O valor da verdade - Qualquer pessoa normal caminhando por uma rua das pequenas cidades poderá facilmente encontrar lojas, supermercados ou algo desse tipo. Todos com um mesmo objetivo inicial: comercializar algum tipo de produto. Contanto que cada produto que se comercializa traz em si e por si mesmo um valor.

Mas para que o produto possa ser adquirido é necessário que tenha uma verdade imbuída nele mesmo. Ao que compra um produto assim, busca a verdade do produto como um valor.

No entanto, dificilmente perceberá que o valor que está pagando pelo produto nem sempre corresponde à verdade adquirida. Antes se ofusca pelo desejo da verdade que o produto traz; se perde pela enorme vantagem da verdade do produto que a propaganda oferece e, por fim, é pego pela própria atitude: não resiste à verdade do valor do produto.

O valor que se paga a um produto só terá seu real valor para quem conhece. Vai depender da adaptação que ele terá frente aos outros valores comercializados. Uma camisa por ser de Grife poderá valer R$ 319,90. Outro que não tenha nenhum valor de marketing, mas que tem a verdade de si mesma: ser camisa, - poderá custar Apenas R$ 19,90.

A qualidade, portanto, que se dispensa a um produto pode, sem embargo, ser irreal ao valor que a ele propõe. Por outro lado, segundo Lotze, “não são, mas valem os valores”. Assim sendo, tanto a camisa de R$ 19,90 quanto aquela de R$ 319,90 custa o valor de sua verdade.

O ponto focal será sempre seu valor relacionado ao produto. Ou seja, a coisa em si e o prazer de bem estar representa uma unidade.

Assim, o valor é a dignidade de um produto com sua verdade e sua bondade para quem o consome. Tendo um produto, tem um valor, e, tendo um valor se precisa de um produto. Qual é o valor de sua verdade?

Pe. Joacir d’Abadia, Filósofo autor de 7 livros;

Coordenador da Pastoral da Educação

joacirsoares@hotmail.com