INTRODUÇÃO

No presente trabalho com o tema o papel do professor na resposta dos problemas da escola: uma abordagem baseada na obra de Makarenko faz se uma reflexão de como o professor e outros intervenientes podem proceder com intervenção dos problemas que afectam a escola inspirando-se nos princípios pedagógicos de Makarenko. A pedagogia do Makarenko revela reflexões que trazem luz para os problemas enfrentadas nas escolas Moçambicanas, com destaque para o nível primário e secundário. O impacto das contribuições do Makarenko permite a integração social dos alunos com problemas de aprendizagem virada a uma participação viva dos alunos através de meios eficientes no processo educativo. Makarenko mostra como deve ser o papel do professor e da escola no geral, os princípios de convivência, civilidade, disciplina, zelo com respeito a rotinas e dinâmicas laborais através de práticas colectivas. A razão da escolha deste pedagogo é que ele realiza conexão entre instrução, trabalho e o fortalecimento do colectivismo. Um outro sim, que busco Makarenko para a solução dos problemas que afectam o sistema de educação moçambicana é pelo facto de ele procurar redefinir acções que ampliam o espaço cultural, reformas curriculares e envolvendo os pais e professores, alunos no espírito da revolução educativa. Seu objectivo é dar ênfase ao ensino aprendizagem que privilegia a vida em comunidade e a importância da participação de todos de forma responsável. Em Moçambique o processo de ensino e Aprendizagem (PEA), ocorre sobre olhar de vários problemas. Com tudo, para o sucesso desta reflexão, serão tomados em consideração os principais princípios da pedagogia de Makarenko, destacando:

  • Colectivista;
  • Integração Social e
  • Pratica.

No entanto, no presente trabalho será foco de reflexão a precariedade das infra estruturas, o consumo do álcool pelos alunos, desistências dos alunos sobre tudo nas classes inicias do ensino primário bem como os erros nos manuais de ensino, com destaque para o livro de distribuição gratuito no ensino primário.

 

 

O PAPEL DO PROFESSOR NA RESPOSTA DOS PROBLEMAS DA ESCOLA: UMA ABORDAGEM BASEADA NA OBRA DE MAKARENKO.

O professor desempenha um papel fundamental na edificação do Homem novo e na preservação do património educativo. É ele o responsável por abrir as portas do conhecimento e ajudar cada passo de cada aluno desde o princípio da vida escolar. No entanto no meio de desempenho das suas funções depara-se com vários obstáculos que exigem dele uma postura profissional eficiente para o sucesso no seu trabalho. Todavia, apesar de vários esforços, no mundo da educação, sobre tudo nas escolas rurais do nosso país ainda existem vários problemas que dificultam o decurso normal do processo de ensino e aprendizagem destacando:

1.Infra-estruturas precárias

Grande parte das escolas nas Zonas rurais ou mesmos nas vilas, apresenta um aspecto não muito propicio para o decurso do Processo de Ensino e Aprendizagem. Onde, por exemplo, há falta de carteiras, portas e janelas danificadas às vezes até algumas salas sem tento. Ainda mais, casa de banhos em estado que atenta a saúde das crianças devido a estrutura física das mesmas, sem falar de falta de residências para os professores. Qual deve ser o papel do professor perante esta situação?

