RESUMO:

O presente trabalho de pesquisa surgiu da necessidade de conhecer de forma mais aprofundada a importância da tecnologia no processo de ensino aprendizagem de Literatura no ensino médio. A escolha do tema deu-se em face de perceber que mesmo sendo um tema já muito abordado, ainda não é uma realidade para algumas salas de aula, muitos professores ainda resistem e não fazem uso de tecnologias como aliadas no processo de ensino e aprendizagem no ensino de Literatura. Se o docente compreender a importância da tecnologia e para o ensino e fazer uso desta como uma aliada da sua prática pedagógica perceberá o quão rica e prazerosa será sua aula. A presente pesquisa tem como objetivo levantar dados referentes ao assunto. Caracteriza-se como um estudo bibliográfico fundamento por diversos autores que defendem a temática, destacando-se Libâneo (2012), Rodrigues (2015), bem documentos legais. Diante disso, conclui-se que muitas podem ser as contribuições positivas e significativas das tecnologias para que a aprendizagem de Literatura no Ensino Médio aconteça de maneira prazerosa e significativa. É nessa concepção, que contribuímos para um processo de ensino aprendizagem de Literatura no Ensino Médio, fazendo desta disciplina um conteúdo prazeroso e interessante aos discentes. Palavras-chave: Aprendizagem. Literatura. Tecnologia

INTRODUÇÃO

A literatura como disciplina é extremamente relevante para a aquisição de conhecimentos, apesar da mesma, ainda hoje ser pouco trabalhada na sala de aula. De fato, existe uma afinidade de autores e temas que deveriam serem explorados, pois despertaria nos alunos o interesse pela leitura e a partir disso, buscar dentro da literatura, meios para que desenvolva o seu cognitivo, porque, assim como os músculos, a mente também precisa ser exercitada e um bom exercício seria debruçar-se sobre uma obra literária.

A leitura contribui diretamente para ampliação dos conhecimentos e dessa forma mergulhar em um mundo oposto da realidade, porque à proporção que o indivíduo ler os textos, também vai aguçando e usando a imaginação e se apropriando mais conhecimentos, e assim a leitura passa a ser percebida como uma ação prazerosa.

É bom salientar também de que maneira o professor irá trabalhar a literatura na sala de aula, pois, sabe-se que atualmente, existe uma resistência dos alunos no que diz respeito à questão da leitura, não sei se por má vontade ou mesmo por causa da velha preguiça. Nessa perspectiva o professor então, usará de estratégias para encontrar soluções para amenizar o problema, ou melhor, vencer essa resistência. E, as tecnologias que tanto enchem os olhos das crianças e dos adolescentes, se apresentam como excelente caminho para a conquista deste feito, que é fazer a Literatura tornar-se uma disciplina atraente a todos e não somente àquelas pessoas que já apresentam gosto pela leitura.

A metodologia que conduz esta pesquisa é de cunho qualitativo, a qual se fundamenta no levantamento de dados coletados através de uma pesquisa bibliográfica aprofundando os conhecimentos sobre a temática.

Os objetivos deste estudo são: analisar como as tecnologias podem ser utilizadas em prol do processo de ensino aprendizagem de Literatura, mostrar como as tecnologias podem atuar como recurso pedagógico no processo de ensino aprendizagem de Literatura e apresentar sugestões de como as tecnologias podem serem utilizadas durante as aulas de Literatura.

Espera-se que este estudo contribua para a verificação e reflexão das práticas pedagógicas realizadas nas salas de aula de Ensino Médio nas aulas de Literatura, fazendo com que as tecnologias deixem de serem inimigas do processo de ensino aprendizagem e passem a serem compreendidas como um excelente arcabouço para o processo de ensino aprendizagem de Literatura.

