecem ambientes de diferentes tamanhos exatamente para atender a essa grande variedade no número de participantes. Convém entrar em contato com estes espaços e se informar sobre estes ambientes. Alguns só oferecem espaços maiores, com capacidade muito superior ao tamanho da festa que a empresa pretende realizar. Em alguns casos, os gerentes tentam a todo custo convencer o organizador a contratar estes espaços, oferecendo preços mais interessantes, inclusive incluindo alguns agrados no pacote como estacionamento ou itens de buffet. Mas mesmo assim, convém evitar estes espaços. “Por que”? Porque se houver mais espaço do que pessoas, o salão vai ficar vazio e vai parecer que a festa foi um fracasso, mesmo que não falte um único colaborador.

“Mas e se justamente este salão for o de orçamento mais razoável?” Há uma solução razoável, mas que exigirá uma revisão cuidadosa no orçamento (e um bocado de negociação com seus fornecedores da festa): abrir a comemoração para a família imediata dos seus colaboradores – ou seja, maridos, mulheres e filhos. Com esse tipo de abertura, o número de convidados mais que dobra, e aí sim você consegue encher o salão. Mas aí vem aquele detalhe importante: o reflexo imediato nos valores do buffet, já que o número de pessoas aumentou dramaticamente. Para os serviços de buffet, isso é ótimo! E eles não vão querer perder essa bocada. Por isso, aproveite para negociar os valores. Quem sabe um belo desconto no valor total, ou então a inclusão de itens que não constavam no orçamento anterior (quem sabe uma bebida especial, ou itens gourmet no cardápio?). Pode cobrar participação?

Não existe uma regra formal que exija nem que proíba isso. Mas na verdade, festas realizadas por setores da empresa – por exemplo, o pessoal do marketing resolve fazer uma confraternização só deles – habitualmente são feitas mediante uma participação em dinheiro de cada participante (a chamada “vaquinha”). Já aquelas promovidas pela empresa são uma espécie de presente, de “agrado”, de agradecimento da parte da própria empresa para com seus funcionários. Assim, digamos que fica um pouco chato cobrar um valor dos funcionários. É quase como dizer: “queremos agradecer a vocês pelos serviços prestados mas, para receber nossa gratidão, vocês vão ter que pagar um precinho simbólico”. Fica feio.

Porém, o orçamento de empresas pequenas também é reduzido e talvez a festa inicialmente organizada saia mais cara do que o cofre suporta. Neste caso, não tenha dúvida: monte uma festa menor, num espaço mais simples, mas que caiba confortavelmente no orçamento e que agrade a todos (ou seja, nada de faltar comes e bebes, nem música, mesmo que seja eletrônica).

Lembre-se que o importante não é fazer uma festa de encher os olhos, num padrão fora da realidade da sua empresa – aliás, os próprios funcionários vão estranhar uma coisa assim e podem se sentir um pouco deslocados, desconfortáveis. Preocupe-se em realizar uma festa que seja agradável a todos, com momentos memoráveis (que tal uma gincana, amigo secreto, sorteios?) e uma interação mais pessoal entre todos.

Deixe o trabalho para segunda-feira. ;)