No caso das escolas primárias, como por exemplo, EPC de Nwadjahane, a escola só recebe o valor de ADE (Apoio Directo às Escolas) uma única tranche e a lista das necessidades é maior, como solução a escola junto com o conselho recorre a comunidade escolar, para a intervenção dos problemas que afectam a escola, para construir casas de banho usando material local (caniço, lacalacas, estacas, entre outros matérias de fácil acesso) ou mesmo para a construção de residência dos professores. Já para reparação de portas e janelas, a escola convoca reuniões com pais encarregados, para que haja alguém que tenha conhecimento do problema, possa ajudar a escola, neste caso um carpinteiro, um pedreiro, um canalizador ou outro elemento dependendo do problema em causa. Esta prática contribui de forma significativa para a solução imediata dos problemas que se vive dentro da escola, e que de algum modo é um caminho sugerido pelo Makarenko, como pode se cintar: […] No decorrer de dois meses, com a ajuda de especialistas da aldeia, conseguimos por mais ou menos em ordem uma das casernas da antiga colónia: colocamos vidraças, consertos estufas, pusemos portas novas […], (MAKARENKO, 2005). É muito importante que a escola coloca em primeiro lugar a comunidade para a solução dos problemas da escola. Enquanto a comunidade sentir se dona da escola, pode contribuir para a segurança da escola, explicando a necessidade de todos sentirem se parte da instituição, pois só assim que pode se evitar a destruição do bem escolar. Em outros caso, mesmo dentro da sala de aulas, o professor pode solicitar a comunidade para auxiliar na leccionação dos conteúdos, sobre tudo os de artes e ofícios e que são praticados localmente como forma de troca de experiência e valorização das práticas locais e melhoramento de metodologia de ensino.

Enquanto for envolvida a comunidade, pode melhorar na produção escolar, através da prática agrícola e artesanato. Quando os pais participais nas actividades de artesanato, para o caso das escolas das zonas rurais, como é o caso da Escola de Nwadjahane, pode se por exemplo, fazer se a tecelagem do capim e que posteriormente pode ser vendida na comunidade e o valor das receitas são geridas em comissões do conselho da escola para aquisição de bens e serviços para garantir o funcionamento da escola. Uma outra forma é a escola ter uma machamba para a produção agrícola. […]A primeira necessidade do homem é o alimento. (…) nossos educandos estavam constantemente famintos e isso dificultava sensivelmente o problema da sua reeducação moral […](MAKARENKO, 2005). A maior parte dos nossos alunos são órfãos e vulnerais, as vezes aparecem na escola sem ter nem se quer uma refeição, mas com os produtos produzidos para além de trazer ganhos financeiros, a Escola de Nwadjahane tem feito lanches escolares que para além de contribuir para a melhoria da dieta alimentar, contribui de forma significativa no combate as desistências.

Concluindo, apesar de haver alguma precariedade de infra estruturas, o professor não pode deixar de trabalhar, pois antes demais deve priorizar a aprendizagem dos alunos. Para satisfazer as necessidades da escola, o professor deve colaborar com outros intervenientes, como o conselho da escola, a comunidade, liderança local de tal forma que juntos possam assegurar as necessidades da escola. Este elenco pode por exemplo, assegurar a construção da vedação usado material local, a construção de residências dos professores e salas de aulas através das pequenas contribuições dos pais e encarregados de educação bem como de alguns voluntários com iniciativas de ajudar a escola. Uma das fontes de receita para custear as dispensas da escola, para além das contribuições, a escola pode fazer uma produção em machambas da escola onde uma parte da produção pode ser alocada aos projectos da escola. Ainda na produção, pode se criar animais (por exemplo, porcos), fazer a tecelagem de esteira e capim, corte de lenha, corte de estacas, corte de caniço entre outros recursos dependo do local onde a escola está inserida. Importa salientar que para o sucesso de todas estas actividades a ser desenvolvidas pela escola deve se sempre envolver se a comunidade como forma de contribuir na edificação e desenvolvimento institucional.