2 LITERATURA E A TECNOLOGIA COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA

A leitura ainda é o melhor recurso para que os alunos do ensino médio desenvolvam o seu raciocínio e venham a serem protagonistas de um mundo melhor, saudável no que diz respeito à intelectualidade forjados com uma boa educação e que também sejam produtores de cultura. A literatura como disciplina abre esses espaços conduzindo-os aos encantos da leitura, consolidando o que é a realidade, mobilizando-os para uma compreensão mais ampla da sociedade, pois, os textos literários trazem muito dessa dimensão que envolve a sociedade, bem como os fatores sociais que a compõe. Dentro desse raciocínio acredita-se que as experiências vividas nos processos educativos, especialmente a valorização da literatura como disciplina favoreçam a integridade educacional e intelectual dos nossos alunos e que possam através do conhecimento seres humanos melhores para si mesmos e para o mundo. O interesse da juventude por temas literários vem sendo reduzido, seja pelo correr do tempo, seja pela entrada das eras digitais com conteúdos rápidos e de interesse atual. Além disso, é superficial o conteúdo estudado nas escolas e, geralmente, os professores de literatura não despertam o interesse do aluno pelas obras e não os incentivam à leitura para formar leitores autônomos. O professor precisa ser desafiador para que o aluno sinta prazer e necessidade de ler. O ensino médio gera nos alunos que ingressam momentos de ansiedade, porque irão se deparar com uma nova realidade, um degrau a mais na sua vida escolar, novos colegas, professores e um nível mais expressivo se tratando das disciplinas que serão ofertadas durante essa etapa da sua jornada estudantil, pois o ensino médio tem como um dos objetivos preparar o aluno para o ensino superior. E a literatura será uma dessas disciplinas e também uma novidade para alguns alunos. Rodrigues (2015) relata sobre essa problemática de se deparar com essa nova realidade. 

Entretanto, um dos maiores obstáculos da escola é fornecer subsídios teóricos e metodológicos para auxiliar a prática pedagógica dos professores, principalmente no que se refere à inserção da leitura literária. Tanto que no Ensino Médio a literatura passa por um processo de escolarização, fator que contribui para que o aluno a considere como um conteúdo de difícil compreensão.1 (RODRIGUES, 2015, p.03)

