Dia, e que dia!?

Longe está, o final da semana

O telefone não pára,

Minha vida sendo tragada

Sinto-me só,

Pela sua falta,

Pela falta de todos

Que como numa revolução

Resolveram partir

Largando-me para trás

Já estive on-line,

Porém, hoje, estou só.

Agora, minha companhia são máquinas

E com tantas máquinas a ladear-me

Submeto-me ao sacrifício

Doando-me ao máximo

Oferecendo o próprio suor

Em prol de um ofício.

Pois é assim que sou

Com muita fé e sem ofensas

Aguardando a sua volta.

Virando as páginas

Após um dia caótico

Vejo minha vida ser tragada,

Perdida a tantas requisições

Esperando um amanhã melhor

Para não lembrar-me

Desse dia caótico

Que com certeza

Ainda lembrarei-me,

Sim, e por muito tempo

Ainda me lembrarei.