  1. Consumo de álcool nas escolas. Qual deve ser o papel do professor nesta luta?

O consumo de álcool nas escolas moçambicanas é uma realidade, o maior número dos nossos alunos em escolas primárias e secundárias consomem o álcool, as vezes aparecem na sala embriagados. O baixo aproveitamento escolar, a violência entre os alunos ou com os professores e o desinteresse pelas aulas são alguns males que resultam do consumo do álcool. Para reverter este cenário é importante que o professor toma uma postura mais acertada de tal forma que possa corrigir este mal. Apoiada na pedagogia de Makarenko é possível colmatar este adversário do insucesso de aprendizagem através da prática do colectivismo e integração social. Em primeiro lugar o professor deve identificar os potenciais consumidores do álcool, marcar um diálogo de sociabilização apresentando as possíveis consequências resultantes do consumo destas substâncias. Como sugere o pedagogo: À noite, no dormitório, conversamos sobre os males da embriaguez, os culpados prometeram não beber mais, eu fingi satisfeito com esse epílogo e nem mesmo puni ninguém. […], sabia bem que a luta contra a embriaguez, era preciso fustigar não os colonistas, mas outro alguém (MAKARENKO, 2005). A luta contra o consumo de álcool não pode ser apenas para os que consome, mas sim para todos, desde os professores, alunos, os vendedores e a estrutura local. É importante a escola criar grupos de activistas que envolvem professores e alunos para a promoção de palestras e debates sobre o impacto do consumo do álcool. Os alunos são a peça chave para o sucesso da operação, dai é importante que eles estejam integrados em todos os foros ligados aos assuntos de consumo de álcool. Um outro dado importante para a consolidação das acções levadas acabo pela escola envolvendo alunos, são sessões de avaliações que podem ser por vias de concursos de redacções, teatros, danças ou seja qualquer actividade didáctica e artística que ajuda a combater o consumo do álcool. Para incentivar maior partição por parte dos alunos a escola pode criar um pacote de premiação a todos os participantes e sobre tudo os vencedores. Os alunos que consome o álcool por um lado podem serem integrados nos grupos de sociabilização e de vigilância a outros alunos, de tal forma que esses sintam se donos da causa. É imprescindível o envolvimento de outros actores fora da escola, como é o caso das pessoas vendedoras de álcool, deve haver um espaço de diálogo profundo sobre o seu contributo para o insucesso escolar. Ainda aos vendedores devem ser incumbidas as tarefas de ajudar na reabilitação dos alunos vítimas do álcool, vendendo neste caso, alimentos energéticos, que ajudam na boa nutrição. Para além dos vendedores, agora é a vez da estrutura local, o professor deve colaborar com a estrutura local na luta contra o consumo de álcool, afinal de contas, a liderança local lida directamente com a população no geral, seja pais e encarregados, confissões religiosas e outras entidades importantes na sociedade. A estrutura local deve ser incumbida a agenda de convocar reuniões comunitárias com a população para juntos combater o consumo de álcool. Ao Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MEDH), deve ter a tarefa de dar apoio aos professores, através de linhas de apoio financeiro, para o financiamento das actividades desenvolvidas na escola na luta contra o consumo de álcool. Para além de apoio financeiro, o MEDH pode produzir manuais com conteúdos sobre o consumo do álcool de tal forma que os professores possam ter algum material de apoio. Terminado este processo de diálogo envolvendo todas as esferas vivas, agora é o momento de pensar em que actividades a escola pode desenvolver para ocupar os alunos em acções úteis a vida. A primeira actividade é a promoção de actividades desportivas, dependendo das condições que a escola dispõe, pode ser realizados por exemplo, jogos de futebol, atletismo e outros de tal forma que se melhora a saúde física dos alunos. Uma outra actividade útil pode ser a criação de áreas profissionalizantes na escola, como o caso de aprendizagem as actividades de agricultura, de carpintaria, gestão de negócios entre outros de tal forma que os alunos possam ter uma ocupação útil nas suas vidas.