É verdade que nas muitas ocasiões a literatura nas escolas públicas só é ofertada como disciplina a partir do ensino médio o que nos deixa contrariado, pois seria benéfico para os alunos iniciarem o contato com essa disciplina logo nos primeiros anos na escola, mas, apesar de este contato tardio, uma vez ou outra na disciplina de português aparecem textos literários, especialmente se tratando das atividades propostas nos livros didáticos. É perceptível, nas escolas, os comentários de professores sobre o desinteresse dos alunos pela leitura. Sendo que a escola e os educadores muitas vezes não o instigam a ler. A maioria dos alunos buscam as chamadas leituras em massa e acabam deixando de lado o gosto pela literatura. O estudo da literatura é de suma importância para o desenvolvimento do educando, e é ela, antes de tudo, que mantem a língua como patrimônio coletivo, a liberdade de expressão, identidade própria, cultura, entre outras coisas. A tecnologia é um meio de aprendizagem e pode ser usada em sala, já que os alunos se sentem atraídos por ela. A web tornou-se a maior fonte de pesquisa em todas as áreas e é a mais utilizada e, cabe ao professor utilizar esse meio para chamar a atenção e despertar seu interesse e ensinar que tem pesquisas cientificas, notícias de grande credibilidade e ao mesmo tempo informações falsas, mas, para dar um grande diferencial, é necessário ter uma conexão entre professor e aluno a trabalhar a conscientização da turma para usar os recursos tecnológicos em sala. A tecnologia está contemplada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e tem habilidades em várias áreas do conhecimento que poderão guiar ou dar diretrizes para que as escolas construam suas práticas pedagógicas mediadas pela tecnologia. De acordo com a BNCC, competência 4: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. (BRASIL, 2018, p.20) A escola pode escolher como pratica pedagógica e utilizar essa ferramenta no dia a dia em sala de aula. Há vários meios de utilizar a tecnologia em classe, como sites, aplicativos, softwares, jogos, que o professor pode lançar um questionário e solicitar que a turma responda online e faça pesquisas de qualquer aparelho com acesso à internet. Mas, para isso, o professor deve sempre buscar novos recursos para prender a atenção da turma e conhecer bem cada aluno e, assim trabalhar a conscientização. Além do que é visto em sala de aula, cabe ao professor criar meios utilizando a tecnologia para que os alunos também leiam fora da escola, como utilizar o aplicativo WhatsApp, criando grupos de estudos online, as quais os alunos possam compartilhar leituras e indicações de livros literários, entre outras coisas. Hoje em dia, o professor tem uma grande variedade de recursos para utilizar a tecnologia em sala, em parte, o papel da escola é preparar o aluno para o futuro e não os restringir do desenvolvimento de competências relacionados a tecnologia em sala e assim tornando a aprendizagem significativa para o aluno. De acordo com a BNCC, competência 5: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. (BRASIL, 2018, p.21) É preferível que a escola ensine ao educando o uso proveitoso dos recursos disponíveis para que ele tenha o suporte para ir além, aprender a explorar e ser criativo, do que restringir o uso da tecnologia em sala e ele ser um simples usuário ou até mesmo ser mais um espectador desses recursos que temos disponíveis. Cabe ao professor saber utilizar esses recursos para favorecer sua aula. Exigir do aluno retorno das atividades propostas, tanto em grupos como individuais. Além de perguntas feitas com respostas prontas, seria cabível que o professor lançasse desafios para a turma resolver e não apenas jogos de perguntas e respostas que acabaria caindo na rotina. 3 TECNOLOGIA E RELAÇÃO PEDAGÓGICA Partindo do pressuposto de que a tecnologia contribui de forma significativa para a transmissão do conteúdo, a capacitação do professor é fundamental nessa questão, é preciso sempre inovar, adquirir novos conhecimentos e, além disso, passar adiante. A tecnologia para o desenvolvimento cognitivo e intelectual do aluno contribui positivamente. A ideia não é trocar os livros pelo computador, por exemplo, e sim, promover a diversidade, dando chance para novo conhecimentos, novas ferramentas de pesquisas. A escola deve ser um espaço que instigue o aluno a buscar novos recursos, novas fontes de pesquisas, um espaço que contribua significativamente para seu desenvolvimento saindo da monotonia. Segundo o artigo 35, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9394/96), o Ensino Médio deve preparar o aluno para mercado de trabalho e a sociedade, e o professor ter domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais: As competências e habilidades a serem desenvolvidas em informática são; Representação e Comunicação, reconhecendo a informática como ferramenta para novas estratégias de aprendizagem, capaz de contribuir de forma significativa para o processo de construção do conhecimento nas diversas áreas: Investigação e Compreensão, compreendendo as funções básicas dos principais produtos da automação da microinformática e identificar os principais modelos de informática reconhecendo de acordo com suas características. {...