Relativamente a postura dos pais ou encarregados de educação perante a esta problemática, a luta deve iniciar em casa, no seio da família, através de acções de acompanhamento do seu educando. É importante que os pais monitoram o relacionamento social do seu filho. Ou por outras, os pais deve sempre procurar saber com quem o seu filho se envolve e que tipo de conduta caracteriza o grupo envolvente. Este trabalho, deve ser desenvolvida com mais intensidade na fase de puberdade, pois desta fase que a criança quer experimentar tudo que encontra pela frente. Contudo, enquanto, a criança estiver já metida no consumo do álcool, os pais deve tomar medidas, como por exemplo, a transferência da criança para um outro canto da família, como forma de separa-la do grupo social envolvido. Mas, não só, colaborar com os outros membros da família, para juntos criar estratégias de intervenção tendo em consideração a idade, sexo e outros factores crucias para o sucesso da operação. A inclusão de todos, como o caso da escola, elementos da igreja, estrutura da comunidade pode favorecer o sucesso da operação. Por outras, os pais devem estabelecer uma postura que consiste em seguintes atitudes:

  • Alguns pais são culpados pelo comportamento dos filhos, aliás, na pedagogia existe aquilo que chamamos de currículo oculto, onde os filhos ou alunos aprendem vendo. Então nestes casos, os pais devem servir como modelos de comportamento responsável em relação ao consumo de álcool, evitando o consumo excessivo perante os seus filhos, para que estes não copiem o que os seus pais fazem;
  • Colocar actividades de produção, entretimento entre outros são essências dentro da família ou comunidade, de tal forma que possam ocupar a estadia dos adolescentes. Estas actividades, para além de activar o consumo de álcool, ira contribuir de forma significativa na construção intelectual e emocional dos adolescentes, preparando para a necessidade, de cada um deles, ter uma arte para a sua sobrevivência. É desta oportunidade que os pais devem dar as melhores sugestões como e devem os seus filhos serem perante a sociedade;
  • Um outro aspecto, é estabelecer um diálogo aberto e seguro com os seus filhos, abordando os riscos e consequências do consumo de álcool, bem como promover uma comunicação aberta e honesta sobre o assunto com seus filhos;
  • Algumas famílias acabam se destruindo por falta de regras básicas para o funcionamento da família, por exemplo, o filho sai e volta na hora que pretende e este não pode ser hábito da família, dai que eles devem estabelecer regras claras sobre o consumo de álcool, incluindo restrições de idade, horários e locais apropriados para o consumo;

Em suma, para erradicar o consumo de álcool na escola, o professor deve pautar pela prática colectiva, envolvendo a direcção da escola, colegas, alunos, pais e encarregados de educação, liderança local, coordenação da ZIP, vendedores de álcool entre outros. Como forma de consolidar a prática do diálogo, a escola pode premiar os melhores actores no combate ao consumo de álcool, avaliando os conteúdos expostos em redacções, pecas teatrais, exposições artísticas entre outras actividades. Um outro elemento importante nesta batalha é a integração social dos consumidores dando oportunidades de ajudar os demais que ainda estiverem neste beco de precipício.

3.Erros nos manuais de ensino primário

A problemática da edição e impressão do livro escolar de distribuição gratuita para o ensino primário tem sido o tema de debate nos últimos anos, onde anualmente qualquer livros de cada classe têm tido algum erro. Diante destes e outros factos que atentam a saúde de educação, qual deve ser o papel do professor?

Mediante este cenário, o professor deve privilegiar em primeiro lugar a planificação conjunta das aulas, de tal forma que possam ajudar, primeiro em troca de experiencia em relação aos conteúdos por leccionar estabelecendo metodologias eficazes para o sucesso da aprendizagem dos alunos e segundo a manutenção de possíveis erros os falhas. Em caso de detecção de possíveis erros nos livros, o professor deve canalizar o problema a estrutura da ZIP de modo que se possam ultrapassar o problema. Neste contexto é importante que ao longo de todas etapas de ensino e aprendizagem, para além da planificação conjunta na escola, sejam envolvidos outros elementos da ZIP, para que possa haver a troca de experiências entre professores das mesmas disciplinas ou classe. Depois da planificação conjunta ou colectiva deve se criar um espaço de assistências mútuas de aulas entre colegas para a avaliação metodologia. E por fim a avaliação, este é um instrumento crucial, que de tal forma mostra até que ponto o professor alcançou os objectivos preconizados nos programas de ensino e até que modo as mesmas aprendizagem são útil para a integração social do aluno na sociedade onde vive. É imprescindível que os conhecimentos que o aluno ganha na escola consiga contribuir para o desenvolvimento das comunidades.

Em síntese, o professor desempenha um papel importante no processo de ensino e Aprendizagem (PEA), e no caso de problemas apresentados pelos manuais de apoio deve colaborar com os colegas da escola e da ZIP em paralela com os Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia. Mas enquanto algum livro apresentar erros, o professor deve privilegiar outros manuais de ensino que abordam o mesmo conteúdo aguardando uma errata. Ao participar nas jornadas de aperfeiçoamento pedagógico o professor deve apresentar todas as dificuldades que apoquenta para que junto com os colegas da ZIP possam trazer estratégias de superação das mesmas.

4.Desistência dos alunos

Nas zonas rurais, caso das escolas do distrito de Mandlakazi, muitas crianças ou pais e encarregados de educação ainda desconhecem o valor de educação escolar para um ser novo. Para os pais ou encarregados de educação, uma criança quando atinge a idade escolar (6 a 7 anos) é levado para a machamba ou para a pastagem de gado. Diante desta problemática, o professor é chamado a intervir de tal forma que as crianças possam frequentar a escola, conciliando as necessidades domésticas e a demanda escolar. Para dar resposta a esta situação, seguem algumas acções baseadas em colectivismo para responder a seguinte questão: Como o professor pode recuperar os alunos desistentes na escola, inspirando se na pedagogia de Makarenko?

Em primeiro lugar em cada abertura do ano lectivo, os pais e encarregados de educação devem ser palestrados a respeito da importância da escola para os alunos e o impacto da desistência. Este comunicado sobre a importância da escola para além de envolver os alunos e pais e encarregados de educação deve também envolver a liderança local, para que a escola junto com estas entidades possas traçar as estratégias de combate as desistências. Um outro elemento na gestão das desistências é o conselho da escola, pois para além de ser um órgão representativo, tem a responsabilidade de ajudar a escola na superação das dificuldades. Neste caso, quando um professor dar falta de um aluno, para além de convocar o encarregado de educação e a direcção da escola, pode solicitar alguns membros da direcção para desencadear acções de resgaste de alunos que não participam nas actividades lectivas. É pertinente que acções contra as desistências sejam alastradas até aos membros da comunidade, com ou sem educando, pois esses também têm um contributo para o sucesso desta causa. As vezes os alunos faltam ou desistam da escola por ficar pelo caminho, então qualquer membro da comunidade deve estar sensibilizado de tal forma que quando acompanhar casos de alunos que ficam no caminho da escola façam chegar a liderança local, ou ao encarregado, ao conselho da escola ou mesmo na escola. Os próprios alunos devem ser inclusos na luta contra desistências, onde no caso de haver um aluno que falta com frequência o professor pode obter a informação preliminar do motivo da falta do aluno e se possível estes podem levar o professor até a casa do aluno para viver de perto porque o aluno não aparece na escola. Em caso dos alunos faltarem por motivos de doenças o professor pode coordenar com os encarregados no sentido de levarem o aluno para unidade hospitalar de tal forma que este possa ter acompanhamento medica e uma recuperação rápida e voltar a escola, evitando assim uma desistência. Já enquanto o motivo de desistência for de o aluno estar na pastorícia de gado ou prática agrícola (machamba) ou outra actividade, o professor deve de algum modo, dirigir com a família do aluno, ajudar na planificação do tempo para o aluno estar na escola e estar a desenvolver actividades domésticas. No caso onde o aluno continuar a faltar por estes motivos, o professor deve comunicar o conselho de escola e envolver a estrutura local para o resgate do aluno evitando a desistência do mesmo.