} que facilitem a incorporação de fermentas especificas nas atividades profissionais e reconhecer o papel da informática na organização da vida sociocultural e na compreensão da realidade, relacionando o manuseio do computador a casos, reais, seja no mundo do trabalho ou na vida privada. (PCN, 1999, p.121). Adquirindo essa prática automaticamente a escola vai tornar-se um local mais atrativo para o aluno fazendo diferença na vida, tornando a tecnologia útil ao sistema de ensino e ao mesmo tempo preparando o mesmo para o mercado de trabalho. Atualmente, o ritmo que o educando aprende é de forma acelerada, já que nascem inseridos cultura digital, recebem informações rápida e sempre estão se atualizando em questão de segundos e isso poderia ser utilizado a favor do aprendizado. Deixaram de ser aqueles alunos passivos que só recebiam informações e passaram a ser mais ativos no processo ensino-aprendizagem. É fundamental que os preparem para serem seres pensantes, reflexivos, capacitados para acompanhar mudanças, com capacidades para criar. No caso, usando a tecnologia a seu favor que ajuda a produzir e descobrir seus próprios conhecimentos. A aprendizagem pode estar presente na vida do aluno além da escola, a tecnologia permite isso, a escola e o professor precisam proporcionar métodos para o aluno dar continuidade ao que já ver na escola, como por exemplo criar meios como projetos sociais, projetos que incentivem a leitura, meio que façam eles buscarem respostas e saírem da rotina de buscarem respostas prontas. A tecnologia é apenas um meio de incentivar o aluno a leitura de textos literários e não exatamente o foco de ensino. A partir dela que o aluno pode fazer pesquisas, que o professor pode inovar trazendo para sala, meios que chamem a atenção dos discentes, já que temos hoje uma variedade de sites e aplicativos que ajudam o professor em sala, não é a substituição dos livros e sim um complemento do conteúdo abordado pelos livros, com um incremento do educador para estimular o educando. Miranda afirma que: Os efeitos positivos só se verificam quando os professores acreditam e se empenham de “corpo e alma” na sua aprendizagem e domínio e desenvolvem actividades desafiadoras e criativas, que explorem ao máximo as possibilidades oferecidas pelas tecnologias. E para isto é necessário que os professores as usem com os alunos: a) como novos formalismos para tratar e representar a informação; b) para apoiar os alunos a construir conhecimento significativo; c) para desenvolver projectos, integrando (e não acrescentando) criativamente as novas tecnologias no currículo. (MIRANDA, 1999, p.49) Os educadores precisam acima de tudo de uma preparação para entrarem em sala com uma nova proposta, precisam ter o domínio e buscar métodos para elaborar uma aula atrativa para o aluno, que eles entendam a importância de usar um computador conectado à internet, e os riscos do mesmo. A ideia principal é a busca de uma nova metodologia para trabalhar a literatura em sala, em manter os alunos ocupados e focados em situações que façam sentido em suas vidas, desenvolver seu lado critico, reflexivo e ético, diante do uso da tecnologia, para isso o professor deve exigir do seu aluno o desempenho máximo para a realizações das tarefas propostas, estabelecer metas com a ajuda da turma, fazendo assim uma possibilidade para incentiva-los. Não podemos deixar escapar, os riscos que a internet pode trazer para os alunos, diante dos avanços tecnológicos, o bombardeio de informações é imenso e sem um uso adequado e monitorado pode trazer riscos ao aprendizado do aluno. Hoje podemos considerar que a maior rede de pesquisa é a internet, resposta de fáceis acesso, todo e qualquer tipo de informação em questão de cliques. Quando cita pesquisa com foco na utilização da tecnologia é preciso saber o que é (TIC), Miranda explica: O termo Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) refere-se à conjugação da tecnologia computacional ou informática com a tecnologia das telecomunicações e tem na internet e mais 48 particularmente na Worl Wide Web (www) a sua mais forte expressão. Quando estas tecnologias são usadas para desenvolver ambientes de aprendizagem, podemos considerar as TIC como um subdomínio da tecnologia educativa. (MIRANDA, 2007, p.48) A tecnologia hoje se faz presente na nossa vida cotidiana, temos acesso rápido à internet e sempre usamos algum recurso tecnológico, como computador, tablete, celular, entre outros. A ampliação desses recursos na sala de aula seria uma nova forma de adquirir conhecimentos e preparar os alunos para o mercado de trabalho. A ideia principal para o uso da tecnologia em sala, seria o aprimoramento das aulas de literatura, a busca por novos conhecimentos, a informação, o processo produtivo e as novas experiências, buscar o conhecimento de novas culturas, o prazer em ler textos literários. Atualmente os recursos utilizados em sala são muitos supérfluos, os livros didáticos trazem apenas fragmentos, a produtividade em sala é mínima. Há autores como Libâneo (2012) que criticam o uso da tecnologia em sala, pois creem que o papel do professor será substituído, assim afirma: O novo paradigma produtivo que acompanha o processo de internacionalização da economia provoca modificações no processo de produção, no perfil dos trabalhadores, nas relações de trabalho, nos hábitos de consumo. Por sua vez, uma nova economia da educação, em boa parte sustentada pela inovação tecnológica e na difusão da informação, estaria supondo bases mínimas de escolarização que o capital necessita para fazer frente a novas necessidades de qualificação (LIBÂNEO, 2002, p.19). O autor critica o desuso dos livros didáticos, afirma que abala a formação do professor, podendo até mesmo prejudicar seu trabalho, ou sua formação, já que as pessoas usam de forma desenfreada os meios tecnológicos, e assim se tornam mais distantes, e esse vício atinge mais os jovens, que estão sempre conectados. Na atualidade crianças são expostas excessivamente em frente as telas, o que prejudica ou atrasa seu desenvolvimento cognitivo. E o impacto que a tecnologia traz para a sociedade e imenso, onde não sabem usar de maneira regrada os meios tecnológicos. Libâneo (2012): Na vida cotidiana é cada vez maior o número de pessoas atingidas pelas novas tecnologias, pelos novos hábitos de consumo e indução de novas necessidades. Pouco a Pouco, a população vai precisando se habituar a digitar teclas, ler mensagens no monitor, atender instruções eletrônicas. Cresce o poder dos meios de comunicação, especialmente a televisão, que passa a exercer um domínio cada vez mais forte sobre as crianças e jovens, interferindo nos valores e atitudes, no desenvolvimento de habilidades sensoriais e cognitivas, no provimento de informação mais rápida e eficiente (LIBÂNEO, 2012, p. 16). O professor é um eterno estudante, portanto, a todo o momento tem que se reinventar e acompanhar as novas tendências a respeito da educação e tudo que a envolve, ou seja, temos que nos reinventarmos em todas as situações que tenha como foco o aprendizado. Segundo Libâneo (2012): O processo de ensino se caracteriza pela combinação de atividades do professor e dos alunos. Estes, pelo estudo das matérias, sob a direção do professor, vão atingindo progressivamente o desenvolvimento de suas capacidades mentais. A direção eficaz desse processo depende do trabalho sistematizado do professor que, tanto no planejamento como no desenvolvimento das aulas, conjuga objetivos, conteúdos, métodos e formas organizativas do ensino.2 Por isso, compete ao docente ser o “norte” para que os alunos tenham um ótimo desempenho, especialmente no que diz respeito às aulas de literatura, pois sabemos o quanto existe certas resistências por parte dos alunos em abraçar os estudos pela literatura no ensino médio. Dentro dessa negativa é que o professor como orientador busque soluções para que os alunos tenham interesse pela literatura. 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este vigente trabalho foi realizado de acordo com pesquisas feitas sobre o presente tema a fim de levantar dados referentes à importância das tecnologias para o processo de ensino aprendizagem de Literatura. Percebe-se que a tecnologia é de extrema relevância para ser utilizado no âmbito das salas de aulas do ensino médio, pois nesta etapa, busca-se além da aplicação de conteúdos, preparar os adolescentes para enfrentarem outras etapas e situações que virão, e os jovens estão conectados com o mundo, a tecnologia fazem parte da rotina e os atraem, fazendo com que o tempo de cada um seja ocupado por artefatos tecnológicos. Assim, como bem salienta a sabedoria popular, se não pode com o inimigo, junte-se a ele. Compete ao docente unir a Literatura que é essencial à aprendizagem do discente a tecnologia que tanto encanta os jovens. O novo é sempre objeto de interesse do ser humano. E, para os adolescentes que se encontram no Ensino Médio, a tecnologia é que permite a descoberta, ela gera entusiasmo, expectativas no adolescente. E fica claro, que compete ao professor reconhecer e aproveitar-se dessas peculiaridades próprias da fase para promover o ensino de Literatura de forma lúdica e prazerosa para os jovens, fazendo da tecnologia a sua maior aliada. Percebe-se que, de uma forma geral a tecnologia é um excelente instrumento de promoção da aprendizagem em qualquer etapa da educação básica ou mesmo superior, pois o que atrai o interesse, aguça a curiosidade faz bem para o ser humano, torna o que é enfadonho em algo prazeroso. Todavia, se o docente regente da sala de aula não for um ser humano que aprecie tecnologias, dificilmente este profissional conseguirá despertar a aprendizagem dos adolescentes, pois o celular que é tão presente na vida do discente, será algo mais interessante 2 LIBÂNEO, Op. cit. p. 149. para o jovem. O docente precisa reconhecer a importância da tecnologia, para a educação para que consiga usar de forma satisfatória e benéfica para a aprendizagem de seus alunos. Conclui-se assim que a tecnologia é uma ferramenta que quando utilizada no processo de ensino aprendizagem de Literatura no Ensino Médio, contribui significativamente para o pleno desenvolvimento do adolescente, propiciando o aprimoramento de suas habilidades na leitura e consequentemente na aquisição de conhecimentos de todas as disciplinas. REFERÊNCIAS BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2018. BRASIL. Secretraria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais (Ensino Médio) – Brasília, 2000. LIBÂNEO, José Carlos. Didática, 34ª edição, São Paulo, Cortez Editora, 2012. MIRANDA, G. L. Limites e possibilidades das TIC na educação. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, n. 3, 2007. p. 41-50. Disponível em: http://sisifo.fpce.ul.pt/?r=11&p=41. Acesso em: 10/12/2019. RODRIGUES, Sandra Maria Papim, Ensino de Literatura: considerações teóricas a partir da análise de um suplemento do professor. Rio de Janeiro, Cortez Editora, 2015. [...]