Mas também existe casos onde o aluno falta a escola porque ele que é responsável dele próprio, dedica a maior parte do tempo na busca de sustento. Por exemplo, acorda para machama, volta faz a tecelagem de esteiras para adquirir algum alimento e neste caso, resta pouco tempo e acaba não conseguido frequentar a escola. No caso deste cenário, o professor deve ter uma atenção acrescida para as crianças órfãs e vulnerais e que tem a responsabilidade de cuidar de si mesmas e no caso das zonas rurais não existem centros de acolhimentos para crianças com necessidades similares. Neste caso, junto com todos intervenientes, o professor em colaboração com os serviços distritais da Mulher e Acção social solicitar a inscrição da criança no programa de assistência social básico, de tal forma que possa ter capacidade de frequentar a escola e o poder de compra de alimentos. Outras soluções dependendo do caso de cada criança, podem ser avançadas mediante o envolvimento de todos que forem necessário, no entanto é imperioso que o professor toma uma atitude com muita responsabilidade para com cada um dos seus alunos de tal forma que se posa evitar as desistências e dar a oportunidades de todas as crianças frequentar a escola.

Contudo, para o sucesso escolar é importante que o aluno tenha uma frequência regular e caso esta não haja, o professor deve estabelecer contacto com os pais e encarregados de educação para aferir as motivações da frequência irregular do aluno. No caso em que a negociação do professor com o encarregado não resultar, o professor deve envolver outros alunos, o conselho da escola, a direcção da escola, a liderança local na busca de soluções para se evitar as desistências.

 

Conclusão

Chegado no fim da presente reflexão do papel do professor na interacção com os problemas escolares dando intervenções baseadas nos princípios pedagógico de Makarenko.

Para satisfazer as necessidades da escola, como é o caso de infra estruturas precárias, o professor deve colaborar com outros intervenientes, como o conselho da escola, a comunidade, liderança local de tal forma que juntos possam assegurar as necessidades da escola. Este elenco pode por exemplo, assegurar a construção da vedação usado material local, a construção de residências dos professores e salas de aulas através das pequenas contribuições dos pais e encarregados de educação bem como de alguns voluntários com iniciativas de ajudar a escola. Uma das fontes de receita para custear as dispensas da escola, para além das contribuições, a escola pode fazer uma produção em machambas da escola onde uma parte da produção pode ser alocada aos projectos da escola.

Relativamente a erradicação do consumo de álcool na escola, o professor deve pautar pela prática colectiva, envolvendo a direcção da escola, colegas, alunos, pais e encarregados de educação, liderança local, coordenação da ZIP, vendedores de álcool entre outros para um diálogo profundo do impacto do consumo do álcool. A escola deve incluir no seu plano de actividades anuais, acções de combate ao consumo do álcool e indicando o ponto focal para dinamizar os trabalhos.

Em síntese, o professor desempenha um papel importante no processo de ensino e Aprendizagem (PEA), e no caso de problemas apresentados pelos manuais de apoio deve colaborar com os colegas da escola e da ZIP em paralela com os Serviços de Educação, Juventude e Tecnologia. Mas enquanto algum livro apresentar erros, o professor deve privilegiar outros manuais de ensino que abordam o mesmo conteúdo aguardando uma errata.

Para encerrar, Contudo, para o sucesso escolar é importante que o aluno tenha uma frequência regular e caso esta não haja, o professor deve estabelecer contacto com os pais e encarregados de educação para aferir as motivações da frequência irregular do aluno. No caso em que a negociação do professor com o encarregado não resultar, o professor deve envolver outros alunos, o conselho da escola, a direcção da escola, a liderança local na busca de soluções para se evitar as desistências.

A todo o custo, para o bom desempenho das funções, o professor deve promover a integração social, a prática e o colectivismo para a solução dos problemas que a escola apresenta, como o caso de desistência dos alunos, precariedade das infra estruturas, o consumo do álcool e erros nos manuais de ensino ou seja um professor singular não pode resolver nenhum problema da escola na escola.

 

 

 

 

 

 

 

 

Referencias Bibliográficas

1.Makarenko, A. (2005). Poema Pedagógico. São Paulo: Editora 34